quarta-feira, 15 de maio de 2013

PEDRAS BRANCAS


                     Autor: Livreiro dos Araçás

Para descansar, não há nada melhor do que uns dias na praia. Não digo aqueles de alta temporada, pois nessa época é provável que a pessoa volte mais cansada do que foi.
Sei que essa questão de gosto é individual. Para alguns uma semana de compras em país estrangeiro é deleite garantido, para outros é o contato com as matas fechadas, outros ainda relaxam enquanto visitam museus dos mais diversos tipos. Cada um tem sua preferência. Quem irá dizer o que realmente nos faz bem, senão nós mesmos?
A última vez em que estive na praia, fiz a coisa que mais gosto de fazer, por ali, que é caminhar descalço na areia. Ah como é bom caminhar na areia! Os pés tocando o solo, descarregando nosso corpo das vibrações negativas. Caminhando, comecei a pensar nas pessoas que amo. A maioria estava longe e me deu uma vontade muito grande de estar perto delas.
Imediatamente me pus a pegar do chão pedrinhas brancas. Por que brancas? Os motivos, irei dizer a seguir. Escolhi as de cor branca, por simples analogia à cor da paz e da pureza. E, diante de tanta variedade de pedras, haveria de fazer uma escolha, porque senão juntaria uma pedreira.
Fui caminhando ali, agachando a cada pedra “preciosa” que encontrava, e colocando-as em um saquinho de plástico. Levaria comigo quantas fosse capaz de recolher.
Há algum tempo um livro me ensinou que não existe nada, mas nadinha, mais precioso do que o poder da gratidão. É certo que se deve almejar sempre algo mais ou melhor. Mas, por outro lado, não conseguiremos isso maldizendo a vida que possuímos, as coisas materiais que temos, reclamando das pessoas em torno de nós.
Um dos autores desse livro queria dedicar um ou dois minutos de seu dia para agradecer por tudo aquilo que a vida lhe entregara, mas, com o atropelo da rotina, quase sempre se esquecia. Um dia, olhando uma gaveta, achou uma velha pedrinha que sua filha, quando ainda era uma criança, lhe deu como presente. Sorriu com satisfação. Era uma lembrança boa. Agradeceu pelos filhos perfeitos que possuía.  
Pegou a pedra na mão e teve uma brilhante ideia: “Vou levar essa pedrinha comigo, em meu bolso, todos os dias”. Todas as manhãs a rotina se cumpria, junto a sua carteira, aliança, celular, lá estava sua pedrinha. Ao pegá-la agradecia em pensamento tudo aquilo que fazia parte de sua vida. À noite, quando chegava em casa, repetia o ritual ao contrário, pois ao esvaziar os bolsos estava lá o “lembrete” simbolizado pela pedra. E, novamente, fazia seus agradecimentos.
Esse livro diz que se há alguma coisa de extrema relevância em nossos pensamentos é a força da gratidão. Após tomar conhecimento, adorei a ideia e fiz o mesmo. Interessante lembrar que tinha guardado uma pedrinha que minha filha Maria me deu, então automaticamente passei a adotar tal procedimento.
Enquanto caminhava na praia, tive a ideia de levar “pedrinhas da gratidão” a todos os que me são caros, pois, juntamente com um papel escrito, entenderiam os motivos que me levaram a presentear meus amigos e familiares com simples pedras brancas.
Já no caminho de volta, pensei na cena: eu dando uma pedra para cada um. Fiquei com vergonha. Naquele momento pensei: as pessoas não vão entender o meu presente, algumas prefeririam camisetas, bonés, ou qualquer coisa que se possa usar sobre o corpo. Desisti da ideia pensando que alguns iriam dizer que fiz isso simplesmente por economia... Penso que muitos não entenderiam o que imaginei.
Muito mais importante do que um presente que proporcione o uso é oferecer um presente que provoque alguma mudança positiva nas pessoas. Mas não tive peito pra isto. Ao desfazer as malas foi deixada na estante da sala a riqueza que eu trouxera da praia: minhas pedras brancas.
Fui até o tanque e lavei-as, para tirar o que sobrou de areia. Depois coloquei-as em um vidro e completei com água juntamente com um produto para deixá-las mais claras. Minha tristeza foi não conseguir fazer como havia planejado, faltou-me coragem; e, por isto, as deixarei à espera de pessoas que valorizem as pequenas coisas.
Quem aí, entre os meus leitores, gostou da ideia que me procure, pois poderei entregar uma pedrinha dessas a você. Porque elas são muito preciosas para estarem nas mãos de pessoas que não as valorizem. Então escolhi entregá-las à medida que forem sendo pedidas. Sei que muitos daqueles para os quais peguei as pedras irão pedi-las. Posso ter feito mal juízo de alguns, mas, podem ter certeza, cada um dos que pedir me trará uma alegria para o coração. Saberei então que estamos sintonizados na mesma rádio. Será um prazer poder dividi-las. 

Livreiro dos Araçás - Construindo um Mundo de Livros

quarta-feira, 8 de maio de 2013

ESTUDANTES E EMPRESÁRIOS: A BOLA É DE VOCES.



                     Cesar Techio - Economista – Advogado
        
            Alunos e professores universitários, líderes comunitários, políticos e empresários, cujos objetivos, formação e projetos de futuro gravitam em torno de uma perspectiva de bem estar, qualidade de vida e desenvolvimento sócio econômico, têm a obrigação de participarem às 19hs desta quinta feira, 09/05/2013, do 2º Congresso e 4ª Conferência Municipal da Cidade de Concórdia, no auditório do Centro de Eventos.  Buscar-se-á, além de uma abordagem reflexiva sobre o papel do município e das metas públicas propostas pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável, coordenado pelo combativo vice-prefeito Neuri Santhier, a melhor adequação e critérios de responsabilidade para a participação empresarial e popular no destino da cidade. Sem cores político partidárias é fundamental que todos contribuam com ideias e sugestões nos trabalhos que se desenvolverão durante a sexta feira, dia 10/05/2013, através dos seguintes eixos temáticos: 1° - Estratégia para fomentar o Desenvolvimento Econômico Sustentável do Município de Concórdia; 2° - Atitude cidadã no Planejamento Urbano; 3° - Mobilidade Urbana, Acessibilidade, Sustentabilidade ambiental e qualidade de vida (Planejamento Urbano, Desenvolvimento Econômico Sustentável).

            Estas proposições devem ampliar significativamente o numero de pensadores políticos (nas pessoas de estudantes, professores, agentes públicos, intelectuais e líderes empresariais) que pretendam construir uma sistemática inteligente e coerente visando o desenvolvimento do município. De fato, é inócuo, improdutivo e abjeto lançar ideias de forma empíricas, sem quaisquer metodologias ou projetos de pesquisa que as sustentem.  Com todo o respeito, são despropositados certos queixumes raivosos e politiqueiros, eventualmente perceptíveis em alguns meios de comunicação e em hostes oposicionistas, desacompanhados de argumentos fundamentados em dados concretos e em critérios de pesquisa científica.

            Esforços pontuais em depreciar e esvaziar os significativos avanços das metas da ação política do atual governo João Girardi, um dos mais operosos da história de Concórdia, se tornaram ridículos e visivelmente pessoais, imoderados, exóticos e inoportunos. Quem nos os percebe? De forma que é necessário conhecer concretamente, participar e decidir os rumos desde já, a fim de que se evite os contornos da ignorância especulativa e do empirismo jornalístico. É preciso, dentro da proposta da Conferência e do Congresso, encontrar percepções mais produtivas do atual e globalizado ambiente socioeconômico e político vivenciado pelo município. Também se devem considerar questões a serem abordadas numa próxima etapa, como por exemplo: parcerias público privadas visando à captação de poupanças para investimentos comunitários; estudos de mercado de insumos e de consumo para novos agronegócios (os que mais agregam valor ao produto final), entre outros. Enfim, empresários, estudantes, professores, líderes comunitários, políticos engajados, intelectuais e pensadores, os que amam esta cidade, nesta quinta e sexta feira a bola é de vocês. Participem.

Pensamento da semana: Por que Attilio Francisco Xavier Fontana resolveu, no passado, investir justamente em Concórdia? A resposta a esta pergunta deve apontar caminhos para o futuro...

terça-feira, 30 de abril de 2013

GREVE: HUMILHAÇÃO DOS TRABALHADORES


                     Cesar Techio - Economista – Advogado


  As greves são humilhantes para os trabalhadores que não possuem controle sobre os instrumentos de produção e, por isso, se obrigam a vender sua força de trabalho pelo salário imposto pelos patrões que se prevalecem de um mercado saturado por mão de obra em excesso. No entanto, as relações de produção, ou seja, o relacionamento social no processo produtivo não precisa ser marcado pela dominação e exploração dos donos do capital sobre a classe trabalhadora. Se, por um lado elas podem ser de respeito recíproco e de solidariedade, com salários justos, por outro os trabalhadores podem concentrar seus esforços e inteligência para alterar a equação “força de trabalho” e “capital” através de modelos de autogestão empresarial. É preciso entender que a produção de bens e serviços abrange de modo dialeticamente inseparável as forças produtivas (tipos de instrumentos de produção, experiência dos que manejam esses instrumentos, hábitos de trabalho) e as relações de produção (relacionamento social no processo produtivo) e que, dentro deste contexto, é necessário buscar uma relação mais justa, especialmente entre força de trabalho e capital. O foco principal, ao invés da humilhante e eventualmente necessária greve, deveria ser a organização da classe trabalhadora na forma de autogestão visando o controle acionário ou gerencial das empresas.

   As “Encíclicas Sociais” que embasam o magistério católico sobre estas questões, abominam a exploração capitalista e repudiam toda a forma de exploração de mão de obra e de “mais valia”. Então, não é necessário ser marxista de carteirinha, senão cristão consciente, para perceber que nas relações de produção, o valor do trabalho humano deve prevalecer a toda e qualquer situação. Documentos da Igreja Católica, mas de concepção universal, apontam neste sentido, ou seja, da prevalência do trabalho humano sobre o capital, como por exemplo: Rerum Novarum (A Condição dos Operários); Quadragesimo Anno (A Restauração e Aperfeiçoamento da Ordem Social); Mater et Magistra (A Recente Evolução da Questão Social);Pacem in Terris (Paz na Terra), Populorum Progressio (Progresso dos Povos) e Centesimus Annus (Centenário da Rerum Novarum). Acresce aos mesmos  as orientações dos Conselhos Episcopais de Medelin (Colômbia) ePuebla (México) que obrigam a igreja a se envolver na defesa dos oprimidos e com os problemas político-sociais; contra a pobreza, a fome, o analfabetismo, a adoração ao lucro, a marginalização popular e a exploração da classe trabalhadora.    

   De forma que, tanto a educação cristã conscientizadora, como a assunção pelos trabalhadores de modelos de autogestão, devem se constituir em importantes motores propulsores de organização e de justiça social. Principalmente em momentos em que a alienação capitalista toma conta de forma contraditória de estruturas cristãs comprometidas com o combate a exploração do trabalho; geradora de greves, humilhação para os trabalhadores  e  profundo  constrangimento para o povo cristão.

Pensamento da semana: “Que cegueira a minha, a de não vos ter conhecido antes e mais cedo, Senhor! Porque não empreguei toda a minha vida em vos servir? Perdoai Senhor, a este pecador!” São Camilo de Lellis.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

BILL GATES



Bill Gates foi convidado por uma escola secundária para uma palestra. Chegou de helicóptero, tirou o papel do bolso onde havia escrito onze itens. Leu tudo em menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero. O que estava escrito é muito interessante, leiam:


1. A vida não é fácil — acostume-se com isso.

2. O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

3. Você não ganhará R$20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

4. Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

6. Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA!!! Faça certo da primeira vez!

9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

10. Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

11. Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

PADRES, PASTORES E CRISTÃOS NA CADEIA.

                  
   Cesar Techio - Economista – Advogado

              Ao andar do PL 122, os cristãos, seus padres, pastores e líderes vão parar todos no fundo da cadeia. O Projeto de Lei da Câmara, mais conhecido como PL 122, pretende criminalizar a opinião e, no caso da homossexualidade, transformar a Bíblia num livro homofóbico. E coitada da igreja que não aceitar fazer casamento gay religioso.  A versão original que ativistas gays desejam ver aprovada propõe como ato criminoso a prática de qualquer tipo de ação de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica. Ou seja, a ética moral da bíblia que condena a prática homossexual seria motivo de constrangimento e taxada de criminosa. Segundo o Pastor Silas Malafaia, “qualquer homossexual poderá reivindicar que se sente constrangido, intimidado pelos capítulos da Bíblia que condenam a prática homossexual. É a ditadura da minoria querendo colocar a mordaça na maioria. O Brasil é formado por 90% de cristãos. Não queremos impedir ou cercear ninguém que tenha a prática homossexual, mas não pode haver lei que impeça a liberdade de expressão e religiosa garantidas no Artigo 5º da Constituição brasileira. Para qualquer violência que se cometa contra o homossexual está prevista, em lei, reparação a ele; bem como assim está para os heterossexuais. O PL-122 não tem nada a ver com a defesa do homossexual, mas, sim, quer criminalizar os contrários à prática homossexual — e fazem isso escorados na questão do racismo e da religião.”

              As orientações sobre moral e ética sexual da igreja católica, como por exemplo, as contidas na “Declaração Persona humana” da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, passam, obviamente a serem homofóbicas e, portanto, criminosas: “Segundo a ordem moral objetiva, as relações homossexuais são atos destituídos da sua regra essencial e indispensável. Elas são condenadas na Sagrada Escritura como graves depravações e apresentadas aí também como uma consequência triste de uma rejeição de Deus. (Rom. 1, 24-27; 1 Cor. 6, 10 e 1 Tim. 1, 10). Este juízo exarado na Escritura Sagrada não permite, porém, concluir que todos aqueles que sofrem de tal anomalia são por isso pessoalmente responsáveis; mas atesta que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados e que eles não podem, em hipótese nenhuma, receber qualquer aprovação.” Neste contexto,  o PL 122 bate de frente com a Igreja Católica criando  um grave problema diplomático entre o Estado do Vaticano e o Brasil.

              Uma coisa é criticar conduta, outra é discriminar pessoas. Segundo Malafaia no Brasil pode-se criticar o Presidente da República, o Judiciário, o Legislativo, os católicos, os evangélicos, mas, quem critica a prática homossexual, logo é rotulado de homofóbico. Não concordar com a prática homossexual é totalmente diferente de discriminar ou agredir a honra de pessoas ou grupos homossexuais. Segundo o deputado Federal Marco Feliciano (PSC), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, os ativistas gays querem criar um clima de heterofobia e de intolerância inserida dentro de uma visão preconceituosa contra católicos e evangélicos. Segundo ele o objetivo é extinguir a palavra “pai” e “mãe”, destruir a família e dentro do estatuto da diversidade criar cota obrigatória para homossexual nas universidades e, finalmente implantar uma ditadura gay no Brasil. A conclusão é que o projeto de lei PL-122 é contra o artigo 5º da Constituição porque quer criminalizar a opinião, bem como a liberdade religiosa.

Pensamento da semana: “Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.” Mahatma Gandhi



"Não concordar com a prática homossexual é totalmente diferente de discriminar ou agredir a honra de pessoas ou grupos homossexuais” Silas Malafaia.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

DITADORES


      
  Cesar Techio - Economista – Advogado

                Os grandes monstros da história moderna, a partir de Hitler e Stalin, continuam a se reproduzir em várias partes do planeta, não devendo ser desconsiderado que uma guerra nuclear catastrófica tem todas as chances de ocorrer, especialmente através de um regime ditatorial afastado das leis, da opinião pública e em especial de qualquer noção de direitos humanos. A ditadura norte coreana despreza de forma violenta e indiscutível a liberdade pessoal de cada indivíduo. A dignidade do ser humano, sua liberdade de orientar-se e agir conforme sua razão, entendimento e opção de vida é algo totalmente descartado por aquele regime tirânico. De uma maneira geral, as pessoas que vivem em países ditatoriais e totalitários não são vistas como indivíduos portadores de direitos e deveres, mas apenas como objetos para o uso arbitrário da vontade egoísta dos tiranos de plantão. Aristóteles define estes regimes como “um domínio irresponsável, sobre iguais ou melhores, no interesse do dominador, mas não no interesse dos dominados”.

            Com métodos poderosos de persuasão e repressão (dinheiro, exército e meios de comunicação), forçam o povo a aceitar a ideia de que o tirano é o próprio Estado, a nação e que ele representa a vontade de todos e até de Deus. Sem piedade ou qualquer sentimento de misericórdia ou respeito, os ditadores buscam a todo o custo a coisificação e instrumentalização do ser humano, a quem forçam a se tornar simples meio para fortalecer a sua sede de poder.  Mas, além de ignorarem as leis, os costumes e padrões morais de seu tempo; além de massacrarem o próprio povo, escravo e vítima da miséria; além de encarcerarem, torturarem e matarem os opositores políticos, seus filhos e famílias (atualmente são mais de duzentos mil norte-coreanos nesta situação), os tiranos possuem uma política voltada ao poder universal, além de suas fronteiras. Completamente ensandecidos buscam coagir e obstruir o direito das nações de viverem em paz. Tentam ostensivamente ferir a autodeterminação dos outros povos no âmbito dos direitos fundamentais, apontando-lhes armas e estratégias invasivas. Trata-se de poder ilegítimo que, dentro da globalização da convivência humana e do direito internacional, deve ser suprimido com urgência e determinação.

            Mas, ditadores e tiranos nem sempre vivem além-fronteiras. Em que pese obterem notoriedade quanto mais alcançam o poder político, tiranos e ditadores muitas vezes podem ser encontrados dentro de nós mesmos. Lá no fundo da nossa mente, um simples exame de consciência pode às vezes revelar um Kim Jong-um qualquer. Refletindo sobre o texto acima é possível que nos identifiquemos com alguns ditadores da história recente.     Basta nos perguntar o quanto transformamos nossas atitudes e ações em egoístas interferências e transgressões da liberdade dos outros. Pequenas violências como a falta de atenção familiar, amor aos filhos, respeito aos pais e palavras vazias como “eu te amo” sem correspondência concreta, não nos faz muito diferentes dos ditadores que querem dominar o mundo. Que nossos beijos não sejam apenas exercício dos lábios atrás dos quais não existe ninguém, mas uma força capaz de extinguir os ditadores e tiranos que existem disfarçados dentro de nós.

Pensamento da semana: "As tiranias fomentam a estupidez." Jorge Luis Borges.

terça-feira, 16 de abril de 2013

BÍBLIA: FAZE ISSO E VIVERÁS


  (Texto para publicação)
Cesar Techio
Economista – Advogado

                
Com a devida vênia,  monumentos à bíblia, inaugurados e encravados em praças de muitas cidades, instigam-me a certas obviedades.  A bíblia durará enquanto um único ser humano ainda estiver presente sobre a face da terra. Ela grita à consciência da humanidade palavras de vida eterna e adentra no âmago das almas como força transformadora.  Na base do Novo Testamento está o amor, lei fundamental a que se referia Santo Agostinho: “Ama e fazes o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.”


Mas, o maior problema é que o ator principal da história, Jesus, anda completamente esquecido. Tomou-lhe o lugar vários projetos institucionais e pessoais, todos alienados à essência de sua mensagem.  Excepcionais monumentos a bíblia aberta em praças públicas, mostram a todos que lançarem um olhar sobre as suas letras, a nova lei que o Nazareno pregou em meio a uma velha e superada sociedade embalada pelo velho testamento. Ele fala de amor, de perdão e aceitação, mas ao perscrutar as linhas da bíblia muitos cristãos entendem, mas poucos vivem verdadeiramente a essência desta lei: “E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás” (Lc 10:25-37).

Não existem formas particulares, institucionais ou políticas de interpretação bíblica que possam desbordar desta lei, sob pena de a transformarmos num golpe contra o amor.  Ora, de que adiantam monumentos à bíblia encravados em praças públicas e todas as homenagens ao que ela contém, se suas palavras não estiverem também encravadas no coração? De que adiantam os princípios cristãos de que proclamamos sermos portadores se não os vivenciarmos na nossa vida pessoal e social? De sorte que monumentos à Bíblia, veem exortar para que vivamos firmes na fé. São eles chamamento para que sejamos amorosos, vivamos em harmonia e possamos dar o exemplo de que fala Tertuliano, em referência ao que diziam dos primeiros cristãos: “Vede como se amam entre si e como estão prontos a dar a vida uns pelos outros”. De fato, aceitarmos uns aos outros, pouco importando a denominação religiosa, é ordem bíblica a qual devemos obedecer sem argumentos: “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.(...) O que vos mando é que vos ameis uns aos outros. (Jo 13,35; Jo, 15;13 e 17).

Pensamento da semana: “Existem pessoas que amam o poder; outras têm o poder de amar.”

quarta-feira, 10 de abril de 2013

BÍBLIA: FAZE ISSO E VIVERÁS



Cesar Techio
Economista – Advogado

                
Com a devida vênia, o monumento à bíblia, inaugurado e encravado na praça desta cidadela, fixado em meio ao verde ondulado do final do mundo onde o Papa Francisco e eu nascemos, instigou-me a certas obviedades.  A bíblia durará enquanto um único ser humano ainda estiver presente sobre a face da terra. Ela grita à consciência da humanidade palavras de vida eterna e adentra no âmago das almas como força transformadora.  Na base do Novo Testamento está o amor, lei fundamental a que se referia Santo Agostinho: “Ama e fazes o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.”

Mas, o maior problema é que o ator principal da história, Jesus, anda completamente esquecido. Tomou-lhe o lugar vários projetos institucionais e pessoais, todos alienados à essência de sua mensagem.  O excepcional monumento a bíblia aberta em praça pública, aqui em Concórdia, mostra a todos  que lançarem um olhar sobre as suas letras, a nova lei que o Nazareno pregou em meio à uma velha e superada sociedade embalada pelo velho testamento. Ele fala de amor, de perdão e aceitação, mas ao perscrutar as linhas da bíblia muitos cristãos entendem, mas poucos vivem verdadeiramente a essência desta lei: “E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás” (Lc 10:25-37).

Não existem formas particulares, institucionais ou políticas de interpretação bíblica que possam desbordar desta lei, sob pena de a transformarmos num golpe contra o amor.  Ora, de que adianta um monumento à bíblia encravada em praça pública e todas as homenagens ao que ela contém, se suas palavras não estiverem também encravadas no coração? De que adiantam os princípios cristãos de que proclamamos sermos portadores se não os vivenciarmos na nossa vida pessoal e social? De sorte que o monumento à Bíblia, patrocinado pela abençoada Associação de Pastores de Concórdia, que tem como presidente o Pastor Jairo Gavin, vem a exortar para que vivamos firmes na fé. É ele um chamamento para que sejamos amorosos, vivamos em harmonia e possamos dar o exemplo de que fala Tertuliano, em referência ao que diziam dos primeiros cristãos: “Vede como se amam entre si e como estão prontos a dar a vida uns pelos outros”. De fato, aceitarmos uns aos outros, pouco importando a denominação religiosa, é ordem bíblica a qual devemos obedecer sem argumentos: “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.(...) O que vos mando é que vos ameis uns aos outros. (Jo 13,35; Jo, 15;13 e 17).

Pensamento da semana: “Existem pessoas que amam o poder; outras têm o poder de amar.”

quinta-feira, 4 de abril de 2013

JUIZES CONCILIADORES


Cesar Techio
Economista – Advogado

                O Núcleo de Conciliação do Tribunal de Justiça de Santa Catarina não mede esforços em buscar o entendimento entre as partes em segundo grau de jurisdição, ou seja, após o desembarque naquela Corte, de litígios que passaram por várias tentativas de conciliação durante o tramite processual junto às comarcas do interior e da capital. É algo inédito no país que um tribunal busque, de forma tão intensa, e quando o processo já se encontra em fase recursal, a solução de controvérsias através do estímulo à transação, vale dizer, às concessões recíprocas entre as partes, com as quais todos ganham, pois a maioria deseja maior celeridade e colocar um fim ao dispendioso e tenso processo judicial. Com isso, se atende o disposto no inciso IV do artigo 125 do Código de Processo Civil que reza que, compete ao Juiz tentar, a qualquer tempo, conciliar as partes e também ao disposto em norma cogente, do artigo 447 e § único do mesmo estatuto da lei adjetiva, que obriga o juiz, quando o litígio versar sobre direitos patrimoniais de caráter privado, ou em causas de família, quando tratar-se de direitos disponíveis e transacionáveis, determinar o comparecimento das partes ao início da audiência de instrução e julgamento para tentar compor a lide.

          Mas, é admirável quando isso ocorre em nível de Tribunal, com o patrocínio de Desembargadores, entre os quais, por exemplo, do insigne Desembargador Luiz Fernando Boller, que permitiu fosse consignado no termo da audiência itinerante na cidade de Chapecó, os sentimentos de gratidão por parte dos jurisdicionados: “pela oportunidade de em segundo grau de jurisdição envidar esforços de buscar a conciliação; desta forma abreviando o trabalho da Justiça e o sofrimento das partes, motivo pelo qual deve ser parabenizado e louvado o nosso Tribunal de Justiça pela feliz iniciativa”.

         É claro que não se pode descurar do fato de que gigantescos esforços e grandes soluções também ocorrem nas comarcas do interior, pelas mãos de juízes monocráticos. No início de demandas complexas, erigidas sob nuvens carregadas por desentendimentos, pelo acirramento dos pleitos e, consequentemente, pela desesperança dos advogados em chegar a algum acerto,  não raras vezes acontecem verdadeiros milagres. Como o patrocinado por um novel juiz da Vara de Família de Concórdia, em audiência conciliatória que envolvia a partilha de vultuoso valor e na qual as partes queriam o escalpo uma da outra, pouco adiantando exortassem os advogados por uma solução pacífica.

         Cansados, após quase uma hora de posições insuperavelmente antagônicas, os advogados resolveram momentaneamente deixar a sala de audiência. Qual não foi a supressa dos dois, enquanto ainda conversavam no banheiro, ao se depararem com o Juiz, o qual, sem parcimônia, ignorando por completo as dependências do local, apresentou argumentos incontestáveis para uma solução extremamente justa para o impasse. Já em sala de audiências, todos agradeceram assombrados, os esforços geniais daquele magnífico juiz que conciliou o que parecia a todos, inconciliável.

Pensamento da semana: Homenagens ao TJSC e ao ilustre juiz da Vara de Família de Concórdia, Dr. Rodrigo Tavares Martins, de judicatura ágil, moderna, inteligente e eficaz.

quarta-feira, 20 de março de 2013

BONS JUIZES, QUANDO SE VÃO...





             Cesar Techio - Economista – Advogado
            
            Não existe hierarquia entre advogado e juiz. Todavia, entre os operadores do direito, nos quais os advogados se inserem como defensores e postulantes indispensáveis à realização da justiça, é comum a admiração pelo sacerdócio da magistratura, pelo exercício do poder estatal personificado em magistrados retos, imparciais e íntegros; de decidir conforme a  justiça, a razão e o direito.  Incorporados na toga da serenidade e do esforço por concretizar a equidade e o dar a cada pessoa o que lhe pertence, nossos juízes são esteio de esperança e patrimônio moral dos cidadãos deste país.

            É preciso consciência de que um juiz não pode, devido a sua intensa carga de trabalho, independência funcional e graves responsabilidades, viver de forma displicente no âmago das relações sociais. Por isso é dado a eles viver de forma circunspecta, embora jamais isolados das maiorias das preocupações sociais do nosso tempo. Este aparente isolamento lhes garante viver de forma plena o princípio da imparcialidade, pedra angular do edifício da justiça e do alto desempenho que lhes é exigido. Por isso é preciso fortalecer o Poder Judiciário, sob pena de menosprezar a própria democracia, o Estado de Direito, uma das instituições de maior credibilidade do Brasil.

            Ataques genéricos e infundados contra o Poder Judiciário, normalmente partem de criminosos que gozam de vasto poder econômico e político; de condenados por falcatruas contra o Estado Republicano e de arrogantes que tentam se colocar acima da lei e da justiça. E, não raras vezes, apoiados por ouvidos alienados pela ignorância e por interesses pessoais ou corporativos. Aos que tem olhos para ver e ouvidos para ouvir; aos que tem bom senso, o mínimo de inteligência e de juízo, não pairam dúvidas de que o Poder Judiciário se constitui numa sólida e robusta ilha de resistência moral e ética em meio ao mar de lama que assola o país e as instituições.

            Bandeira a tremular contra o poder econômico e a prepotência dos poderosos, o Poder Judiciário é responsório de esperança para todos os que têm sentimento de justiça. Magistrados de primeiro grau, espalhados pelas comarcas do imenso território nacional, fazem com que no tablado do judiciário todos sejam exatamente iguais; tanto o empresário quanto o seu empregado; o milionário quanto o pobre; o que manda quanto o que é mandado. Todos são nivelados pelo sagrado princípio constitucional da igualdade jurídica e da premissa maior, que é a lei. Frente a um bom juiz não existem grandes e pequenos, amigos ou inimigos, lindos, simpáticos ou chatos, senão, apenas o processo. Não apenas como um instrumento técnico, mas, no dizer da professora Ada Pellegrini Grinover, como um instrumento ético, profundamente influenciado por fatores históricos, sociológicos e políticos.  Bons e operosos juízes nunca se deixam intimidar. Ao contrário, sempre atendem bem a sociedade, porque o que lhes move são princípios éticos, bíblicos e legais. Bons juízes, como os magistrados Renato Maurício Basso e Rudson Marcos, que espelharam nesta comarca de Concórdia tudo o quanto aqui se afirmou, quando se vão...  Deixam saudades e eterna admiração.

Pensamento da semana: ”A humildade consiste em alegrar-nos com tudo o que nos leva a reconhecer o nosso nada”. Santo Inácio de Loyola.

Clube 29 de Julho


Cesar Techio
Economista – Advogado


                O biênio 2007/2008, em que estive à frente da presidência do Clube 29 de Julho, jamais será esquecido. Durante exatos 19 meses, vivemos uma história maravilhosa, com a participação ativa dos associados e da sociedade concordiense. Retornaram os tempos áureos em grande estilo, com o carnaval de salão infantil e adulto e com os famosos bailes de debutantes; abriram-se as portas do clube para bailes aos domingos a tarde e foi franqueado às instituições de caridade o espaço para que, sem qualquer ônus, pudessem promover seus projetos sociais em favor dos mais necessitados. A reconquista da sala de jogos, a reforma do salão social com novo tablado, a ampliação de espaço de apoio para grandes eventos no local onde ficava uma área externa, a implantação de uma cozinha moderna, entre outras melhorias, deram novos ares ao clube. E, o mais importante: um informativo, mensalmente batia à porta de cada associado prestando contas e convidando à participação das atividades do clube. No site  http://www.clube29dejulho.com.br, fotos, filmes e notícias atualizadas davam o tônus da transparência (atualmente as últimas fotos são de 2008/2009). Câmeras ao vivo acessavam o centro da cidade colaborando com a segurança, as festas mereciam destaque nos jornais e os convites para a comunidade participar faziam a alegria e o orgulho de um clube democrático, aberto e amigo do povo.

            Após muito tempo de silêncio sepulcral, sem qualquer informação ou prestação de contas em boletins periódicos, o Clube 29 de Julho finalmente tem nova chance de voltar a brilhar com a competência de um jovem advogado, proveniente de honrada família concordiense. Candidato à presidente, o colega Deivis Ayroso lidera uma chapa de pessoas competentes, cheias de entusiasmo, que amam o clube e que desejam reavivar os tempos áureos. Para isso pretende fazer voltar o carnaval de salão infantil e adulto; jantares regulares para todos os associados e não somente para a diretoria; o famoso baile de aniversário do município e o tradicional baile de réveillon, além de fazer mais participativo o baile de debutantes, minguado, rumo ao fim, nas últimas edições. A decisão de fazer uma gestão transparente, com informativos e prestação de contas trimestrais merece nosso apoio e aplauso. Parabens, enfim, ao Dr. Deivis Ayroso, Dr. Mario Afonso Kessler, Dr. Celso José Munaretto, Elio Antonio Rigotti, Tais Ines Roratto, Clauco Olavo Kessler, Olindo Aquiles Cassol, Nilo Hermes, Domingos de Carli, Erondina Dalfovo, Marivaldo Prazeres e Egídio Schrammel Filho (filho do saudoso Egídio Schrammel), pela bandeira de renovação que empunharam, sabendo que, da história do Clube 29 de Julho fica a lição de que é preciso fraternidade, compreensão, perdão e paciência, mas, acima de tudo, honestidade, lealdade estatutária e institucional e férrea vontade de servir e não de ser servido.

Pensamento da semana: ”Como se me afigura vil o mundo quando olho para o céu”. Santo Inácio de Loyola

sábado, 9 de março de 2013

AS DEZ MULHERES MAIS LINDAS E CHARMOSAS DE 2012



Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com

Quando criei esta crônica, criei um estilo. O de buscar, entre milhares de mulheres heroínas que sustentam suas famílias, que marcham firmes na disciplina do trabalho, da solidariedade, da honestidade, do profundo amor pelo exercício da caridade e da competência dentro de suas atividades, um exemplo de vida para a juventude do meu município. A beleza de uma mulher está no seu caráter, na sua liderança e na fortaleza em meio às adversidades e amarguras da vida. O charme a que me refiro, obviamente não é encontrado somente no rosto bem talhado ou nas sinuosas curvas do corpo estético, mas nas qualidades da alma. Os nomes que aponto abaixo representam milhares de mulheres de nossa comunidade e o que possuímos de melhor neste município. Busquemos nelas a inspiração para as novas gerações: Beatriz Fátima Cordeiro da Silva, secretaria de administração da Prefeitura. Discretíssima é a pedra angular de uma gestão compromissada com a responsabilidade fiscal e alto padrão administrativo. Representa as mulheres inovadoras, inteligentes e brilhantes que lutam por uma cidade mais desenvolvida e próspera.  Irma Gross Casagrande presidente da Associação dos Pais e Amigos dos Surdos – APAS, membro do Lions Clube São Miguel e assessora do governador do Lions. Defende os direitos da comunidade surda, valorizando as habilidades individuais e a Libras (língua brasileira de sinais). Mulher idealista, digna e preocupada com as pessoas menos favorecidas. Lucilene Lourdes Dal Prá Lazzarotti, diretora Presidente do IPRECON, uma das mulheres mais competentes do município, elevou a instituição que dirige a receber vários prêmios a nível nacional pelas melhores práticas de gestão do país. Gestora comprometida com os princípios da transparência, equidade, ética e responsabilidade corporativa e social. Analu Slongo, editora do O Jornal. Inteligente, belíssima, articula o que existe de melhor em informação no Alto Uruguai Catarinense. Representa uma equipe que abraça o autêntico jornalismo: ético, inquieto, investigativo, formador de opinião, instigador e inovador. Melânia Polina Argenton, enfermeira e administradora do Recanto do Idoso dá exemplo de como se deve amar pessoas de idade. Ela nos mostra que nossos idosos são importantes, pela grande bagagem de experiências que possuem e que a velhice é o momento em que mais eles precisam de carinho e atenção. Ilena Dalla Costa Machado, secretária do Fórum da Comarca de Concórdia é dedicadíssima ao bom funcionamento administrativo de nossa “Casa de Justiça” local. Sua filosofia e compromisso inclui excelente atendimento a todos os jurisdicionados, especialmente os que mais precisam de atendimento rápido e eficaz. Gislaine Winter, do CNEC, representa a excelência na direção de um dos melhores colégios do maternal ao 2º grau da cidade: visão ética, respeito à dignidade humana, amor às crianças e adolescentes, solidariedade, conhecimento das ciências e dos argumentos lógicos, capacidade de raciocínio e de convivência. Ana Maria Sella da Silva, da Profis, luta pela recuperação de pessoas portadoras de fissura labiopalatais, deficientes auditivos, anomalias craniofaciais e distúrbios de linguagem. Lábio leporino e fenda palatina tem tratamento, é o seu lema. Cristiane Fernanda Werlang, da Secretaria de Desenvolvimento Social, Cidadania e Habitação, reconduzida ao cargo pela reconhecida competência na defesa dos direitos das crianças, adolescentes, idosos, em situação de vulnerabilidade social e desassistidas e recuperação de desvalidos e dependentes. Maria Salete Neckel Zorzan, bibliotecária há mais de 25 anos, honra seu ideal de preservar o cunho liberal e humanista da igualdade e diversidade no acesso a informação fundamentada na liberdade de investigação científica e na dignidade da pessoa humana.

Pensamento da semana: “Não se nasce mulher: torna-se.” Simone de Beauvoir.