domingo, 16 de agosto de 2015

O DESESPERO DE UMA NAÇÃO: CRISE, INFLAÇÃO, DESEMPREGO, CORRUPÇÃO.




Cesar Techio

Economista – Advogado



               ”Como uma vida deve ser vivida”, deve ser o título de uma futura crônica a respeito da autobiografia do advogado Laurindo Baldi, que li e reli recentemente. Refletindo sobre esse título me veio à mente o excelente exemplo de vida de algumas pessoas que fizeram e fazem a diferença em Concórdia. Lembrei-me da seriedade e honestidade de meu pai; do desprendimento de Lourdes Sette Zandavalli que com a ajuda da comunidade fundou o Recanto do Idoso sem o qual não sei o que seria de todos nós; dos ensinamentos de Leonardo Boff, que projetou Concórdia no cenário internacional através da Teologia da Libertação; da coragem e determinação de Attilio Francisco Xavier Fontana que fundou a Sadia e foi senador da República; da inteligência e amor pelo Brasil de seu neto, Luiz Fernando Furlan frente ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior. No setor público, lembrei-me do bom exemplo dos prefeitos Neodi Saretta e João Girardi, ambos com vários prêmios a nível nacional por conta da alta credibilidade, honestidade e competência na gestão pública.

            Vivemos num município que possui projeção nacional, não só por ser conhecido como Capital do Trabalho e Capital Nacional da Suinocultura, mas, graças a firmeza destes dois prefeitos que em quatro mandatos consecutivos, ajudaram Concórdia ascender da 107° posição no Estado e 1.389° no Brasil (no ano de 2.000), para  o 1° município do Estado de Santa Catarina e o 12º do Brasil em qualidade de vida em 2013.
       
      A credibilidade destes dois governos municipais foi sustentada por princípios, valores e estratégias administrativas éticas, entre elas a atuação de uma Auditoria Interna independente. Tendo a frente o professor e especialista em Auditoria e Controladoria Alceone José Muller, o órgão passou a funcionar como um verdadeiro “ombudsman”, representando os interesses dos cidadãos acima dos interesses dos governantes. A Secretaria de Finanças e a Secretaria de Administração, sob o comando de Joaquim Pedro Bicca e Beatriz da Silva Rosa, respectivamente, passaram a observar com rigor a Lei de Responsabilidade Fiscal e a refutar com veemência quaisquer tentativas de interferências de ordem política partidária, de favores ou de privilégios.

              Por aqui o prefeito do PT não aceita “pedaladas fiscais”, como as feitas pelo governo Dilma Roussef entre 2012 e 2014, com um rombo nas contas públicas, segundo o TCU, de cerca de R$ 40 bilhões. É isso que mais chama a atenção e que todos comentam. Trata-se de duas gestões públicas distintas, comandadas mesmo partido político, uma a nível nacional e outra municipal. O PT de Concórdia elegeu a moralidade pública para comandar o município. O lá de cima, com Lula e Dilma, produziu o maior desastre da história do Brasil na economia. O daqui só fala a verdade, o de lá navega para o abismo de mentiras colossais, como as usadas durante a campanha eleitoral. O daqui usou as obras públicas e o bom trabalho como propaganda eleitoral. O de lá, segundo o delator Ricardo Pessoa,  o dinheiro da Petrobrás. O daqui nos dá orgulho, o de lá perdeu a credibilidade e a respeitabilidade junto a população.

              A realidade é que o governo Dilma Roussef não governa mais. Crise, inflação, desemprego e corrupção desesperam a nação. Se a presidente renunciar, num ato de grandeza, assume Michel Temer do PMDB. Se for afastada por um processo de impeachment, novas eleições podem ser convocadas e novamente será a vez de Aécio Neves do PSDB. Evidências de corrupção na campanha eleitoral de Dilma Roussef via doação de dinheiro ilegal, conforme denuncia Ricardo Pessoa em deleção premiada, se soma a provas do relatório do ministro do TCU, Augusto Nardes, de que houve pedaladas fiscais. Por estes fatos o processo de impeachment teria sustentação constitucional. Enfim, com tranquilidade, para o PT daqui faço um jantar com as nossas panelas. Para o de Brasília, quebro todas, de tanto bater. Haja panelas e colheres!

Pensamento da semana:O sentido da política está em melhorar a vida das pessoas.” João Girardi.