domingo, 26 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
ALBINO ZANATTA: "NAQUELA ÉPOCA"
Cesar Techio - Economista – Advogado
Sobejas razões me movem a comemorar a leitura do livro “Naquela Época”, cujo personagem central é o brasileiríssimo Albino Zanatta, oriundo da Itália para o coração de Concórdia, onde nasceu de sentimento, trabalho e amor pela família, pelos concordienses, pela empresa Sadia e pelo Brasil. O relato de sua vida é a dos grandes homens que construíram o sul do país, o desenvolvimento no campo da tecnologia e de um modo de ser e de viver ímpar, de qualidade moral inquebrantável. Em evocando estas efemérides, jubilo linha após linha de um livro que deve compor os de conhecimento da história de Concórdia, da empresa Sadia e do que os imigrantes italianos fizeram de melhor por todos nós. Devemos colher as lições e ensinamentos da robusta mentalidade e visão cultural europeia que por aqui aportou através dos ensinamentos ofertados pela vida de Albino Zanatta. Não se trata de pesquisar por simples interesse acadêmico os alicerces da nossa história, mas de toma-los como paradigma de nosso agir e de nossa identidade. A originalidade do livro, que contou com o apoio de Carlos Fernando Comassetto, mestre em história e, de Eduardo Agostinho Comassetto, mestre em Educação, consiste, justamente em coligir dados dispersos da história da Itália a partir de 1932 e de Concórdia a partir de 07/12/1949, em sua maioria totalmente inéditos. O trabalho possibilita ao leitor uma visão panorâmica acerca de detalhes que formataram o viver da maioria dos nossos antepassados, muitos ainda em nosso meio a fornecerem preciosas lições de vida.
Tenho sincero orgulho, senão encantamento, de ter conhecido Albino Zanatta e me deparar, ainda hoje, com seu olhar cheio de bondade e vivacidade. Vejo nele o “italianinho” que casou com dona Noemia em 1957; o menino, filho de Eugênio Zanatta, em plena segunda guerra mundial na comuna de Sarcedo, província de Vicenza, frequentando o jardim de infância, ouvindo o soar dos sinos da igreja chamando para a missa, convivendo até os dezessete anos com os avós maternos Giuseppe Zucchi e Úrsula Franzon, trabalhando com o pai numa fábrica de tecido. E, depois, finda a guerra, migrando para o Brasil em 16/11/1949, para um lugar pequeno, tanto quanto era a terra natal, mas que, apesar do confronto com o tremendo atraso cultural, foi o berço de um futuro de muito amor e realizações.
A biografia de Albino Zanatta é rica em conhecimento da história e pródiga em superação. Seu aprendizado do português com a professora Frai Hoffman no Grupo Escolar Deodoro e de especialização de ofício no SENAI de São Paulo, à época da morte de Getúlio Vargas, deram impulso a um profissional de ouro. A montagem do Moinho da Lapa, em São Paulo, ao aprendizado tecnológico nos Estados Unidos, colocaram Albino Zanatta no centro do início da história de expansão das empresas ligadas a família de Attilio Francisco Xavier Fontana, o fundador da Sadia e, no ápice da projeção de Concórdia no cenário nacional e internacional. Por estes motivos, o livro que conta a história de sua vida deveria ser inserido no curriculum obrigatório de todas as nossas escolas. Seu conteúdo é enobrecedor e formador de caráter.
Pensamento da semana: “Não vai! Fica aqui conosco!” Amigos de Albino Zanatta em sua partida para o Brasil.
sábado, 18 de maio de 2013
NÃO COMPARTILHAR COM OS POBRES OS PRÓPRIOS BENS É ROUBAR DELES E TIRAR-LHES A VIDA
Discurso do Papa Francisco aos embaixadores
16/05/2013, 10hs20min
Sala Clementina no Palácio Apostólico do Vaticano
Senhores Embaixadores
Com alegria acolho-os por ocasião da apresentação das Cartas, que os credenciam como Embaixadores extraordinários e plenipotenciários de seus respectivos Países junto à Santa Sé: Kyrgystão, Antígua e Barbuda, Grão Ducado de Luxemburgo e Botswana.
As cordiais palavras que me dirigiram, as quais agradeço com vivo apreço, testemunham que os Chefes de Estado de seus Países desejam desenvolver as relações de estima e de colaboração com a Santa Sé. Ficaria agradecido se os senhores lhes transmitissem os meus sentimentos de gratidão e de respeito, acompanhados das minhas orações pelas suas pessoas e seus compatriotas.
Senhores Embaixadores, a humanidade vive neste momento como um retorno à própria história, considerando os progressos registrados nos vários âmbitos. Devemos louvar os resultados positivos, que concorrem para um autêntico bem-estar da humanidade, como por exemplo, no campo da saúde, da educação e da comunicação.
No entanto, devemos reconhecer também que a maior parte dos homens e das mulheres do nosso tempo continuam a viver numa precariedade quotidiana com consequências funestas. Aumentam algumas patologias, com suas consequências psicológicas; o medo e o desespero arrebatam os corações de numerosas pessoas, mesmo nos Países considerados ricos; a alegria de viver começa a diminuir; a indecência e a violência estão em aumento; a pobreza se torna mais evidente. Deve-se lutar para viver e, muitas vezes, viver com pouca dignidade.
Uma das causas desta situação, na minha opinião, consiste na relação que temos com o dinheiro, ao aceitar o seu domínio sobre nós e sobre nossas sociedades. Assim, a crise financeira, pela qual estamos atravessando, faz-nos esquecer da sua origem primordial, arraigada numa profunda crise antropológica: a negação da primazia do homem! Criamos novos ídolos. A adoração do antigo bezerro de ouro (Cf. Ex 32,15-34) defronta-se com uma nova e impiedosa imagem do feiticismo do dinheiro e da ditadura da economia sem fisionomia e nem objetivo realmente humano.
A crise mundial, que envolve as finanças e a economia, parece colocar em luz as suas deformações e, sobretudo, a grave falta da sua perspectiva antropológica, que reduz o homem a uma única exigência: o consumismo. E, ainda pior, o ser humano, hoje, é considerado como um bem de consumo, que se pode usar e, depois, jogar fora. Este desvio se verifica, em nível individual e social, e é favorecido! Em tal contexto, a solidariedade, tesouro dos pobres, é, muitas vezes, considerada contraproducente, contrária à racionalidade financeira e econômica.
Enquanto a renda de uma minoria aumenta, de maneira exponencial, aquela da maioria enfraquece. Este desequilíbrio deriva de ideologias, que promovem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira, negando assim o direito de controle por parte dos Estados, que também devem prover o bem comum. Instaura-se, assim, uma nova tirania invisível, às vezes virtual, que impõe, unilateralmente e sem recurso possível, suas leis e suas regras. O endividamento e o crédito, outrossim, distanciam os Países e a sua economia real e os cidadãos do seu poder de aquisição real. Além do mais, pode-se acrescentar a tudo isso uma corrupção tentadora e uma evasão fiscal egoísta, que assumiram dimensões mundiais. O desejo de poder e de posse tornou-se ilimitado.
Atrás desta atitude oculta-se a rejeição da ética, a rejeição de Deus. Como a solidariedade, também a ética incomoda; ela é considerada contraproducente; como muito humana, porque relativiza o dinheiro e o poder; como uma ameaça, porque rejeita a manipulação e a submissão da pessoa.
A ética conduz a Deus, que se aliena das categorias do mercado. Deus é considerado, pelos financeiros, economistas e políticos, como incontrolável ou até perigoso, porque induz o homem à sua plena realização e à independência de qualquer tipo de escravidão. A ética – uma ética naturalmente não ideológica – permite, na minha opinião, criar um equilíbrio e uma ordem social mais humanos.
Neste sentido, encorajo os peritos financeiros e os governantes dos seus Países a refletirem sobre as palavras de São João Crisóstomo: «Não compartilhar com os pobres os próprios bens é roubar deles e tirar-lhes a vida. Os bens que possuímos não são nossos, mas deles» (Homilia sobre Lázaro, 1, 6 : PG 48, 992D).
Prezados Embaixadores, seria de bom augúrio fazer uma reforma financeira, que seja ética e que comporte, por sua vez, uma reforma econômica salutar para todos. No entanto, ela requereria uma corajosa mudança de atitude dos dirigentes políticos. Exorto-lhes, pois, a enfrentar este desafio com determinação e perspicácia, levando em conta, naturalmente, a peculiaridade dos seus contextos. O dinheiro deve servir e não governar!
O Papa ama todos, ricos e pobres; mas o Papa tem o dever, em nome de Cristo, de recordar ao rico que deve ajudar o pobre, respeitá-lo, promovê-lo. O papa exorta à solidariedade desinteressada e a um retorno da ética para o bem do homem, na sua realidade financeira e econômica.
A Igreja, por sua vez, trabalha sempre para o desenvolvimento integral de cada pessoa. Neste sentido, ela recorda que o bem comum não deveria ser um simples acréscimo, um simples esquema conceitual de qualidade inferior, inserido nos programas políticos.
A Igreja encoraja os governantes a estarem, realmente, a serviço do bem comum das suas populações. Ela exorta os dirigentes das realidades financeiras a levarem em consideração a ética e a solidariedade. E por que não se dirigirem a Deus para inspirar seus desígnios? Assim, poder-se-ia criar uma nova mentalidade política e econômica, a fim de contribuir para transformar a dicotomia absoluta entre a esfera econômica e a social em uma sã convivência.
Enfim, saúdo com afeto, através dos senhores, os Pastores e os fiéis das comunidades católicas presentes em seus Países. Exorto-os a continuar o seu corajoso e alegre testemunho de fé e de amor fraterno ensinados por Cristo.
Não tenham medo de oferecer a sua contribuição para o desenvolvimento dos seus Países, mediante iniciativas e atitudes inspirados nas Sagradas Escrituras! E, no momento em que inauguram a sua missão, faço-lhes, Senhores Embaixadores, as minhas melhores felicitações, assegurando a colaboração da Cúria Romana para o cumprimento da sua função.
Enfim, invoco, com prazer, sobre os senhores e seus familiares, como também sobre seus colaboradores, a abundância das Bênçãos divinas.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
FUNCIONALISMO: O QUE OS MUNÍCIPES PRECISAM SABER
Cesar Techio - Economista – Advogado
Tchê Mendes não só é o bagual do rádio, mas também da política. Suas preleções rústicas, típicas do homem campeiro, talhado a ferro e fogo nas dificuldades da vida, carregam muitos ensinamentos de cidadania, de honestidade, de amor à terra e às pessoas. Talvez seja por conta destes valores e de sua postura centrada, consciente e responsável, que seu voto na sessão da câmara de vereadores que decidiu a lei salarial, foi a favor da grande maioria dos funcionários públicos. Creio que o raciocínio deste grande vereador levou em consideração os seguintes aspectos: 1° - O percentual de 7,3% teve origem no espírito democrático de um prefeito que aceitou, exaustiva e pacientemente, abrir a mesa de negociação por sete vezes; 2° - Além da reposição inflacionária houve múltiplos benefícios, que também representam ganho financeiro; 3° - Uma gestão fiscal responsável no controle orçamentário obriga o prefeito a manter o equilíbrio das contas públicas, sob o risco do mesmo parar no fundo da cadeia por improbidade administrativa. Tem razão o inteligente Tchê Mendes, pois é sabido que o limite legal para gastos com pessoal ou folha de pagamento é de 51,3%, da Receita Corrente Líquida (RCL), mas que atualmente se entende como ideal e prudente o limite de 48,65% sob o risco de travar a máquina pública na execução de obras e serviços e, consequentemente, deixar a população na mão.
Evidentemente que o impacto nas contas públicas para um município com quase dois mil servidores é tremendo, ainda mais que o índice se aplica também aos ativos, inativos e pensionistas. O vereador Vilmar Comassetto, mestre, doutor e professor universitário, lembrou que a luta pela valorização dos servidores através de negociações começou na gestão Neodi Saretta; que nestes treze anos houveram ganhos reais; que a interferência partidária no processo de negociações salariais compromete a autonomia sindical e que o Poder Executivo sempre zelou pelo cumprimento da legislação. Acrescente-se, que a criação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com atendimento de médicos e enfermeiras 24 horas por dia, e ainda a criação de novos postos de saúde, implicará na abertura de concursos públicos para a contratação de um batalhão de novos profissionais de saúde. Isso recomenda prudência na manutenção de uma margem orçamentária responsável.
Por fim, “cargo de confiança” não pode ser confundido com “cargo em comissão”, conforme inciso V do artigo 37 da Constituição Federal. Se este é destinado a funcionários de carreira, aquele, igualmente tem caráter precário, transitório, com possibilidade de exoneração sem causa e é considerado de livre provimento pelo governo. Suas atribuições são exclusivas de direção, chefia ou assessoramento, e a confiança que se deposita em seu ocupante tem resguardo constitucional. O preenchimento de cargos de confiança não pode ser dispensado por uma boa administração, pois garantidores da onipresença da pessoa do prefeito em todas as funções de comando, na exata medida da extensão de seu compromisso com uma gestão pública de sucesso. Funções de chefia e de assessoramento obviamente exigem remunerações diferenciadas, harmonizadas, de maior valor e de acordo com a maior responsabilidade e capacidade de comando que os cargos exigem.
Pensamento da semana: O único lugar aonde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
PEDRAS BRANCAS
Autor: Livreiro dos Araçás
Para descansar, não há nada melhor do que uns dias na
praia. Não digo aqueles de alta temporada, pois nessa época é provável que a
pessoa volte mais cansada do que foi.
Sei que essa questão de gosto é individual. Para
alguns uma semana de compras em país estrangeiro é deleite garantido, para
outros é o contato com as matas fechadas, outros ainda relaxam enquanto visitam
museus dos mais diversos tipos. Cada um tem sua preferência. Quem irá dizer o
que realmente nos faz bem, senão nós mesmos?
A última vez em que estive na praia, fiz a coisa que
mais gosto de fazer, por ali, que é caminhar descalço na areia. Ah como é bom
caminhar na areia! Os pés tocando o solo, descarregando nosso corpo das
vibrações negativas. Caminhando, comecei a pensar nas pessoas que amo. A
maioria estava longe e me deu uma vontade muito grande de estar perto delas.
Imediatamente me pus a pegar do chão pedrinhas
brancas. Por que brancas? Os motivos, irei dizer a seguir. Escolhi as de cor
branca, por simples analogia à cor da paz e da pureza. E, diante de tanta
variedade de pedras, haveria de fazer uma escolha, porque senão juntaria uma
pedreira.
Fui caminhando ali, agachando a cada pedra “preciosa”
que encontrava, e colocando-as em um saquinho de plástico. Levaria comigo
quantas fosse capaz de recolher.
Há algum tempo um livro me ensinou que não existe
nada, mas nadinha, mais precioso do que o poder da gratidão. É certo que se
deve almejar sempre algo mais ou melhor. Mas, por outro lado, não conseguiremos
isso maldizendo a vida que possuímos, as coisas materiais que temos, reclamando
das pessoas em torno de nós.
Um dos autores desse livro queria dedicar um ou dois
minutos de seu dia para agradecer por tudo aquilo que a vida lhe entregara,
mas, com o atropelo da rotina, quase sempre se esquecia. Um dia, olhando uma
gaveta, achou uma velha pedrinha que sua filha, quando ainda era uma criança, lhe
deu como presente. Sorriu com satisfação. Era uma lembrança boa. Agradeceu
pelos filhos perfeitos que possuía.
Pegou a pedra na mão e teve uma brilhante ideia: “Vou
levar essa pedrinha comigo, em meu bolso, todos os dias”. Todas as manhãs a
rotina se cumpria, junto a sua carteira, aliança, celular, lá estava sua
pedrinha. Ao pegá-la agradecia em pensamento tudo aquilo que fazia parte de sua
vida. À noite, quando chegava em casa, repetia o ritual ao contrário, pois ao
esvaziar os bolsos estava lá o “lembrete” simbolizado pela pedra. E, novamente,
fazia seus agradecimentos.
Esse livro diz que se há alguma coisa de extrema
relevância em nossos pensamentos é a força da gratidão. Após tomar conhecimento,
adorei a ideia e fiz o mesmo. Interessante lembrar que tinha guardado uma
pedrinha que minha filha Maria me deu, então automaticamente passei a adotar
tal procedimento.
Enquanto caminhava na praia, tive a ideia de levar
“pedrinhas da gratidão” a todos os que me são caros, pois, juntamente com um
papel escrito, entenderiam os motivos que me levaram a presentear meus amigos e
familiares com simples pedras brancas.
Já no caminho de volta, pensei na cena: eu dando uma
pedra para cada um. Fiquei com vergonha. Naquele momento pensei: as pessoas não
vão entender o meu presente, algumas prefeririam camisetas, bonés, ou qualquer
coisa que se possa usar sobre o corpo. Desisti da ideia pensando que alguns
iriam dizer que fiz isso simplesmente por economia... Penso que muitos não
entenderiam o que imaginei.
Muito mais importante do que um presente que proporcione
o uso é oferecer um presente que provoque alguma mudança positiva nas pessoas.
Mas não tive peito pra isto. Ao desfazer as malas foi deixada na estante da
sala a riqueza que eu trouxera da praia: minhas pedras brancas.
Fui até o tanque e lavei-as, para tirar o que sobrou
de areia. Depois coloquei-as em um vidro e completei com água juntamente com um
produto para deixá-las mais claras. Minha tristeza foi não conseguir fazer como
havia planejado, faltou-me coragem; e, por isto, as deixarei à espera de
pessoas que valorizem as pequenas coisas.
Quem aí, entre os meus leitores, gostou da ideia que
me procure, pois poderei entregar uma pedrinha dessas a você. Porque elas são
muito preciosas para estarem nas mãos de pessoas que não as valorizem. Então
escolhi entregá-las à medida que forem sendo pedidas. Sei que muitos daqueles
para os quais peguei as pedras irão pedi-las. Posso ter feito mal juízo de
alguns, mas, podem ter certeza, cada um dos que pedir me trará uma alegria para
o coração. Saberei então que estamos sintonizados na mesma rádio. Será um
prazer poder dividi-las.
Livreiro dos Araçás - Construindo um Mundo de Livros
quarta-feira, 8 de maio de 2013
ESTUDANTES E EMPRESÁRIOS: A BOLA É DE VOCES.
Cesar Techio - Economista – Advogado
Alunos
e professores universitários, líderes comunitários, políticos e empresários,
cujos objetivos, formação e projetos de futuro gravitam em torno de uma
perspectiva de bem estar, qualidade de vida e desenvolvimento sócio econômico,
têm a obrigação de participarem às 19hs desta quinta feira, 09/05/2013, do 2º
Congresso e 4ª Conferência Municipal da Cidade de Concórdia, no auditório do
Centro de Eventos. Buscar-se-á, além de
uma abordagem reflexiva sobre o papel do município e das metas públicas
propostas pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável, coordenado
pelo combativo vice-prefeito Neuri Santhier, a melhor adequação e critérios de
responsabilidade para a participação empresarial e popular no destino da
cidade. Sem cores político partidárias é fundamental que todos contribuam com ideias
e sugestões nos trabalhos que se desenvolverão durante a sexta feira, dia
10/05/2013, através dos seguintes eixos temáticos: 1° - Estratégia para fomentar o Desenvolvimento Econômico Sustentável
do Município de Concórdia; 2° - Atitude
cidadã no Planejamento Urbano; 3° - Mobilidade
Urbana, Acessibilidade, Sustentabilidade ambiental e qualidade de vida
(Planejamento Urbano, Desenvolvimento Econômico Sustentável).
Estas
proposições devem ampliar significativamente o numero de pensadores políticos
(nas pessoas de estudantes, professores, agentes públicos, intelectuais e
líderes empresariais) que pretendam construir uma sistemática inteligente e
coerente visando o desenvolvimento do município. De fato, é inócuo, improdutivo
e abjeto lançar ideias de forma empíricas, sem quaisquer metodologias ou
projetos de pesquisa que as sustentem. Com
todo o respeito, são despropositados certos queixumes raivosos e politiqueiros,
eventualmente perceptíveis em alguns meios de comunicação e em hostes
oposicionistas, desacompanhados de argumentos fundamentados em dados concretos
e em critérios de pesquisa científica.
Esforços
pontuais em depreciar e esvaziar os significativos avanços das metas da ação
política do atual governo João Girardi, um dos mais operosos da história de
Concórdia, se tornaram ridículos e visivelmente pessoais, imoderados, exóticos
e inoportunos. Quem nos os percebe? De forma que é necessário conhecer
concretamente, participar e decidir os rumos desde já, a fim de que se evite os
contornos da ignorância especulativa e do empirismo jornalístico. É preciso,
dentro da proposta da Conferência e do Congresso, encontrar percepções mais
produtivas do atual e globalizado ambiente socioeconômico e político vivenciado
pelo município. Também se devem considerar questões a serem abordadas numa
próxima etapa, como por exemplo: parcerias público privadas visando à captação
de poupanças para investimentos comunitários; estudos de mercado de insumos e
de consumo para novos agronegócios (os que mais agregam valor ao produto final),
entre outros. Enfim, empresários, estudantes, professores, líderes
comunitários, políticos engajados, intelectuais e pensadores, os que amam esta
cidade, nesta quinta e sexta feira a bola é de vocês. Participem.
Pensamento da semana: Por que Attilio Francisco Xavier
Fontana resolveu, no passado, investir justamente em Concórdia? A resposta a
esta pergunta deve apontar caminhos para o futuro...
terça-feira, 30 de abril de 2013
GREVE: HUMILHAÇÃO DOS TRABALHADORES
Cesar Techio - Economista – Advogado
As greves são humilhantes para os trabalhadores que não possuem controle
sobre os instrumentos de produção e, por isso, se obrigam a vender sua força de
trabalho pelo salário imposto pelos patrões que se prevalecem de um mercado
saturado por mão de obra em excesso. No entanto, as relações de produção, ou
seja, o relacionamento social no processo produtivo não precisa ser marcado
pela dominação e exploração dos donos do capital sobre a classe trabalhadora.
Se, por um lado elas podem ser de respeito recíproco e de solidariedade, com
salários justos, por outro os trabalhadores podem concentrar seus esforços e
inteligência para alterar a equação “força de trabalho” e “capital” através de
modelos de autogestão empresarial. É preciso entender que a produção de bens e
serviços abrange de modo dialeticamente inseparável as forças produtivas (tipos
de instrumentos de produção, experiência dos que manejam esses instrumentos,
hábitos de trabalho) e as relações de produção (relacionamento social no
processo produtivo) e que, dentro deste contexto, é necessário buscar uma
relação mais justa, especialmente entre força de trabalho e capital. O foco
principal, ao invés da humilhante e eventualmente necessária greve, deveria ser
a organização da classe trabalhadora na forma de autogestão visando o controle
acionário ou gerencial das empresas.
As “Encíclicas Sociais” que embasam o magistério católico
sobre estas questões, abominam a exploração capitalista e repudiam toda a forma
de exploração de mão de obra e de “mais valia”. Então, não é necessário ser
marxista de carteirinha, senão cristão consciente, para perceber que nas
relações de produção, o valor do trabalho humano deve prevalecer a toda e
qualquer situação. Documentos da Igreja Católica, mas de concepção universal, apontam
neste sentido, ou seja, da prevalência do trabalho humano sobre o capital, como
por exemplo: Rerum Novarum (A Condição dos Operários); Quadragesimo
Anno (A Restauração e Aperfeiçoamento da Ordem Social); Mater
et Magistra (A Recente Evolução da Questão Social);Pacem in Terris (Paz
na Terra), Populorum Progressio (Progresso dos Povos) e Centesimus
Annus (Centenário da Rerum Novarum). Acresce aos mesmos as
orientações dos Conselhos Episcopais de Medelin (Colômbia) ePuebla (México)
que obrigam a igreja a se envolver na defesa dos oprimidos e com os problemas
político-sociais; contra a pobreza, a fome, o analfabetismo, a adoração ao
lucro, a marginalização popular e a exploração da classe
trabalhadora.
De forma que, tanto a educação cristã conscientizadora,
como a assunção pelos trabalhadores de modelos de autogestão, devem se
constituir em importantes motores propulsores de organização e de justiça
social. Principalmente em momentos em que a alienação capitalista toma
conta de forma contraditória de estruturas cristãs comprometidas com o combate
a exploração do trabalho; geradora de greves, humilhação para os trabalhadores
e profundo constrangimento para o povo cristão.
Pensamento da semana: “Que cegueira a minha, a de não vos ter conhecido
antes e mais cedo, Senhor! Porque não empreguei toda a minha vida em vos
servir? Perdoai Senhor, a este pecador!” São Camilo de Lellis.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
BILL GATES
Bill Gates foi convidado
por uma escola secundária para uma palestra. Chegou de helicóptero,
tirou o papel do bolso onde havia escrito onze itens. Leu tudo em menos de 5
minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora
em seu helicóptero. O que estava escrito é
muito interessante, leiam:
1. A vida não é fácil —
acostume-se com isso.
2. O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.
3. Você não ganhará R$20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
4. Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.
6. Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.
7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.
8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA!!! Faça certo da primeira vez!
9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
10. Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
11. Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.
2. O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.
3. Você não ganhará R$20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
4. Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.
6. Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.
7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.
8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA!!! Faça certo da primeira vez!
9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
10. Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
11. Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
PADRES, PASTORES E CRISTÃOS NA CADEIA.
Ao
andar do PL 122, os cristãos, seus padres, pastores e líderes vão parar todos
no fundo da cadeia. O Projeto de Lei da Câmara, mais conhecido como PL 122,
pretende criminalizar a opinião e, no caso da homossexualidade, transformar a
Bíblia num livro homofóbico. E coitada da igreja que não aceitar fazer
casamento gay religioso. A versão
original que ativistas gays desejam ver aprovada propõe como ato criminoso a
prática de qualquer tipo de ação de ordem moral, ética, filosófica ou
psicológica. Ou seja, a ética moral da bíblia que condena a prática homossexual
seria motivo de constrangimento e taxada de criminosa. Segundo o Pastor Silas
Malafaia, “qualquer homossexual poderá reivindicar que se sente constrangido,
intimidado pelos capítulos da Bíblia que condenam a prática homossexual. É a
ditadura da minoria querendo colocar a mordaça na maioria. O Brasil é formado
por 90% de cristãos. Não queremos impedir ou cercear ninguém que tenha a
prática homossexual, mas não pode haver lei que impeça a liberdade de expressão
e religiosa garantidas no Artigo 5º da Constituição brasileira. Para qualquer
violência que se cometa contra o homossexual está prevista, em lei, reparação a
ele; bem como assim está para os heterossexuais. O PL-122 não tem nada a ver
com a defesa do homossexual, mas, sim, quer criminalizar os contrários à
prática homossexual — e fazem isso escorados na questão do racismo e da
religião.”
As
orientações sobre moral e ética sexual da igreja católica, como por exemplo, as
contidas na “Declaração Persona humana” da Sagrada Congregação para a Doutrina
da Fé, passam, obviamente a serem homofóbicas e, portanto, criminosas: “Segundo
a ordem moral objetiva, as relações homossexuais são atos destituídos da sua
regra essencial e indispensável. Elas são condenadas na Sagrada Escritura como
graves depravações e apresentadas aí também como uma consequência triste de uma
rejeição de Deus. (Rom. 1, 24-27; 1 Cor. 6, 10 e 1 Tim. 1, 10). Este juízo
exarado na Escritura Sagrada não permite, porém, concluir que todos aqueles que
sofrem de tal anomalia são por isso pessoalmente responsáveis; mas atesta que
os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados e que eles não
podem, em hipótese nenhuma, receber qualquer aprovação.” Neste
contexto, o PL 122 bate de frente com a Igreja Católica
criando um grave problema diplomático entre o Estado do Vaticano e o
Brasil.
Uma
coisa é criticar conduta, outra é discriminar pessoas. Segundo Malafaia no
Brasil pode-se criticar o Presidente da República, o Judiciário, o Legislativo,
os católicos, os evangélicos, mas, quem critica a prática homossexual, logo é
rotulado de homofóbico. Não concordar com a prática homossexual é totalmente
diferente de discriminar ou agredir a honra de pessoas ou grupos homossexuais.
Segundo o deputado Federal Marco Feliciano (PSC), presidente da Comissão de
Direitos Humanos da Câmara, os ativistas gays querem criar um clima de
heterofobia e de intolerância inserida dentro de uma visão preconceituosa contra
católicos e evangélicos. Segundo ele o objetivo é extinguir a palavra “pai” e
“mãe”, destruir a família e dentro do estatuto da diversidade criar cota
obrigatória para homossexual nas universidades e, finalmente implantar uma
ditadura gay no Brasil. A conclusão é que o projeto de lei PL-122 é contra o
artigo 5º da Constituição porque quer criminalizar a opinião, bem como a
liberdade religiosa.
Pensamento da
semana: “Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o
caminho.” Mahatma Gandhi
quarta-feira, 17 de abril de 2013
DITADORES
Cesar Techio - Economista – Advogado
Com
métodos poderosos de persuasão e repressão (dinheiro, exército e meios de
comunicação), forçam o povo a aceitar a ideia de que o tirano é o próprio
Estado, a nação e que ele representa a vontade de todos e até de Deus. Sem
piedade ou qualquer sentimento de misericórdia ou respeito, os ditadores buscam
a todo o custo a coisificação e instrumentalização do ser humano, a quem forçam
a se tornar simples meio para fortalecer a sua sede de poder. Mas, além de
ignorarem as leis, os costumes e padrões morais de seu tempo; além de
massacrarem o próprio povo, escravo e vítima da miséria; além de encarcerarem,
torturarem e matarem os opositores políticos, seus filhos e famílias
(atualmente são mais de duzentos mil norte-coreanos nesta situação), os tiranos
possuem uma política voltada ao poder universal, além de suas fronteiras.
Completamente ensandecidos buscam coagir e obstruir o direito das nações de
viverem em paz. Tentam ostensivamente ferir a autodeterminação dos outros povos
no âmbito dos direitos fundamentais, apontando-lhes armas e estratégias
invasivas. Trata-se de poder ilegítimo que, dentro da globalização da
convivência humana e do direito internacional, deve ser suprimido com urgência
e determinação.
Mas,
ditadores e tiranos nem sempre vivem além-fronteiras. Em que pese obterem
notoriedade quanto mais alcançam o poder político, tiranos e ditadores muitas
vezes podem ser encontrados dentro de nós mesmos. Lá no fundo da nossa mente,
um simples exame de consciência pode às vezes revelar um Kim Jong-um qualquer.
Refletindo sobre o texto acima é possível que nos identifiquemos com alguns
ditadores da história recente. Basta nos perguntar o quanto
transformamos nossas atitudes e ações em egoístas interferências e
transgressões da liberdade dos outros. Pequenas violências como a falta de
atenção familiar, amor aos filhos, respeito aos pais e palavras vazias como “eu
te amo” sem correspondência concreta, não nos faz muito diferentes dos
ditadores que querem dominar o mundo. Que nossos beijos não sejam apenas
exercício dos lábios atrás dos quais não existe ninguém, mas uma força capaz de
extinguir os ditadores e tiranos que existem disfarçados dentro de nós.
Pensamento da semana: "As tiranias fomentam a
estupidez." Jorge Luis Borges.
terça-feira, 16 de abril de 2013
BÍBLIA: FAZE ISSO E VIVERÁS
(Texto para publicação)
Cesar Techio
Economista –
Advogado
Com a devida vênia,
monumentos à bíblia, inaugurados e
encravados em praças de muitas cidades, instigam-me a certas obviedades.
A bíblia durará enquanto um único ser humano ainda estiver presente sobre a
face da terra. Ela grita à consciência da humanidade palavras de vida eterna e
adentra no âmago das almas como força transformadora. Na base do Novo
Testamento está o amor, lei fundamental a que se referia Santo Agostinho: “Ama
e fazes o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com
amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se
tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus
frutos.”
Mas, o maior
problema é que o ator principal da história, Jesus, anda completamente
esquecido. Tomou-lhe o lugar vários projetos institucionais e pessoais, todos
alienados à essência de sua mensagem. Excepcionais monumentos a bíblia
aberta em praças públicas, mostram a todos que lançarem um olhar sobre as suas
letras, a nova lei que o Nazareno pregou em meio a uma velha e superada
sociedade embalada pelo velho testamento. Ele fala de amor, de perdão e
aceitação, mas ao perscrutar as linhas da bíblia muitos cristãos entendem, mas
poucos vivem verdadeiramente a essência desta lei: “E eis que certo homem,
intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e
disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Então, Jesus lhe
perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu:
Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas
as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti
mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e
viverás” (Lc 10:25-37).
Não existem formas
particulares, institucionais ou políticas de interpretação bíblica que possam
desbordar desta lei, sob pena de a transformarmos num golpe contra o
amor. Ora, de que adiantam monumentos à bíblia encravados em praças
públicas e todas as homenagens ao que ela contém, se suas palavras não
estiverem também encravadas no coração? De que adiantam os princípios cristãos
de que proclamamos sermos portadores se não os vivenciarmos na nossa vida
pessoal e social? De sorte que monumentos à Bíblia, veem exortar para que
vivamos firmes na fé. São eles chamamento para que sejamos amorosos, vivamos em
harmonia e possamos dar o exemplo de que fala Tertuliano, em referência ao que
diziam dos primeiros cristãos: “Vede como se amam entre si e como estão
prontos a dar a vida uns pelos outros”. De fato, aceitarmos uns aos
outros, pouco importando a denominação religiosa, é ordem bíblica a qual
devemos obedecer sem argumentos: “Nisto conhecerão todos que sois os meus
discípulos: se vos amardes uns aos outros. Vós sois meus amigos, se fazeis o
que vos mando.(...) O que vos mando é que vos ameis uns aos outros. (Jo 13,35;
Jo, 15;13 e 17).
Pensamento da
semana: “Existem pessoas que amam o poder; outras têm o poder de amar.”
quarta-feira, 10 de abril de 2013
BÍBLIA: FAZE ISSO E VIVERÁS
Cesar Techio
Economista –
Advogado
Com a devida vênia, o monumento à bíblia,
inaugurado e encravado na praça desta cidadela, fixado em meio ao verde
ondulado do final do mundo onde o Papa Francisco e eu nascemos, instigou-me a
certas obviedades. A bíblia durará enquanto um único ser humano ainda
estiver presente sobre a face da terra. Ela grita à consciência da humanidade
palavras de vida eterna e adentra no âmago das almas como força
transformadora. Na base do Novo Testamento está o amor, lei fundamental a
que se referia Santo Agostinho: “Ama e fazes o
que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se
corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o
amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.”
Mas, o maior problema é que o ator principal da
história, Jesus, anda completamente esquecido. Tomou-lhe o lugar vários
projetos institucionais e pessoais, todos alienados à essência de sua
mensagem. O excepcional monumento a bíblia aberta em praça pública, aqui
em Concórdia, mostra a todos que lançarem um olhar sobre as suas letras,
a nova lei que o Nazareno pregou em meio à uma velha e superada sociedade
embalada pelo velho testamento. Ele fala de amor, de perdão e aceitação, mas ao
perscrutar as linhas da bíblia muitos cristãos entendem, mas poucos vivem
verdadeiramente a essência desta lei: “E eis que
certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova
e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Então,
Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele
respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua
alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu
próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze
isto e viverás” (Lc 10:25-37).
Não existem formas particulares,
institucionais ou políticas de interpretação bíblica que possam desbordar desta
lei, sob pena de a transformarmos num golpe contra o amor. Ora, de que
adianta um monumento à bíblia encravada em praça pública e todas as homenagens
ao que ela contém, se suas palavras não estiverem também encravadas no coração?
De que adiantam os princípios cristãos de que proclamamos sermos portadores se
não os vivenciarmos na nossa vida pessoal e social? De sorte que o monumento à
Bíblia, patrocinado pela abençoada Associação de Pastores de Concórdia, que tem
como presidente o Pastor Jairo Gavin, vem a exortar para que vivamos firmes na
fé. É ele um chamamento para que sejamos amorosos, vivamos em harmonia e
possamos dar o exemplo de que fala Tertuliano, em referência ao que diziam dos
primeiros cristãos: “Vede como se amam entre si e como estão prontos a
dar a vida uns pelos outros”. De fato, aceitarmos uns aos outros,
pouco importando a denominação religiosa, é ordem bíblica a qual devemos
obedecer sem argumentos: “Nisto conhecerão todos que sois os meus
discípulos: se vos amardes uns aos outros. Vós sois meus amigos, se fazeis o
que vos mando.(...) O que vos mando é que vos ameis uns aos outros. (Jo 13,35;
Jo, 15;13 e 17).
Pensamento da semana: “Existem pessoas
que amam o poder; outras têm o poder de amar.”
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