sexta-feira, 31 de julho de 2009

MESTRE EM SABER VIVER

MESTRE EM SABER VIVER

Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
Quando nos deparamos com pessoas decentes, honestas, solidárias, sentimos que a humanidade ainda tem conserto. Concórdia se desenvolveu, graças a pessoas assim, de fibra e de caráter. Muitas delas caminham pelas nossas ruas, entram em nossas casas e em nossas vidas como uma benção silenciosa; fazem seu trabalho sem alarde, com alegria, motivadas pelos ideais que carregam no peito. Filiam-se ao pleno amor de Deus sem discursos, filosofias, doutrinas, ideologias. Somente com perspicácia e atenção percebemos a reverência que a própria existência tem por elas. O contato com esses seres deixa o coração leve; as tensões e ansiedades se desvanecem. A beleza destes mestres em saber viver vem de uma imensa chama de amor e de respeito pelas pessoas. Por isso, quais crianças, jamais envelhecem ou morrem. Permanecem e lançam raízes na história, ensinando que a vida, apesar de tudo, vale a pena ser vivida. Observando a nossa paisagem européia, ao amanhecer e nos finais das tardes de cada dia que se esvai, elevo o olhar e admiro o céu. E sinto que se desdobra em dois, o belíssimo céu exterior, azul celeste, e o interior que palpita no coração de um mestre, a quem esta crônica reverencia: Todas as homenagens, no aniversário de 75 anos de Concórdia, são para você, Dr. Rodolpho Priebe Pedde, cuja presença nesta cidade, desde 1964, honra e dignifica o nosso município. Para você, as palavras de Charles Chaplin: “A vida me ensinou... A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração. Sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam. Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar. Calar-me para ouvir; aprender com meus erros. Afinal eu posso ser sempre melhor. A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo; A ser forte quando os que amo estão com problemas. Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho. Ouvir a todos que só precisam desabafar. Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos. Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão. Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor. A alegrar a quem precisa; a pedir perdão; a sonhar acordado; a acordar para a realidade (sempre que for necessário). A aproveitar cada instante de felicidade. A chorar de saudade sem ter vergonha de demonstrar. Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las; a ver o encanto do pôr-do-sol; A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser. A abrir minhas janelas para o amor; a não temer o futuro. Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.” O que poucos entendem, é que a grandeza de uma vida não se constrói com grandes feitos, mas na retidão de conduta de quem cumpre com os seus deveres, humilde e persistentemente, dia após dia, ano após ano, década após década. Milhares de exames clínicos passaram pelas competentes mãos deste pioneiro, dando o norte para médicos em diagnósticos e prognósticos que salvaram muitas vidas. Porto seguro, não se sabe tivesse virado as costas para desprovidos e hipossuficientes. E nisso, talvez, consiste uma de suas maiores virtudes, atender sorrindo e sempre de bom humor a todos, sem olhar para classe social ou poder aquisitivo. Pensamento da semana: "Há duas fontes perenes de alegria pura: o bem realizado e o dever cumprido." (Eduardo Girão).

quinta-feira, 23 de julho de 2009

GRIPE, PRIORIDADE DOS POSTOS DE SAÚDE.

GRIPE, PRIORIDADE DOS POSTOS DE SAÚDE.

Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com

Recente protocolo do Ministério da Saúde, intitulado “Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza”, de 15/07/2009, traz algumas orientações: 1º) Que, as condutas clínicas não dependem do resultado do exame laboratorial específico para influenza A (H1N1), uma vez que o exame demanda um tempo maior de realização; 2º) Que as autoridades de saúde e todo o corpo clínico e de apoio mantenham sigilo da identidade dos casos para evitar estigma social aos pacientes e resguardar o direito da inviolabilidade de privacidade. O protocolo informa que as evidências sugerem que o vírus está apresentando uma dinâmica de transmissão semelhante à da influenza sazonal e recomenda as seguintes medidas preventivas na assistência: Freqüente higienização das mãos, utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; evitar tocar superfícies com luvas ou outro EPI contaminados ou com mãos contaminadas. As superfícies envolvem aquelas próximas ao paciente (ex. mobiliário e equipamentos para a saúde) e aquelas fora do ambiente próximo ao paciente, porém relacionadas ao cuidado com o paciente (ex. maçaneta, interruptor de luz, chave, caneta, entre outros); não circular dentro do hospital usando os EPI; estes devem ser imediatamente removidos após a saída do quarto, enfermaria ou área de isolamento; restringir a atuação de profissionais de saúde com doença respiratória aguda na assistência ao paciente.
Duas notas do Protocolo são incisivas, a saber: “Nota 1: Os pacientes com infecção por Influenza A(H1N1) devem utilizar máscara cirúrgica desde o momento em que for identificada a suspeita da infecção até a chegada no local de isolamento. Nota 2: Ressalta-se a necessidade do uso racional de EPI nos serviços de saúde. Com relação a equipamentos de Proteção Individual EPI, em especial máscara cirúrgica a ordem é para que a mesma seja utilizada para evitar a contaminação do profissional por gotículas respiratórias, quando o mesmo atuar a uma distancia inferior a 1 metro do paciente suspeito ou confirmado de infecção.” Ruim, é que a partir do dia 16/07/2009 apareceu o primeiro caso de transmissão do vírus entre brasileiros, evidenciando que o mesmo está circulando em território nacional. Melhor, é que não possui letalidade maior do que a gripe comum, ficando em torno de 0,4% ou 0,5% e que as mortes ocorrem, normalmente, em pacientes que já possuem um quadro de saúde debilitado causado por outras doenças. Ou seja, não existe motivo para pânico. O Ministério da Saúde afirma que a atualização constante em suas ações contra a nova gripe permitiu que toda a rede de saúde esteja integrada para manter e reforçar as medidas de atenção à população. Entretanto, nos municípios, toda a população está procurando e lotando os Prontos Socorros dos Hospitais, nos quais vários médicos plantonistas e equipes de enfermagem se desdobram, como verdadeiros Heróis da Resistência. A impressão é de que o sistema de atendimento dos hospitais entrarão em colapso se as Secretarias de Saúde dos municípios não disponibilizarem de médicos e pessoal de apoio nos Postos de Saúde, em plantão diuturno, sem interrupção em sábados e domingos. Reiteradas recomendações do Ministério da Saúde são no sentido de que população procure os Postos de Saúde e não os Hospitais. Por este motivo e, diante do gigantesco esforço nacional, os Municípios precisam colaborar mais intensamente. Há o máximo interesse da população para que disponibilizem profissionais para desafogar os hospitais locais.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

POLÍTICOS, VERGONHA DO POVO

POLÍTICOS, VERGONHA DO POVO.
Cesar Techio - Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com

Não tem outro jeito. O nosso sistema político é de natureza representativa, ou seja, o povo comanda a nação através de políticos eleitos. Por este motivo, eficiência, probidade, regularidade, legalidade, moralidade e honestidade dos atos emanados da administração pública, também são exigências e qualidades que devem ser perscrutadas no próprio caráter dos candidatos a cargos eletivos. Encontrar esse perfil entre candidatos e após em gestores deveria ser tarefa fácil, mas, ao contrário, no Brasil é tarefa complexa. Devemos ter em mente que somos nós, povo, os responsáveis por alçar ao comando da pátria, certos políticos que envergonham a nação. Nosso analfabetismo, ignorância e pouco caso, é o motor propulsor que lança à vida pública gente que se deleita a custa da miséria do povo. Não adianta saber ler e escrever. É preciso capacidade para analisar criticamente, primeiro o caráter, depois a capacidade dos candidatos. Tudo começa nos municípios, por isso, a análise do perfil de candidatos a vereador deve ser criteriosa e responsável. Além da imprensa, que tem responsabilidade fundamental na fiscalização dos atos administrativos, ONGs, associações e organizações populares devem cobrar eficiência e honestidade do poder político. Migrar para sistemas totalitários, ditatoriais ou adotar mecanismos ilegais para colocar o trem nos trilhos, não resolve. Votar certo e convencer as pessoas para que votem de forma consciente e informada, é a solução. É necessário organização para alçarmos ao poder gente séria.
Nosso município, durante oito anos deu exemplo de austeridade, honestidade e competência nos cuidados com a “res” pública. Nenhuma mácula, nenhum desvio de conduta se verificou na gestão Neodi Saretta. Esperança do povo, ele mostrou como é que se administra com seriedade, eficiência e honestidade. Seria um sonho, se os políticos que ocupam postos chaves na administração federal, estadual e municipal, tivessem um perfil semelhante. Aqueles que o conhecem, sabem a diferença entre o exemplo que ele deixou e a práxis do quadro político que se instalou no parlamento brasileiro. Neodi Saretta criou escola de como se governa para, com e pelo povo. Não é para menos que sua administração foi nesta semana, mais uma vez, premiada a nível nacional pela excelência dos índices fiscal, social e de gestão. O atual prefeito João Girardi foi seu vice e, conseqüentemente, aprendiz por longos oito anos; de forma que tem o dever de ser melhor do que o mestre, ou de errar menos. Por este motivo, críticas ácidas e firmes contra erros e equívocos da atual gestão petista, não devem ser desconsiderados. Neste desiderato, a oposição é essencial para que o sistema democrático funcione. Assim como construir um cemitério em cima de mananciais de água, até por equívoco de leitura de laudo falso (falso, repito), foi um grave erro da administração Saretta, distribuir ingressos gratuitos para delegados do orçamento participativo freqüentar shows na Expo, pela administração Girardi, convenhamos, foi outro. Alhures injustamente estigmatizado de polêmico, ao “cantar a pedra” e ao se socorrer do Ministério Público, o vereador Zagonel demonstra que a oposição tem rumo em Concórdia e que, criticar e arrostar erros é próprio de quem tem coragem, dignidade e civismo. Pensamento da semana: “Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação.”Henry Kissinger

quarta-feira, 8 de julho de 2009

GRIPE SUÍNA: A DOENÇA SE ALASTRA.

GRIPE SUÍNA: A DOENÇA SE ALASTRA.

Cesar Techio - Economista – Advogado

cesartechio@gmail.com


É questão de dias para que o vírus Influenza A (H1N1) se espalhe por todas as cidades do Rio Grande do Sul. Naquele Estado medidas drásticas estão sendo tomadas devido à proximidade com a Argentina. O Paraguai decretou estado de emergência e tornará lei as medidas de prevenção já adotadas. Há necessidade de que as autoridades municipais avaliem com urgência e corretamente os diferentes graus de letalidade do vírus em crianças, adultos e idosos, assim como a capacidade de suas unidades de saúde responder com velocidade adequada ao tratamento exigido nos casos de infecção. Essa avaliação determinará a conveniência ou não da adoção de medidas sérias, entre as quais a proibição de aglomerados humanos de qualquer natureza, a suspensão de aulas em todos os colégios públicos e privados, cultos, missas, cinemas, interrupção de atividades em quadras de esportes, espetáculos, parques de diversão, bailes e festas. Atendimento ao público, em geral, não poderia ocorrer sem a utilização de máscaras de proteção. Profissionais de saúde, quando em atividade nos postos de saúde, hospitais e pronto-socorros deveriam utilizar respiradores capazes de reter o vírus. As empresas deveriam adquirir máscaras, obrigando seus funcionários a usá-las para proteção pessoal e para evitar que a doença se alastre com prejuízos à própria atividade econômica. È muito mais barato comprar máscaras respiratórias do que arcar com prejuízos pelo afastamento de funcionários para tratamento. É importante que a população continue se vacinando contra a gripe comum como forma de evitar complicações, entre as quais a baixa imunidade no caso de novo contágio com o vírus da gripe “A”. Estas iniciativas poderão evitar a doença, a qual poderá ser controlada futuramente através de vacina ainda em fase de teste.

Não se devem confundir máscaras cirúrgicas utilizadas por enfermeiras e médicos em procedimentos hospitalares, com máscaras respiratórias, uma vez que aquelas não filtram ou retém o vírus da gripe. Somente respiradores são aptos para esse fim. Cada respirador pode ser adquirido em grande quantidade ao custo médio de R$ 5,00 (cinco reais). No Brasil, o respirador para proteção contra agentes biológicos deve possuir Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho, possuir no mínimo classificação PFF-2, além do registro no Ministério da Saúde/ANVISA. A pandemia pode ser acompanhada em tempo real pela internet, através do Google Maps (http://maps.google.com/?hl=pt-BR). Neste endereço, ao inserir a palavra “Influenza A H1N1”, serão encontradas informações importantes, inclusive através de um vídeo do “you tube” no qual alta autoridade de saúde da área de infectologia orienta as pessoas, como singela medida de proteção, para que, por enquanto, não visitem seus amigos. A questão que se impõe é no sentido de mudarmos nossos hábitos evitando contagiar os outros. A ocasião é pedagógica e nos obriga a respeitar nossos semelhantes, pois não é aceitável expirar, bafejar ou tossir em ambientes pouco ventilados. Finalmente, com base em decisões similares, guardada as devidas proporções e, diante de ponderada análise da necessidade de controle efetivo da doença, o Ministério Público poderá adotar iniciativas que imponha às autoridades de saúde, eventualmente relapsas, a adoção de medidas adequadas para proteger a população. Recomendação: “É necessário obtermos informações para sabermos o que estamos enfrentando. A situação é controlável se seguirmos as orientações básicas e colaborarmos, na medida em que somos parte da solução”. (Dr. Martin Hernández Torre. Diretor da Escola de Biotecnologia e Saúde. Especialista em Medicina Crítica e Pneumologia na Cidade do México).

quarta-feira, 1 de julho de 2009

”DIPLOMA: HERANÇA DA DITADURA”

”DIPLOMA: HERANÇA DA DITADURA”
Cesar Techio Economista – Advogado
Rua Dr. Maruri, 730 – 89700-00 Concórdia – SC cesartechio@gmail.com
A Revista Veja na edição de 24/06/2009, sob epígrafe “Qualidade sem Diploma”, refere-se ao fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista para quem exerce esta profissão, como sendo uma decisão do Supremo Tribunal Federal que “varreu da legislação brasileira mais uma herança da ditadura militar”. Segundo a revista, “o fim da obrigatoriedade alinha o Brasil com as nações onde o jornalismo abriga, sem embaraços de nenhuma espécie, todos aqueles que encontraram no ambiente dos meios de comunicação a melhor maneira de dividir o que aprenderam nos campos da economia, da ciência, do direito, das artes, da moda e do esporte. Desta forma, ganham em qualidade redações, leitores e espectadores.”
Do voto histórico do Ministro Gilmar Mendes extrai-se que: “a exigência tinha uma finalidade de simples entendimento: afastar dos meios de comunicação intelectuais, políticos e artistas que se opunham ao regime militar”. Segundo ele, “o Decreto-Lei n° 972/1969 não passaria sob o crivo do Congresso Nacional no contexto do atual Estado constitucional, em que são assegurados direitos e garantias fundamentais a todos os cidadãos.” Exemplificando, prossegue: “Não fosse esse o entendimento, não poderíamos conceber a relevantíssima atividade jornalística de algumas conhecidas personalidades”. Cita Alon Feuerwerker e Ricardo Anderáos, respectivamente diretor da Agência Folha e editor assistente do caderno ‘Ilustrada’ do jornal Folha de São Paulo e ainda García Marques, Mario Vargas Llosa, Carlos Chagas, Nelson Rodrigues, Barbosa Lima Sobrinho, (bacharel em Direito), Cláudio Barcelos de Barcelos (Caco Barcelos), ressaltando que “Carl Bernstein e Bob Woodward, conhecidos mundialmente por seu importante trabalho de informação sobre o escândalo do Watergate, nunca possuíram diploma de jornalismo, e nem precisariam ter, pois nos Estados Unidos da América nunca se concebeu tal exigência.”
De sorte que não me pareceu despropositado, muito menos desarmônico com a posição da mais alta Corte de Justiça do país, o convite que me foi feito para colaborar com o “O Jornal”. Minha vivência nos campos da economia, do direito e das ciências sociais, consoante a revista, fazem soar retas as considerações de voto do Insigne Ministro Gilmar Mendes e, conseqüentemente, a possibilidade de que advogados, economistas, sociólogos, médicos entre outros, possam contribuir com a imprensa formadora de opinião e de consciências. Assim, se o problema se centra nesta questão, se esvanecem os sofismas dos que se posicionam contrários aos magnos princípios da liberdade e da democracia. A decisão do STF e a posição da imprensa livre demonstraram a eles, filhos do Decreto-Lei ditatorial e defensores intransigentes da necessidade do diploma para o exercício da livre expressão, que laboram em “aberratio ictus”, cometendo erro de alvo, de golpe e de tino.
Não menos acertadas são as decisões de inúmeros periódicos de várias regiões do país, que livremente publicam estas crônicas, modificadas quanto ao enfoque regional. Dia desses recebi e-mail, em espanhol, de alguém que transitando por Florianópolis leu minha crônica no “O Carona”, um veículo semanal destinado aos usuários de transporte público que não têm tempo, hábito, acesso ou dinheiro para se informar. São periódicos assim, que têm a frente gente séria, de bem com a vida, que contribuem de forma eficaz para com o amadurecimento da nossa democracia. Pensamento da semana: “Os meios de comunicação devem ser formadores de opinião, consciência, civismo e não reflexos da mediocridade”