quarta-feira, 11 de junho de 2014

A LEI ESPIRITUAL DA AÇÃO E REAÇÃO

Cesar Techio
Advogado - Economista

     Velhaco também envelhece, de forma que cabelos brancos não são, necessariamente, condecorações por uma vida reta, muito menos atestado de idoneidade. Velhacos provectos, corroídos e venenosos, foram as crianças de ontem, desobedientes, desrespeitosas, pouco afeiçoadas a disciplina e sem força de vontade. E que se tornaram jovens sobrecarregados pelas futilidades da vida. Sem qualquer alicerce, alienados e com a personalidade conturbada, ao ingressarem na vida adulta, se tornaram um verdadeiro desastre, sempre tentando usar os outros como trampolins. Largados na farra beberam desenfreadamente em bodegas e em zonas de meretrício, quando não buscaram drogas mais sofisticadas e pesadas. Arrogantes, dilapidaram o patrimônio que lhes chegara às mãos, deitando-se no suor dos pais. Ao casarem, tornaram-se sanguessugas, dependentes do trabalho da mulher e, entediados com o casamento, abandonaram a família e os filhos, negando-lhes amparo afetivo e material.

     Para esta turma desqualificada, não basta o travo amargo da luta pela sobrevivência, a que todos estamos sujeitos. Não! Sempre fazem questão de causarem sofrimento aos entes queridos, com atitudes egoístas e omissivas. Abnegados, pais, esposas, filhos e amigos sinceros lhes empurram com os ombros escada acima. Mas eis que sempre escarnecem e colocam forças nos pés para se lançarem escada abaixo, derrubando na amargura e na tristeza os únicos que verdadeiramente se importam com a sua felicidade. Por fim, nas latrinas em que se meteram jogam o mínimo do senso de responsabilidade que ainda se espera deles. E assim, de leviandades em leviandades, quando se dão conta, a velhice e a decrepitude já lhes bate à porta. Mas aí já é tarde.

         Fazer festa com os amigos, deitar e rolar a vida toda em cima de pais preocupados, esposas abnegadas e de filhos desamparados, tem um preço a pagar. Por isso é oportuno o provérbio que diz: “Ensina a criança no caminho que deve andar, e quando ela for velha, não se desviará dele” (Provérbios 22: 6). É preciso dizer às crianças de hoje, que a semeadura é livre, mas a colheita obrigatória e de que um futuro promissor depende das boas ações praticadas no presente. Ou como diz a Bíblia: “Não vos enganeis, tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). Na realidade, o bom caráter brotado na infância, florescido na juventude e frutificado na vida adulta é a única condecoração que se pode reconhecer como válida para os velhos de hoje. Pense nisso, pois muito antes do que você espera chegarão os anos da velhice.  E quando chegar tomara que você possa dizer como Paulo: “Quanto a mim, chegou o tempo de minha partida. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça, que me dará o Senhor, justo juiz, naquele dia; e não somente a mim, mas a todos os que tiverem esperado por Ele com amor” (2 Timóteo 4,6-8).


Pensamento da semana: O álcool não faz as pessoas fazerem melhor as coisas; ele faz com que elas fiquem menos envergonhadas de fazê-las mal. William Osler