sexta-feira, 14 de agosto de 2015

ESTAMOS SÓS





Renato Maurício Basso.

Só com o cabo da espada, mas na luta.
Os militares estão sem apoio estrangeiro para pôr em prática um bom plano de tomada de poder. Não acredito que a maioria dentre oficiais preparados tenha condições de se rebelar contra os assaltantes vermelhos, tirar caças dos hangares, encouraçados de portos e tanques das garagens. Acho que a chefa das forças armadas não fornece nem munição ou combustível para mosquetões e jeepinhos.

Sem dinheiro para aparelhar uma revolta, teriam que pedir ajuda externa, mas a quem? Aos vizinhos latinos é que não porque estão comungados. Aos Estados Unidos? Até que poderiam fazê-lo, mas posso vislumbrar a resposta dos ianques: “We dont can, estamos agora ocupados com terroristas muçulmanos e com o estado islâmico.
Comunismo já era, não há mais sovietes unidos e Rússia e China são bons parceiros comerciais, estão se entregando às benesses do capitalismo. Coréia do Norte?
Aquele menino maluquinho não nos põe medo. A América Latina socializada, ou melhor, desmantelada, nos interessa, temos planos para ela também. Aqueles tempos em que a CIA articulava golpes pra derrubar comunistas e os nossos presidentes declaravam guerra para matá-los, já passaram e não voltam mais. Nossas experiências não foram muito boas no Vietnam e na Coréia. Cuba, então, foi uma palhaçada. Tínhamos medo que o efeito dominó da expansão comunista após a segunda guerra mundial chegasse ao nosso território e fomos em dispendiosas cruzadas combater guerrilhas do outro lado do mundo. Um desastre! Só prejuízo e muito incômodo pra nada. Os insuflados comunistas perceberam que estavam morrendo com seu próprio veneno e recuaram. Hoje são bons parceiros comerciais.
Nosso foco agora é outro”.

Então os esteites não tem o mínimo interesse em ajudar os militares como fizeram em 1964, só se fosse pra encampar a Amazônia, mas aí a conversa e outra. Golpe militar descartado!

Tem plano B nesse jogo? Com armas em punho não, porque o povo está desarmado e os que estão armados, os mafiosos, traficantes, estão em conchavo sorrateiro com o Estado, fazendo acordos para se acalmarem durante as olimpíadas; só apresentam suas armas contra a população indefesa, isso pode. Já tem bandido demais no planalto, a concorrência é grande, cada larápio no seu galho.

Povo e militares sem armas, sem patrocínio? Então vamos ao plano C, na esperança, na união do povo e das forças armadas, da polícia em geral, do Ministério Público, clubes de serviço, em redes sociais, todos num mesmo propósito, com patriotismo, determinação e coragem, sem medo de gás lacrimogênio ou cacetadas porque militares, policiais, são povo e não irão atacar seus iguais para defender mafiosos eleitos ou não.

Povo na rua! A culpa é sua.

TERAPIA INTENSIVA





                            Renato Maurício Basso

Que mania de se queixar, de encarar a vida como vítima dela própria. Tudo o que não tem ou não é, não chegou até você por culpa disso ou daquele; e tudo o que você já tem poderia ser maior, mais rico, mais poderoso, mais bonito, tudo, também, por culpa disso ou daqueles. Que infelicidade!

Tem cidadão que entra nessa por algum problema de fábrica, de DNA, sei lá, não sou psicólogo, mas acho que existem meios na psicologia, na terapia, que podem ajudar o vivente a conhecer essa faceta da sua personalidade.

Eu conheço muitas pessoas assim e muitas delas, talvez sem saber por que agem dessa forma, fanáticos em suas crenças distorcidas, se atiram nas cordas confortáveis do comunismo, com muita inveja de quem tem, trabalhou com honra e duro para tanto, inveja de quem é mais feliz. O embalar da corda e suas bolsas entorpece e fomenta mais a falta de vontade de trabalhar direito.

Penso, então, que uma sociedade mais justa, com indivíduos conscientes dos seus deveres pela busca da paz e do progresso, depende da família bem estruturada e da educação.

Nossos filhos não precisam de cartilhas outras no ensino fundamental, que não a cartilha do bom senso, do respeito a todos, a tudo, ao vizinho, ao planeta; precisa conhecer o egoísmo e deixa-lo de lado, ter coragem e determinação para fazer a humanidade que está a sua volta melhor.
Lembro muito bem e com muita consideração, dos ensinamentos dos meus pais e de educadores, principalmente no que se refere a tudo isso, e acho que a boa orientação, a boa educação, fazem o bom povo, a boa nação.

Eu estava pensando em um montão de consultórios de terapia intensiva bem ao lado dos gabinetes legislativos e executivos, pra acabar de vez com essa arritmia... mas não iria dar certo, os conselheiros seriam corrompidos.

Vamos deixar uma nova geração de políticos honestos, bem educados, abraçar a nossa causa. É possível. Teria muito latino americano se queixando por aí... com inveja...

OS ATORES DA DILMA






Renato Maurício Basso

O que foi que ela mandou suas raposas dizer na TV? Não ouvi porque estava dando cacetadas em numa panela, uma frigideira de plantão, toda amassada de raiva – atividade mais saudável nesses tempos de crise moral e econômica, tempos de sacanagem.

Bem, não faz diferença, não iria somar nada mesmo, só multiplicar minha indignação. Mas que dá uma pontada de curiosidade, lá isso é verdade...

Dá pra ver a cara do temeroso, todo engomado, com sua voz vacilante e seca, sem saliva, medo de não estar interpretando bem seu papel de conciliador, dizendo ao gado que vamos afundar, ops, sair dessa todos unidos.

Afinal as associações de indústrias e do comércio já deram um nebuloso aval e então não há mais o que têmer.

Faz-se uns ajustes aqui e ali, aumentam-se impostos, congelam-se salários e cala-se a inflação. Todo mundo tem que colaborar e você assalariado, deve pagar mais pela energia elétrica, por causa da seca e não da incompetência do governo, e deixar mais leve a sua sacolinha de mercado. A crise é mundial, a marola virou tsunami, é danação geral, guerra, e o patriotismo deve imperar nessa hora.

A culpa não é da Dilma ou do Lula, eles não sabem de nada, só de contratos ilícitos e maracutaia. Não sabem mesmo como comandar a economia, organizar a sociedade em torno de um objetivo comum, saudável. Uma desgraça!

Quem vem lá também? Não precisa de senha, é o cumpanhero Cardozo, couro curtido de conchavos de covil, advogado da bandidagem – ora, a Constituição Federal diz que todos tem direito a ampla defesa e vai ver que se encontrem aquelas brechas na lei para soltar o Zézinho e absolver os ladrões da Petrobrás, do BNDES, o Lula, a Dilma, o Lulinha e seu primo, e companhia.

Cardozo já deve estar jurando de dedos em cruz, beijados, que não há provas suficientes para a aplicação de qualquer penalidade contra os quadrilheiros, é tudo perseguição política. Vejam o Collor, por exemplo, não pode nem ter três dos mais caros carros do mundo que o mundo cai de pau em cima dele. Com esse ataque do Janot, sofreu tamanho dano moral, passível de indenização, que não pode mais pagar dívidas com IPVA e multas.

Tudo armação para desestabilizar o governo e seus aliados, coisa de oposição.

Nem vou esperar a fala do Mercadante, nem quero mais imaginar esse pesadelo.

Passa aí a minha frigideira que eu vou abafar o falatório dos bandidos.

Mas o que foi mesmo que eles aprontaram na telinha?