quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

UNC COM SARETTA

UNC COM SARETTA

Cesar Techio – Economista e Advogado.
CESARTECHIO@YAHOO.COM.

Quem Não leu o livro “O menino do dedo verde”? Onde o menino colocava o dedo, nasciam flores. Certa ocasião descobriu o mal que fazia a fábrica de canhões de seu pai e que ela fazia a guerra. Meteu o dedo nos canhões e estes, ao invés de bombas lançaram flores, fazendo da guerra um fracasso, de modo que seu pai transformou a fábrica falida, em fábrica de flores, a qual, de tanto sucesso, deu nome à cidade, que passou a chamar-se Miraflores. Lá pelo início da década de 90, recém formado, apareceu em Concórdia um novel advogado, o qual descobriu o perfil político do município, suas dificuldades e entraves. Por três vezes meteu o dedo nas eleições e, na terceira vez elegeu-se prefeito. Embora a analogia possa parecer exagerada, é quase unânime a opinião, com algumas exceções fora da realidade, que os serviços públicos e a vida dos concordienses, já a partir da primeira gestão Saretta, experimentaram um salto qualitativo. Como constatamos, existem pessoas que, tomadas de ideais e seriedade, por onde passam deixam flores de prosperidade, de competência no agir, de eficiência nos resultados, de eficácia nos projetos traçados. Onde colocam a mão, nascem flores. Tudo dá certo.
Todavia, aos Arquitetos e Construtores deste novo universo, nem sempre é dado construírem em paz. Eis que pelo caminho surgem os impertinentes, trapaceiros, cujos bons ofícios dos mestres lhes causam desconforto, ciúmes, vez que se sentem ofendidos pelo brilho da retidão que no íntimo, não lhes acompanham. De atenta leitura a carta de Erasmo de Rotterdan a seu amigo Tomás Morus, a quem confiou, lá pelos idos de 1508, “Elogio da loucura”, a advertência àqueles que ofendem ao serem repreendidos, eis que não percebem que são os vícios que são criticados e não os homens: “Se houver portanto alguém que pense que o ofendi, então é que ou sua consciência o acusa em segredo, ou que ele teme que o público possa acusá-lo.”
Que fiquem, pois pelo caminho, superados os ranços daqueles que não pensam no bem comum, pois não me parece desprovida de boas lideranças nossa terra. Nesta perspectiva quedei-me a refletir sobre o raiar do novo comando da Unc, que se aproxima via indicação. Que não se intimide o novo mandatário, eis que da timidez não se compraz seu perfil político. Que muito menos se atente ao borbulhar dos impertinentes, já que a consolidação judicial e jurídica do verdadeiro estatuto da Unc exige do município, e lhe impõe pessoalmente e por dever de ofício, autonomia na indicação de três nomes para escolha da graciosa presidência da Universidade (graciosa porque sem salário ou pró-labore; graciosa porque honrosa). Universidade que, se não é pública, tem caráter público, na medida em que nasceu e se erigiu com dinheiro do erário e do suor do rosto de nosso povo.
Daí o olhar para aqueles que, tocados por grandes ideais, em tocando nossas malfadadas instituições, as converte em sucesso, pois onde tocam, tudo dá certo. Foi assim com Neodi Saretta e o município de Concórdia. Foi assim com o professor Jean Carlos Villas Boas, que tocou, com o dedo de sua determinação e amor docente, na esperança que acalenta o coração de cada estudante universitário. Deste toque nasceu uma decisão judicial que mudou a história da Unc. Desta esperança nasceu a força que moverá a mão de João Girardi. Que ela nos traga a mais bela flor, a melhor indicação, o melhor presidente para nossa universidade.