Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
O controle fiscal e da vida privada no Brasil praticamente chegou ao ápice. Daqui a quatro anos ninguém vai conseguir comprar uma caixa de fósforos sem se cadastrar, ou seja, fornecer o numero do CPF e endereço. Com isso o governo pretende evitar a sonegação, e em rede fina cruzar informações pelo seu sistema via internet, para saber em tempo real o quanto e onde você gasta; de quem, como e o quanto você ganha. A verdade, é que, o que sobra da bocada do leão do imposto de renda, o cidadão continua pagando impostos sobre absolutamente tudo o que consome. Eles incidem, com diferentes alíquotas, sobre alimentos, vestuários, bens e serviços. Em nosso país, o capitalismo de Estado é uma realidade. O governo se mete em praticamente tudo. Atualmente controla o Pré-Sal e toda fonte de energia fóssil, hidráulica ou de biocombustível. O governo está presente nos setores de eletricidade, transportes e crédito bancário. E está prestes a lançar um novo código mineral com agência reguladora no setor de mineração, através do qual serão praticamente negados às pessoas físicas alvarás para exploração de riquezas do solo. Cada vez mais, o Estado passa da posição de controlador para operador destes setores, num gigantesco, absurdo e grotesco retrocesso.
A intenção de políticos e agentes públicos comprometidos com esta ideologia é tornar o Brasil um mega empresário capitalista sob um manto intervencionista e sob as matizes de um escabroso e inaceitável monopólio estatal. Na realidade, o problema do Brasil não se circunscreve aos restritos limites da corrupção por desvio de dinheiro público, mas, especialmente, na alienação de políticos que votam a favor de leis protecionistas, reguladoras e estatizantes. Como resultado, cada dia perdemos mais liberdade. Não bastasse o tremendo intervencionismo estatal na vida das pessoas e das instituições, incentivado e promovido pelo PT com o apoio do PMDB, de partidos aliados e de burocratas de todas as esferas da administração pública, o atual governo não teve sequer escrúpulo em tentar amordaçar a imprensa quando propôs a criminalização das fontes e dos jornalistas que divulgam informações sigilosas. Com um detalhe irônico: quem diz o que é ou não é sigiloso, é o próprio governo.
Em nome da liberdade e da democracia, a imprensa brasileira deve ficar atenta e promover com urgência (antes que seja tarde) debates sobre esta dura realidade, alertando eleitores para que prestem atenção nas convicções, princípios e ideologias dos candidatos e dos partidos políticos. A intervenção do Estado se faz necessária para evitar exageros de um liberalismo desenfreado e explorador. Mas, devem existir limites, sob pena de vivermos de fato, o pesadelo descrito no livro “1984” de George Orwell. Tendo como pano de fundo a opressão dos regimes stalinista e nazista, o livro critica o controle estatal que nivela toda a sociedade, reduz as pessoas a instrumentos subservientes do Estado, disciplina a linguagem e controla até o pensamento. Como nos tempos de hoje, em que o Estado opera a economia e controla as nossas vidas, o intervencionismo de 1984 de Orwell se disfarça de democracia sob o comando do “Partido” e do onipresente “Grande Irmão”. Com a devida vênia, semelhanças com o que se passa atualmente no Brasil não são mera coincidência. Pensamento da Semana: “As promessas de ontem são os impostos de hoje”. William Lyon Mackenzie King
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
O SILÊNCIO DO SENADOR
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
Ao ler a crônica “Lula não fará seu sucessor”, um leitor de Foz do Iguaçu questionou, em síntese, o seguinte: "se o senador Pedro Simon (PMDB/RS) se tornou, ao longo destes anos, ‘o maior exemplo de como deve ser na essência, um verdadeiro político’ porque ele não desnudou as contradições da governadora Yeda Crusius (PSDB-RS)? A impressão que tenho é que ele está tão preocupado com o escândalo do senado que se esqueceu de defender a sua própria casa, que é o Rio Grande do Sul”. Certamente não se pode ignorar o fato de que Yeda Crusius é acusada pelo Ministério Público por formação de quadrilha e desvio de dinheiro público do Detran gaúcho. Documentos liberados pela Justiça Federal à CPI instalada para investigar indícios da participação de agentes públicos demonstram possíveis desvios de R$ 344 milhões dos cofres públicos. Neles encontram-se provas contra 40 réus na ação penal e civil pública, instauradas pela Justiça Federal com base na Operação Rodin. Pelas ruas da Grécia, com uma lanterna em plena luz do dia, Diógenes procurava “o homem”. Mais do que irônico, a robustez ética desta busca, infelizmente bate à porta dos eleitores nos dias de hoje. Eleitores conscientes procuram políticos virtuosos, autênticos, cuja ética possua mão única de direção. A alusão a Pedro Simon faz parte desta busca. Mas, é forçoso reconhecer que, se no senado vibra a bandeira da ética, no Rio Grande do Sul ignora o terremoto que atinge sua aliada política.
Esta inação estrondeia nos ouvidos dos eleitores. Parcialidade sofismável, dois pesos e duas medidas, dupla ética ou ausência dela? Quais são as implicações e motivos desta omissão? Será que tem algo a ver com o fato do seu filho Tiago Chanan Simon ter integrado recentemente o governo gaúcho? Será que o sepulcral silêncio do senador tem a ver com o fato do PMDB comandar o Banrisul e outros importantes órgãos do governo do Rio Grande do Sul? Não passa despercebido que o afastamento de José Sarney abriria vaga para o 1° Vice-Presidente Marconi Perillo (PSDB), o qual, juntamente com os democratas, na presidência do Congresso Nacional fortaleceria a oposição e conseqüentemente a vitória de Jose Serra à Presidência da República.
Essa complexa e perplexa realidade é acompanhada em todo o país, principalmente nos municípios, por defesas simplórias e estéreis por parte de políticos afinados com o PT e o PMDB. Há aqueles que dizem que nada tem a ver com o que está ocorrendo, porque não foi o PT quem elegeu Sarney para presidente do senado. Outros afirmam que Sarney na realidade sequer faz parte de verdade do PMDB, tendo apenas utilizado a sigla para se eleger. Sem cerimônia se esforçam para toldar o pouco caso, o desprezo, a insensatez e a irresponsabilidade de suas lideranças para com a pátria. Não se preocupam com a coerência que deve nortear a vida de quem pretende representar os (e não se apossar dos) anseios do povo.
É bom ficar de olho. O voto neles é manifestação subalterna de fraqueza, contra a qual a imprensa livre e todas as pessoas que possuem capacidade de raciocínio e compromisso com a justiça devem se opor. O silêncio de Pedro Simon, infelizmente everte, subverte e inverte o que se espera de sua bandeira pela ética, colocando-a a “meio pau”. Se a tática é essa, os aliados e comparsas da dissimulação, da mentira, da felonia, chegarão à audácia e ao cinismo de professarem durante a campanha política do ano que vem, que “nada têm a ver com isso”, que “não sabem de nada”. Mas, se é verdade que da estrumeira brota a flor, temos por dever nas eleições evacuá-los do cenário político nacional, estadual e municipal. Pensamento da semana: “Na vida pública, aprendemos que se pode ouvir tanto as palavras como o silêncio.” José Serra.
cesartechio@gmail.com
Ao ler a crônica “Lula não fará seu sucessor”, um leitor de Foz do Iguaçu questionou, em síntese, o seguinte: "se o senador Pedro Simon (PMDB/RS) se tornou, ao longo destes anos, ‘o maior exemplo de como deve ser na essência, um verdadeiro político’ porque ele não desnudou as contradições da governadora Yeda Crusius (PSDB-RS)? A impressão que tenho é que ele está tão preocupado com o escândalo do senado que se esqueceu de defender a sua própria casa, que é o Rio Grande do Sul”. Certamente não se pode ignorar o fato de que Yeda Crusius é acusada pelo Ministério Público por formação de quadrilha e desvio de dinheiro público do Detran gaúcho. Documentos liberados pela Justiça Federal à CPI instalada para investigar indícios da participação de agentes públicos demonstram possíveis desvios de R$ 344 milhões dos cofres públicos. Neles encontram-se provas contra 40 réus na ação penal e civil pública, instauradas pela Justiça Federal com base na Operação Rodin. Pelas ruas da Grécia, com uma lanterna em plena luz do dia, Diógenes procurava “o homem”. Mais do que irônico, a robustez ética desta busca, infelizmente bate à porta dos eleitores nos dias de hoje. Eleitores conscientes procuram políticos virtuosos, autênticos, cuja ética possua mão única de direção. A alusão a Pedro Simon faz parte desta busca. Mas, é forçoso reconhecer que, se no senado vibra a bandeira da ética, no Rio Grande do Sul ignora o terremoto que atinge sua aliada política.
Esta inação estrondeia nos ouvidos dos eleitores. Parcialidade sofismável, dois pesos e duas medidas, dupla ética ou ausência dela? Quais são as implicações e motivos desta omissão? Será que tem algo a ver com o fato do seu filho Tiago Chanan Simon ter integrado recentemente o governo gaúcho? Será que o sepulcral silêncio do senador tem a ver com o fato do PMDB comandar o Banrisul e outros importantes órgãos do governo do Rio Grande do Sul? Não passa despercebido que o afastamento de José Sarney abriria vaga para o 1° Vice-Presidente Marconi Perillo (PSDB), o qual, juntamente com os democratas, na presidência do Congresso Nacional fortaleceria a oposição e conseqüentemente a vitória de Jose Serra à Presidência da República.
Essa complexa e perplexa realidade é acompanhada em todo o país, principalmente nos municípios, por defesas simplórias e estéreis por parte de políticos afinados com o PT e o PMDB. Há aqueles que dizem que nada tem a ver com o que está ocorrendo, porque não foi o PT quem elegeu Sarney para presidente do senado. Outros afirmam que Sarney na realidade sequer faz parte de verdade do PMDB, tendo apenas utilizado a sigla para se eleger. Sem cerimônia se esforçam para toldar o pouco caso, o desprezo, a insensatez e a irresponsabilidade de suas lideranças para com a pátria. Não se preocupam com a coerência que deve nortear a vida de quem pretende representar os (e não se apossar dos) anseios do povo.
É bom ficar de olho. O voto neles é manifestação subalterna de fraqueza, contra a qual a imprensa livre e todas as pessoas que possuem capacidade de raciocínio e compromisso com a justiça devem se opor. O silêncio de Pedro Simon, infelizmente everte, subverte e inverte o que se espera de sua bandeira pela ética, colocando-a a “meio pau”. Se a tática é essa, os aliados e comparsas da dissimulação, da mentira, da felonia, chegarão à audácia e ao cinismo de professarem durante a campanha política do ano que vem, que “nada têm a ver com isso”, que “não sabem de nada”. Mas, se é verdade que da estrumeira brota a flor, temos por dever nas eleições evacuá-los do cenário político nacional, estadual e municipal. Pensamento da semana: “Na vida pública, aprendemos que se pode ouvir tanto as palavras como o silêncio.” José Serra.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
“LULA NÃO FARÁ SEU SUCESSOR”
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
O Senador Pedro Simon (PMDB/RS) se tornou, ao longo destes anos, no maior exemplo de como deve ser, na essência, um verdadeiro político. Tremula no alto de seus ideais a bandeira da moralidade, da honestidade, da coragem, da dignidade e do autêntico amor pelo Brasil. Custe o que custar, Pedro Simon é uma pedra, incorruptível, cuja postura desnuda as contradições do parlamento, os conchavos e a podridão que clama por mudanças urgentíssimas, pois no Congresso Nacional, convenhamos, deveriam migrar representantes comprometidos com o povo sofrido, com a lei, com a constituição federal e com a justiça. Em debate com estudantes de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo (USP) na semana passada, Pedro Simon demonstrou, mais uma vez, que de fato é “pedra” e que sobre esta pedra edifica uma nova perspectiva que inclui denunciar a podridão da política nacional, mesmo que isso represente “cortar a própria carne”.
Sobre a eleição presidencial de 2010, disse aos estudantes que o comando de seu partido “se vende para quem pagar mais” e que "o PMDB vai mamar nos braços de quem ganhar". Com relação ao arquivamento das denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) no Conselho de Ética da Casa e com o arquivamento contra Antonio Palocci (PT-SP) no Supremo Tribunal Federal (STF), foi enfático: "Ficou provado que no Brasil não se apura nada". Em meio a estas denúncias gravíssimas, a ex-ministra e senadora Marina Silva(AC) filiou-se, no domingo, ao Partido Verde tornando público o fato do PT ter deixado em segundo plano a bandeira ecológica. No seu discurso afirmou: "Muitas pessoas me perguntavam: Por que não permanece, para o debate interno?? Aí eu vi que meu trabalho não era de convencimento, mas de atuar ao lado de quem está convencido daquilo que o mundo inteiro também já está convencido".
A par destas acusações, após o arquivamento das onze denúncias contra Jose Sarney com o apoio do PT (inclusive da senadora catarinense Ideli Salvatti), o Senador Flávio Arns (PT/PR) jogou “lama” no ventilador: “O PT jogou a ética no lixo e vai ter que achar outro caminho. Deu as costas ao povo, à sociedade e às bandeiras tão caras a tantas pessoas. Tenho vergonha de estar no PT.” Não bastasse, desesperado, Aloísio Mercadante afirmou publicamente que abandonaria a liderança da bancada do PT, voltando atrás logo depois de uma conversinha com o Presidente Lula. Estes fatos são o pano de fundo que prenuncia o desastre político do PT no ano que vem. Neste sentido, é preciso prestar muita atenção no que disse Carlos Augusto Montenegro, experimentado analista do cenário político nacional desde a volta da democracia. Ele afirmou à Revista Veja do dia 26 de agosto, pág. 72, que “Lula não fará seu sucessor”. Sobre o voto do PT pelo arquivamento das denúncias contra José Sarney, o presidente do Ibope, disse que “o PT passou vinte anos dizendo que era sério, que era ético, que trabalhava pelo Brasil de uma maneira diferente dos outros partidos. (...) eu não diria que o partido está extinto, mas que está caminhando para isso”. Mas, se o mau exemplo vem de cima, precisamos considerar o fato de que nos municípios de todo o país, existem políticos ligados ao PMDB e ao PT que verdadeiramente se dedicam à causa pública, demonstrando honestidade e responsabilidade para com os interesses do povo. Mas, será que a confiança dos eleitores nestes candidatos, será transferida para os candidatos à presidência da república? Pensamento da semana: “Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta” John Kenneth Galbraith.
cesartechio@gmail.com
O Senador Pedro Simon (PMDB/RS) se tornou, ao longo destes anos, no maior exemplo de como deve ser, na essência, um verdadeiro político. Tremula no alto de seus ideais a bandeira da moralidade, da honestidade, da coragem, da dignidade e do autêntico amor pelo Brasil. Custe o que custar, Pedro Simon é uma pedra, incorruptível, cuja postura desnuda as contradições do parlamento, os conchavos e a podridão que clama por mudanças urgentíssimas, pois no Congresso Nacional, convenhamos, deveriam migrar representantes comprometidos com o povo sofrido, com a lei, com a constituição federal e com a justiça. Em debate com estudantes de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo (USP) na semana passada, Pedro Simon demonstrou, mais uma vez, que de fato é “pedra” e que sobre esta pedra edifica uma nova perspectiva que inclui denunciar a podridão da política nacional, mesmo que isso represente “cortar a própria carne”.
Sobre a eleição presidencial de 2010, disse aos estudantes que o comando de seu partido “se vende para quem pagar mais” e que "o PMDB vai mamar nos braços de quem ganhar". Com relação ao arquivamento das denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) no Conselho de Ética da Casa e com o arquivamento contra Antonio Palocci (PT-SP) no Supremo Tribunal Federal (STF), foi enfático: "Ficou provado que no Brasil não se apura nada". Em meio a estas denúncias gravíssimas, a ex-ministra e senadora Marina Silva(AC) filiou-se, no domingo, ao Partido Verde tornando público o fato do PT ter deixado em segundo plano a bandeira ecológica. No seu discurso afirmou: "Muitas pessoas me perguntavam: Por que não permanece, para o debate interno?? Aí eu vi que meu trabalho não era de convencimento, mas de atuar ao lado de quem está convencido daquilo que o mundo inteiro também já está convencido".
A par destas acusações, após o arquivamento das onze denúncias contra Jose Sarney com o apoio do PT (inclusive da senadora catarinense Ideli Salvatti), o Senador Flávio Arns (PT/PR) jogou “lama” no ventilador: “O PT jogou a ética no lixo e vai ter que achar outro caminho. Deu as costas ao povo, à sociedade e às bandeiras tão caras a tantas pessoas. Tenho vergonha de estar no PT.” Não bastasse, desesperado, Aloísio Mercadante afirmou publicamente que abandonaria a liderança da bancada do PT, voltando atrás logo depois de uma conversinha com o Presidente Lula. Estes fatos são o pano de fundo que prenuncia o desastre político do PT no ano que vem. Neste sentido, é preciso prestar muita atenção no que disse Carlos Augusto Montenegro, experimentado analista do cenário político nacional desde a volta da democracia. Ele afirmou à Revista Veja do dia 26 de agosto, pág. 72, que “Lula não fará seu sucessor”. Sobre o voto do PT pelo arquivamento das denúncias contra José Sarney, o presidente do Ibope, disse que “o PT passou vinte anos dizendo que era sério, que era ético, que trabalhava pelo Brasil de uma maneira diferente dos outros partidos. (...) eu não diria que o partido está extinto, mas que está caminhando para isso”. Mas, se o mau exemplo vem de cima, precisamos considerar o fato de que nos municípios de todo o país, existem políticos ligados ao PMDB e ao PT que verdadeiramente se dedicam à causa pública, demonstrando honestidade e responsabilidade para com os interesses do povo. Mas, será que a confiança dos eleitores nestes candidatos, será transferida para os candidatos à presidência da república? Pensamento da semana: “Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta” John Kenneth Galbraith.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
TAPA NA CARA
TAPA NA CARA
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
Estupefato, nesta segunda feira o povo brasileiro assistiu o presidente do Senado, Jose Sarney discursar no plenário da Casa do Povo, em homenagem aos 55 anos do suicídio de Getúlio Vargas e aos 100 anos do falecimento do escritor Euclides da Cunha, autor de "Os Sertões". Em cena deprimente, com o plenário vazio, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), cobrou explicações do indigitado orador, sobre as acusações que lhe pesam: "Senador José Sarney, a situação do Senado Federal não está tranqüila, não está resolvida. As pessoas desejam um esclarecimento mais cabal, que as dúvidas sejam esclarecidas. A solução não está bem resolvida. O arquivamento das representações não significou que nós tenhamos resolvido os problemas do Senado". Cheio de pudor, José Sarney revidou a intervenção: "Acho que Vossa Excelência foi indelicado comigo, Vossa Excelência que é um homem tão educado. (...) Tomado por tamanha visão política Vossa Excelência deixa de respeitar as regras mais comezinhas do dia a dia da Casa". Ou seja, o discurso de Sarney cedeu lugar ao que verdadeiramente interessa ao povo brasileiro: sua participação na fundação que leva seu nome, os negócios com crédito consignado de seu neto, a nomeação de servidores com relações próximas, os atos secretos, etc. Em meio a este turbilhão, o PSDB e o DEM, vencidos no caso das onze denúncias contra Sarney, abandonam e propõe a extinção do Conselho de Ética. Também pudera, três petistas, aplaudidíssimos por Renan Calheiros e Fernando Collor de Mello, votaram a favor do arquivamento das denúncias. São eles: João Pedro (AM), Delcídio Amaral (MS) e Ideli Salvatti (SC). A atitude do senador Eduardo Suplicy, após o pedido de desfiliação da senadora Marina Silva (PT-AC) e do senador Flávio Arns (PT-PR), demonstra claramente que o PT foi rachado para sempre. E não é para menos. Flávio Arns pretende que a Justiça diga que o PT foi infiel ao seu ideário político. Eduardo Suplicy e Pedro Simon (PMDB-RS), em meio a 81 senadores que compõem o Senado Federal, ergueram bandeira contra a vergonhosa bandalheira que se instalou no Congresso Nacional e tiveram a coragem e dignidade de baterem de frente contra os amigos de Sarney, incluindo o presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Para nós, catarinenses, o que mais impressionou foi o voto subserviente da Senadora Ideli Salvatti, um verdadeiro tapa na cara e na decência dos eleitores e uma amarga decepção e vergonha aos petistas de boa índole. A ingerência do governo na Receita Federal, com a posterior exoneração de Lina Vieira veio coroada com o pedido de exoneração de seis superintendentes regionais, cinco coordenadores e o subsecretário de fiscalização. Diante desta onda antiética que avassala o país, o que podemos esperar da política brasileira? Não é para menos que no final do editorial da TVBV (TV Barriga Verde) do dia 19/08/2009, as Forças Armadas foram lembradas como porto seguro em meio à gravíssima crise instalada no país. Com efeito, cadê os homens de bem que deviam integrar os partidos políticos e fazer deles a esperança por um futuro melhor? Será que somente uma intervenção militar poderia mandar para casa políticos descomprometidos com o bem comum, com a ética, a moral, a probidade e a honestidade? Não acredito. Lançando um olhar sobre a nossa recente história, ainda fico com a Ordem dos Advogados do Brasil, com o Ministério Público e com o Poder Judiciário, verdadeiras ilhas de resistência moral e ética em meio a este mar emporcalhado de lama que envolve as instituições e a política brasileira. Pensamento da semana: De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86).
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
Estupefato, nesta segunda feira o povo brasileiro assistiu o presidente do Senado, Jose Sarney discursar no plenário da Casa do Povo, em homenagem aos 55 anos do suicídio de Getúlio Vargas e aos 100 anos do falecimento do escritor Euclides da Cunha, autor de "Os Sertões". Em cena deprimente, com o plenário vazio, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), cobrou explicações do indigitado orador, sobre as acusações que lhe pesam: "Senador José Sarney, a situação do Senado Federal não está tranqüila, não está resolvida. As pessoas desejam um esclarecimento mais cabal, que as dúvidas sejam esclarecidas. A solução não está bem resolvida. O arquivamento das representações não significou que nós tenhamos resolvido os problemas do Senado". Cheio de pudor, José Sarney revidou a intervenção: "Acho que Vossa Excelência foi indelicado comigo, Vossa Excelência que é um homem tão educado. (...) Tomado por tamanha visão política Vossa Excelência deixa de respeitar as regras mais comezinhas do dia a dia da Casa". Ou seja, o discurso de Sarney cedeu lugar ao que verdadeiramente interessa ao povo brasileiro: sua participação na fundação que leva seu nome, os negócios com crédito consignado de seu neto, a nomeação de servidores com relações próximas, os atos secretos, etc. Em meio a este turbilhão, o PSDB e o DEM, vencidos no caso das onze denúncias contra Sarney, abandonam e propõe a extinção do Conselho de Ética. Também pudera, três petistas, aplaudidíssimos por Renan Calheiros e Fernando Collor de Mello, votaram a favor do arquivamento das denúncias. São eles: João Pedro (AM), Delcídio Amaral (MS) e Ideli Salvatti (SC). A atitude do senador Eduardo Suplicy, após o pedido de desfiliação da senadora Marina Silva (PT-AC) e do senador Flávio Arns (PT-PR), demonstra claramente que o PT foi rachado para sempre. E não é para menos. Flávio Arns pretende que a Justiça diga que o PT foi infiel ao seu ideário político. Eduardo Suplicy e Pedro Simon (PMDB-RS), em meio a 81 senadores que compõem o Senado Federal, ergueram bandeira contra a vergonhosa bandalheira que se instalou no Congresso Nacional e tiveram a coragem e dignidade de baterem de frente contra os amigos de Sarney, incluindo o presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Para nós, catarinenses, o que mais impressionou foi o voto subserviente da Senadora Ideli Salvatti, um verdadeiro tapa na cara e na decência dos eleitores e uma amarga decepção e vergonha aos petistas de boa índole. A ingerência do governo na Receita Federal, com a posterior exoneração de Lina Vieira veio coroada com o pedido de exoneração de seis superintendentes regionais, cinco coordenadores e o subsecretário de fiscalização. Diante desta onda antiética que avassala o país, o que podemos esperar da política brasileira? Não é para menos que no final do editorial da TVBV (TV Barriga Verde) do dia 19/08/2009, as Forças Armadas foram lembradas como porto seguro em meio à gravíssima crise instalada no país. Com efeito, cadê os homens de bem que deviam integrar os partidos políticos e fazer deles a esperança por um futuro melhor? Será que somente uma intervenção militar poderia mandar para casa políticos descomprometidos com o bem comum, com a ética, a moral, a probidade e a honestidade? Não acredito. Lançando um olhar sobre a nossa recente história, ainda fico com a Ordem dos Advogados do Brasil, com o Ministério Público e com o Poder Judiciário, verdadeiras ilhas de resistência moral e ética em meio a este mar emporcalhado de lama que envolve as instituições e a política brasileira. Pensamento da semana: De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86).
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
AULAS NO PICO DA GRIPE
AULAS NO PICO DA GRIPE
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@yahoo.com
O retorno às aulas no dia 17/08 em vários Estados e cidades do país colide com decisões em sentido contrário, como por exemplo ocorridas no município de Chapeco, no qual, por decisão do Juiz Ermínio Amarildo Darold as aulas continuam suspensas até o dia 26 de agosto sob pena de multa de trinta mil reais por escola. No mesmo sentido o Juiz Geomir Roland Paul concedeu liminar em ação cível pública impetrada pelo Ministério Público para suspensão das aulas em Xanxerê Faxinal dos Guedes e Bom Jesus. Em Tubarão, a suspensão é por tempo indeterminado. A nível nacional a recomendação é para que os alunos retornem as aulas e cuidem para não se contaminar. Uma piada. Tudo isso demonstra o quanto nossas autoridades de saúde estão totalmente confusas e não sabem como jogar contra a proliferação da doença. Até parece a Seleção Brasileira na última quarta feira, no jogo contra a Seleção da Estônia cujos jogadores dividem o tempo entre trabalhar nas suas profissões e jogar bola. Apanharam de jogadores tecnicamente despreparados e, por sorte, emplacaram o golzinho de 1x0. O que impressiona, todavia, é o fato de que se trata de uma seleção experiente, ou seja, são escolhidos os melhores jogadores do país justamente por serem eficientes. Mas, quando se unem, dão bola fora. Se, são os melhores, é evidente que o problema reside na ausência de coordenação técnica e falta de percepção tática, ou seja, não existe harmonia no conjunto. Jogam de forma individual tentando impor seu próprio jogo, em detrimento do time.
Na questão da gripe H1N1, nossas autoridades de saúde estão no mesmo dilema da Seleção, ou seja, não estão sacando que se trata de uma PANDEMIA, na qual não existem realidades geográficas distintas no tocante a capacidade de proliferação. A doença está muito disseminada na região sul e o retorno às aulas em algumas cidades em detrimento de outras é um enorme equívoco. A posição do Ministério Público de Xanxerê, nos autos nº 080.09.004559-9 de Ação Cível Publica ajuizada no dia 12/08/09 merece respeito e acatamento. Com toda razão o Juiz Dr. Geomir Roland Paul em sua decisão: “... válido frisar que a atual situação do País, sobretudo dos Estados da Região Sul, é calamitosa. Apesar do Ministério da Saúde afirmar diariamente que a situação está sob controle, o vírus da gripe A (H1N1) vem infectando a população em escala geométrica e o Estado não dispõe de medicamento suficiente para atendimento de grande público. (...) Após exposta a atual situação de periculosidade, na qual se aglomerações devem ser evitadas ao máximo, desnecessário tecer maiores comentários acerca da importância da suspensão das aulas nos estabelecimentos de ensino. As salas de aula constituem ambiente extremamente propício à disseminação do vírus. A situação tende a agravar-se com o aumento de casos suspeitos da gripe A (H1N1) e possíveis óbitos. O Poder Judiciário não pode assistir, inerte, a irresponsabilidade do Estado em determinar o reinício das aulas. Não há sentido algum ou eficácia das medidas tomadas pela rede municipal e particular de ensino se não houver também a paralisação das aulas da rede estadual. (...) O direito á integridade física e à saúde do cidadão são direitos fundamentais insertos na Constituição Federal, onde se extrai o “fumus boni iuris”. E este juízo em especial, na tutela dos direitos assegurados às crianças e adolescentes, deve assegurar estas garantias fundamentais.” A iniciativa do Ministério Público, acolhida pelo respeitável Magistrado, embora cassada a liminar pelo TJSC no dia 18/08 (infelizmente, a meu ver), é paradigma de bom senso e bate de frente contra as contraditórias decisões da Administração Pública, entre as quais, justamente no pico da proliferação do vírus, pelo retorno das atividades escolares. Em caso de contágio em sala de aula, quem vai responder ou pagar por isso? Ou será que a vida de uma criança tem preço? Pensamento da semana: “Governar é fazer acreditar” Nicolau Maquiavel.
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@yahoo.com
O retorno às aulas no dia 17/08 em vários Estados e cidades do país colide com decisões em sentido contrário, como por exemplo ocorridas no município de Chapeco, no qual, por decisão do Juiz Ermínio Amarildo Darold as aulas continuam suspensas até o dia 26 de agosto sob pena de multa de trinta mil reais por escola. No mesmo sentido o Juiz Geomir Roland Paul concedeu liminar em ação cível pública impetrada pelo Ministério Público para suspensão das aulas em Xanxerê Faxinal dos Guedes e Bom Jesus. Em Tubarão, a suspensão é por tempo indeterminado. A nível nacional a recomendação é para que os alunos retornem as aulas e cuidem para não se contaminar. Uma piada. Tudo isso demonstra o quanto nossas autoridades de saúde estão totalmente confusas e não sabem como jogar contra a proliferação da doença. Até parece a Seleção Brasileira na última quarta feira, no jogo contra a Seleção da Estônia cujos jogadores dividem o tempo entre trabalhar nas suas profissões e jogar bola. Apanharam de jogadores tecnicamente despreparados e, por sorte, emplacaram o golzinho de 1x0. O que impressiona, todavia, é o fato de que se trata de uma seleção experiente, ou seja, são escolhidos os melhores jogadores do país justamente por serem eficientes. Mas, quando se unem, dão bola fora. Se, são os melhores, é evidente que o problema reside na ausência de coordenação técnica e falta de percepção tática, ou seja, não existe harmonia no conjunto. Jogam de forma individual tentando impor seu próprio jogo, em detrimento do time.
Na questão da gripe H1N1, nossas autoridades de saúde estão no mesmo dilema da Seleção, ou seja, não estão sacando que se trata de uma PANDEMIA, na qual não existem realidades geográficas distintas no tocante a capacidade de proliferação. A doença está muito disseminada na região sul e o retorno às aulas em algumas cidades em detrimento de outras é um enorme equívoco. A posição do Ministério Público de Xanxerê, nos autos nº 080.09.004559-9 de Ação Cível Publica ajuizada no dia 12/08/09 merece respeito e acatamento. Com toda razão o Juiz Dr. Geomir Roland Paul em sua decisão: “... válido frisar que a atual situação do País, sobretudo dos Estados da Região Sul, é calamitosa. Apesar do Ministério da Saúde afirmar diariamente que a situação está sob controle, o vírus da gripe A (H1N1) vem infectando a população em escala geométrica e o Estado não dispõe de medicamento suficiente para atendimento de grande público. (...) Após exposta a atual situação de periculosidade, na qual se aglomerações devem ser evitadas ao máximo, desnecessário tecer maiores comentários acerca da importância da suspensão das aulas nos estabelecimentos de ensino. As salas de aula constituem ambiente extremamente propício à disseminação do vírus. A situação tende a agravar-se com o aumento de casos suspeitos da gripe A (H1N1) e possíveis óbitos. O Poder Judiciário não pode assistir, inerte, a irresponsabilidade do Estado em determinar o reinício das aulas. Não há sentido algum ou eficácia das medidas tomadas pela rede municipal e particular de ensino se não houver também a paralisação das aulas da rede estadual. (...) O direito á integridade física e à saúde do cidadão são direitos fundamentais insertos na Constituição Federal, onde se extrai o “fumus boni iuris”. E este juízo em especial, na tutela dos direitos assegurados às crianças e adolescentes, deve assegurar estas garantias fundamentais.” A iniciativa do Ministério Público, acolhida pelo respeitável Magistrado, embora cassada a liminar pelo TJSC no dia 18/08 (infelizmente, a meu ver), é paradigma de bom senso e bate de frente contra as contraditórias decisões da Administração Pública, entre as quais, justamente no pico da proliferação do vírus, pelo retorno das atividades escolares. Em caso de contágio em sala de aula, quem vai responder ou pagar por isso? Ou será que a vida de uma criança tem preço? Pensamento da semana: “Governar é fazer acreditar” Nicolau Maquiavel.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
"GRIPE A: MEDIDAS PREVENTIVAS"
“GRIPE A: MEDIDAS PREVENTIVAS”
Cesar Techio - Economista – Advogado cesartechio@gmail.com
Escrevi duas crônicas sobre a Gripe A, com o título “Gripe suína: A doença se alastra” e “Gripe, prioridade dos postos de saúde”, ambas publicadas ainda no mês de julho de 2009 no blog http://cesartechio.blogspot.com/ e em jornais do pais. Os textos possuem fonte segura, sendo que as informações do último têm base no Protocolo do Ministério da Saúde, intitulado “Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza”. De forma que é lamentável a lentidão e despreocupação com que inertes autoridades se movem na adoção de medidas preventivas para evitar a proliferação da doença. Muitos profissionais da saúde, em muitas cidades do país, levaram a doença na gozação, atribuindo à pecha de alarmistas e de sede de lucro das empresas farmacêuticas as informações divulgadas sobre a catástrofe epidemiológica que assola o mundo. O mais triste, entretanto, foi a ausência de articulação conjunta e harmônica na busca da prevenção, em especial no que diz respeito a aglomerações humanas em colégios, igrejas, festas, bailes, zonas de meretrícios, setor de atendimento em supermercados, comércio e serviços públicos. Fiquei lívido ao ouvir uma autoridade de saúde dizer em rádio de São Paulo, que suspender as aulas até o fim da pandemia é prorrogar o problema, uma vez que a gripe veio para ficar. Fiquei estupefato ao ouvir, por um acaso noutra rádio do interior, um grupelho de patetas parlapatões, que costumam poluir a mídia com piadas de mau gosto quase sempre com conotação sexual e apologia a patifarias, dizerem que, quem usa máscara “é para aparecer” e que “a situação não é bem assim”. Ouvi, indignado, aqui e acolá, orientações contrárias às publicadas pela grande imprensa nacional, em especial de que não é para entrar em pânico porque a situação está sob controle.
Trata-se de um equívoco que não encontra eco nas orientações do Ministério da Saúde e de autoridades internacionais da área de infectologia que recomendam a utilização de máscaras em lugares fechados e que se evite o contato humano nestes locais, ou seja, em salas de aula, bailes, festas, igrejas, bodegas, casas dos amigos, entre outros locais. Duas situações singelas devem ser consideradas: 1º - A prevenção não é uma questão de fé, mas de responsabilidade social; 2º - A prevenção dará tempo ao governo para produzir vacinas e imunizar a população.
Medidas preventivas podem salvar vidas. Por isso não dê ouvidos a quem tenta amenizar a gravidade da situação. Não ria da preocupação do governo, das autoridades federais, da desgraça que mina a mãe terra, destrói a economia e mata seus semelhantes. Porque você pode ser o próximo e, se acontecer, não vai ser nada engraçado. Se você não se importa, seus familiares se importam por você e pelo futuro que sonhamos sem pestes, droga, alienação, contra-informação e infelicidade. Pesquise, informe-se e apreenda. Além de seguir a risca as orientações médicas, investigue remédios homeopáticos. Existem poderosos antivirais na natureza. Você já se perguntou sobre o que existe de comum entre o antiviral Tamiflu do laboratório Roche e o Anis Estrelado? A propósito, para que serve o Anis Estrelado? A Babosa, o Agrião, a casca da Soita, a Tanchagem, Malva, Guago, Hortelã, Espinheira santa, Alecrim, Camomila, Marcela, Alho, Cidreira, Erva de São João, Estrato de folha de oliva e Mel? Na internet e em livros sérios existem informações sobre efeitos de ervas medicinais que podem ajudar. Alimente-se bem. Seja responsável, e viva! Pensamento da semana: Toda a ambição é legítima, salvo as que se erguem sobre as misérias e as crendices da humanidade. Joseph Conrad (1857-1924).
Cesar Techio - Economista – Advogado cesartechio@gmail.com
Escrevi duas crônicas sobre a Gripe A, com o título “Gripe suína: A doença se alastra” e “Gripe, prioridade dos postos de saúde”, ambas publicadas ainda no mês de julho de 2009 no blog http://cesartechio.blogspot.com/ e em jornais do pais. Os textos possuem fonte segura, sendo que as informações do último têm base no Protocolo do Ministério da Saúde, intitulado “Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza”. De forma que é lamentável a lentidão e despreocupação com que inertes autoridades se movem na adoção de medidas preventivas para evitar a proliferação da doença. Muitos profissionais da saúde, em muitas cidades do país, levaram a doença na gozação, atribuindo à pecha de alarmistas e de sede de lucro das empresas farmacêuticas as informações divulgadas sobre a catástrofe epidemiológica que assola o mundo. O mais triste, entretanto, foi a ausência de articulação conjunta e harmônica na busca da prevenção, em especial no que diz respeito a aglomerações humanas em colégios, igrejas, festas, bailes, zonas de meretrícios, setor de atendimento em supermercados, comércio e serviços públicos. Fiquei lívido ao ouvir uma autoridade de saúde dizer em rádio de São Paulo, que suspender as aulas até o fim da pandemia é prorrogar o problema, uma vez que a gripe veio para ficar. Fiquei estupefato ao ouvir, por um acaso noutra rádio do interior, um grupelho de patetas parlapatões, que costumam poluir a mídia com piadas de mau gosto quase sempre com conotação sexual e apologia a patifarias, dizerem que, quem usa máscara “é para aparecer” e que “a situação não é bem assim”. Ouvi, indignado, aqui e acolá, orientações contrárias às publicadas pela grande imprensa nacional, em especial de que não é para entrar em pânico porque a situação está sob controle.
Trata-se de um equívoco que não encontra eco nas orientações do Ministério da Saúde e de autoridades internacionais da área de infectologia que recomendam a utilização de máscaras em lugares fechados e que se evite o contato humano nestes locais, ou seja, em salas de aula, bailes, festas, igrejas, bodegas, casas dos amigos, entre outros locais. Duas situações singelas devem ser consideradas: 1º - A prevenção não é uma questão de fé, mas de responsabilidade social; 2º - A prevenção dará tempo ao governo para produzir vacinas e imunizar a população.
Medidas preventivas podem salvar vidas. Por isso não dê ouvidos a quem tenta amenizar a gravidade da situação. Não ria da preocupação do governo, das autoridades federais, da desgraça que mina a mãe terra, destrói a economia e mata seus semelhantes. Porque você pode ser o próximo e, se acontecer, não vai ser nada engraçado. Se você não se importa, seus familiares se importam por você e pelo futuro que sonhamos sem pestes, droga, alienação, contra-informação e infelicidade. Pesquise, informe-se e apreenda. Além de seguir a risca as orientações médicas, investigue remédios homeopáticos. Existem poderosos antivirais na natureza. Você já se perguntou sobre o que existe de comum entre o antiviral Tamiflu do laboratório Roche e o Anis Estrelado? A propósito, para que serve o Anis Estrelado? A Babosa, o Agrião, a casca da Soita, a Tanchagem, Malva, Guago, Hortelã, Espinheira santa, Alecrim, Camomila, Marcela, Alho, Cidreira, Erva de São João, Estrato de folha de oliva e Mel? Na internet e em livros sérios existem informações sobre efeitos de ervas medicinais que podem ajudar. Alimente-se bem. Seja responsável, e viva! Pensamento da semana: Toda a ambição é legítima, salvo as que se erguem sobre as misérias e as crendices da humanidade. Joseph Conrad (1857-1924).
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
BOCA MALDITA
BOCA MALDITA
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@yahoo.com
Gregório de Mattos Guerra, colega advogado nascido em Salvador – BA em 1696, se fazia aguçado na análise sobre a realidade política e social da época. De linguagem ferina, não lhe escapavam instituições e pessoas. Rebelde e mordaz criticava os padres corruptos, o governo e a falsa nobreza. Suas sátiras abalavam a sociedade que lhe deu a merecida alcunha de “Boca do Inferno”. Da literatura brasileira, (matéria obrigatória para o vestibular aos tempos do Colégio Positivo), bem me lembro, no retorno das aulas pelo início da Rua XV, da analogia introspectiva entre a figura do Dr. Gregório e os personagens da “inteligenzia” política e empresarial curitibana que se empoleiravam na Boca Maldita para falar mal de todo mundo. Essa era e ainda é a tradição por lá. Governadores, prefeitos, vereadores, empresários, de vários partidos e tendências ideológicas, se reúnem para o cafezinho e para descer a verborréia, numa crítica social democrática e imprescindível. No Paraná, partidos políticos e candidatos se criaram e se destruíram, graças à catarse patriótica da Boca Maldita. Uma cidade sem a sua Boca Maldita deve ser considerada alienada, amorfa, sem sal. O problema, é que cidadelas provincianas nem sempre dispõem de um belo e largo calçadão no qual possam se instalar grupos antagônicos. Aqui, por exemplo, fica difícil misturar oposição e situação no mesmo espaço. Com isso, a democracia fica prejudicada, pois quem chega ocupa o lugar, deixando de fora outras línguas ferinas. Na realidade, a útil crítica social desenvolvida por estes “bolsões democráticos” perderam força nos últimos tempos, graças ao fisiologismo e oportunismo da política brasileira que mistura onças e gatos.
Mesmo assim, a nossa “Boquinha” (ali, do cafezinho central) anda atenta às manobras políticas de olho nas eleições ao governo do Estado. Comentário afiado de um freqüentador: “Quem acredita na briga entre Ângela Amin e Hugo Biehl para a majoritária ao governo do Estado? É puro jogo do Amim (PP) para arrumar emprego para o Biehl como vice de Ideli Salvatti (PT) e, de lambuja, ver seu caminho livre para as eleições ao senado. O partido não tem força para concorrer com chapa pura e Ângela Amin não emplaca como vice de Ideli, porque duas mulheres não ganham eleição”. Comentários sobre eventual explosão da Tríplice Aliança (PMDB, PSDB e PFL), correm soltos pela nossa Boca Maldita. Leonel Pavan (PSDB) quer ser candidato a governador. Acontece que, na vaga que lhe foi prometida pelo atual governador Luiz Henrique, estão de olho outras eminências, como Pinho Moreira (PMDB) e Raimundo Colombo (PFL). É claro que Jorge Bornhausen não se contentará com nada menos do que a vice-governança. Se não obtiver êxito, como na política brasileira tudo é possível, não é de se espantar se pintar no palco a dupla Ideli e João Rodrigues (PFL): ”É que o João tem forte representatividade no Oeste, ao contrário de Saretta que possui influência mais pontual (Concórdia e alguns municípios da região).”
Mas, como a “Boca” é fértil em imaginação, tem gente que sonha com chapa pura em todos os partidos. Imaginem o PFL (mania de chamar o DEM de PFL) com Colombo e João Rodrigues; o PP com Espiridião e Hugo; o PSDB com Pavan e o senhor X; o PMDB com Pinho Moreira e o senhor Y e, finalmente o PT com Ideli e Saretta. Mas isso é coisa do passado, vociferou um entendido da nossa Boquinha: “Hoje em dia, para viabilizar a conquista pelo poder, coligações são obrigatórias, quaisquer coligações, até mesmo entre o PT e PMDB; PT e PSDB ou PFL”. Quem paga prá ver? Pensamento da semana: “Errar é humano. Culpar outra pessoa é política”. Hubert H. Humpherey.
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@yahoo.com
Gregório de Mattos Guerra, colega advogado nascido em Salvador – BA em 1696, se fazia aguçado na análise sobre a realidade política e social da época. De linguagem ferina, não lhe escapavam instituições e pessoas. Rebelde e mordaz criticava os padres corruptos, o governo e a falsa nobreza. Suas sátiras abalavam a sociedade que lhe deu a merecida alcunha de “Boca do Inferno”. Da literatura brasileira, (matéria obrigatória para o vestibular aos tempos do Colégio Positivo), bem me lembro, no retorno das aulas pelo início da Rua XV, da analogia introspectiva entre a figura do Dr. Gregório e os personagens da “inteligenzia” política e empresarial curitibana que se empoleiravam na Boca Maldita para falar mal de todo mundo. Essa era e ainda é a tradição por lá. Governadores, prefeitos, vereadores, empresários, de vários partidos e tendências ideológicas, se reúnem para o cafezinho e para descer a verborréia, numa crítica social democrática e imprescindível. No Paraná, partidos políticos e candidatos se criaram e se destruíram, graças à catarse patriótica da Boca Maldita. Uma cidade sem a sua Boca Maldita deve ser considerada alienada, amorfa, sem sal. O problema, é que cidadelas provincianas nem sempre dispõem de um belo e largo calçadão no qual possam se instalar grupos antagônicos. Aqui, por exemplo, fica difícil misturar oposição e situação no mesmo espaço. Com isso, a democracia fica prejudicada, pois quem chega ocupa o lugar, deixando de fora outras línguas ferinas. Na realidade, a útil crítica social desenvolvida por estes “bolsões democráticos” perderam força nos últimos tempos, graças ao fisiologismo e oportunismo da política brasileira que mistura onças e gatos.
Mesmo assim, a nossa “Boquinha” (ali, do cafezinho central) anda atenta às manobras políticas de olho nas eleições ao governo do Estado. Comentário afiado de um freqüentador: “Quem acredita na briga entre Ângela Amin e Hugo Biehl para a majoritária ao governo do Estado? É puro jogo do Amim (PP) para arrumar emprego para o Biehl como vice de Ideli Salvatti (PT) e, de lambuja, ver seu caminho livre para as eleições ao senado. O partido não tem força para concorrer com chapa pura e Ângela Amin não emplaca como vice de Ideli, porque duas mulheres não ganham eleição”. Comentários sobre eventual explosão da Tríplice Aliança (PMDB, PSDB e PFL), correm soltos pela nossa Boca Maldita. Leonel Pavan (PSDB) quer ser candidato a governador. Acontece que, na vaga que lhe foi prometida pelo atual governador Luiz Henrique, estão de olho outras eminências, como Pinho Moreira (PMDB) e Raimundo Colombo (PFL). É claro que Jorge Bornhausen não se contentará com nada menos do que a vice-governança. Se não obtiver êxito, como na política brasileira tudo é possível, não é de se espantar se pintar no palco a dupla Ideli e João Rodrigues (PFL): ”É que o João tem forte representatividade no Oeste, ao contrário de Saretta que possui influência mais pontual (Concórdia e alguns municípios da região).”
Mas, como a “Boca” é fértil em imaginação, tem gente que sonha com chapa pura em todos os partidos. Imaginem o PFL (mania de chamar o DEM de PFL) com Colombo e João Rodrigues; o PP com Espiridião e Hugo; o PSDB com Pavan e o senhor X; o PMDB com Pinho Moreira e o senhor Y e, finalmente o PT com Ideli e Saretta. Mas isso é coisa do passado, vociferou um entendido da nossa Boquinha: “Hoje em dia, para viabilizar a conquista pelo poder, coligações são obrigatórias, quaisquer coligações, até mesmo entre o PT e PMDB; PT e PSDB ou PFL”. Quem paga prá ver? Pensamento da semana: “Errar é humano. Culpar outra pessoa é política”. Hubert H. Humpherey.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
MESTRE EM SABER VIVER
MESTRE EM SABER VIVER
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
Quando nos deparamos com pessoas decentes, honestas, solidárias, sentimos que a humanidade ainda tem conserto. Concórdia se desenvolveu, graças a pessoas assim, de fibra e de caráter. Muitas delas caminham pelas nossas ruas, entram em nossas casas e em nossas vidas como uma benção silenciosa; fazem seu trabalho sem alarde, com alegria, motivadas pelos ideais que carregam no peito. Filiam-se ao pleno amor de Deus sem discursos, filosofias, doutrinas, ideologias. Somente com perspicácia e atenção percebemos a reverência que a própria existência tem por elas. O contato com esses seres deixa o coração leve; as tensões e ansiedades se desvanecem. A beleza destes mestres em saber viver vem de uma imensa chama de amor e de respeito pelas pessoas. Por isso, quais crianças, jamais envelhecem ou morrem. Permanecem e lançam raízes na história, ensinando que a vida, apesar de tudo, vale a pena ser vivida. Observando a nossa paisagem européia, ao amanhecer e nos finais das tardes de cada dia que se esvai, elevo o olhar e admiro o céu. E sinto que se desdobra em dois, o belíssimo céu exterior, azul celeste, e o interior que palpita no coração de um mestre, a quem esta crônica reverencia: Todas as homenagens, no aniversário de 75 anos de Concórdia, são para você, Dr. Rodolpho Priebe Pedde, cuja presença nesta cidade, desde 1964, honra e dignifica o nosso município. Para você, as palavras de Charles Chaplin: “A vida me ensinou... A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração. Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam. Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar. Calar-me para ouvir; aprender com meus erros. Afinal eu posso ser sempre melhor. A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo; A ser forte quando os que amo estão com problemas. Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho. Ouvir a todos que só precisam desabafar. Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos. Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão. Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor. A alegrar a quem precisa; a pedir perdão; a sonhar acordado; a acordar para a realidade (sempre que for necessário). A aproveitar cada instante de felicidade. A chorar de saudade sem ter vergonha de demonstrar. Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las; a ver o encanto do pôr-do-sol; A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser. A abrir minhas janelas para o amor; a não temer o futuro. Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.” O que poucos entendem, é que a grandeza de uma vida não se constrói com grandes feitos, mas na retidão de conduta de quem cumpre com os seus deveres, humilde e persistentemente, dia após dia, ano após ano, década após década. Milhares de exames clínicos passaram pelas competentes mãos deste pioneiro, dando o norte para médicos em diagnósticos e prognósticos que salvaram muitas vidas. Porto seguro, não se sabe tivesse virado as costas para desprovidos e hipossuficientes. E nisso, talvez, consiste uma de suas maiores virtudes, atender sorrindo e sempre de bom humor a todos, sem olhar para classe social ou poder aquisitivo. Pensamento da semana: "Há duas fontes perenes de alegria pura: o bem realizado e o dever cumprido." (Eduardo Girão).
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
Quando nos deparamos com pessoas decentes, honestas, solidárias, sentimos que a humanidade ainda tem conserto. Concórdia se desenvolveu, graças a pessoas assim, de fibra e de caráter. Muitas delas caminham pelas nossas ruas, entram em nossas casas e em nossas vidas como uma benção silenciosa; fazem seu trabalho sem alarde, com alegria, motivadas pelos ideais que carregam no peito. Filiam-se ao pleno amor de Deus sem discursos, filosofias, doutrinas, ideologias. Somente com perspicácia e atenção percebemos a reverência que a própria existência tem por elas. O contato com esses seres deixa o coração leve; as tensões e ansiedades se desvanecem. A beleza destes mestres em saber viver vem de uma imensa chama de amor e de respeito pelas pessoas. Por isso, quais crianças, jamais envelhecem ou morrem. Permanecem e lançam raízes na história, ensinando que a vida, apesar de tudo, vale a pena ser vivida. Observando a nossa paisagem européia, ao amanhecer e nos finais das tardes de cada dia que se esvai, elevo o olhar e admiro o céu. E sinto que se desdobra em dois, o belíssimo céu exterior, azul celeste, e o interior que palpita no coração de um mestre, a quem esta crônica reverencia: Todas as homenagens, no aniversário de 75 anos de Concórdia, são para você, Dr. Rodolpho Priebe Pedde, cuja presença nesta cidade, desde 1964, honra e dignifica o nosso município. Para você, as palavras de Charles Chaplin: “A vida me ensinou... A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração. Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam. Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar. Calar-me para ouvir; aprender com meus erros. Afinal eu posso ser sempre melhor. A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo; A ser forte quando os que amo estão com problemas. Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho. Ouvir a todos que só precisam desabafar. Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos. Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão. Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor. A alegrar a quem precisa; a pedir perdão; a sonhar acordado; a acordar para a realidade (sempre que for necessário). A aproveitar cada instante de felicidade. A chorar de saudade sem ter vergonha de demonstrar. Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las; a ver o encanto do pôr-do-sol; A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser. A abrir minhas janelas para o amor; a não temer o futuro. Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.” O que poucos entendem, é que a grandeza de uma vida não se constrói com grandes feitos, mas na retidão de conduta de quem cumpre com os seus deveres, humilde e persistentemente, dia após dia, ano após ano, década após década. Milhares de exames clínicos passaram pelas competentes mãos deste pioneiro, dando o norte para médicos em diagnósticos e prognósticos que salvaram muitas vidas. Porto seguro, não se sabe tivesse virado as costas para desprovidos e hipossuficientes. E nisso, talvez, consiste uma de suas maiores virtudes, atender sorrindo e sempre de bom humor a todos, sem olhar para classe social ou poder aquisitivo. Pensamento da semana: "Há duas fontes perenes de alegria pura: o bem realizado e o dever cumprido." (Eduardo Girão).
quinta-feira, 23 de julho de 2009
GRIPE, PRIORIDADE DOS POSTOS DE SAÚDE.
GRIPE, PRIORIDADE DOS POSTOS DE SAÚDE.
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
Recente protocolo do Ministério da Saúde, intitulado “Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza”, de 15/07/2009, traz algumas orientações: 1º) Que, as condutas clínicas não dependem do resultado do exame laboratorial específico para influenza A (H1N1), uma vez que o exame demanda um tempo maior de realização; 2º) Que as autoridades de saúde e todo o corpo clínico e de apoio mantenham sigilo da identidade dos casos para evitar estigma social aos pacientes e resguardar o direito da inviolabilidade de privacidade. O protocolo informa que as evidências sugerem que o vírus está apresentando uma dinâmica de transmissão semelhante à da influenza sazonal e recomenda as seguintes medidas preventivas na assistência: Freqüente higienização das mãos, utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; evitar tocar superfícies com luvas ou outro EPI contaminados ou com mãos contaminadas. As superfícies envolvem aquelas próximas ao paciente (ex. mobiliário e equipamentos para a saúde) e aquelas fora do ambiente próximo ao paciente, porém relacionadas ao cuidado com o paciente (ex. maçaneta, interruptor de luz, chave, caneta, entre outros); não circular dentro do hospital usando os EPI; estes devem ser imediatamente removidos após a saída do quarto, enfermaria ou área de isolamento; restringir a atuação de profissionais de saúde com doença respiratória aguda na assistência ao paciente.
Duas notas do Protocolo são incisivas, a saber: “Nota 1: Os pacientes com infecção por Influenza A(H1N1) devem utilizar máscara cirúrgica desde o momento em que for identificada a suspeita da infecção até a chegada no local de isolamento. Nota 2: Ressalta-se a necessidade do uso racional de EPI nos serviços de saúde. Com relação a equipamentos de Proteção Individual EPI, em especial máscara cirúrgica a ordem é para que a mesma seja utilizada para evitar a contaminação do profissional por gotículas respiratórias, quando o mesmo atuar a uma distancia inferior a 1 metro do paciente suspeito ou confirmado de infecção.” Ruim, é que a partir do dia 16/07/2009 apareceu o primeiro caso de transmissão do vírus entre brasileiros, evidenciando que o mesmo está circulando em território nacional. Melhor, é que não possui letalidade maior do que a gripe comum, ficando em torno de 0,4% ou 0,5% e que as mortes ocorrem, normalmente, em pacientes que já possuem um quadro de saúde debilitado causado por outras doenças. Ou seja, não existe motivo para pânico. O Ministério da Saúde afirma que a atualização constante em suas ações contra a nova gripe permitiu que toda a rede de saúde esteja integrada para manter e reforçar as medidas de atenção à população. Entretanto, nos municípios, toda a população está procurando e lotando os Prontos Socorros dos Hospitais, nos quais vários médicos plantonistas e equipes de enfermagem se desdobram, como verdadeiros Heróis da Resistência. A impressão é de que o sistema de atendimento dos hospitais entrarão em colapso se as Secretarias de Saúde dos municípios não disponibilizarem de médicos e pessoal de apoio nos Postos de Saúde, em plantão diuturno, sem interrupção em sábados e domingos. Reiteradas recomendações do Ministério da Saúde são no sentido de que população procure os Postos de Saúde e não os Hospitais. Por este motivo e, diante do gigantesco esforço nacional, os Municípios precisam colaborar mais intensamente. Há o máximo interesse da população para que disponibilizem profissionais para desafogar os hospitais locais.
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
Recente protocolo do Ministério da Saúde, intitulado “Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza”, de 15/07/2009, traz algumas orientações: 1º) Que, as condutas clínicas não dependem do resultado do exame laboratorial específico para influenza A (H1N1), uma vez que o exame demanda um tempo maior de realização; 2º) Que as autoridades de saúde e todo o corpo clínico e de apoio mantenham sigilo da identidade dos casos para evitar estigma social aos pacientes e resguardar o direito da inviolabilidade de privacidade. O protocolo informa que as evidências sugerem que o vírus está apresentando uma dinâmica de transmissão semelhante à da influenza sazonal e recomenda as seguintes medidas preventivas na assistência: Freqüente higienização das mãos, utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; evitar tocar superfícies com luvas ou outro EPI contaminados ou com mãos contaminadas. As superfícies envolvem aquelas próximas ao paciente (ex. mobiliário e equipamentos para a saúde) e aquelas fora do ambiente próximo ao paciente, porém relacionadas ao cuidado com o paciente (ex. maçaneta, interruptor de luz, chave, caneta, entre outros); não circular dentro do hospital usando os EPI; estes devem ser imediatamente removidos após a saída do quarto, enfermaria ou área de isolamento; restringir a atuação de profissionais de saúde com doença respiratória aguda na assistência ao paciente.
Duas notas do Protocolo são incisivas, a saber: “Nota 1: Os pacientes com infecção por Influenza A(H1N1) devem utilizar máscara cirúrgica desde o momento em que for identificada a suspeita da infecção até a chegada no local de isolamento. Nota 2: Ressalta-se a necessidade do uso racional de EPI nos serviços de saúde. Com relação a equipamentos de Proteção Individual EPI, em especial máscara cirúrgica a ordem é para que a mesma seja utilizada para evitar a contaminação do profissional por gotículas respiratórias, quando o mesmo atuar a uma distancia inferior a 1 metro do paciente suspeito ou confirmado de infecção.” Ruim, é que a partir do dia 16/07/2009 apareceu o primeiro caso de transmissão do vírus entre brasileiros, evidenciando que o mesmo está circulando em território nacional. Melhor, é que não possui letalidade maior do que a gripe comum, ficando em torno de 0,4% ou 0,5% e que as mortes ocorrem, normalmente, em pacientes que já possuem um quadro de saúde debilitado causado por outras doenças. Ou seja, não existe motivo para pânico. O Ministério da Saúde afirma que a atualização constante em suas ações contra a nova gripe permitiu que toda a rede de saúde esteja integrada para manter e reforçar as medidas de atenção à população. Entretanto, nos municípios, toda a população está procurando e lotando os Prontos Socorros dos Hospitais, nos quais vários médicos plantonistas e equipes de enfermagem se desdobram, como verdadeiros Heróis da Resistência. A impressão é de que o sistema de atendimento dos hospitais entrarão em colapso se as Secretarias de Saúde dos municípios não disponibilizarem de médicos e pessoal de apoio nos Postos de Saúde, em plantão diuturno, sem interrupção em sábados e domingos. Reiteradas recomendações do Ministério da Saúde são no sentido de que população procure os Postos de Saúde e não os Hospitais. Por este motivo e, diante do gigantesco esforço nacional, os Municípios precisam colaborar mais intensamente. Há o máximo interesse da população para que disponibilizem profissionais para desafogar os hospitais locais.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
POLÍTICOS, VERGONHA DO POVO
POLÍTICOS, VERGONHA DO POVO.
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
Não tem outro jeito. O nosso sistema político é de natureza representativa, ou seja, o povo comanda a nação através de políticos eleitos. Por este motivo, eficiência, probidade, regularidade, legalidade, moralidade e honestidade dos atos emanados da administração pública, também são exigências e qualidades que devem ser perscrutadas no próprio caráter dos candidatos a cargos eletivos. Encontrar esse perfil entre candidatos e após em gestores deveria ser tarefa fácil, mas, ao contrário, no Brasil é tarefa complexa. Devemos ter em mente que somos nós, povo, os responsáveis por alçar ao comando da pátria, certos políticos que envergonham a nação. Nosso analfabetismo, ignorância e pouco caso, é o motor propulsor que lança à vida pública gente que se deleita a custa da miséria do povo. Não adianta saber ler e escrever. É preciso capacidade para analisar criticamente, primeiro o caráter, depois a capacidade dos candidatos. Tudo começa nos municípios, por isso, a análise do perfil de candidatos a vereador deve ser criteriosa e responsável. Além da imprensa, que tem responsabilidade fundamental na fiscalização dos atos administrativos, ONGs, associações e organizações populares devem cobrar eficiência e honestidade do poder político. Migrar para sistemas totalitários, ditatoriais ou adotar mecanismos ilegais para colocar o trem nos trilhos, não resolve. Votar certo e convencer as pessoas para que votem de forma consciente e informada, é a solução. É necessário organização para alçarmos ao poder gente séria.
Nosso município, durante oito anos deu exemplo de austeridade, honestidade e competência nos cuidados com a “res” pública. Nenhuma mácula, nenhum desvio de conduta se verificou na gestão Neodi Saretta. Esperança do povo, ele mostrou como é que se administra com seriedade, eficiência e honestidade. Seria um sonho, se os políticos que ocupam postos chaves na administração federal, estadual e municipal, tivessem um perfil semelhante. Aqueles que o conhecem, sabem a diferença entre o exemplo que ele deixou e a práxis do quadro político que se instalou no parlamento brasileiro. Neodi Saretta criou escola de como se governa para, com e pelo povo. Não é para menos que sua administração foi nesta semana, mais uma vez, premiada a nível nacional pela excelência dos índices fiscal, social e de gestão. O atual prefeito João Girardi foi seu vice e, conseqüentemente, aprendiz por longos oito anos; de forma que tem o dever de ser melhor do que o mestre, ou de errar menos. Por este motivo, críticas ácidas e firmes contra erros e equívocos da atual gestão petista, não devem ser desconsiderados. Neste desiderato, a oposição é essencial para que o sistema democrático funcione. Assim como construir um cemitério em cima de mananciais de água, até por equívoco de leitura de laudo falso (falso, repito), foi um grave erro da administração Saretta, distribuir ingressos gratuitos para delegados do orçamento participativo freqüentar shows na Expo, pela administração Girardi, convenhamos, foi outro. Alhures injustamente estigmatizado de polêmico, ao “cantar a pedra” e ao se socorrer do Ministério Público, o vereador Zagonel demonstra que a oposição tem rumo em Concórdia e que, criticar e arrostar erros é próprio de quem tem coragem, dignidade e civismo. Pensamento da semana: “Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação.”Henry Kissinger
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
Não tem outro jeito. O nosso sistema político é de natureza representativa, ou seja, o povo comanda a nação através de políticos eleitos. Por este motivo, eficiência, probidade, regularidade, legalidade, moralidade e honestidade dos atos emanados da administração pública, também são exigências e qualidades que devem ser perscrutadas no próprio caráter dos candidatos a cargos eletivos. Encontrar esse perfil entre candidatos e após em gestores deveria ser tarefa fácil, mas, ao contrário, no Brasil é tarefa complexa. Devemos ter em mente que somos nós, povo, os responsáveis por alçar ao comando da pátria, certos políticos que envergonham a nação. Nosso analfabetismo, ignorância e pouco caso, é o motor propulsor que lança à vida pública gente que se deleita a custa da miséria do povo. Não adianta saber ler e escrever. É preciso capacidade para analisar criticamente, primeiro o caráter, depois a capacidade dos candidatos. Tudo começa nos municípios, por isso, a análise do perfil de candidatos a vereador deve ser criteriosa e responsável. Além da imprensa, que tem responsabilidade fundamental na fiscalização dos atos administrativos, ONGs, associações e organizações populares devem cobrar eficiência e honestidade do poder político. Migrar para sistemas totalitários, ditatoriais ou adotar mecanismos ilegais para colocar o trem nos trilhos, não resolve. Votar certo e convencer as pessoas para que votem de forma consciente e informada, é a solução. É necessário organização para alçarmos ao poder gente séria.
Nosso município, durante oito anos deu exemplo de austeridade, honestidade e competência nos cuidados com a “res” pública. Nenhuma mácula, nenhum desvio de conduta se verificou na gestão Neodi Saretta. Esperança do povo, ele mostrou como é que se administra com seriedade, eficiência e honestidade. Seria um sonho, se os políticos que ocupam postos chaves na administração federal, estadual e municipal, tivessem um perfil semelhante. Aqueles que o conhecem, sabem a diferença entre o exemplo que ele deixou e a práxis do quadro político que se instalou no parlamento brasileiro. Neodi Saretta criou escola de como se governa para, com e pelo povo. Não é para menos que sua administração foi nesta semana, mais uma vez, premiada a nível nacional pela excelência dos índices fiscal, social e de gestão. O atual prefeito João Girardi foi seu vice e, conseqüentemente, aprendiz por longos oito anos; de forma que tem o dever de ser melhor do que o mestre, ou de errar menos. Por este motivo, críticas ácidas e firmes contra erros e equívocos da atual gestão petista, não devem ser desconsiderados. Neste desiderato, a oposição é essencial para que o sistema democrático funcione. Assim como construir um cemitério em cima de mananciais de água, até por equívoco de leitura de laudo falso (falso, repito), foi um grave erro da administração Saretta, distribuir ingressos gratuitos para delegados do orçamento participativo freqüentar shows na Expo, pela administração Girardi, convenhamos, foi outro. Alhures injustamente estigmatizado de polêmico, ao “cantar a pedra” e ao se socorrer do Ministério Público, o vereador Zagonel demonstra que a oposição tem rumo em Concórdia e que, criticar e arrostar erros é próprio de quem tem coragem, dignidade e civismo. Pensamento da semana: “Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação.”Henry Kissinger
quarta-feira, 8 de julho de 2009
GRIPE SUÍNA: A DOENÇA SE ALASTRA.
GRIPE SUÍNA: A DOENÇA SE ALASTRA.
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
É questão de dias para que o vírus Influenza A (H1N1) se espalhe por todas as cidades do Rio Grande do Sul. Naquele Estado medidas drásticas estão sendo tomadas devido à proximidade com a Argentina. O Paraguai decretou estado de emergência e tornará lei as medidas de prevenção já adotadas. Há necessidade de que as autoridades municipais avaliem com urgência e corretamente os diferentes graus de letalidade do vírus em crianças, adultos e idosos, assim como a capacidade de suas unidades de saúde responder com velocidade adequada ao tratamento exigido nos casos de infecção. Essa avaliação determinará a conveniência ou não da adoção de medidas sérias, entre as quais a proibição de aglomerados humanos de qualquer natureza, a suspensão de aulas em todos os colégios públicos e privados, cultos, missas, cinemas, interrupção de atividades em quadras de esportes, espetáculos, parques de diversão, bailes e festas. Atendimento ao público, em geral, não poderia ocorrer sem a utilização de máscaras de proteção. Profissionais de saúde, quando em atividade nos postos de saúde, hospitais e pronto-socorros deveriam utilizar respiradores capazes de reter o vírus. As empresas deveriam adquirir máscaras, obrigando seus funcionários a usá-las para proteção pessoal e para evitar que a doença se alastre com prejuízos à própria atividade econômica. È muito mais barato comprar máscaras respiratórias do que arcar com prejuízos pelo afastamento de funcionários para tratamento. É importante que a população continue se vacinando contra a gripe comum como forma de evitar complicações, entre as quais a baixa imunidade no caso de novo contágio com o vírus da gripe “A”. Estas iniciativas poderão evitar a doença, a qual poderá ser controlada futuramente através de vacina ainda em fase de teste.
Não se devem confundir máscaras cirúrgicas utilizadas por enfermeiras e médicos em procedimentos hospitalares, com máscaras respiratórias, uma vez que aquelas não filtram ou retém o vírus da gripe. Somente respiradores são aptos para esse fim. Cada respirador pode ser adquirido em grande quantidade ao custo médio de R$ 5,00 (cinco reais). No Brasil, o respirador para proteção contra agentes biológicos deve possuir Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho, possuir no mínimo classificação PFF-2, além do registro no Ministério da Saúde/ANVISA. A pandemia pode ser acompanhada em tempo real pela internet, através do Google Maps (http://maps.google.com/?hl=pt-BR). Neste endereço, ao inserir a palavra “Influenza A H1N1”, serão encontradas informações importantes, inclusive através de um vídeo do “you tube” no qual alta autoridade de saúde da área de infectologia orienta as pessoas, como singela medida de proteção, para que, por enquanto, não visitem seus amigos. A questão que se impõe é no sentido de mudarmos nossos hábitos evitando contagiar os outros. A ocasião é pedagógica e nos obriga a respeitar nossos semelhantes, pois não é aceitável expirar, bafejar ou tossir em ambientes pouco ventilados. Finalmente, com base em decisões similares, guardada as devidas proporções e, diante de ponderada análise da necessidade de controle efetivo da doença, o Ministério Público poderá adotar iniciativas que imponha às autoridades de saúde, eventualmente relapsas, a adoção de medidas adequadas para proteger a população. Recomendação: “É necessário obtermos informações para sabermos o que estamos enfrentando. A situação é controlável se seguirmos as orientações básicas e colaborarmos, na medida em que somos parte da solução”. (Dr. Martin Hernández Torre. Diretor da Escola de Biotecnologia e Saúde. Especialista em Medicina Crítica e Pneumologia na Cidade do México).
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
É questão de dias para que o vírus Influenza A (H1N1) se espalhe por todas as cidades do Rio Grande do Sul. Naquele Estado medidas drásticas estão sendo tomadas devido à proximidade com a Argentina. O Paraguai decretou estado de emergência e tornará lei as medidas de prevenção já adotadas. Há necessidade de que as autoridades municipais avaliem com urgência e corretamente os diferentes graus de letalidade do vírus em crianças, adultos e idosos, assim como a capacidade de suas unidades de saúde responder com velocidade adequada ao tratamento exigido nos casos de infecção. Essa avaliação determinará a conveniência ou não da adoção de medidas sérias, entre as quais a proibição de aglomerados humanos de qualquer natureza, a suspensão de aulas em todos os colégios públicos e privados, cultos, missas, cinemas, interrupção de atividades em quadras de esportes, espetáculos, parques de diversão, bailes e festas. Atendimento ao público, em geral, não poderia ocorrer sem a utilização de máscaras de proteção. Profissionais de saúde, quando em atividade nos postos de saúde, hospitais e pronto-socorros deveriam utilizar respiradores capazes de reter o vírus. As empresas deveriam adquirir máscaras, obrigando seus funcionários a usá-las para proteção pessoal e para evitar que a doença se alastre com prejuízos à própria atividade econômica. È muito mais barato comprar máscaras respiratórias do que arcar com prejuízos pelo afastamento de funcionários para tratamento. É importante que a população continue se vacinando contra a gripe comum como forma de evitar complicações, entre as quais a baixa imunidade no caso de novo contágio com o vírus da gripe “A”. Estas iniciativas poderão evitar a doença, a qual poderá ser controlada futuramente através de vacina ainda em fase de teste.
Não se devem confundir máscaras cirúrgicas utilizadas por enfermeiras e médicos em procedimentos hospitalares, com máscaras respiratórias, uma vez que aquelas não filtram ou retém o vírus da gripe. Somente respiradores são aptos para esse fim. Cada respirador pode ser adquirido em grande quantidade ao custo médio de R$ 5,00 (cinco reais). No Brasil, o respirador para proteção contra agentes biológicos deve possuir Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho, possuir no mínimo classificação PFF-2, além do registro no Ministério da Saúde/ANVISA. A pandemia pode ser acompanhada em tempo real pela internet, através do Google Maps (http://maps.google.com/?hl=pt-BR). Neste endereço, ao inserir a palavra “Influenza A H1N1”, serão encontradas informações importantes, inclusive através de um vídeo do “you tube” no qual alta autoridade de saúde da área de infectologia orienta as pessoas, como singela medida de proteção, para que, por enquanto, não visitem seus amigos. A questão que se impõe é no sentido de mudarmos nossos hábitos evitando contagiar os outros. A ocasião é pedagógica e nos obriga a respeitar nossos semelhantes, pois não é aceitável expirar, bafejar ou tossir em ambientes pouco ventilados. Finalmente, com base em decisões similares, guardada as devidas proporções e, diante de ponderada análise da necessidade de controle efetivo da doença, o Ministério Público poderá adotar iniciativas que imponha às autoridades de saúde, eventualmente relapsas, a adoção de medidas adequadas para proteger a população. Recomendação: “É necessário obtermos informações para sabermos o que estamos enfrentando. A situação é controlável se seguirmos as orientações básicas e colaborarmos, na medida em que somos parte da solução”. (Dr. Martin Hernández Torre. Diretor da Escola de Biotecnologia e Saúde. Especialista em Medicina Crítica e Pneumologia na Cidade do México).
quarta-feira, 1 de julho de 2009
”DIPLOMA: HERANÇA DA DITADURA”
”DIPLOMA: HERANÇA DA DITADURA”
Cesar Techio Economista – Advogado
Rua Dr. Maruri, 730 – 89700-00 Concórdia – SC cesartechio@gmail.com
A Revista Veja na edição de 24/06/2009, sob epígrafe “Qualidade sem Diploma”, refere-se ao fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista para quem exerce esta profissão, como sendo uma decisão do Supremo Tribunal Federal que “varreu da legislação brasileira mais uma herança da ditadura militar”. Segundo a revista, “o fim da obrigatoriedade alinha o Brasil com as nações onde o jornalismo abriga, sem embaraços de nenhuma espécie, todos aqueles que encontraram no ambiente dos meios de comunicação a melhor maneira de dividir o que aprenderam nos campos da economia, da ciência, do direito, das artes, da moda e do esporte. Desta forma, ganham em qualidade redações, leitores e espectadores.”
Do voto histórico do Ministro Gilmar Mendes extrai-se que: “a exigência tinha uma finalidade de simples entendimento: afastar dos meios de comunicação intelectuais, políticos e artistas que se opunham ao regime militar”. Segundo ele, “o Decreto-Lei n° 972/1969 não passaria sob o crivo do Congresso Nacional no contexto do atual Estado constitucional, em que são assegurados direitos e garantias fundamentais a todos os cidadãos.” Exemplificando, prossegue: “Não fosse esse o entendimento, não poderíamos conceber a relevantíssima atividade jornalística de algumas conhecidas personalidades”. Cita Alon Feuerwerker e Ricardo Anderáos, respectivamente diretor da Agência Folha e editor assistente do caderno ‘Ilustrada’ do jornal Folha de São Paulo e ainda García Marques, Mario Vargas Llosa, Carlos Chagas, Nelson Rodrigues, Barbosa Lima Sobrinho, (bacharel em Direito), Cláudio Barcelos de Barcelos (Caco Barcelos), ressaltando que “Carl Bernstein e Bob Woodward, conhecidos mundialmente por seu importante trabalho de informação sobre o escândalo do Watergate, nunca possuíram diploma de jornalismo, e nem precisariam ter, pois nos Estados Unidos da América nunca se concebeu tal exigência.”
De sorte que não me pareceu despropositado, muito menos desarmônico com a posição da mais alta Corte de Justiça do país, o convite que me foi feito para colaborar com o “O Jornal”. Minha vivência nos campos da economia, do direito e das ciências sociais, consoante a revista, fazem soar retas as considerações de voto do Insigne Ministro Gilmar Mendes e, conseqüentemente, a possibilidade de que advogados, economistas, sociólogos, médicos entre outros, possam contribuir com a imprensa formadora de opinião e de consciências. Assim, se o problema se centra nesta questão, se esvanecem os sofismas dos que se posicionam contrários aos magnos princípios da liberdade e da democracia. A decisão do STF e a posição da imprensa livre demonstraram a eles, filhos do Decreto-Lei ditatorial e defensores intransigentes da necessidade do diploma para o exercício da livre expressão, que laboram em “aberratio ictus”, cometendo erro de alvo, de golpe e de tino.
Não menos acertadas são as decisões de inúmeros periódicos de várias regiões do país, que livremente publicam estas crônicas, modificadas quanto ao enfoque regional. Dia desses recebi e-mail, em espanhol, de alguém que transitando por Florianópolis leu minha crônica no “O Carona”, um veículo semanal destinado aos usuários de transporte público que não têm tempo, hábito, acesso ou dinheiro para se informar. São periódicos assim, que têm a frente gente séria, de bem com a vida, que contribuem de forma eficaz para com o amadurecimento da nossa democracia. Pensamento da semana: “Os meios de comunicação devem ser formadores de opinião, consciência, civismo e não reflexos da mediocridade”
Cesar Techio Economista – Advogado
Rua Dr. Maruri, 730 – 89700-00 Concórdia – SC cesartechio@gmail.com
A Revista Veja na edição de 24/06/2009, sob epígrafe “Qualidade sem Diploma”, refere-se ao fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista para quem exerce esta profissão, como sendo uma decisão do Supremo Tribunal Federal que “varreu da legislação brasileira mais uma herança da ditadura militar”. Segundo a revista, “o fim da obrigatoriedade alinha o Brasil com as nações onde o jornalismo abriga, sem embaraços de nenhuma espécie, todos aqueles que encontraram no ambiente dos meios de comunicação a melhor maneira de dividir o que aprenderam nos campos da economia, da ciência, do direito, das artes, da moda e do esporte. Desta forma, ganham em qualidade redações, leitores e espectadores.”
Do voto histórico do Ministro Gilmar Mendes extrai-se que: “a exigência tinha uma finalidade de simples entendimento: afastar dos meios de comunicação intelectuais, políticos e artistas que se opunham ao regime militar”. Segundo ele, “o Decreto-Lei n° 972/1969 não passaria sob o crivo do Congresso Nacional no contexto do atual Estado constitucional, em que são assegurados direitos e garantias fundamentais a todos os cidadãos.” Exemplificando, prossegue: “Não fosse esse o entendimento, não poderíamos conceber a relevantíssima atividade jornalística de algumas conhecidas personalidades”. Cita Alon Feuerwerker e Ricardo Anderáos, respectivamente diretor da Agência Folha e editor assistente do caderno ‘Ilustrada’ do jornal Folha de São Paulo e ainda García Marques, Mario Vargas Llosa, Carlos Chagas, Nelson Rodrigues, Barbosa Lima Sobrinho, (bacharel em Direito), Cláudio Barcelos de Barcelos (Caco Barcelos), ressaltando que “Carl Bernstein e Bob Woodward, conhecidos mundialmente por seu importante trabalho de informação sobre o escândalo do Watergate, nunca possuíram diploma de jornalismo, e nem precisariam ter, pois nos Estados Unidos da América nunca se concebeu tal exigência.”
De sorte que não me pareceu despropositado, muito menos desarmônico com a posição da mais alta Corte de Justiça do país, o convite que me foi feito para colaborar com o “O Jornal”. Minha vivência nos campos da economia, do direito e das ciências sociais, consoante a revista, fazem soar retas as considerações de voto do Insigne Ministro Gilmar Mendes e, conseqüentemente, a possibilidade de que advogados, economistas, sociólogos, médicos entre outros, possam contribuir com a imprensa formadora de opinião e de consciências. Assim, se o problema se centra nesta questão, se esvanecem os sofismas dos que se posicionam contrários aos magnos princípios da liberdade e da democracia. A decisão do STF e a posição da imprensa livre demonstraram a eles, filhos do Decreto-Lei ditatorial e defensores intransigentes da necessidade do diploma para o exercício da livre expressão, que laboram em “aberratio ictus”, cometendo erro de alvo, de golpe e de tino.
Não menos acertadas são as decisões de inúmeros periódicos de várias regiões do país, que livremente publicam estas crônicas, modificadas quanto ao enfoque regional. Dia desses recebi e-mail, em espanhol, de alguém que transitando por Florianópolis leu minha crônica no “O Carona”, um veículo semanal destinado aos usuários de transporte público que não têm tempo, hábito, acesso ou dinheiro para se informar. São periódicos assim, que têm a frente gente séria, de bem com a vida, que contribuem de forma eficaz para com o amadurecimento da nossa democracia. Pensamento da semana: “Os meios de comunicação devem ser formadores de opinião, consciência, civismo e não reflexos da mediocridade”
quinta-feira, 25 de junho de 2009
"EXPO RICA"
“EXPO RICA”
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@yahoo.com
Expo Exploração é um rótulo muito apropriado para a atual realidade que se instalou no Parque de Exposições de Concórdia. Na praça de alimentação, um simples petisco de frango custa trinta e cinco reais, fora a gorjeta. No domingo, quem esperava degustar um bom churrasco ou uma alimentação do nível de restaurantes como o Bokitus, Santa Terezinha, São Roque, Vinte e Nove de Julho, Melão, Brasão, Fávero entre outros, aos preços módicos praticados nestes estabelecimentos, ficou a ver navio. Qualquer lanchinho, churrasquinho, tem preços estratosféricos, uma vergonha. Os estacionamentos particulares ao redor do Parque (não existe estacionamento público suficiente) cobram o milionário valor de dez reais por veículo. Aliás, todo o ano o Parque de Exposições parece virar uma zona de livre comércio, ou melhor, de livre exploração na qual o único proibido de entrar é o PROCON. Tal assertiva se justifica uma vez que os visitantes, ao passarem pelos portões de entrada, não deixam de serem consumidores e as transações de compra e venda dentro do Parque não se descaracterizam como atos de comércio.
Como pré-requisito para concessões públicas de espaço e utilização, os preços praticados pela venda de alimentos e diversões em geral destinados ao grande público, deveriam ser tabelados a preços normalmente praticados no mercado de Concórdia. Além disso, os valores fixados para locações de espaços, obrigatoriamente deveriam ser módicos e exclusivamente destinados aos nossos empreendedores. Originalmente, as exposições tinham como objetivo estimular negócios da nossa terra, valorizando empresas locais, priorizando a participação delas nos eventos. Isso tinha e tem razão de ser, na medida em que geram tributos, empregos e o dinheiro que arrecadam com a venda de produtos fica por aqui, dinamizando nosso desenvolvimento.
. Por isso, é de estranhar a ausência, por exemplo, de revendedores de veículos das marcas Chevrolet, Fiat, Volkswagen e Ford. São empresas que nasceram com a cidade, que sempre pagaram e pagam impostos e que geram empregos aqui. Volta e meia, expõem seus veículos nas ruas da cidade, de forma que é inaceitável não os tenham exposto nos espaços privilegiados da Expo Rica. Simples voltinha em brinquedos ultrapassados e antigos custa a fortuna de três reais. Não bastasse o preço exorbitante, a roda gigante, ultrapassada e do tempo da pedra, apresentou problemas. Após um estrondo, dela se desprendeu uma barra de ferro que só não atingiu a cabeça de uma criança devido a agilidade de seu pai que agarrou o artefato em tempo. A roda voltou a girar até outra barra se desprender, só parando após imediata interdição decorrente de denúncia que me obriguei a fazer. Preços compatíveis, somente pela espetacular apresentação do JOTA QUEST, uma banda bem comportada, com músicas e letras construtivas (nada de apologia a drogas). Entretanto, a permanência de pessoas, inclusive de fiscais, em pé na frente das cadeiras, impedindo aos pagantes de verem o show, deixou muito a desejar.
Sem afrontar a lei de responsabilidade fiscal, há urgente necessidade de se criar uma lei de proteção a nossa economia, respeitando e valorizando nossos empresários, criando mecanismos para que as riquezas geradas pela Expo permaneçam em Concórdia. Como resolver isso? Uma das alternativas seria conceder, permitir ou autorizar empresas, exclusivamente com sede no município, a assumirem com autonomia a realização do evento. Isso poderia ocorrer através do CDL, ACIC e/ou através de um pool ou associação de empresas. Enfim, é preciso popularizar os preços da Expo, retornando aos bons tempos em que a mesma valorizava os nossos interesses e comportava a participação efetiva de famílias e de suas crianças com menor poder aquisitivo. Congratulações: À segurança do Parque, efetuada pela gloriosa Polícia Militar de Concórdia sob o comando do respeitável Tenente Coronel Reinaldo Boldori e à ação de bravos policiais que não medem esforços no atendimento ao público de forma educada e competente. Pensamento da Semana: “Expo de Concórdia, para Concórdia e por Concórdia!”
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@yahoo.com
Expo Exploração é um rótulo muito apropriado para a atual realidade que se instalou no Parque de Exposições de Concórdia. Na praça de alimentação, um simples petisco de frango custa trinta e cinco reais, fora a gorjeta. No domingo, quem esperava degustar um bom churrasco ou uma alimentação do nível de restaurantes como o Bokitus, Santa Terezinha, São Roque, Vinte e Nove de Julho, Melão, Brasão, Fávero entre outros, aos preços módicos praticados nestes estabelecimentos, ficou a ver navio. Qualquer lanchinho, churrasquinho, tem preços estratosféricos, uma vergonha. Os estacionamentos particulares ao redor do Parque (não existe estacionamento público suficiente) cobram o milionário valor de dez reais por veículo. Aliás, todo o ano o Parque de Exposições parece virar uma zona de livre comércio, ou melhor, de livre exploração na qual o único proibido de entrar é o PROCON. Tal assertiva se justifica uma vez que os visitantes, ao passarem pelos portões de entrada, não deixam de serem consumidores e as transações de compra e venda dentro do Parque não se descaracterizam como atos de comércio.
Como pré-requisito para concessões públicas de espaço e utilização, os preços praticados pela venda de alimentos e diversões em geral destinados ao grande público, deveriam ser tabelados a preços normalmente praticados no mercado de Concórdia. Além disso, os valores fixados para locações de espaços, obrigatoriamente deveriam ser módicos e exclusivamente destinados aos nossos empreendedores. Originalmente, as exposições tinham como objetivo estimular negócios da nossa terra, valorizando empresas locais, priorizando a participação delas nos eventos. Isso tinha e tem razão de ser, na medida em que geram tributos, empregos e o dinheiro que arrecadam com a venda de produtos fica por aqui, dinamizando nosso desenvolvimento.
. Por isso, é de estranhar a ausência, por exemplo, de revendedores de veículos das marcas Chevrolet, Fiat, Volkswagen e Ford. São empresas que nasceram com a cidade, que sempre pagaram e pagam impostos e que geram empregos aqui. Volta e meia, expõem seus veículos nas ruas da cidade, de forma que é inaceitável não os tenham exposto nos espaços privilegiados da Expo Rica. Simples voltinha em brinquedos ultrapassados e antigos custa a fortuna de três reais. Não bastasse o preço exorbitante, a roda gigante, ultrapassada e do tempo da pedra, apresentou problemas. Após um estrondo, dela se desprendeu uma barra de ferro que só não atingiu a cabeça de uma criança devido a agilidade de seu pai que agarrou o artefato em tempo. A roda voltou a girar até outra barra se desprender, só parando após imediata interdição decorrente de denúncia que me obriguei a fazer. Preços compatíveis, somente pela espetacular apresentação do JOTA QUEST, uma banda bem comportada, com músicas e letras construtivas (nada de apologia a drogas). Entretanto, a permanência de pessoas, inclusive de fiscais, em pé na frente das cadeiras, impedindo aos pagantes de verem o show, deixou muito a desejar.
Sem afrontar a lei de responsabilidade fiscal, há urgente necessidade de se criar uma lei de proteção a nossa economia, respeitando e valorizando nossos empresários, criando mecanismos para que as riquezas geradas pela Expo permaneçam em Concórdia. Como resolver isso? Uma das alternativas seria conceder, permitir ou autorizar empresas, exclusivamente com sede no município, a assumirem com autonomia a realização do evento. Isso poderia ocorrer através do CDL, ACIC e/ou através de um pool ou associação de empresas. Enfim, é preciso popularizar os preços da Expo, retornando aos bons tempos em que a mesma valorizava os nossos interesses e comportava a participação efetiva de famílias e de suas crianças com menor poder aquisitivo. Congratulações: À segurança do Parque, efetuada pela gloriosa Polícia Militar de Concórdia sob o comando do respeitável Tenente Coronel Reinaldo Boldori e à ação de bravos policiais que não medem esforços no atendimento ao público de forma educada e competente. Pensamento da Semana: “Expo de Concórdia, para Concórdia e por Concórdia!”
quarta-feira, 17 de junho de 2009
QUANDO O DIABO É A VÍTIMA
QUANDO A VÍTIMA É O DIABO.
Cesar Techio Economista – Advogado
cesartechio@Yahoo.com.br
A transferência de responsabilidade por todas as besteiras, bobagens, ilicitudes, contravenções e crimes cometidos pelo ser humano, ao diabo, é mecanismo de defesa inaceitável. Estultice imaginar que interfira em nossas ações, decisivamente, a ponto de ser ele a força motriz que move o braço no assassinato, a boca nos impropérios, a mão nos roubos, o sexo no estupro, a parvoíce no trato e convivência social. É muito conveniente atribuirmos ao diabo (besta, belzebu, capeta, demônio, exu, lúcifer, satã, satanás, tinhoso, maligno, entre tantas denominações) a responsabilidade pelas nossas sacanagens, loucuras, bebedeiras, brigas, mau humor e desastres, enquanto pessoas dotadas de inteligência, visão, audição, fala e demais sentidos que nos permitem distinguir o certo do errado.
O direito natural, que dita que não é normal causar sofrimento, está insculpido no coração de homens e mulheres, desde o nascimento. Não há sequer necessidade de explicar que não se deve impingir dor ou ferir qualquer ser vivo. De tal sorte que se afigura surreal atribuir a uma entidade espiritual maligna, a responsabilidade pelas multifacetadas violências que povoam as relações humanas. Utilizar uma figura mística como agente dotado de poderes superiores, capaz de interferir na ação volitiva dos homens a ponto de caçar-lhes o livre arbítrio e, portanto, de agir por meio deles na criação do caos pessoal, familiar e social, é alimentar subsídios para a irresponsabilidade que destrói a vida das pessoas, fulmina a harmonia das famílias, inferniza a sociedade e lota os presídios. Crenças, doutrinas e teologias são válidas pelo conteúdo ético, princípios morais, cores humanistas e pedagógicas de que são portadoras. Mas, responsabilizar o demônio por absolutamente tudo o que ocorre de errado na vida, é um equívoco que ultrapassa o bom senso e envergonha aos que tem o mínimo de juízo. Sob as luzes do iluminismo, do positivismo e do antropocentrismo, o diabo chega a figurar como vítima da covardia e oportunismo secular de homens e mulheres, os quais, sem a menor parcimônia, lhe atribuem toda a culpa pelas próprias mazelas, contradições e impossibilidades de serem filhos respeitosos, pais responsáveis, amigos leais, esposas recatadas, trabalhadores esforçados, empregados obedientes, patrões justos, cidadãos patriotas e políticos honestos.
NUNES PEDRO, (“in” Dicionário de Tecnologia Jurídica) define a vontade, como “poder irredutível, faculdade que tem o homem de querer, de se determinar espontaneamente a uma ação ou omissão, após reflexão. Exercício desse poder. Energia que domina e dirige nossas idéias. Livre disposição do espírito para deliberar e agir por si mesmo”. Privilegiar a razão como base de todo o conhecimento, em Renè Descartes, foi o primeiro passo para tirar o homem das trevas da ignorância e, a partir daí, o iluminismo firma a experiência, a razão e o método científico como únicas formas de obtenção do conhecimento, colocando o homem como centro do universo.
O que importa, sob o tema “vitimologia”, objeto destas breves reflexões desdobradas na trilogia “Quando a vítima é o homem”, “Quando a vítima é o diabo” e em terceiro título inédito (ainda no prelo de minhas elucubrações), é o fato incontestável, de que cada pessoa, além de ser agente e de sua própria história, é a única responsável pelos seus próprios atos, sendo defeso transferir a terceiros a responsabilidade pelas próprias ações. Neste contexto, o diabo nada mais é do que um “bode-expiatório”, verdadeira vítima de uma mitologia cômoda e de uma teologia que precisa ser reestudada sob a ótica da intransferibilidade da responsabilidade pelos atos pessoais que pesa sobre a cabeça de cada homem e de cada mulher. Pensamento da semana: "O diabo pode até ser o culpado, mas quem paga o pato é você."
Cesar Techio Economista – Advogado
cesartechio@Yahoo.com.br
A transferência de responsabilidade por todas as besteiras, bobagens, ilicitudes, contravenções e crimes cometidos pelo ser humano, ao diabo, é mecanismo de defesa inaceitável. Estultice imaginar que interfira em nossas ações, decisivamente, a ponto de ser ele a força motriz que move o braço no assassinato, a boca nos impropérios, a mão nos roubos, o sexo no estupro, a parvoíce no trato e convivência social. É muito conveniente atribuirmos ao diabo (besta, belzebu, capeta, demônio, exu, lúcifer, satã, satanás, tinhoso, maligno, entre tantas denominações) a responsabilidade pelas nossas sacanagens, loucuras, bebedeiras, brigas, mau humor e desastres, enquanto pessoas dotadas de inteligência, visão, audição, fala e demais sentidos que nos permitem distinguir o certo do errado.
O direito natural, que dita que não é normal causar sofrimento, está insculpido no coração de homens e mulheres, desde o nascimento. Não há sequer necessidade de explicar que não se deve impingir dor ou ferir qualquer ser vivo. De tal sorte que se afigura surreal atribuir a uma entidade espiritual maligna, a responsabilidade pelas multifacetadas violências que povoam as relações humanas. Utilizar uma figura mística como agente dotado de poderes superiores, capaz de interferir na ação volitiva dos homens a ponto de caçar-lhes o livre arbítrio e, portanto, de agir por meio deles na criação do caos pessoal, familiar e social, é alimentar subsídios para a irresponsabilidade que destrói a vida das pessoas, fulmina a harmonia das famílias, inferniza a sociedade e lota os presídios. Crenças, doutrinas e teologias são válidas pelo conteúdo ético, princípios morais, cores humanistas e pedagógicas de que são portadoras. Mas, responsabilizar o demônio por absolutamente tudo o que ocorre de errado na vida, é um equívoco que ultrapassa o bom senso e envergonha aos que tem o mínimo de juízo. Sob as luzes do iluminismo, do positivismo e do antropocentrismo, o diabo chega a figurar como vítima da covardia e oportunismo secular de homens e mulheres, os quais, sem a menor parcimônia, lhe atribuem toda a culpa pelas próprias mazelas, contradições e impossibilidades de serem filhos respeitosos, pais responsáveis, amigos leais, esposas recatadas, trabalhadores esforçados, empregados obedientes, patrões justos, cidadãos patriotas e políticos honestos.
NUNES PEDRO, (“in” Dicionário de Tecnologia Jurídica) define a vontade, como “poder irredutível, faculdade que tem o homem de querer, de se determinar espontaneamente a uma ação ou omissão, após reflexão. Exercício desse poder. Energia que domina e dirige nossas idéias. Livre disposição do espírito para deliberar e agir por si mesmo”. Privilegiar a razão como base de todo o conhecimento, em Renè Descartes, foi o primeiro passo para tirar o homem das trevas da ignorância e, a partir daí, o iluminismo firma a experiência, a razão e o método científico como únicas formas de obtenção do conhecimento, colocando o homem como centro do universo.
O que importa, sob o tema “vitimologia”, objeto destas breves reflexões desdobradas na trilogia “Quando a vítima é o homem”, “Quando a vítima é o diabo” e em terceiro título inédito (ainda no prelo de minhas elucubrações), é o fato incontestável, de que cada pessoa, além de ser agente e de sua própria história, é a única responsável pelos seus próprios atos, sendo defeso transferir a terceiros a responsabilidade pelas próprias ações. Neste contexto, o diabo nada mais é do que um “bode-expiatório”, verdadeira vítima de uma mitologia cômoda e de uma teologia que precisa ser reestudada sob a ótica da intransferibilidade da responsabilidade pelos atos pessoais que pesa sobre a cabeça de cada homem e de cada mulher. Pensamento da semana: "O diabo pode até ser o culpado, mas quem paga o pato é você."
quarta-feira, 10 de junho de 2009
QUANDO A VÍTIMA É O HOMEM
”QUANDO A VÍTIMA É O HOMEM”
Cesar Techio Economista – Advogado
Rua Dr. Maruri, 730 – 89700-00 Concórdia – SC cesartechio@Yahoo.com.br
“Bate seu covarde!”; “Atira se você é homem!”; “Incompetente, burro, pobretão!” A Lei Maria da Penha despontou em nosso meio como instrumento judicial de defesa eficaz e urgente em favor da mulher contra agressões masculinas. Nesta, machões ferozes se deparam com intransponível barreira às suas agressões compulsivas. Muito se tem discutido, todavia, sobre a inconstitucionalidade da lei, uma vez que contempla tão somente direito da mulher apreciado em cognição judicial sumária, instantânea, que desemboca irremediavelmente em decisão liminar, “inaudita altera pars”, ou seja, sem ouvir o acusado. Basta a mulher dar queixa na delegacia, para o marido mergulhar de escafandro no “olho da rua”, senão para trás das grades, tendo sobre sua cabeça o peso de acusações virulentas acolhidas de plano pelo Juiz. O juízo é de precaução, para salvaguardar suposto atentado contra a integridade física da mulher. Discute-se, depois, se a medida foi acertada ou não, através da defesa do acusado, já defenestrado da convivência conjugal. O que a lei, sua interpretação e aplicação não consideram, é a personalidade da vítima, sua inter-relação com o acusado, sua inclinação consciente ou subconsciente de fazer-se vítima, sua receptividade à violência, sua tendenciosidade a provocar situações de agressão.
O que está por trás da atitude violenta, do desamor, do ódio latente do agressor, senão uma atitude matreira, esperta, psicológica e emocionalmente bem preparada da mulher? Não se diz que por trás de todo grande homem sempre existe uma grande mulher? Ora, então é lógico pensar, que por trás de todo grande agressor também sempre existe uma grande agressora. E não raras vezes, mais violenta do que o homem, pois é sabido o quanto a mulher, dotada de faculdades excepcionais, inclusive quanto à resistência física e emocional, também é sumamente inteligente e sabe, muito bem, tramar, ofender, agredir, trair sem ser notada e desnudada a sua capacidade de interferir na ação do homem de fazer a violência que a agride. A idéia aqui é a de avaliarmos, sem “machismos” ou “feminismos” em que grau e intensidade as atitudes e o poder de manipulação da vítima-mulher agem sobre as ações do agressor.
É claro que não podemos ignorar que a igualdade constitucional entre homens e mulheres também deve respeitar a diversidade e o direito à diferença, haja vista a evidente vulnerabilidade social destas. Dentro deste espírito, ao enfrentar a violência masculina de forma desproporcional, a lei parece se firmar, na realidade, como instrumento ético de concretização da igualdade material entre homens e mulheres, conferindo efetividade à vontade constitucional inspirada em princípios éticos compensatórios. Mas, este não é o ponto a que se propõe essa breve reflexão, senão a análise da problemática sob as luzes do comportamento da mulher, que aponta para suas terríveis, insistentes e camufladas provocações, muitas vezes responsáveis pela violência que a atinge e estoura com a vida conjugal. Advogados, juízes, promotores, testemunhas, operadores do direito, jamais saberemos o verdadeiro responsável pelas palavrinhas de desamor, indiferenças do dia a dia, humilhações, exigências despropositadas e comparações desairosas que acontecem na privacidade dos lares, durante anos, e que explode em violência pública que culmina em divórcio e muitas vezes em prisão. A lei não considera, infelizmente, aspectos ligados a vitimologia, quando se sabe que, não raras vezes, em que pese o homem transtornado segurar a arma, é ela, mulher, quem puxa o gatilho da violência que destrói sua própria vida e a da sua família. Pensamento da semana: “A moeda tem dois lados.”
Cesar Techio Economista – Advogado
Rua Dr. Maruri, 730 – 89700-00 Concórdia – SC cesartechio@Yahoo.com.br
“Bate seu covarde!”; “Atira se você é homem!”; “Incompetente, burro, pobretão!” A Lei Maria da Penha despontou em nosso meio como instrumento judicial de defesa eficaz e urgente em favor da mulher contra agressões masculinas. Nesta, machões ferozes se deparam com intransponível barreira às suas agressões compulsivas. Muito se tem discutido, todavia, sobre a inconstitucionalidade da lei, uma vez que contempla tão somente direito da mulher apreciado em cognição judicial sumária, instantânea, que desemboca irremediavelmente em decisão liminar, “inaudita altera pars”, ou seja, sem ouvir o acusado. Basta a mulher dar queixa na delegacia, para o marido mergulhar de escafandro no “olho da rua”, senão para trás das grades, tendo sobre sua cabeça o peso de acusações virulentas acolhidas de plano pelo Juiz. O juízo é de precaução, para salvaguardar suposto atentado contra a integridade física da mulher. Discute-se, depois, se a medida foi acertada ou não, através da defesa do acusado, já defenestrado da convivência conjugal. O que a lei, sua interpretação e aplicação não consideram, é a personalidade da vítima, sua inter-relação com o acusado, sua inclinação consciente ou subconsciente de fazer-se vítima, sua receptividade à violência, sua tendenciosidade a provocar situações de agressão.
O que está por trás da atitude violenta, do desamor, do ódio latente do agressor, senão uma atitude matreira, esperta, psicológica e emocionalmente bem preparada da mulher? Não se diz que por trás de todo grande homem sempre existe uma grande mulher? Ora, então é lógico pensar, que por trás de todo grande agressor também sempre existe uma grande agressora. E não raras vezes, mais violenta do que o homem, pois é sabido o quanto a mulher, dotada de faculdades excepcionais, inclusive quanto à resistência física e emocional, também é sumamente inteligente e sabe, muito bem, tramar, ofender, agredir, trair sem ser notada e desnudada a sua capacidade de interferir na ação do homem de fazer a violência que a agride. A idéia aqui é a de avaliarmos, sem “machismos” ou “feminismos” em que grau e intensidade as atitudes e o poder de manipulação da vítima-mulher agem sobre as ações do agressor.
É claro que não podemos ignorar que a igualdade constitucional entre homens e mulheres também deve respeitar a diversidade e o direito à diferença, haja vista a evidente vulnerabilidade social destas. Dentro deste espírito, ao enfrentar a violência masculina de forma desproporcional, a lei parece se firmar, na realidade, como instrumento ético de concretização da igualdade material entre homens e mulheres, conferindo efetividade à vontade constitucional inspirada em princípios éticos compensatórios. Mas, este não é o ponto a que se propõe essa breve reflexão, senão a análise da problemática sob as luzes do comportamento da mulher, que aponta para suas terríveis, insistentes e camufladas provocações, muitas vezes responsáveis pela violência que a atinge e estoura com a vida conjugal. Advogados, juízes, promotores, testemunhas, operadores do direito, jamais saberemos o verdadeiro responsável pelas palavrinhas de desamor, indiferenças do dia a dia, humilhações, exigências despropositadas e comparações desairosas que acontecem na privacidade dos lares, durante anos, e que explode em violência pública que culmina em divórcio e muitas vezes em prisão. A lei não considera, infelizmente, aspectos ligados a vitimologia, quando se sabe que, não raras vezes, em que pese o homem transtornado segurar a arma, é ela, mulher, quem puxa o gatilho da violência que destrói sua própria vida e a da sua família. Pensamento da semana: “A moeda tem dois lados.”
quarta-feira, 3 de junho de 2009
DOS PÚLPITOS PARA A VIDA PÚBLICA
“DOS PÚLPITOS PARA A VIDA PÚBLICA”
Cesar Techio
Economista – Advogado - cesartechio@Yahoo.com.br
Nossas secretas e insofismáveis introspecções somente a nós pertencem. Nada melhor do que o silêncio, quebrado por encantadores louvores, para inspirar nosso amor por Deus, pelos semelhantes e pela pátria. Acuradas reflexões trazem à luz a realidade do dia, mês, ano que passou e o que está no porvir. Lançando um olhar sobre esses nossos tempos, sinto que perdemos grandes oportunidades para mudarmos a política e os políticos deste país. A mediocridade da politicalha que coloca acima dos interesses nacionais, o interesse dos próprios políticos, está a exigir mais coragem dos homens de bem, dos cidadãos compromissados com a ética e com o bem comum. Estes homens, de conduta irrepreensível e de postura moral inflexível, ao se fazerem ausentes do cenário da política, deixam sempre um vazio inexplicável, pois eles, baluartes da decência (refiro-me, desta feita, aos comprometidos com a doutrina cristã e com o Evangelho de Jesus), são o antídoto contra a indiferença dos governantes e políticos que caminham na direção oposta aos interesses sociais. Dos púlpitos das igrejas, é hora de descerem para a tribuna da vida pública, pois é urgentíssimo e necessário construirmos um Estado verdadeiramente capaz de prover com eficiência a saúde, educação, habitação e segurança pública, sem demagogias ou desvios éticos. Moralizar as finanças públicas, modernizar a economia e concretizar os princípios constitucionais em favor da dignidade dos cidadãos, deve ser compromisso inalienável de todos cristãos, em especial de líderes cristãos sintonizados com os ensinamentos de Jesus. Estes possuem o dever de se postarem ao lado dos anseios e inquietações do povo por conduta ética, moralização e transparência na política.
Se as mensagens do Velho e Novo Testamento causam contrariedade e fulminam, com veemência, os pontos podres da nossa organização política e social, nada mais eloqüente do que, destemidos líderes cristãos ampliem suas pregações para além dos cancelos das igrejas, em ação destemida na defesa da moralização da política, em favor da qual não se pode capitular.
Pelos itinerários inférteis da política suja, pelos conchavos que escamoteiam falcatruas que diariamente causam escândalos, que detonam o Parlamento e que comprometem as instituições e o Estado Democrático de Direito, clama o povo por homens ligados a palavra de Jesus, para que, com a mesma firmeza e lucidez com que pregam as prerrogativas do Evangelho do alto dos púlpitos das igrejas, também as façam valer do alto das tribunas da política. É preciso afrontar políticos desonestos de forma eficaz e definitiva. E isso só se faz substituindo-os por homens que possuam o dom da profecia e da coerência bíblica. Não só arrostá-los, de dedo em riste, mostrando com coragem e publicamente aos fiéis suas corruptelas, infidelidades e roubos, mas, substituindo-os, de uma vez por todas, em época de eleição! De uma introspecção na calada da noite, a exortação: “Pregadores, hasteiem a bandeira do Evangelho e mudem os políticos e a política do meu país. Pensamento da Semana: “Os teus príncipes são companheiros dos ladrões. E por quê? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam; são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos ladrões, porque lhes dão os postos e poderes; são companheiros dos ladrões, porque talvez os defendam; e são finalmente seus companheiros porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos ladrões os levam consigo”, Pe. Vieira, 1655.
Cesar Techio
Economista – Advogado - cesartechio@Yahoo.com.br
Nossas secretas e insofismáveis introspecções somente a nós pertencem. Nada melhor do que o silêncio, quebrado por encantadores louvores, para inspirar nosso amor por Deus, pelos semelhantes e pela pátria. Acuradas reflexões trazem à luz a realidade do dia, mês, ano que passou e o que está no porvir. Lançando um olhar sobre esses nossos tempos, sinto que perdemos grandes oportunidades para mudarmos a política e os políticos deste país. A mediocridade da politicalha que coloca acima dos interesses nacionais, o interesse dos próprios políticos, está a exigir mais coragem dos homens de bem, dos cidadãos compromissados com a ética e com o bem comum. Estes homens, de conduta irrepreensível e de postura moral inflexível, ao se fazerem ausentes do cenário da política, deixam sempre um vazio inexplicável, pois eles, baluartes da decência (refiro-me, desta feita, aos comprometidos com a doutrina cristã e com o Evangelho de Jesus), são o antídoto contra a indiferença dos governantes e políticos que caminham na direção oposta aos interesses sociais. Dos púlpitos das igrejas, é hora de descerem para a tribuna da vida pública, pois é urgentíssimo e necessário construirmos um Estado verdadeiramente capaz de prover com eficiência a saúde, educação, habitação e segurança pública, sem demagogias ou desvios éticos. Moralizar as finanças públicas, modernizar a economia e concretizar os princípios constitucionais em favor da dignidade dos cidadãos, deve ser compromisso inalienável de todos cristãos, em especial de líderes cristãos sintonizados com os ensinamentos de Jesus. Estes possuem o dever de se postarem ao lado dos anseios e inquietações do povo por conduta ética, moralização e transparência na política.
Se as mensagens do Velho e Novo Testamento causam contrariedade e fulminam, com veemência, os pontos podres da nossa organização política e social, nada mais eloqüente do que, destemidos líderes cristãos ampliem suas pregações para além dos cancelos das igrejas, em ação destemida na defesa da moralização da política, em favor da qual não se pode capitular.
Pelos itinerários inférteis da política suja, pelos conchavos que escamoteiam falcatruas que diariamente causam escândalos, que detonam o Parlamento e que comprometem as instituições e o Estado Democrático de Direito, clama o povo por homens ligados a palavra de Jesus, para que, com a mesma firmeza e lucidez com que pregam as prerrogativas do Evangelho do alto dos púlpitos das igrejas, também as façam valer do alto das tribunas da política. É preciso afrontar políticos desonestos de forma eficaz e definitiva. E isso só se faz substituindo-os por homens que possuam o dom da profecia e da coerência bíblica. Não só arrostá-los, de dedo em riste, mostrando com coragem e publicamente aos fiéis suas corruptelas, infidelidades e roubos, mas, substituindo-os, de uma vez por todas, em época de eleição! De uma introspecção na calada da noite, a exortação: “Pregadores, hasteiem a bandeira do Evangelho e mudem os políticos e a política do meu país. Pensamento da Semana: “Os teus príncipes são companheiros dos ladrões. E por quê? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam; são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos ladrões, porque lhes dão os postos e poderes; são companheiros dos ladrões, porque talvez os defendam; e são finalmente seus companheiros porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos ladrões os levam consigo”, Pe. Vieira, 1655.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
BRASIL FOODS PATROCINA FUTEBOL CONCORDIENSE
“BRASIL FOODS PATROCINA FUTEBOL CONCORDIENSE”
Cesar Techio
Economista – Advogado - cesartechio@gmail.com
Não se pode negar que as atuais lideranças das empresas Sadia e Perdigão conseguiram uma verdadeira proeza com a concretização da mega-fusão empresarial, perseguida, especialmente pela Sadia, há décadas. Entretanto, o prejuízo de dois bilhões e meio de reais sofridos por esta, graças a operações mal sucedidas em derivativos, certamente foi decisivo para que as partes chegassem a um consenso. Mas, convenhamos, ao invés da Sadia comprar a Perdigão, como sempre foi sonhado, o que ocorreu foi exatamente o contrário, uma vez que o controle acionário da nova empresa pertence em 68% aos acionistas desta última. Relevante, contudo, é a capacidade de gestão, plano de ação e velocidade de reação da nova e gigante empresa frente à crise econômica mundial. O que se prevê, é que ambas saiam fortalecidas da crise, com maior rentabilidade e expansão de suas atividades.
Este é o único raciocínio plausível, em especial para a comunidade concordiense, berço da empresa Sadia, a de que a BRF gerencie e encare a crise de forma eficaz, a fim de que se mantenham os empregos diretos e indiretos, tributos, impostos, que sempre dinamizaram o crescimento do município. Sem saudosismos, todos aqueles que viveram a história da Sadia, hão de adotar a mesma postura pragmática, objetiva e otimista dos acionistas da empresa quanto à maximização de desempenho da BRF. As medidas tomadas se constituem numa resposta inteligente à atual crise. Esta capacidade de reação, todavia, deve ser aguçada daqui por diante, pois não se sabe qual a extensão da crise e se esta não se agravará nos próximos tempos. São necessárias medidas eficazes para preparar a empresa, não só para a retomada de crescimento, mas para protegê-la de outros graves incidentes de percurso.
Quanto a Concórdia, em crônica precedente (“Sadia, uma História”) menciono os bons tempos em que a empresa investia na comunidade local, mantendo com ela relações sinérgicas de parceria, inclusive no esporte. Quem não lembra dos tempos de glória da Sociedade Esportiva Recreativa Sadia – SER- Sadia? Como parte do plano, acima referido, certamente numa excelente estratégia de marketing para firmar a nova marca “BRF”, o presidente da Perdigão Nildemar Secches e o presidente da Sadia, Luiz Fernando Furlam foram fotografados exibindo uma camiseta com a logomarca da Brasil Foods, num patrocínio ao Corinthians, tendo como pano de fundo, em imagem subliminar, o desenho de um “DNA” contendo o nome das empresas.
Considerando os laços históricos e afetivos entre a empresa Sadia e o município de Concórdia, não seria improdutivo que a BRF patrocinasse o CONCÓRDIA ATLÉTICO CLUBE - CAC, com o nome “Brasil Foods” estampado nas camisetas do clube. Esta seria uma bela forma de agradecer e homenagear o amor devotado por nosso povo à Sadia nestes sessenta e cinco anos de empresa, cuja genética possui cromossomas de nossa história, de nossas esperanças e de nossos sonhos (como o do título desta crônica). No mais, é esperar para que as atuais dificuldades, não impeçam a fusão. Pensamento da semana: “Há pessoas que nos falam e nem escutamos. Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam; mas há pessoas que aparecem em nossa vida e nos marcam para sempre”. Cecília Meireles.
Cesar Techio
Economista – Advogado - cesartechio@gmail.com
Não se pode negar que as atuais lideranças das empresas Sadia e Perdigão conseguiram uma verdadeira proeza com a concretização da mega-fusão empresarial, perseguida, especialmente pela Sadia, há décadas. Entretanto, o prejuízo de dois bilhões e meio de reais sofridos por esta, graças a operações mal sucedidas em derivativos, certamente foi decisivo para que as partes chegassem a um consenso. Mas, convenhamos, ao invés da Sadia comprar a Perdigão, como sempre foi sonhado, o que ocorreu foi exatamente o contrário, uma vez que o controle acionário da nova empresa pertence em 68% aos acionistas desta última. Relevante, contudo, é a capacidade de gestão, plano de ação e velocidade de reação da nova e gigante empresa frente à crise econômica mundial. O que se prevê, é que ambas saiam fortalecidas da crise, com maior rentabilidade e expansão de suas atividades.
Este é o único raciocínio plausível, em especial para a comunidade concordiense, berço da empresa Sadia, a de que a BRF gerencie e encare a crise de forma eficaz, a fim de que se mantenham os empregos diretos e indiretos, tributos, impostos, que sempre dinamizaram o crescimento do município. Sem saudosismos, todos aqueles que viveram a história da Sadia, hão de adotar a mesma postura pragmática, objetiva e otimista dos acionistas da empresa quanto à maximização de desempenho da BRF. As medidas tomadas se constituem numa resposta inteligente à atual crise. Esta capacidade de reação, todavia, deve ser aguçada daqui por diante, pois não se sabe qual a extensão da crise e se esta não se agravará nos próximos tempos. São necessárias medidas eficazes para preparar a empresa, não só para a retomada de crescimento, mas para protegê-la de outros graves incidentes de percurso.
Quanto a Concórdia, em crônica precedente (“Sadia, uma História”) menciono os bons tempos em que a empresa investia na comunidade local, mantendo com ela relações sinérgicas de parceria, inclusive no esporte. Quem não lembra dos tempos de glória da Sociedade Esportiva Recreativa Sadia – SER- Sadia? Como parte do plano, acima referido, certamente numa excelente estratégia de marketing para firmar a nova marca “BRF”, o presidente da Perdigão Nildemar Secches e o presidente da Sadia, Luiz Fernando Furlam foram fotografados exibindo uma camiseta com a logomarca da Brasil Foods, num patrocínio ao Corinthians, tendo como pano de fundo, em imagem subliminar, o desenho de um “DNA” contendo o nome das empresas.
Considerando os laços históricos e afetivos entre a empresa Sadia e o município de Concórdia, não seria improdutivo que a BRF patrocinasse o CONCÓRDIA ATLÉTICO CLUBE - CAC, com o nome “Brasil Foods” estampado nas camisetas do clube. Esta seria uma bela forma de agradecer e homenagear o amor devotado por nosso povo à Sadia nestes sessenta e cinco anos de empresa, cuja genética possui cromossomas de nossa história, de nossas esperanças e de nossos sonhos (como o do título desta crônica). No mais, é esperar para que as atuais dificuldades, não impeçam a fusão. Pensamento da semana: “Há pessoas que nos falam e nem escutamos. Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam; mas há pessoas que aparecem em nossa vida e nos marcam para sempre”. Cecília Meireles.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
ADEUS SADIA. BEM VINDA BRASIL FOODS
“ADEUS SADIA. BEM VIDA BRASIL FOODS.”
Cesar Techio
Economista – Advogado - cesartechio@gmail.com
A megafusão entre os capitais das empresas Sadia e Perdigão, dois poderosos grupos empresariais do país, redundou na criação da Brasil Foods (Brasil com “s” e não com “z”), e se constitui numa grande estratégia para que ambas se recuperem dos recentes prejuízos e se fortaleçam no mercado internacional. As empresas atuam em mais de cem países e, com a fusão, se transformam na maior exportadora de produtos de carne processada do mundo. Como escrevi alhures, possível aporte de dinheiro público, via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), representa, no mínimo, mais do que uma obrigação do governo, pois a derrocada destas empresas não interessa a ninguém. Aliás, nada mais prioritário para o país, do que manter milhares de empregos diretos e indiretos em época de crise como a que vivemos. O dinheiro público, neste caso, está sendo aplicado em área produtiva e nas mãos de empresários extremamente sérios, competentes, honestos e bem articulados e não em bancos falidos.
A fusão vai dar certo. Basta notar que se trata de duas empresas marcadas pela longevidade, o que as permitiu estabelecer uma imagem de respeito perante o mercado consumidor, financeiro e de insumos ao longo de quarenta anos. Além do que, as duas empresas possuem entre si uma forte identidade organizacional e de logística em todo o mundo. Estes fatores, aliados a tremenda capacidade empresarial de seus líderes, farão da Sadia e da Perdigão, uma empresa sólida e de grande futuro.
Todavia, esta megafusão tem um lado negativo, uma vez que consolida, definitivamente, um grande monopólio na área de alimentos capaz de fulminar com a concorrência. Neste passo, é inevitável que esta concentração de capitais acabe por prejudicar consumidores, na medida em que a mega-empresa passará a ditar e a aumentar os preços dos produtos. Estes efeitos foram constatados em todas outras megafusões de que se tem notícia.
Seria ilusão acreditar que empresas capitalistas busquem a fusão para beneficiar consumidores. Ao contrário, buscam salvaguardar suas sobrevivências num mercado globalizado e, por óbvio, visam aumentar lucros. Só para se ter uma idéia, a Brasil Foods terá em torno de 90% de participação de mercado em massas prontas, 70% em pizzas semiprontas e acima de 50% em produtos industrializados em geral. E é claro, sob o ponto de vista do consumidor isso é péssimo, porque acaba com quase todas as opções de consumo: “Se queres, queres; se não queres, “Brasil foods”. Assim, para a alegria dos acionistas, a Sadia e Perdigão ganham em competitividade e uma valorização imediata. Ganha o Brasil, porque terá uma das maiores empresas de alimentos do planeta, gerando empregos, tributos e impostos. Ganham todas as regiões nas quais a empresa mantém fábricas; Ganham os funcionários e o desenvolvimento de muitas micro-regiões. Perde o consumidor. Será? Não se pode esquecer que estas empresas investem milhões de dólares em tecnologias de ponta para melhorar a qualidade de seus produtos. Essa é uma forma bem vinda e legítima de aumentar lucros. Bem vinda porque beneficia o consumidor. Por ora, vamos aguardar a aprovação do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)... que será positiva. Querem apostar? Pensamento da Semana: “É melhor haver dois do que um, porque duas pessoas trabalhando juntas podem ganhar muito mais. Se uma delas cai, a outra a ajuda a se levantar. Mas, se alguém está sozinho e cai, fica em má situação porque não tem ninguém que o ajuda a se levantar. (...) Dois homens podem resistir a um ataque que derrotaria um deles se estivesse sozinho.” (Eclesiastes).
Cesar Techio
Economista – Advogado - cesartechio@gmail.com
A megafusão entre os capitais das empresas Sadia e Perdigão, dois poderosos grupos empresariais do país, redundou na criação da Brasil Foods (Brasil com “s” e não com “z”), e se constitui numa grande estratégia para que ambas se recuperem dos recentes prejuízos e se fortaleçam no mercado internacional. As empresas atuam em mais de cem países e, com a fusão, se transformam na maior exportadora de produtos de carne processada do mundo. Como escrevi alhures, possível aporte de dinheiro público, via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), representa, no mínimo, mais do que uma obrigação do governo, pois a derrocada destas empresas não interessa a ninguém. Aliás, nada mais prioritário para o país, do que manter milhares de empregos diretos e indiretos em época de crise como a que vivemos. O dinheiro público, neste caso, está sendo aplicado em área produtiva e nas mãos de empresários extremamente sérios, competentes, honestos e bem articulados e não em bancos falidos.
A fusão vai dar certo. Basta notar que se trata de duas empresas marcadas pela longevidade, o que as permitiu estabelecer uma imagem de respeito perante o mercado consumidor, financeiro e de insumos ao longo de quarenta anos. Além do que, as duas empresas possuem entre si uma forte identidade organizacional e de logística em todo o mundo. Estes fatores, aliados a tremenda capacidade empresarial de seus líderes, farão da Sadia e da Perdigão, uma empresa sólida e de grande futuro.
Todavia, esta megafusão tem um lado negativo, uma vez que consolida, definitivamente, um grande monopólio na área de alimentos capaz de fulminar com a concorrência. Neste passo, é inevitável que esta concentração de capitais acabe por prejudicar consumidores, na medida em que a mega-empresa passará a ditar e a aumentar os preços dos produtos. Estes efeitos foram constatados em todas outras megafusões de que se tem notícia.
Seria ilusão acreditar que empresas capitalistas busquem a fusão para beneficiar consumidores. Ao contrário, buscam salvaguardar suas sobrevivências num mercado globalizado e, por óbvio, visam aumentar lucros. Só para se ter uma idéia, a Brasil Foods terá em torno de 90% de participação de mercado em massas prontas, 70% em pizzas semiprontas e acima de 50% em produtos industrializados em geral. E é claro, sob o ponto de vista do consumidor isso é péssimo, porque acaba com quase todas as opções de consumo: “Se queres, queres; se não queres, “Brasil foods”. Assim, para a alegria dos acionistas, a Sadia e Perdigão ganham em competitividade e uma valorização imediata. Ganha o Brasil, porque terá uma das maiores empresas de alimentos do planeta, gerando empregos, tributos e impostos. Ganham todas as regiões nas quais a empresa mantém fábricas; Ganham os funcionários e o desenvolvimento de muitas micro-regiões. Perde o consumidor. Será? Não se pode esquecer que estas empresas investem milhões de dólares em tecnologias de ponta para melhorar a qualidade de seus produtos. Essa é uma forma bem vinda e legítima de aumentar lucros. Bem vinda porque beneficia o consumidor. Por ora, vamos aguardar a aprovação do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)... que será positiva. Querem apostar? Pensamento da Semana: “É melhor haver dois do que um, porque duas pessoas trabalhando juntas podem ganhar muito mais. Se uma delas cai, a outra a ajuda a se levantar. Mas, se alguém está sozinho e cai, fica em má situação porque não tem ninguém que o ajuda a se levantar. (...) Dois homens podem resistir a um ataque que derrotaria um deles se estivesse sozinho.” (Eclesiastes).
quarta-feira, 13 de maio de 2009
SADIA: UMA HISTÓRIA
”SADIA: UMA HISTÓRIA”
Cesar Techio
Economista – Advogado - cesartechio@gmail.com
Recebo, sempre, e-mails. Alguns elogiando, outros construindo idéias divergentes e alguns atacando ferozmente minhas crônicas. Dia desses, um disse o seguinte: “Com muita satisfação e emoção li tua matéria “SADIA. “NOSSA EMPRESA, NOSSA VIDA”. Fostes muito feliz em tuas colocações. Refiro-me à importância que a empresa teve e tem no município de Concórdia. Cresceu junto com a cidade esbanjando pujança, dando exemplos, contribuindo para o enriquecimento de muitas famílias e empresas, preparando todos seus profissionais. Muitos deles atuam na sociedade concordiense. Revolucionou o comportamento social no município dentro do ambiente da Total Qualidade; contribuiu efetivamente com escolas, fundações, esportes, segurança pública, hospital, etc. Devemos sim, respeito e admiração por esta grande empresa, por quem trabalhou nela ou por quem dela se beneficiou direta ou indiretamente. Em todas as cidades gaúchas e catarinenses que residi, sempre exaltei o nome SADIA. Quando compro produtos do gênero, sempre escolho Sadia, porque sei de onde vem e como é produzido. Uma simples Sugestão: O município deveria fazer uma homenagem diferente à empresa, em forma de agradecimento e reconhecimento neste momento único vivido por ela: Todas as empresas e entidades que acharem por bem, durante uma semana, ou um mês, poderiam brindar seus clientes, colaboradores e fornecedores com a degustação de produtos SADIA. Pode não resolver o problema da empresa, mas diria nas entrelinhas: “MUITO OBRIGADO, NÓS PRECISAMOS DE VOCÊ AQUI.”
Reminiscências, saudades, sentimentos por um tempo que não podemos esquecer. Um dos primeiros funcionários do fundador e possivelmente o primeiro motorista da família e sequentemente da empresa, ainda nos tempos de Luzerna, migrou com os Fontana para Concórdia, meu pai, Santo Benvenuto Techio, hoje no alto dos seus lindos, lúcidos e memoráveis noventa anos. Desfilam por suas memórias os primeiros momentos, alegrias, vontade férrea e determinação de Atílio Francisco Xavier Fontana, frente à novel agroindústria, encravada no oeste catarinense. Como num filme, desponta Omar Fontana lhe acompanhando na cabine de um caminhão; os Fontana, ao tempo de Água Doce, Luzerna e depois Concórdia. Seu amigo Adolpho Bósio, a quem ensinou os primeiros passos à cidade de São Paulo... Teimam em aparecer nas lembranças, seus companheiros motoristas que já partiram para a viagem definitiva; seu primeiro caminhão importado, entregue em mãos pelo fundador; a sinuosa e perigosa estrada da “Ribeira; os caminhões levando produtos Sadia até o Rio de Janeiro; o “Patinho Feio”, um fantástico avião que seguia pelo litoral abrindo comércio pelas vias dos céus, em traçado muito mais rápido do que os trilhos que seguiam de Volta Grande para a capital paulista. Quantas viagens, eim, meu velho pai? E agora, meu querido, agora que a vida se esvai, gritando de saudades por entre tuas memórias, escorregando por meio de tuas enrugadas e cansadas mãos, choro por ti, pelos teus amigos e por um tempo que não volta mais.
Pessoas no lugar errado. Onde estava o “Head of the family” e “Commander” durante as equivocadas apostas em derivativos? Cuidando do desenvolvimento, da indústria e do comércio do país? Doando a sua vida, conhecimento, sabedoria e herdada sagacidade do avô em favor da sociedade brasileira? Doação patriótica: governo sem leme em casa. Júlio Cesar Santos, gerente de Unidade da SICREDI FRAIBURGO-SC, encerra assim seu e-mail: “Fui funcionário e joguei futebol de salão por oito anos, representando e levando o nome da SADIA por todo este Brasil, com respeito e disciplina. Tomei a liberdade de te enviar esse e-mail em homenagem à empresa pela qual tenho muita admiração.” Pensamento da semana: “O ser humano não pode deixar de cometer erros; é com os erros, que os homens de bom senso aprendem a sabedoria para o futuro.” (Plutarco). Sobreviva!
terça-feira, 5 de maio de 2009
AMÉRICA LIVRE
AMÉRICA LIVRE
Cesar Techio
Economista – Advogado cesartechio@Yahoo.com.br
Que dure o quanto durar. E, enquanto durar, o protesto vai bradar nas linhas destas crônicas. Protesto contra as medidas protecionistas adotadas pelas maiores economias do mundo em reação à crise, mas geradora de mais desempregos e miséria nos países emergentes; protesto contra a visita de Ahmadinejad ao Brasil, um líder tão confuso quanto perigoso, que defende a destruição de Israel abertamente, desenvolve armas nucleares debaixo no nariz do mundo civilizado, nega o Holocausto, defende a perseguição de minorias e a repressão das mulheres e dos homossexuais; protesto ao terror, como o patrocinado pelo Irã na Argentina contra a embaixada de Israel e contra o Centro Judaico Amia em 1994; protesto para dizer que a índole democrática do Brasil não pode legitimar representantes de países que apoiam o terrorismo, muito menos líderes tão funestos para a civilização e para a paz mundial.
A diplomacia brasileira vai de mal a pior ao acenar para relações com países como o Irã e a Venezuela de Hugo Chaves, este que no dia 1º de maio (dia do trabalhador) visitou oficialmente aquele país, proclamando a reunião com Ahmadinejad (acreditem) como a reunião do "G2", em oposição ao G20. Na visita ao Irã, Chaves afirmou que o FMI tem que ser eliminado, classificando o Fundo e o Banco Mundial (Bird) como "ferramentas do imperialismo". Aliás, o “chavismo” venezuelano prega para quem quiser ouvir o anti-semetismo, na linha do “Nosotros, los chavistas, despreciamos a los judíos y no reconocemos al Estado de Israel así como tampoco ninguna organización judía nacional e internacional”.
Lendo, pela rede, os principais jornais do planeta anunciarem a indignação mundial pela visita do presidente iraniano, custa acreditar que o Brasil ignore a história de Israel e admita em território brasileiro líderes antidemocráticos e ditadores que amedrontam e preocupam a América livre e os paises civilizados. Será que, no desenho geopolítico e econômico internacional, não encontram as autoridades brasileiras, algum país civilizado e democrático para abrir novas relações comerciais, sociais, científicas, culturais ou o “raio que o parta”? Era só o que faltava, o governo brasileiro “passar a mão na cabeça” destes ditadores insanos, abrindo-lhes as portas para relações sabe-se lá de que natureza. A dúvida é oportuna, vez que são pródigos estes líderes negativos, em controvérsias, afrontas e ameaças aos países de regime aberto e representativo.
Enquanto isso, em meio a gripe, que nada tem a ver com suínos, cuja carne saborosa alavanca a economia catarinense e brasileira, em meio a protestos roguemos a Deus para que proteja nosso país do vírus da crise mundial que gera o desemprego; do vírus da intolerância que gera a guerra; do vírus do preconceito racial que gera a violência; do vírus do egoísmo que gera a injustiça e, especialmente, do vírus da insanidade de ideologias agressivas que ameaçam espalharem-se pela nossa amada e sofrida América Latina, pois são fonte de destruição da democracia, da paz e da dignidade da pessoa humana. Pensamento da semana: “Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia o mas frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer mais nada.”( Valdimir Maiokóvski).
Cesar Techio
Economista – Advogado cesartechio@Yahoo.com.br
Que dure o quanto durar. E, enquanto durar, o protesto vai bradar nas linhas destas crônicas. Protesto contra as medidas protecionistas adotadas pelas maiores economias do mundo em reação à crise, mas geradora de mais desempregos e miséria nos países emergentes; protesto contra a visita de Ahmadinejad ao Brasil, um líder tão confuso quanto perigoso, que defende a destruição de Israel abertamente, desenvolve armas nucleares debaixo no nariz do mundo civilizado, nega o Holocausto, defende a perseguição de minorias e a repressão das mulheres e dos homossexuais; protesto ao terror, como o patrocinado pelo Irã na Argentina contra a embaixada de Israel e contra o Centro Judaico Amia em 1994; protesto para dizer que a índole democrática do Brasil não pode legitimar representantes de países que apoiam o terrorismo, muito menos líderes tão funestos para a civilização e para a paz mundial.
A diplomacia brasileira vai de mal a pior ao acenar para relações com países como o Irã e a Venezuela de Hugo Chaves, este que no dia 1º de maio (dia do trabalhador) visitou oficialmente aquele país, proclamando a reunião com Ahmadinejad (acreditem) como a reunião do "G2", em oposição ao G20. Na visita ao Irã, Chaves afirmou que o FMI tem que ser eliminado, classificando o Fundo e o Banco Mundial (Bird) como "ferramentas do imperialismo". Aliás, o “chavismo” venezuelano prega para quem quiser ouvir o anti-semetismo, na linha do “Nosotros, los chavistas, despreciamos a los judíos y no reconocemos al Estado de Israel así como tampoco ninguna organización judía nacional e internacional”.
Lendo, pela rede, os principais jornais do planeta anunciarem a indignação mundial pela visita do presidente iraniano, custa acreditar que o Brasil ignore a história de Israel e admita em território brasileiro líderes antidemocráticos e ditadores que amedrontam e preocupam a América livre e os paises civilizados. Será que, no desenho geopolítico e econômico internacional, não encontram as autoridades brasileiras, algum país civilizado e democrático para abrir novas relações comerciais, sociais, científicas, culturais ou o “raio que o parta”? Era só o que faltava, o governo brasileiro “passar a mão na cabeça” destes ditadores insanos, abrindo-lhes as portas para relações sabe-se lá de que natureza. A dúvida é oportuna, vez que são pródigos estes líderes negativos, em controvérsias, afrontas e ameaças aos países de regime aberto e representativo.
Enquanto isso, em meio a gripe, que nada tem a ver com suínos, cuja carne saborosa alavanca a economia catarinense e brasileira, em meio a protestos roguemos a Deus para que proteja nosso país do vírus da crise mundial que gera o desemprego; do vírus da intolerância que gera a guerra; do vírus do preconceito racial que gera a violência; do vírus do egoísmo que gera a injustiça e, especialmente, do vírus da insanidade de ideologias agressivas que ameaçam espalharem-se pela nossa amada e sofrida América Latina, pois são fonte de destruição da democracia, da paz e da dignidade da pessoa humana. Pensamento da semana: “Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia o mas frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer mais nada.”( Valdimir Maiokóvski).
sexta-feira, 1 de maio de 2009
CRISTÃOS E CRISE ECONÔMICA
CRISTÃOS E CRISE ECONÔMICA
Cesar Techio Advogado – Economista - cesartechio@Yahoo.com.br
As desigualdades sociais constatadas nas gritantes e abismais diferenças entre os vários setores da economia, entre o meio urbano bem estruturado e atendido pelos serviços públicos e os cinturões de miséria e afavelamentos que rodeiam as cidades, são inaceitáveis, sob as luzes do cristianismo autêntico, depositário da fé e de princípios espirituais perenes. A pobreza evangélica que se contenta com pouco pode até ser uma virtude, mas nada tem a ver com a miséria, a fome e a humilhação que bate nas portas dos endividados, os quais, face a crise do capitalismo, não conseguem honrar seus compromissos ou até mesmo sobreviver com dignidade. Uma justa e correta distribuição de riquezas, se opõe à concentração de renda excessiva, na qual muito se deposita nas mãos de poucos e nada nas mãos da maioria. A presença de cristãos no corpo social exige uma atenção muito especial às mazelas que atingem cada família, cada trabalhador, cada jovem, mergulhados na desproporção estridente entre a evidente miséria e o hiper-consumo das minorias privilegiadas.
Esta atenção deve considerar e colaborar para com que o materialismo e a ostentação, não se sobreponham aos direitos fundamentais da pessoa humana lapidados na nossa Constituição Federal e no próprio Evangelho de Jesus Cristo. Ou seja, não é aceitável subordinar os valores e princípios humanistas, que se constituem na base da mensagem bíblica e no alicerce do Direito Natural, a exclusivos elementos de ordem material, financeira e de consumo. Segundo Leonardo Boff, em seus artigos semanalmente publicados na imprensa, o nosso sistema não tem lastro ou fundamento na cooperação e na economia solidária e fraterna. É “cada um por si e Deus por todos” ou, “salve-se quem puder”. E pior, todas as relações sociais e familiares ocorrem no plano econômico. Os que possuem condições se relacionam com seus filhos, quase que exclusivamente no plano material. Os que não possuem condições financeiras ressentem-se, do mesmo modo, das carências materiais e, neste contexto são geradas as frustrações, brigas e humilhações. Não é por nada que nossa juventude se queda nas drogas e a sociedade marginalizada se atira na violência que enche as cadeias e presídios do país.
Mas, devemos ter presente em nossa consciência e em nosso coração, que a doutrina cristã exige oposição a esta realidade e que somente ela tem condições para sanar estes males; somente ela perfila em perfeita concordância, as exigências de justiça social e de caridade a uma ordem sócio-econômica justa que, ao invés de oprimir e isolar, une os homens e estes frutificam no amor uns para com os outros. Da pós-graduação em cooperativismo, ainda ao tempo da Unisinos, permanece a convicção de que o modelo econômico cristão autêntico é o da cooperação e da solidariedade. Que, o capitalismo financeiro desenfreado concentra todo o sangue das riquezas nas mãos de poucos, quando para a maioria falta o necessário. Que, as lideranças cristãs têm a obrigação de pregarem a justiça social, de dizerem claramente que o direito aos bens materiais, assim como aos templos edificados, ao dinheiro das contribuições e aos bens doados, deve se subordinar, pela nossa lei (Código Civil), à função social da propriedade e, pelo Evangelho, às regras da caridade que auxilia, renova e resgata a vida das pessoas. Pensamento da Semana: “Eu santifiquei esta casa que me edificaste, para nela estabelecer para sempre o meu nome, e nela estarão sempre os meus olhos e o meu coração” (I Reis 9,3).
Cesar Techio Advogado – Economista - cesartechio@Yahoo.com.br
As desigualdades sociais constatadas nas gritantes e abismais diferenças entre os vários setores da economia, entre o meio urbano bem estruturado e atendido pelos serviços públicos e os cinturões de miséria e afavelamentos que rodeiam as cidades, são inaceitáveis, sob as luzes do cristianismo autêntico, depositário da fé e de princípios espirituais perenes. A pobreza evangélica que se contenta com pouco pode até ser uma virtude, mas nada tem a ver com a miséria, a fome e a humilhação que bate nas portas dos endividados, os quais, face a crise do capitalismo, não conseguem honrar seus compromissos ou até mesmo sobreviver com dignidade. Uma justa e correta distribuição de riquezas, se opõe à concentração de renda excessiva, na qual muito se deposita nas mãos de poucos e nada nas mãos da maioria. A presença de cristãos no corpo social exige uma atenção muito especial às mazelas que atingem cada família, cada trabalhador, cada jovem, mergulhados na desproporção estridente entre a evidente miséria e o hiper-consumo das minorias privilegiadas.
Esta atenção deve considerar e colaborar para com que o materialismo e a ostentação, não se sobreponham aos direitos fundamentais da pessoa humana lapidados na nossa Constituição Federal e no próprio Evangelho de Jesus Cristo. Ou seja, não é aceitável subordinar os valores e princípios humanistas, que se constituem na base da mensagem bíblica e no alicerce do Direito Natural, a exclusivos elementos de ordem material, financeira e de consumo. Segundo Leonardo Boff, em seus artigos semanalmente publicados na imprensa, o nosso sistema não tem lastro ou fundamento na cooperação e na economia solidária e fraterna. É “cada um por si e Deus por todos” ou, “salve-se quem puder”. E pior, todas as relações sociais e familiares ocorrem no plano econômico. Os que possuem condições se relacionam com seus filhos, quase que exclusivamente no plano material. Os que não possuem condições financeiras ressentem-se, do mesmo modo, das carências materiais e, neste contexto são geradas as frustrações, brigas e humilhações. Não é por nada que nossa juventude se queda nas drogas e a sociedade marginalizada se atira na violência que enche as cadeias e presídios do país.
Mas, devemos ter presente em nossa consciência e em nosso coração, que a doutrina cristã exige oposição a esta realidade e que somente ela tem condições para sanar estes males; somente ela perfila em perfeita concordância, as exigências de justiça social e de caridade a uma ordem sócio-econômica justa que, ao invés de oprimir e isolar, une os homens e estes frutificam no amor uns para com os outros. Da pós-graduação em cooperativismo, ainda ao tempo da Unisinos, permanece a convicção de que o modelo econômico cristão autêntico é o da cooperação e da solidariedade. Que, o capitalismo financeiro desenfreado concentra todo o sangue das riquezas nas mãos de poucos, quando para a maioria falta o necessário. Que, as lideranças cristãs têm a obrigação de pregarem a justiça social, de dizerem claramente que o direito aos bens materiais, assim como aos templos edificados, ao dinheiro das contribuições e aos bens doados, deve se subordinar, pela nossa lei (Código Civil), à função social da propriedade e, pelo Evangelho, às regras da caridade que auxilia, renova e resgata a vida das pessoas. Pensamento da Semana: “Eu santifiquei esta casa que me edificaste, para nela estabelecer para sempre o meu nome, e nela estarão sempre os meus olhos e o meu coração” (I Reis 9,3).
terça-feira, 28 de abril de 2009
A IGREJA DE JESUS
Cesar Techio
Economista – Advogado cesartechio@Yahoo.com.br
Economista – Advogado cesartechio@Yahoo.com.br
Superado os tempos pueris e adentrado a pré-adolescência, a inserção no seminário franciscano me permitiu defrontar duas concepções básicas de vida no mundo: a cristã e a agnóstica (daqueles que não acreditam). Durante o período universitário, das faculdades de Economia e Direito, saturadas de conceitos materialistas, não cedi ao apelo de propostas marxistas muito menos reduzi minha formação intelectual a uma exclusiva dimensão social, jurídica e financeira. Os conceitos teóricos e filosóficos não foram capazes de submeter meus valores morais e espirituais exclusivamente à realidade econômica e de ordem temporal. Enfim, a convicção de que o homem é criatura de Deus e não Deus uma criação do homem me ajudou a andar por entre livros, ideologias e filosofias, sem trair a minha fé.
Homens e mulheres esclarecidos sabem que os valores materiais não constituem a infra-estrutura desta nossa sociedade. Sabem que o único sentido verdadeiro desta nossa vida passageira, se firma no primado do espírito. Sabem que para a solução de discórdias, basta olhar para a escala de valores que orienta a nossa vida cristã, e perceber que lá, no vértice, encontra-se Jesus. O estudo, o esclarecimento e a própria ciência devem capacitar, na graça de Deus, homens inflexíveis e poderosos a enxergar Jesus no vértice de suas vidas e a entenderem que não é possível carregar a bíblia numa mão e um revólver na outra; que não é justo contribuir com o projeto do Salvador com a mão direita, sob censura da mão esquerda; que não é certo pregar o amor de Deus e fomentar no dia a dia, o ódio e a divisão entre irmãos cristãos.
Deus tem os seus caminhos. Ele nos utiliza de várias formas. Olhando o caminho percorrido, nem sempre entendemos o que ele pretendeu com o nosso agir. Por isso é necessário perscrutar a obra e as vidas que pelo evangelho vão sendo recuperadas, o resultado daquilo que ajudamos a construir e que verdadeiramente resgata pessoas e famílias. A igreja de Jesus não pertence a esta ou aquela instituição, a este ou aquele pastor, àquele ou a este benfeitor ou doador. Não é monopólio da igreja católica, adventista, evangélica, pentecostal ou outras. A igreja de Jesus são as pessoas que acreditam e são salvas pela graça do Espírito Santo. E, contribuir para que isso aconteça, não deve perturbar nosso coração. A submissão de valores espirituais ao direito positivo, às leis não inspiradas no Direito natural (lei lapidada por Deus no coração do homem) se constitui num erro trágico sob o ponto de vista da mensagem bíblica. A verdade é que, maledicências desnaturam a missão, definham a autoridade, esvaziam a doutrina, distorcem a visão do povo e atrofia a confiança em quem escandaliza. Enfim, a necessidade de espírito fraternal nas relações interconfessionais deve, primordialmente, ocorrer dentro de uma visão teológico-pastoral como exigência imprescindível de vivência na fé e exemplo capaz de motivar os cristãos.
O homem assemelha-se a um vírus maligno que vem acabando com a terra, com os recursos naturais e, dentro de seu espírito belicoso, sempre se levanta contra seus semelhantes, mesmo quando por estes não é atacado. Por isso, a missão de paz das igrejas e de seus líderes espirituais é de interesse social, na medida em que se apresentam como eficaz instrumento pedagógico em prol da pacificação social. Neste contexto, ataques desdenhosos contra padres, pastores e igrejas de Jesus Cristo são nefandos na medida em que subvertem a própria doutrina que exorta para o perdão, o amor incondicional e, principalmente, para a caridade com aqueles que participam das comunidades cristãs e que, ardentemente desejam a salvação.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
"SINDICALISMO E CRISE: AUTOGESTÃO"
“SINDICALISMO E CRISE: AUTOGESTÃO”
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@Yahoo.com.br
Diante da grave e atual crise econômica, os sindicatos e organizações representativas da classe trabalhadora possuem nas mãos uma oportunidade histórica para intensificar incentivos e concretamente dar suporte à constituição de empresas autogestionadas. Empresas em concordata ou em situação falimentar podem, após estudos de viabilidade, ser transferidas para os próprios trabalhadores, que passariam, dentro da estrutura de poder, a assumirem a posição de acionistas majoritários. Com dívidas normalmente maiores do que o valor dos bens, estas empresas tornam-se, inicialmente, um problema para os novos donos, todavia, ao incorporar trabalho ao capital, as experiências de que se tem notícia, de regra são positivas, no sentido da viabilização financeira, com boas taxas de crescimento econômico a médio prazo.
De regra a capitalização pode ser realizada pelo passivo trabalhista ou desembolsado pelos trabalhadores através de percentual mensal deduzido do salário, a fim de quitar financiamentos de longo prazo a juros compatíveis com a atividade produtiva. No início o capital de giro pode ser constituído pelos produtos e estoques de matéria prima já existente, produtos semi-acabados, etc. ou desconto de duplicatas inter-empresarial já que os juros bancários são proibitivos. No Brasil existem várias experiências exitosas em autogestão, nas quais se observa que os trabalhadores estimulados pela nova condição de gestores, dão tudo de si e, de regra, viabilizam o negócio. Não raras vezes, os antigos proprietários são mantidos frente ao negócio na condição de gerentes ou consultores.
Milhares de empresas se encontram deterioradas e é do interesse dos próprios empresários obterem novos sócios como alternativa a um maior endividamento, a derrocada definitiva do negócio e como forma de se manterem no mercado. As perdas de postos de trabalho são noticiadas diuturnamente na televisão e mostram o desespero de pais de família descartados do mercado de trabalho devido a incapacidade conjuntural da economia em absorver mão-de-obra. Aliado a estes aspectos, o baixo desempenho econômico e alterações estruturais na maneira de produzir bens e serviços, traduzem um quadro de miséria que rapidamente contamina todas as classes sociais. Diante destes horizontes, os sindicatos devem urgentemente migrar da combativa postura de cobranças, reivindicações e greves para um urgentíssimo planejamento destinado a inserção dos trabalhadores no controle acionário de empresas autogestionadas.
No início as dificuldades são enormes (organização, capitalização, absorção da idéia de passar de empregado para patrão, etc.). Mas, a necessidade de se manter a atividade laboral e a própria sobrevivência, realmente deve fazer com que os sindicatos e demais organizações, passem a adotar o modelo de autogestão como derradeira alternativa para sobrevivência da classe trabalhadora. Pensamento da semana: “As experiências autogestionárias representam, diante do contexto atual de crise e desemprego, alternativas sociais e econômicas de sobrevivência, inclusão social, resgate da cidadania e de práticas coletivistas, solidárias e democráticas de produção.” (Valeska Nahas Guimarães e outros. UFSC: “Autogestão em Santa Catarina: Uma Tecnologia Social Emergente”).
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@Yahoo.com.br
Diante da grave e atual crise econômica, os sindicatos e organizações representativas da classe trabalhadora possuem nas mãos uma oportunidade histórica para intensificar incentivos e concretamente dar suporte à constituição de empresas autogestionadas. Empresas em concordata ou em situação falimentar podem, após estudos de viabilidade, ser transferidas para os próprios trabalhadores, que passariam, dentro da estrutura de poder, a assumirem a posição de acionistas majoritários. Com dívidas normalmente maiores do que o valor dos bens, estas empresas tornam-se, inicialmente, um problema para os novos donos, todavia, ao incorporar trabalho ao capital, as experiências de que se tem notícia, de regra são positivas, no sentido da viabilização financeira, com boas taxas de crescimento econômico a médio prazo.
De regra a capitalização pode ser realizada pelo passivo trabalhista ou desembolsado pelos trabalhadores através de percentual mensal deduzido do salário, a fim de quitar financiamentos de longo prazo a juros compatíveis com a atividade produtiva. No início o capital de giro pode ser constituído pelos produtos e estoques de matéria prima já existente, produtos semi-acabados, etc. ou desconto de duplicatas inter-empresarial já que os juros bancários são proibitivos. No Brasil existem várias experiências exitosas em autogestão, nas quais se observa que os trabalhadores estimulados pela nova condição de gestores, dão tudo de si e, de regra, viabilizam o negócio. Não raras vezes, os antigos proprietários são mantidos frente ao negócio na condição de gerentes ou consultores.
Milhares de empresas se encontram deterioradas e é do interesse dos próprios empresários obterem novos sócios como alternativa a um maior endividamento, a derrocada definitiva do negócio e como forma de se manterem no mercado. As perdas de postos de trabalho são noticiadas diuturnamente na televisão e mostram o desespero de pais de família descartados do mercado de trabalho devido a incapacidade conjuntural da economia em absorver mão-de-obra. Aliado a estes aspectos, o baixo desempenho econômico e alterações estruturais na maneira de produzir bens e serviços, traduzem um quadro de miséria que rapidamente contamina todas as classes sociais. Diante destes horizontes, os sindicatos devem urgentemente migrar da combativa postura de cobranças, reivindicações e greves para um urgentíssimo planejamento destinado a inserção dos trabalhadores no controle acionário de empresas autogestionadas.
No início as dificuldades são enormes (organização, capitalização, absorção da idéia de passar de empregado para patrão, etc.). Mas, a necessidade de se manter a atividade laboral e a própria sobrevivência, realmente deve fazer com que os sindicatos e demais organizações, passem a adotar o modelo de autogestão como derradeira alternativa para sobrevivência da classe trabalhadora. Pensamento da semana: “As experiências autogestionárias representam, diante do contexto atual de crise e desemprego, alternativas sociais e econômicas de sobrevivência, inclusão social, resgate da cidadania e de práticas coletivistas, solidárias e democráticas de produção.” (Valeska Nahas Guimarães e outros. UFSC: “Autogestão em Santa Catarina: Uma Tecnologia Social Emergente”).
quarta-feira, 8 de abril de 2009
"SADIA. NOSSA EMPRESA, NOSSA VIDA"
SADIA. NOSSA EMPRESA, NOSSA VIDA”
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@Yahoo.com.br
No transpor da década de 70 para 80, a linguagem de programação estruturada
Pascal foi a adotada para a projeção da economia paranaense para os
próximos dez anos, numa proposta acadêmica da disciplina de econometria. Era
o tempo da Texas Instrumental 51 e os cálculos eram quase manuais, com
perfuração de cartões para leitura do enorme computador da UFPR. Guardei o
trabalho do Curso de Economia e nele a série histórica de dados, as
variáveis endógenas e exógenas e a projeção para produção agrícola para a
década seguinte, com uma mínima margem de erro. Estudos similares, com a
tecnologia atual são fáceis de desenvolver, de forma que fico estupefato
diante das dificuldades das empresas em investir na contratação de bons
economistas para o desenvolvimento de pesquisas similares e de controle
financeiro, fundamentais para a adoção de estratégias empresariais a médio e
longo prazo.
Um bom departamento de estudos econômicos recomendaria, diante da
volatilidade do mercado de ações, concentração de esforços e investimentos,
exclusivamente dentro da atividade de origem da empresa, privilegiando a
vocação natural para a qual foi criada. Conjugando-se o modelo empresarial
originário às estimativas de investimentos dentro da mesma matriz de
produção, a conquista de solidez e segurança permanente deve ser um objetivo
que não pode ser desprezado. Neste contexto, uma visão incessante e
contínua voltada para as perspectivas dos fundadores deve acompanhar de
forma reflexiva e comprometida as decisões dos atuais administradores, sobre
os próximos passos, investimentos e estratégias. As projeções pessoais dos
fundadores, mais do que simples cálculos em busca de lucro, contemplavam um
especial cuidado para com a minimização dos riscos. Insisto, a implantação
de um bom departamento de economia interno é decisivo para o controle
financeiro e para que os investimentos sejam seguros. De nada adianta um
super controle da atividade operacional sem um eficaz sistema que impeça
perdas. Acresce a isso, diante da atual crise, o fato de que um departamento
de pesquisa, comandado por economistas, apontaria para esforços no sentido
de não se permitir a desnacionalização de empresas genuinamente brasileiras.
A empresa Sadia e Perdigão, face o empobrecimento causado por erros de
perspectivas que podem comprometer suas próprias sobrevivências, deveriam
concretizar, de uma vez por todas, a união, o que as permitiria sobreviver
como a maior empresa do gênero do mundo. Para viabilizar o negócio, o
governo teria a obrigação moral de ingressar com todo o dinheiro necessário
para capitalizar estas empresas, inclusive se associado a elas se
necessário. Basta considerar que agroindústrias, segundo Roque Lauschner
(“Agroindústria como Fator de Fortalecimento do Setor Rural”) são as que
mais agregam valor aos produtos, mais geram empregos, impostos e
desenvolvimento humano. Ou será que o dinheiro do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT), via BNDES, somente serve para financiar o pagamento de
multas por trabalho degradante de usinas de açúcar? Ou para salvar bancos
falidos, como ocorreu no passado? *Pensamento da semana: **“A Sadia é a
alma e a vida de Concórdia. O município cresceu e se desenvolveu graças a
ela e ao seu fundador.” Nesta Páscoa peçamos a Deus pela superação rápida e
plena desta empresa
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@Yahoo.com.br
No transpor da década de 70 para 80, a linguagem de programação estruturada
Pascal foi a adotada para a projeção da economia paranaense para os
próximos dez anos, numa proposta acadêmica da disciplina de econometria. Era
o tempo da Texas Instrumental 51 e os cálculos eram quase manuais, com
perfuração de cartões para leitura do enorme computador da UFPR. Guardei o
trabalho do Curso de Economia e nele a série histórica de dados, as
variáveis endógenas e exógenas e a projeção para produção agrícola para a
década seguinte, com uma mínima margem de erro. Estudos similares, com a
tecnologia atual são fáceis de desenvolver, de forma que fico estupefato
diante das dificuldades das empresas em investir na contratação de bons
economistas para o desenvolvimento de pesquisas similares e de controle
financeiro, fundamentais para a adoção de estratégias empresariais a médio e
longo prazo.
Um bom departamento de estudos econômicos recomendaria, diante da
volatilidade do mercado de ações, concentração de esforços e investimentos,
exclusivamente dentro da atividade de origem da empresa, privilegiando a
vocação natural para a qual foi criada. Conjugando-se o modelo empresarial
originário às estimativas de investimentos dentro da mesma matriz de
produção, a conquista de solidez e segurança permanente deve ser um objetivo
que não pode ser desprezado. Neste contexto, uma visão incessante e
contínua voltada para as perspectivas dos fundadores deve acompanhar de
forma reflexiva e comprometida as decisões dos atuais administradores, sobre
os próximos passos, investimentos e estratégias. As projeções pessoais dos
fundadores, mais do que simples cálculos em busca de lucro, contemplavam um
especial cuidado para com a minimização dos riscos. Insisto, a implantação
de um bom departamento de economia interno é decisivo para o controle
financeiro e para que os investimentos sejam seguros. De nada adianta um
super controle da atividade operacional sem um eficaz sistema que impeça
perdas. Acresce a isso, diante da atual crise, o fato de que um departamento
de pesquisa, comandado por economistas, apontaria para esforços no sentido
de não se permitir a desnacionalização de empresas genuinamente brasileiras.
A empresa Sadia e Perdigão, face o empobrecimento causado por erros de
perspectivas que podem comprometer suas próprias sobrevivências, deveriam
concretizar, de uma vez por todas, a união, o que as permitiria sobreviver
como a maior empresa do gênero do mundo. Para viabilizar o negócio, o
governo teria a obrigação moral de ingressar com todo o dinheiro necessário
para capitalizar estas empresas, inclusive se associado a elas se
necessário. Basta considerar que agroindústrias, segundo Roque Lauschner
(“Agroindústria como Fator de Fortalecimento do Setor Rural”) são as que
mais agregam valor aos produtos, mais geram empregos, impostos e
desenvolvimento humano. Ou será que o dinheiro do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT), via BNDES, somente serve para financiar o pagamento de
multas por trabalho degradante de usinas de açúcar? Ou para salvar bancos
falidos, como ocorreu no passado? *Pensamento da semana: **“A Sadia é a
alma e a vida de Concórdia. O município cresceu e se desenvolveu graças a
ela e ao seu fundador.” Nesta Páscoa peçamos a Deus pela superação rápida e
plena desta empresa
quinta-feira, 2 de abril de 2009
“MINHA CASA, MINHA VIDA”
“MINHA CASA, MINHA VIDA”
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@Yahoo.com.br
Um senhor, a espera do destino, em sua vetusta pompa cadavérica, ao cumprimentar um desafeto fortuito, pergunta: “Como vai? Conforme o vento?” Extraído da vida real, dos contos de “Diário de Bordo”, passei a meditar sobre o ódio recôndito que alimenta e impulsiona nebulosos e tartamudos viventes, eternos e amargos oposicionistas a tudo e a todos que encontram pela frente. Que infrutuosa postura e improdutiva infelicidade diante da vida tão pródiga em oportunidades para amar. Daí a viagem por Fernando Campanella, um conselho inadiável: “Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece, por um momento, os números, a semana, o dia de teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveita, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento.”
É nesta lufada de vento oxigenado, de sonhos e de amor à população brasileira, que se orienta o governo Lula, sem prestar atenção à oposição, na qual pululam senhores do gênero, mal humorados, mal educados, inoperantes sempre dispostos a atacar bons projetos daqueles que efetivamente concretizam ideais de justiça, de distribuição de renda e de construção de uma sociedade mais igualitária e fraterna.
Programa reconhecido por organismos internacionais, como modelo eficiente de política pública para a inclusão social, ao combate a miséria, à geração de renda e a desigualdade social, o Bolsa Família vem agora reforçado pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", que tem como objetivo construir um milhão de moradias para famílias com renda de até dez salários mínimos. O investimento, MP 459-2009 tramitando em caráter de urgência no Congresso Nacional (http://www2.camara.gov.br/proposicoes), gira em torno de trinta e quatro bilhões. O valor máximo de cada casa financiada será de 130 mil reais e a parcela mínima, para famílias sem renda, é de 50 reais. O programa pretende diminuir o déficit habitacional, que é de 7,2 milhões de moradia, em 14% (quatorze por centro) e financia desde a compra do terreno à construção da infra-estrutura de água e esgoto, dando condições para entrada de energia elétrica. A oposição taxa o Bolsa Família, como o maior programa oficial de compra de votos. E já começou a taxar o programa “Minha Casa, Minha Vida”, como projeto eleitoreiro. Por ocasião do lançamento do programa, Dilma textualmente afirmou: ”Achamos que todos os bons programas do governo foram sempre acusados de serem eleitorais”.
Eis aí, o nó górdio da questão. A oposição deveria abandonar os discursos inférteis, infecundos de sempre, e embarcar no relógio das flores, procurando contribuir de forma concreta quanto ao mérito dos bons projetos do governo, estes que já são importados por outros países. O relógio das flores, é bom observar, não aponta o presente como tempo eleitoral, mas como tempo de coerência, de solidariedade e de efetiva distribuição de renda, bem na linha dos programas do atual governo que de fato se envolve com as necessidades do povo e executa projetos importantíssimos para a população de baixa renda. A isso se chama justiça social e é a favor dela que o vento assopra. Pensamento da semana: Tu me dizes, eu esqueço. Tu me ensinas, eu lembro. Tu me envolves, eu aprendo. (Benjamim Franklin).
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@Yahoo.com.br
Um senhor, a espera do destino, em sua vetusta pompa cadavérica, ao cumprimentar um desafeto fortuito, pergunta: “Como vai? Conforme o vento?” Extraído da vida real, dos contos de “Diário de Bordo”, passei a meditar sobre o ódio recôndito que alimenta e impulsiona nebulosos e tartamudos viventes, eternos e amargos oposicionistas a tudo e a todos que encontram pela frente. Que infrutuosa postura e improdutiva infelicidade diante da vida tão pródiga em oportunidades para amar. Daí a viagem por Fernando Campanella, um conselho inadiável: “Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece, por um momento, os números, a semana, o dia de teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveita, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento.”
É nesta lufada de vento oxigenado, de sonhos e de amor à população brasileira, que se orienta o governo Lula, sem prestar atenção à oposição, na qual pululam senhores do gênero, mal humorados, mal educados, inoperantes sempre dispostos a atacar bons projetos daqueles que efetivamente concretizam ideais de justiça, de distribuição de renda e de construção de uma sociedade mais igualitária e fraterna.
Programa reconhecido por organismos internacionais, como modelo eficiente de política pública para a inclusão social, ao combate a miséria, à geração de renda e a desigualdade social, o Bolsa Família vem agora reforçado pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", que tem como objetivo construir um milhão de moradias para famílias com renda de até dez salários mínimos. O investimento, MP 459-2009 tramitando em caráter de urgência no Congresso Nacional (http://www2.camara.gov.br/proposicoes), gira em torno de trinta e quatro bilhões. O valor máximo de cada casa financiada será de 130 mil reais e a parcela mínima, para famílias sem renda, é de 50 reais. O programa pretende diminuir o déficit habitacional, que é de 7,2 milhões de moradia, em 14% (quatorze por centro) e financia desde a compra do terreno à construção da infra-estrutura de água e esgoto, dando condições para entrada de energia elétrica. A oposição taxa o Bolsa Família, como o maior programa oficial de compra de votos. E já começou a taxar o programa “Minha Casa, Minha Vida”, como projeto eleitoreiro. Por ocasião do lançamento do programa, Dilma textualmente afirmou: ”Achamos que todos os bons programas do governo foram sempre acusados de serem eleitorais”.
Eis aí, o nó górdio da questão. A oposição deveria abandonar os discursos inférteis, infecundos de sempre, e embarcar no relógio das flores, procurando contribuir de forma concreta quanto ao mérito dos bons projetos do governo, estes que já são importados por outros países. O relógio das flores, é bom observar, não aponta o presente como tempo eleitoral, mas como tempo de coerência, de solidariedade e de efetiva distribuição de renda, bem na linha dos programas do atual governo que de fato se envolve com as necessidades do povo e executa projetos importantíssimos para a população de baixa renda. A isso se chama justiça social e é a favor dela que o vento assopra. Pensamento da semana: Tu me dizes, eu esqueço. Tu me ensinas, eu lembro. Tu me envolves, eu aprendo. (Benjamim Franklin).
segunda-feira, 30 de março de 2009
FORMATURA
“FORMATURA”
Cesar Techio
Economista – Advogado cesartechio@Yahoo.com.br
Alguns anos me separam das circunspectas e sóbrias formaturas de Direito da Unisinos sob atmosfera jesuíta, das atuais e resplandecentes formaturas higt tech, bem articuladas por empresas especializadas que trabalham com o que tem de melhor em impacto sonoro e visual, como por exemplo a Activa, que proporcionou um espetáculo inimaginável, no Centro de Eventos, por ocasião da Formatura da Turma de Direito Professora Elenara Pôrto e Silva Machado. Advogado de grandeza estelar, o Paraninfo da Turma, Professor Paulo Rogério de Souza Milléo, em sua oratória atrelou ao conhecimento do Direito a necessidade de vasto conhecimento multidisciplinar (medicina, contabilidade, administração, psicologia, arquitetura, engenharia, entre outras), sem descurar das exigências éticas que fazem do advogado paradigma e baluarte na defesa dos direitos constitucionais, dos direitos dos cidadãos e do patrimônio público e privado.
O patrono, Professor Marco Antonio Uliano, juntamente com os professores homenageados, Jandir Ademar Schmidt (Coordenador do Curso e motriz da turma), Emílio Gilmar Guerreiro, José de Oliveira, Dilso José da Silva e Rogério Garcia Mesquita, paramentados para a jubilosa noite, abrilhantaram de forma ímpar o coração dos novéis bacharéis, sendo eles fiéis fiadores de um futuro promissor e de sucesso. O amigo da Turma, Professor Clomir Ernesto Badalotti não escondia sua alegria e auguro sincero pelo êxito profissional aos amados alunos, de quem se despedia. O discurso do formando Mateus Teixeira, ao lembrar os entes amados que partiram e do quanto desejaríamos que conosco estivessem, foi coroado pelo manto da mais profunda gratidão, saudade e emoção por parte de todos os presentes. Enfim, a espetacular formatura chancelou o propósito de uma nova universidade que se orgulha de seu corpo docente e discente e que se compromete com a qualidade de ensino e eficiência de resultados.
Vencida as festas, o inevitável encontro com a realidade. A complexa e necessária prova da OAB e depois, o início do travo amargo da advocacia; o mar encapelado das dificuldades do dia a dia; a imprescindível destreza no manusear o conhecimento acadêmico; a mente atilada no embate jurídico; as vitórias; as derrotas. Se for verdade que o curso de Direito não garante êxito na profissão, não menos verdade é que o exercício da advocacia não se compraz com a frouxidão, preguiça no estudo que deve ser constante, moleza e medo na defesa de direitos, ausência de acuidade frente a traições, falta de ideal para manter a espinha ereta nos momentos mais difíceis, fraqueza no braço contra os poderosos de plantão.
O perfil do advogado não se compraz com meio termo e covardia no enfrentamento. Tem algo a ver o que escreve Martha Medeiros: “Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.” (trecho de O Divã). Felicitações para Turma de Direito Professora Elenara Pôrto e Silva Machado; que seus membros sejam muito felizes e se realizem como grandes operadores do Direito. Pensamento da semana: "Apenas sentem-se agredidos aqueles que te invejam.” (ainda Martha Medeiros).
Cesar Techio
Economista – Advogado cesartechio@Yahoo.com.br
Alguns anos me separam das circunspectas e sóbrias formaturas de Direito da Unisinos sob atmosfera jesuíta, das atuais e resplandecentes formaturas higt tech, bem articuladas por empresas especializadas que trabalham com o que tem de melhor em impacto sonoro e visual, como por exemplo a Activa, que proporcionou um espetáculo inimaginável, no Centro de Eventos, por ocasião da Formatura da Turma de Direito Professora Elenara Pôrto e Silva Machado. Advogado de grandeza estelar, o Paraninfo da Turma, Professor Paulo Rogério de Souza Milléo, em sua oratória atrelou ao conhecimento do Direito a necessidade de vasto conhecimento multidisciplinar (medicina, contabilidade, administração, psicologia, arquitetura, engenharia, entre outras), sem descurar das exigências éticas que fazem do advogado paradigma e baluarte na defesa dos direitos constitucionais, dos direitos dos cidadãos e do patrimônio público e privado.
O patrono, Professor Marco Antonio Uliano, juntamente com os professores homenageados, Jandir Ademar Schmidt (Coordenador do Curso e motriz da turma), Emílio Gilmar Guerreiro, José de Oliveira, Dilso José da Silva e Rogério Garcia Mesquita, paramentados para a jubilosa noite, abrilhantaram de forma ímpar o coração dos novéis bacharéis, sendo eles fiéis fiadores de um futuro promissor e de sucesso. O amigo da Turma, Professor Clomir Ernesto Badalotti não escondia sua alegria e auguro sincero pelo êxito profissional aos amados alunos, de quem se despedia. O discurso do formando Mateus Teixeira, ao lembrar os entes amados que partiram e do quanto desejaríamos que conosco estivessem, foi coroado pelo manto da mais profunda gratidão, saudade e emoção por parte de todos os presentes. Enfim, a espetacular formatura chancelou o propósito de uma nova universidade que se orgulha de seu corpo docente e discente e que se compromete com a qualidade de ensino e eficiência de resultados.
Vencida as festas, o inevitável encontro com a realidade. A complexa e necessária prova da OAB e depois, o início do travo amargo da advocacia; o mar encapelado das dificuldades do dia a dia; a imprescindível destreza no manusear o conhecimento acadêmico; a mente atilada no embate jurídico; as vitórias; as derrotas. Se for verdade que o curso de Direito não garante êxito na profissão, não menos verdade é que o exercício da advocacia não se compraz com a frouxidão, preguiça no estudo que deve ser constante, moleza e medo na defesa de direitos, ausência de acuidade frente a traições, falta de ideal para manter a espinha ereta nos momentos mais difíceis, fraqueza no braço contra os poderosos de plantão.
O perfil do advogado não se compraz com meio termo e covardia no enfrentamento. Tem algo a ver o que escreve Martha Medeiros: “Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.” (trecho de O Divã). Felicitações para Turma de Direito Professora Elenara Pôrto e Silva Machado; que seus membros sejam muito felizes e se realizem como grandes operadores do Direito. Pensamento da semana: "Apenas sentem-se agredidos aqueles que te invejam.” (ainda Martha Medeiros).
terça-feira, 17 de março de 2009
UNC: UNIFICAÇÃO OU AUTONOMIA ?
UNC: UNIFICAÇÃO OU AUTONOMIA ?
Cesar Techio Economista – Advogado
cesartechio@yahoo.com
Existem várias situações que devem ser consideradas no caso da unificação da UNC. Uma delas, diz respeito às informações de auditoria de posição financeira e econômica de cada um dos cinco Campus Universitários, em especial sobre o tamanho do passivo oculto (contenciosos trabalhistas, ações previdenciárias e fiscais, etc.) Afinal, de quanto é o rombo de cada um dos cinco Campus? Outra complexidade se refere a concessão de filantropia. Concórdia teve a sua filantropia reconhecida por decreto presidencial e Caçador provavelmente seguirá no mesmo rumo. Entretanto, Mafra jamais pleiteou a filantropia na medida em que sempre recolheu a parte patronal e demais impostos pertinentes. Canoinhas e Curitibanos, apesar de solicitarem a filantropia, não a obtiveram e, por isso foram autuadas pelo fisco. Ao invés de contestarem judicialmente essas autuações do INSS, fizeram acerto reconhecendo a dívida, portanto estão pagando e, por tabela, reconhecem que não são filantrópicas.
São vários CGCs. Cinco Campos universitários mais o CGC da Reitoria, que se localiza na cidade de Caçador. Concórdia e Caçador foram beneficiadas pelo reconhecimento da filantropia. Os outros três Campus e a Reitoria, não. Como ficaria a unificação, com os Campus de Canoinhas e Curitibanos que reconheceram que não são filantrópicos, na medida em que acordaram o parcelamento da dívida com o INSS? E o caso de Mafra, que sempre recolheu e pagou mensalmente os impostos, com isso deixando claro que não se trata de entidade filantrópica? É bom lembrar, que a unificação acadêmica já existe, através do CGC da Reitoria. Ocorre que este CGC, (ou seja, a empresa), foi constituída após a promulgação da Constituição de 1988 e o problema, quer me parecer, reside na ausência de filantropia relativamente a ela, Reitoria, que é a mantenedora da Fundação Universidade do Contestado. Não podemos deslembrar que, a Reitoria foi constituída por cinco Campus, estes (Concórdia, Caçador, Canoinhas, Curitibanos e Mafra), foram criados por leis municipais e reconhecidos pelos respectivos municípios os quais autorizaram a cedência dos bens corpóreos e incorpóreos. Mas é claro, o CGC da Reitoria tem natureza jurídica privada, assim como os Campus Universitários. Mas, se a natureza é privada, o caráter é público, na medida em que o patrimônio de todos, teve origem pública, a partir dos municípios instituidores. Desta realidade resta a pergunta: Qual a herança que a UNC Concórdia obterá, por parte dos outros Campus Universitários, num processo de Unificação? Uma unificação envolve bônus e ônus (um casamento é compromisso na tristeza e na alegria).
Doutra banda, não se pode descurar, que a unificação enxugaria custos. Ao invés de cinco presidentes, cinco diretores administrativos, cinco diretores acadêmicos, cinco contabilidades, cinco estruturas administrativas, somente existiria uma. Com a economia se poderiam ceder muito mais bolsas de estudo, até acima das exigências do governo. Outra opção seria o retorno ao sistema Feauc, com a necessidade de novo reconhecimento dos cursos pelo MEC (sempre preservando o direito adquirido). E se tudo ficasse como está, com a unificação acadêmica, que já existe, mas com autonomia administrativa? Na unificação, a idéia de faculdade pública mantida pelo município de Concórdia e outros municípios da microrregião, com faculdade municipal ou microrregional pública (AMAUC), iria para o espaço. A pergunta é: Será que os municípios estariam dispostos a arcar com um custo médio mensal de um milhão e duzentos mil reais para manter uma faculdade pública? Como se vê, as dúvidas são muitas.
Cesar Techio Economista – Advogado
cesartechio@yahoo.com
Existem várias situações que devem ser consideradas no caso da unificação da UNC. Uma delas, diz respeito às informações de auditoria de posição financeira e econômica de cada um dos cinco Campus Universitários, em especial sobre o tamanho do passivo oculto (contenciosos trabalhistas, ações previdenciárias e fiscais, etc.) Afinal, de quanto é o rombo de cada um dos cinco Campus? Outra complexidade se refere a concessão de filantropia. Concórdia teve a sua filantropia reconhecida por decreto presidencial e Caçador provavelmente seguirá no mesmo rumo. Entretanto, Mafra jamais pleiteou a filantropia na medida em que sempre recolheu a parte patronal e demais impostos pertinentes. Canoinhas e Curitibanos, apesar de solicitarem a filantropia, não a obtiveram e, por isso foram autuadas pelo fisco. Ao invés de contestarem judicialmente essas autuações do INSS, fizeram acerto reconhecendo a dívida, portanto estão pagando e, por tabela, reconhecem que não são filantrópicas.
São vários CGCs. Cinco Campos universitários mais o CGC da Reitoria, que se localiza na cidade de Caçador. Concórdia e Caçador foram beneficiadas pelo reconhecimento da filantropia. Os outros três Campus e a Reitoria, não. Como ficaria a unificação, com os Campus de Canoinhas e Curitibanos que reconheceram que não são filantrópicos, na medida em que acordaram o parcelamento da dívida com o INSS? E o caso de Mafra, que sempre recolheu e pagou mensalmente os impostos, com isso deixando claro que não se trata de entidade filantrópica? É bom lembrar, que a unificação acadêmica já existe, através do CGC da Reitoria. Ocorre que este CGC, (ou seja, a empresa), foi constituída após a promulgação da Constituição de 1988 e o problema, quer me parecer, reside na ausência de filantropia relativamente a ela, Reitoria, que é a mantenedora da Fundação Universidade do Contestado. Não podemos deslembrar que, a Reitoria foi constituída por cinco Campus, estes (Concórdia, Caçador, Canoinhas, Curitibanos e Mafra), foram criados por leis municipais e reconhecidos pelos respectivos municípios os quais autorizaram a cedência dos bens corpóreos e incorpóreos. Mas é claro, o CGC da Reitoria tem natureza jurídica privada, assim como os Campus Universitários. Mas, se a natureza é privada, o caráter é público, na medida em que o patrimônio de todos, teve origem pública, a partir dos municípios instituidores. Desta realidade resta a pergunta: Qual a herança que a UNC Concórdia obterá, por parte dos outros Campus Universitários, num processo de Unificação? Uma unificação envolve bônus e ônus (um casamento é compromisso na tristeza e na alegria).
Doutra banda, não se pode descurar, que a unificação enxugaria custos. Ao invés de cinco presidentes, cinco diretores administrativos, cinco diretores acadêmicos, cinco contabilidades, cinco estruturas administrativas, somente existiria uma. Com a economia se poderiam ceder muito mais bolsas de estudo, até acima das exigências do governo. Outra opção seria o retorno ao sistema Feauc, com a necessidade de novo reconhecimento dos cursos pelo MEC (sempre preservando o direito adquirido). E se tudo ficasse como está, com a unificação acadêmica, que já existe, mas com autonomia administrativa? Na unificação, a idéia de faculdade pública mantida pelo município de Concórdia e outros municípios da microrregião, com faculdade municipal ou microrregional pública (AMAUC), iria para o espaço. A pergunta é: Será que os municípios estariam dispostos a arcar com um custo médio mensal de um milhão e duzentos mil reais para manter uma faculdade pública? Como se vê, as dúvidas são muitas.
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