sábado, 17 de janeiro de 2015
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
DESTOMBAMENTO DA CÂMARA DE VEREADORES: A POPULAÇÃO MERECE

Cesar Techio
Economista – Advogado
O tombamento de vetustas construções situadas em zonas nobres das
cidades dificulta a vida e impedem o desenvolvimento urbano. Em que pese a
noção de irreversibilidade, definitividade, perenidade, eternidade,
próprias de políticas públicas preservacionistas, a lei que institui o
tombamento de um imóvel pode ser revogada e retirada a sua validade por outra
norma que também pode anular a sua eficácia. Sem adentrar na dogmática jurídica
sobre o tema ou ainda sobre o dever do Estado em garantir o exercício dos direitos
culturais (artigos 215 e 216 da Constituição Federal), me parece salutar
considerarmos que o tombamento pode sim, ser revogado por inconveniência e
inoportunidade tendo em vista o interesse público.
Sob estas luzes,
recebi vários e-mails de concordienses quedados a uma reflexão mais apurada
sobre a construção em que se assenta a câmara de vereadores. Ilustre
colega e renomado advogado Doutor Flávio Calgaro lança fundamentadas razões
sobre o assunto, a que me permito transcrever:
“Parabéns pela lucidez dessa crônica. Realmente
temos que nos situarmos no tempo e no espaço. Se no passado remoto, o prédio da
Câmara de Vereadores constituiu-se em um marco histórico, abrigando Executivo,
Legislativo e Judiciário, além de outros órgãos de grande importância
(Delegacia, Cartório, etc), como você relata e eu pessoalmente não sabia disso,
é elogiável e digno de reconhecimento. No entanto o fez em sua estrutura
interna, a qual atualmente encontra-se totalmente descaracterizada e sem
qualquer valor histórico. Quanto a estrutura externa, concordo que o prédio não
passa de mais um edifício "caixão", sem qualquer marco arquitetônico
diferenciado e que a exemplo do antigo Fórum, possivelmente sua parte
estrutural está por demais comprometida e demandando elevados custos para
manutenção, sem com isto garantir a segurança. Não entendo de
patrimônio histórico, mas penso que as mesmas devem refletir uma
época na história da cidade e ao mesmo tempo trazer aspectos arquitetônicos
marcantes ou diferenciados dessa época. Ao que você relatou, essa edificação é
até uma cópia da Prefeitura de Caçador. Dessa forma, mais do que
nunca, o tombamento pecou já pela sua originalidade, pois sequer
constitui-se em uma obra criada em nossa cidade, mas sim copiada. Em assim
sendo nada justifica o tombamento, pois além de não se caracterizar
um edifício idealizado em nossa cidade (e sim copiado), não possui
quaisquer traços arquitetônicos ou marco significativo de
sua época. Concordo, que por estar situado em uma área
nobre da cidade e dadas as melhorias em andamento em seu entorno, o
destombamento, a demolição e a edificação de um prédio com
arquitetura moderna e funcional, é o mínimo que a Câmara de
Vereadores e a população merecem. Afinal, o mundo se moderniza e não
podemos ficar para trás. A manutenção da história do
município, claro, deverá ser preservada, inclusive nas edificações
que realmente representem esse passado. “Mas não em qualquer coisa,
especialmente quando atrapalham o progresso.”
Da nossa representante do Consulado Italiano,
dona Elena Zuchi Gorlin, a seguinte nota: “De fato, o prédio da Câmara está
totalmente descaracterizado. Eu, que trabalhei nesse local, posso dizer que
está completamente mudado. Externamente, mantém as características antigas, o
que é pouco ou quase nada diante do que representou essa Casa. Um abraço e
obrigada por me mandar as suas crônicas, que prezo muito lê-las.” E da nobre
advogada Suzane Bonn Peretti: “Parabéns Dr. por suas considerações. Enfim um
olhar aberto sobre a evolução da nossa sociedade! Tenha um 2015 maravilhoso.”
Pensamento da semana: A mudança nunca é dolorosa,
apenas a nossa resistência à mudança é que é dolorosa. Buda
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
DESTOMBAMENTO DA CÂMARA DE VEREADORES: O FUTURO JÁ CHEGOU.

Cesar Techio
Economista – Advogado
Segundo nos conta Remy
Fávero (de saudosa memória), a Câmara de Vereadores de Concórdia foi inaugurada
em 1º de julho de 1947, pelo Prefeito Fioravante Massolini, com a presença do
então Governador do Estado, Aderbal Ramos da Silva, nela se instalando a
Prefeitura, a Delegacia, o Fórum, o Cartório de Registro Civil e a Câmara de
Vereadores, que era chamada de Conselho Consultivo. Em 1965, a Delegacia e o
Fórum foram transferidos e em 1967 foi instalado no prédio a Biblioteca Pública
Municipal, a qual alguns anos depois passou a funcionar em outros locais. Estas
referências são necessárias para que se possa justificar, em tese, a
preservação daquele prédio por razões históricas através do instituto do
tombamento, o que impede sua destruição ou descaracterização.
Por fora o prédio
permaneceu como de antanho, um quadrado patético com janelões rústicos,
cismados pela incapacidade de aceitar um mundo que já foi visto devagar, com a
lentidão de quem o defende, mas hoje anda rápido, na velocidade de arquiteturas
multifuncionais e bem pensadas. De traços construtivos inexpressivos, sem
qualquer marca arquitetônica, o prédio da Câmara de Vereadores de Concórdia
ainda tem uma estranha capacidade para obnubilar o olhar de distorcidas visões
infladas por denúncias vazias, objeções pueris e divagações contra o futuro que
já chegou. Convém retirar oficialmente, mediante lei, a proteção do poder
público a este “caixotão” no qual se abrigam, a duras penas, os vereadores
concordienses, e destombar o que foi tombado por erro de avaliação.
No local construa-se um
belo edifício com traços arquitetônicos arrojados, gabinetes espaçosos com
interfaces bem estabelecidas e padronizadas, iluminados, limpos, inseridos em
avançada estrutura tecnológica para atender bem o digno povo desta cidade. E,
do outro lado da fronteiriça e moderna Rua Coberta, a bela Praça Dogello Goss,
considerada pelo vereador Rogério Pacheco como símbolo cultural e histórico de
maior representatividade para os concordienses, mas, “data vênia”, que sejam
sem as árvores quase centenárias, prestes a desmoronar sobre si mesmas, sobre a
cabeça de crianças, famílias, transeuntes. Elas, as velhas árvores, que devem
se renovar, como de resto é da natureza da nossa própria vida e dos ambientes
em que vivemos.
Pensamento da semana: Se a meta principal de um capitão
fosse preservar seu barco, ele o conservaria no porto para sempre. São Tomás de
Aquino
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9 de jan (Há 1 dia)
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Dr. Cesar, feliz Ano Novo e a sua família.
De fato, o prédio da Câmara está totalmente descaracterizado. Eu, que trabalhei nesse local, posso dizer que está completamente mudado. Externamente, mantém as características antigas, o que é pouco ou quase nada diante do que representou essa Casa.
Um abraço e obrigada por me mandar as suas crônicas, que prezo muito lê-las.
Elena
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
MENDES ASSUME A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA
MENDES ASSUME A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA
Desde
o dia 1º de janeiro, Mauro Mendes (PSD) é o presidente da Câmara de Vereadores
de Concórdia, mas a oficialização da posse foi realizada na manhã desta
segunda-feira, 5. O ato da assinatura de posse ocorreu na sala da presidência
do Legislativo, com a presença dos demais integrantes da Mesa Diretora, Vilmar
Comassetto (PCdoB) e Arlan Guliani (PT) e o ex-presidente, Rogério Pacheco
(PSDB).
O advogado César Techio (presidente do PSC) também acompanhou a solenidade. A formalização rendeu um discurso otimista de Mendes, que diz saber que o trabalho será árduo, mas que tem uma equipe de “peso” a sua volta.
O novo presidente fez questão de agradecer a todos pela conquista de chegar ao cargo, que para ele já foi uma grande vitória. Em suas palavras ficou bem claro a vontade de trabalhar por Concórdia, oferecendo tudo o que tem de bom. “O que temos de ruim vamos guardar para nós, porque a população só merece o que temos de bom para oferecer”, destacou Mendes, que está em seu primeiro mandato.
Ele foi eleito presidente no dia 11 de dezembro. Teve oito votos contra os cinco de Artêmio Ortigara (PMDB). A vitória foi garantida com os votos dos vereadores da situação e mais o de Rogério Pacheco, que foi presidente em 2013 e 2014, com o apoio de Mendes e da base governista.
Depois de empossado, Mauro Mendes fez a primeira visita ao prefeito João Girardi. O objetivo foi fazer um primeiro contato para abrir o diálogo com o Executivo. Tanto para o prefeito, quanto para Mendes, a harmonia entre os dois poderes só é benéfica para Concórdia. “Percebo que nos municípios em que há muita rivalidade, discordância, debates intensos a população não ganha nada. Prefiro trabalhar com harmonia, tranquilidade, mas sempre respeitando o debate de ideias, que isso sim, pode proporcionar crescimento e desenvolvimento”, afirmou Girardi. Mende disse que Concórdia já tem o básico, o necessário e que agora é preciso batalhar pelo diferencial.
O advogado César Techio (presidente do PSC) também acompanhou a solenidade. A formalização rendeu um discurso otimista de Mendes, que diz saber que o trabalho será árduo, mas que tem uma equipe de “peso” a sua volta.
O novo presidente fez questão de agradecer a todos pela conquista de chegar ao cargo, que para ele já foi uma grande vitória. Em suas palavras ficou bem claro a vontade de trabalhar por Concórdia, oferecendo tudo o que tem de bom. “O que temos de ruim vamos guardar para nós, porque a população só merece o que temos de bom para oferecer”, destacou Mendes, que está em seu primeiro mandato.
Ele foi eleito presidente no dia 11 de dezembro. Teve oito votos contra os cinco de Artêmio Ortigara (PMDB). A vitória foi garantida com os votos dos vereadores da situação e mais o de Rogério Pacheco, que foi presidente em 2013 e 2014, com o apoio de Mendes e da base governista.
Depois de empossado, Mauro Mendes fez a primeira visita ao prefeito João Girardi. O objetivo foi fazer um primeiro contato para abrir o diálogo com o Executivo. Tanto para o prefeito, quanto para Mendes, a harmonia entre os dois poderes só é benéfica para Concórdia. “Percebo que nos municípios em que há muita rivalidade, discordância, debates intensos a população não ganha nada. Prefiro trabalhar com harmonia, tranquilidade, mas sempre respeitando o debate de ideias, que isso sim, pode proporcionar crescimento e desenvolvimento”, afirmou Girardi. Mende disse que Concórdia já tem o básico, o necessário e que agora é preciso batalhar pelo diferencial.
ASCOM/Câmara
Mendes assina ato de posse
Vereador do PSD
assume presidência da Câmara de forma oficial
Publicado
05/01/2015
Por Douglas
Fortes
Desde o
dia 1º de janeiro, Mauro Mendes (PSD) é o presidente da Câmara de Vereadores de
Concórdia, mas a oficialização da posse foi realizada na manhã desta
segunda-feira, 5. O ato da assinatura de posse ocorreu na sala da presidência
do Legislativo, com a presença dos demais integrantes da Mesa Diretora, Vilmar
Comassetto (PCdoB) e Arlan Guliani (PT) e o ex-presidente, Rogério Pacheco
(PSDB). O advogado César Techio presidente do PSC de Concordia também
acompanhou a solenidade. A formalização rendeu um discurso otimista de Mendes,
que diz saber que o trabalho será árduo, mas que tem uma equipe de “peso” a sua
volta.
O novo
presidente fez questão de agradecer a todos pela conquista de chegar ao cargo,
que para ele já foi uma grande vitória. Em suas palavras ficou bem claro a
vontade de trabalhar por Concórdia, oferecendo tudo o que tem de bom. “O que
temos de ruim vamos guardar para nós, porque a população só merece o que temos
de bom para oferecer”, destacou Mendes, que está em seu primeiro mandato. Ele
foi eleito presidente no dia 11 de dezembro. Teve oito votos contra os cinco de
Artêmio Ortigara (PMDB). A vitória foi garantida com os votos dos vereadores da
situação e mais o de Rogério Pacheco, que foi presidente em 2013 e 2014, com o
apoio de Mendes e da base governista.
Depois de
empossado, Mauro Mendes fez a primeira visita ao prefeito João Girardi. O
objetivo foi fazer um primeiro contato para abrir o diálogo com o Executivo.
Tanto para o prefeito, quanto para Mendes, a harmonia entre os dois poderes só
é benéfica para Concórdia.
“Percebo
que nos municípios em que há muita rivalidade, discordância, debates intensos a
população não ganha nada. Prefiro trabalhar com harmonia, tranquilidade, mas
sempre
respeitando
o debate de ideias, que isso sim, pode proporcionar crescimento e
desenvolvimento”, afirmou Girardi. Mendes disse que Concórdia já tem o básico,
o necessário e que agora é preciso batalhar pelo diferencial.
FONTE -
Ascom Câmara
OFICIO AO GOVERNADOR RAIMUNDO COLOMBO COLOCANDO O NOME A DISPOSIÇÃO
Excelentíssimo Senhor Governador do Estado de Santa Catarina Raimundo
Colombo
Governo do Estado de
Santa Catarina Palácio Santa Catarina - Rua José da Costa Moelmann, 193, CEP:
88.020.170 - Florianópolis - Santa Catarina.
Cesar Techio, advogado, economista, presidente da
Comissão Provisória do Partido Social Cristão de Concórdia – PSC,
com endereço na Rua Dr. Maruri, 730, em Concórdia, telefone 49 34420748,
comparece respeitosamente perante a elevada autoridade de Vossa Excelência para
expressar o que segue:
A maior vitória política
que almejamos e para a qual trabalhamos nestas últimas eleições de outubro 2014
foi para manter o governo de Vossa Excelência que, no primeiro mandato marcou a
história pela competência, seriedade, honestidade e alto desempenho em favor do
povo catarinense.
O PSC local, em perfeita
harmonia e sob a sábia batuta do presidente estadual ADELOR VIEIRA, esforçou-se
com galhardia e coragem para levar adiante a proposta da necessária
continuidade do comando de Vossa Excelência, dando prioridade absoluta a este
projeto durante a campanha na qual também fomos candidato a Deputado Estadual.
Nos orgulhamos de ver estampado nas nossas propagandas a proposta da reeleição
do maior governador que o Estado já teve.
Presentemente nos causa
satisfação a notícia da extinção das 36 Secretarias de Desenvolvimento
Regionais, uma vez que um dos nossos projetos de campanha foi precisamente
este, o de propor a EXTINÇÃO DAS 36 SECRETARIAS DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL –
SDR considerando que, salvo melhor juizo, ao longo de uma década, essa
estrutura consumiu mais de R$ 2,5 bilhões, só com salários e custeio e desde
2011, os gastos para manter as estruturas foram maiores que os investimentos
feitos nas regionais.
Com efeito, o objetivo da
criação da SDRs em 2004, apontadas como necessárias para combater o êxodo
rural, o processo de litoralização e promover o desenvolvimento regionalizado e
descentralizado, não obteve o êxito esperado, não havendo reflexos no combate das desigualdades regionais
, inclusive para conter a migração de
pessoas para o litoral.
A
transformação das SDRs em Agências e extinção do cargo de Secretário Adjunto em
todas as secretarias regionais e secretarias centrais com a proposta de
extinção de 500 cargos comissionados na nova estrutura administrativa de Santa
Catarina parte de um Governador consciencioso, sério, extremamente afinado com
os interesses maiores do povo de Santa Catarina, motivo do nosso júbilo.
POR TODOS ESTES MOTIVOS, em
que pese lamentarmos a saída do DR. PAULO PASTORE da representação do cargo
aqui em Concórdia, dado a sua presteza, seriedade e competência nestes anos de
excelentes serviços ao governo e ao povo da nossa região, ENTENDEMOS DE BOM
ALVITRE, COLOCAR O NOSSO NOME A DISPOSIÇÃO DE VOSSA EXCELÊNCIA PARA REPRESENTAR
O GOVERNO NA NOVA AGÊNCIA A FIM DE COLABORARMOS COM A VIABILIZAÇÃO TÉCNICA E
POLÍTICA DA TRANSIÇÃO ENTRE O SDR E A FUTURA AGÊNCIA.
Esta nossa disposição de
colaborar, colocando o nosso nome à disposição de Vossa Excelência, também é
uma homenagem as lideranças locais, em especial ao nosso estimado Deputado
Moacir Sopelsa ao qual Vossa Excelência distinguiu, pela competência e história alçando
Na oportunidade,
desejando a Vossa Excelência um profícuo mandato em prol dos catarinenses,
subscrevemos respeitosamente.
Concórdia, 05
de janeiro de 2015.
CESAR TECHIO
Presidente
da Comissão Provisória do PSC de Concórdia – SC
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
CONCÓRDIA: FÉ E SONHOS QUE NOS MOVEM A 2015.
Cesar Techio
Economista – Advogado
O
último dia do ano de 2014 nos obriga a lançar um olhar em perspectiva pretérita
para, como garimpeiros, perscrutar entre as loucuras que abalaram o mundo em
sua contagem regressiva para o juízo final, dois fatos locais relevantes que
geraram esperança e confiança no futuro. Trago a lume as Bodas de Carvalho do
Município de Concórdia e as Bodas de Ouro da Assembléia de Deus. Desde a
vinda do primeiro missionário Presbítero José Paulo Evaristo (1963); do
primeiro Pastor Presidente Amantino Burg (1966); da emancipação
Eclesiástica com a vinda do Pastor Presidente Riograndino Pereira (1979), até a
ascensão do atual e magnifico Pastor Presidente Hebrom Evandro Mussini,
montanhas foram removidas, terrenos foram aplainados e uma nova cidade surgiu
por entre essas montanhas onduladas do oeste catarinense.
A importância da contribuição
da Assembléia de Deus em 50 anos de incessante pregação, admoestação e
chamamento a que vivamos os princípios pregados por Cristo, devem ser
celebrados com júbilo, pois a qualidade de vida que conquistamos muito se deve
ao esforço pastoral na lapidação do caráter do povo cristão. Honestidade,
vontade de prosperar, capacidade de perdoar e de amar a Deus e aos semelhantes,
foram conquistas de consciência que aliviaram a caminhada e que nos
ajudaram a conquistar o presente. Quinze exemplares e santos Pastores que
chegaram e partiram sem levar nada em bens materiais (como é do costume da
igreja), fizeram a diferença neste município que, no ano que termina hoje, comemorou
80 anos com um povo rico de fé e de sonhos.
Esta fé e estes sonhos conduziram o Município, no
seu octogésimo ano de existência, a ser o décimo segundo município em
qualidade de vida do Brasil e o primeiro do Estado de Santa Catarina. Não
é pouca coisa. Além do crédito ao povo trabalhador, estes índices espetaculares
se devem às políticas públicas adotadas durante os últimos anos, que priorizou
a qualidade de vida dos moradores. De fato, o crescimento e o desenvolvimento
de Concórdia mostra que as políticas concretizadas pela Administração Pública
estão no caminho correto, graças ao comando do Prefeito João Girardi e do vice
Neuri Santhier. Aliás, fé e sonhos são o que realmente nos impulsionam e nos
movem. Por estes sentimentos pedimos a Deus, saúde, amor, harmonia,
prosperidade, pastores santos e um governo honesto, justo e competente. Pois
bem, aqui em Concórdia Ele nos atendeu. Peçamos que essa graça se estenda ao
Brasil. Feliz Ano Novo família concordiense.
Pensamento da Semana: “Coloco minha casa, meus
filhos, meus sonhos nas mãos de Deus e aquieto meu coração confiando no seu
cuidado sobre a minha vida.”
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
NATAL: POR UM MUNDO MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO.
Qual
é a solução para a tristeza que nos invade a alma, para a amargura,
desesperança, desencanto, decepção, sentimento de culpa, baixa autoestima e
diminuição da alegria de viver? O primeiro passo é esquecer-se de si próprio.
As coisas vão mal porque damos exagerada importância para nós mesmos e
colocamos o nosso ego no centro de tudo. Vivemos mendigando reconhecimento e
amor a pessoas que também vivem focadas na pobreza do próprio egoismo e que,
portanto, não podem dar nada, pois também são mendigos. É uma velha corrente:
mendigos buscando amor e reconhecimento entre mendigos. A Comenda do
Legislativo Catarinense concedida à Associação dos Pais e Amigos dos Surdos –
APAS, entregue pelo Deputado Neodi Saretta a presidente Irma Gross Casagrande,
reconhecendo as relevantes ações da entidade, exemplo de espírito fraterno,
criativo e empreendedor, se constituiu no “feeling” desta cronica de natal.
Como
é salutar vislumbrarmos em meio a pobreza dos marqueteiros de si mesmos, dos
desfiles de egos e da ausência de consciência da nossa insignificância como
seres da criação, que ainda existem pessoas que marcam a sua passagem na terra
pelo compromisso com a ajuda mútua, com a solidariedade e com a superação.
Repletas de amor se doam de forma incondicional e sem esperar nada em troca.
Transbordam de amor sem distinguir quem vai recebê-lo. Transferem compaixão e
solidariedade em silêncio, porque estes sentimentos não precisam ser
alardeados, eles se irradiam por si mesmos, de forma graciosa e generosa. Criar
elos de fraternidade e solidariedade, participando de associações ou grupos de
pessoas que buscam fazer o bem sem olhar a quem, é o segundo passo para sair
das trevas do egoísmo ignorante e caminhar rumo à luz, a sabedoria e a
felicidade.
Interessar-se
por este assunto e associar-se permanentemente a estas iniciativas é o terceiro
passo para sair da mendicância espiritual cuja raiz é o egoísmo. O amor não
pertence a mendigos da avareza, mas a Imperadores da solidariedade. Pessoas
como Irma Gross Casagrande mostram que é fácil tornar-se um imperador ou uma
imperatriz da caridade: Basta encher-se de amor verdadeiro e dá-lo sem nenhuma
condição. Amor verdadeiro somente pode existir através da prática da caridade,
indicadora de elevação moral, cujo maior exemplo nos foi dado por Jesus,
aniversariante deste natal. Ele nos questiona: “Se amais somente os que vos
amam, que recompensa tereis? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de
extraordinário? E arremata: Se alguém te pedir para caminhar um quilômetro, vai
com ele dois. Se alguém te pedir a camisa, dá-lhe também o paletó” (Mateus 5:
40/47).
Pensamento
da semana: “Queria lançar um apelo a todos que possuem mais recursos; as
autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a
justiça social. Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais
solidário” Papa Francisco. Feliz Natal a todos.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
PRESIDENTE TCHÊ MENDES: CARTA NA MANGA DO PSD
Cesar Techio
Economista – Advogado
Causou perplexidade a fala de um vereador que
reconheceu que a oposição é fraca e, a partir desta realidade, passou a
criticar o direito do vereador Mauro Mendes (PSD) de apresentar o nome para
concorrer à presidência da Câmara de Vereadores para o biênio 2015/2016. Após
eleito com o voto de cinco partidos (PCdoB, PT, PPS, PSD, PSDB), as críticas
continuaram pelas rádios locais, porque Mendes teria se vendido para o PT e
traído o PSD. Nada mais desarrazoado. Por esta lógica seria exatamente o
contrário: quem teria traído seriam os vereadores da situação ao votaram num
candidato de oposição para lhes presidir. Ou não? Tchê Mendes elevou o
partido do governador Raimundo Colombo ao comando oposicionista do segundo
posto de maior poder político do município. Partindo desta realidade, o
discurso mediático do vereador da oposição (PMDB) pareceu inconsistente e
constrangedor, na medida em que a valoração da decisão política de Mauro Mendes
é de interesse exclusivo “interna corporis” do PSD. Por esse viés, obviamente
tratou-se de uma visível tentativa de ingerência em casa alheia,
Ou será que alguém tem alguma bola de cristal para
afirmar que a eleição de Mauro Mendes não fez parte de uma estratégia do seu
próprio partido, cujo chefe maior é o governador Raimundo Colombo? Aliás,
Colombo teve o apoio do PT nacional para governador e, agradecido, apoiou Dilma
para presidente da República. Neste quadro, muita coisa se explica, sendo que a
posição do vereador Jaderson Miguel Prudente (PSD) em ficar ao lado da bancada
do PMDB, poderia ser interpretado como uma simples “mise en scène”, uma
prudência (com o perdão do trocadilho), a fim de deixar as portas abertas para
futuros entendimentos.
Por aí se vê, que as acusações de traição, foram
temerosas e precipitadas. Ataques ao PT local, porque teria agido como Dilma
Roussef ao editar um decreto ampliando os gastos de mais R$ 748 mil para
emendas parlamentares em troca da aprovação do projeto de lei que alterou a Lei
de Diretrizes Orçamentárias, pareceu surreal, dada a lisura e honestidade com
que o PT trata da coisa pública aqui em Concórdia. Aliás, o combativo vereador
do PMDB se esqueceu de que o seu partido ocupa o cargo de Vice-Presidente da
República, vários Ministérios e está comprometido até o pescoço com a
governabilidade nacional petista/pemedebista. De forma que, com todo o respeito,
atirar pedra, aqui em Concórdia, no PSD (oposição) e PT (situação), quando se
tem telhado de vidro, é pura incongruência.
Mauro Mendes é um fenômeno da política local e
surpreende com uma vereança serena. Agindo assim, teve o peito para colocar os
interesses do povo de Concórdia acima dos conflitos político-partidários e, ao
mesmo tempo elevar o seu partido a ser o fiel da balança em todos os projetos
que tramitarem na Câmara de Vereadores. A palavra dada por ele deve se manter
pelos próximos dois anos. E, em se tratando de um gaudério de primeira,
acredito que cumpra a palavra. Enfim, parabéns a Mauro Mendes, ao PSD e ao seu
presidente Cezar Luis Pichetti e a Raimundo Colombo. E que o Patrão do céu te
livre de toda arapuca, amigo Tchê! (Salmos 91:3).
Pensamento
da semana: Rua Coberta e
Centro Cultural: grandes presentes para Concórdia. Obrigado João Girardi e
Neuri Santhier. Feliz e abençoado Natal.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
O BRASIL ESTREMECE DE VERGONHA E INDIGNAÇÃO
Cesar Techio
Economista – Advogado
A versatilidade de
estilos, opções temáticas e comprometimento com princípios éticos,
constitucionais e espírito patriótico por parte dos colunistas que amam o
Brasil, prestigia o leitor na medida em que retira o clichê puramente
informativo dos meios de comunicação e oferece a oportunidade para pensar,
refletir, formar opinião e decidir o futuro. Como economista e advogado,
poderia circunscrever minhas crônicas a conteúdos técnicos inerentes a minha
área de atuação profissional. Mas temo que seja enfadonho ao leitor e, pior,
não contribuiria de forma mais ampla para uma reflexão cívica sobre o destino a
que, como povo, muitas vezes somos submetidos. Nesta senda, os
irracionais, dementes e assustadores escândalos que assolam o país, aliados aos
graves problemas políticos e econômicos que revoltam os brasileiros, me deixam
estupefato. Na mesma linha com que critiquei a diplomacia internacional do
ex-presidente Lula, próxima a tiranos sanguinários e de governos
antidemocráticos como o do Irã, Cuba, Venezuela, Bolívia, entre outros,
buscarei, regularmente, a partir de 2015, analisar informações e fatos que
estão fazendo o país estremecer de vergonha e indignação.
A ideia de
cerceamento da imprensa, chamada por alguns de “regulação da mídia”, com o
claro objetivo de reduzir as grandes empresas jornalísticas do Brasil, me
parece ser um dos maiores perigos para a democracia. Não podemos desconsiderar
que o sucesso ao combate à corrupção e em especial a eliminação das ratazanas
criminosas que infestam o meio político e a Administração Pública nacional,
muito se deve a grande imprensa. Limitar a concentração dos meios de
comunicação por um mesmo grupo econômico pode até ter matizes constitucionais
(proibição de oligopólios ou monopólios). Mas isso me parece temeroso, uma vez
que grupos fortes, independentes e livres de pressões políticas e ideológicas,
num país de dimensões continentais como o nosso, são os únicos que possuem
poder para cobrir todo o território nacional com informações investigativas e
de qualidade.
Assim
funcionam as revistas Veja, Isto É, Época e jornais como o Jornal do Brasil, O
Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Gazeta do Povo, O Globo, Correio do
Povo, Zero Hora e grandes canais de televisão e de rádio como os da Rede
Bandeirantes, Globo, SBT, Record, muito odiados por políticos em geral e por
setores da esquerda stalinista que, como Antonio Gramsci, sonham com a derrota
do “Estado capitalista”. Enfim, chegamos ao final do ano com os nervos a flor
da pele por conta de tanta denúncia de roubalheira, golpes contra o erário e
empresas estatais, falcatruas na Administração Pública, com o envolvimento de
partidos políticos e quadrilhas de especialistas em detonar o Brasil, afora a
carestia da inflação que está matando o povo nos supermercados. Ao comprar o
jornal a Folha de São Paulo, neste domingo, em Balneário Camboriú, perguntei a
dona da banca se tinha alguma notícia boa. Ela me respondeu: “Só se mandarem
prá cadeia todo o Congresso Nacional”
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
RESPOSTA AOS QUE ASSALTARAM A PETROBRAS SERÁ FIRME
“A opacidade, o fetiche do sigilo e a cultura da autoridade deram o tom e o traço das relações dos agentes públicos com a sociedade civil por muito tempo, talvez por tempo demais, neste país”
Rodrigo Janot (Sergio Lima/Folhapress/VEJA)
09/12/2014
às 14:38“Resposta aos que assaltaram a Petrobras será firme”, diz procurador-geral da República
Por Laryssa Borges, na VEJA.com:No mais duro discurso desde que assumiu a chefia do Ministério Público Federal, em setembro de 2013, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criticou nesta terça-feira o aparelhamento da máquina estatal, apontou o combate à corrupção como prioridade e, diante do escândalo do petrolão, pediu a demissão da cúpula da Petrobras e a reformulação da estatal, como informou a coluna Radar, de Lauro Jardim. Ao participar da Conferência Internacional de Combate à Corrupção, Janot afirmou: “A resposta àqueles que assaltaram a Petrobras será firme, na Justiça brasileira e fora do país”.
“Urge um olhar detido sobre a Petrobras, em especial sobre os procedimentos de controle a que está submetida. Em se tratando de uma sociedade de economia mista, com a presença de capital majoritário da União – e, pois, do povo brasileiro – é necessário maior rigor e transparência na sua forma de atuar”, disse ele. “Esperam-se as reformulações cabíveis, inclusive, sem expiar ou imputar previamente culpa, a eventual substituição de sua diretoria, e trabalho colaborativo com o Ministério Público e demais órgãos de controle”.
Janot prosseguiu: “O Brasil ainda é um país extremamente corrupto. Estamos abaixo da média global, rateando em posições que nos envergonham e nos afastam de índices toleráveis. Envergonha-nos estar onde estamos”, resumiu ele, que atribuiu o ranqueamento do país a “maus dirigentes, que se associam a maus empresários, em odiosas quadrilhas, montadas para pilhar continuamente as riquezas nacionais”.
Assim que tomou conhecimento dos processos relacionados à Operação Lava Jato da Polícia Federal, que resultou na prisão de executivos das maiores empreiteiras do país, Janot havia se espantado como o volume de dinheiro movimentado pelos criminosos – os policiais estimam que pelo menos 10 bilhões de reais tenham sido desviados em um mega esquema de lavagem de dinheiro e fraude em contratos e licitações. “O volume do dinheiro é enorme e as investigações procedem. Eu nunca vi tanto dinheiro na minha vida”, disse em julho, ainda antes da fase da Lava Jato que acertaria o coração das principais construtoras brasileiras.
Ao avaliar o escândalo do petróleo e os impactos na imagem da Petrobras – o escritório de advocacia americano Wolf Popper LLP processa a estatal brasileira por não revelar “a cultura de corrupção dentro da companhia” – Janot classificou com um “cenário tão desastroso” a gestão da companhia e que o esquema criminoso “produz chagas que corroem a probidade administrativa e as riquezas da nação”. Para ele, “a sociedade brasileira espera é a mais completa e profunda apuração dos ilícitos perpetrados, com a punição de todos, todos os envolvidos”.
Em tom duro, o procurador-geral lamentou a falta de regulamentação da Lei Anticorrupção, relembrou as recentes condenações no escândalo do mensalão e defendeu que corruptos e corruptores cumpram pena na cadeia e disse que o Poder Judiciário e o Congresso precisam ser “convencidos” de que a corrupção não é um crime menor, e sim “um perigo concreto, real e profundo”. “Precisamos, nos limites do Estado Democrático de Direito e do devido processo legal, afastá-los da sociedade, confiscar o produto do ilícito e tratá-los como os criminosos que são”. “O dano causado ao país é grave: serviços mal prestados e obras mal executadas não apenas sangram os cofres públicos com o ônus da reexecução, mas causam males muito tangíveis: a fiscalização desidiosa de hoje é a causa do acidente de amanhã; a obra mal executada de hoje também é a causa do desastre de amanhã. Corruptos e corruptores precisam conhecer o cárcere e precisam devolver os ganhos espúrios que engordaram suas contas, à custa da esqualidez do tesouro nacional e do bem-estar do povo. A corrupção também sangra e mata”, afirmou. “O país não tolera mais a corrupção e a desfaçatez de alguns maus agentes públicos e maus empresários”, disse.
Em seu discurso, Rodrigo Janot também fez um balanço das atividades do Ministério Público no combate à corrupção e avaliou que, ao longo dos anos, os órgãos de controle aprimoraram seu trabalho, dificultando parte da atuação de corruptos e corruptores. “Quem puder negar que hoje é muito mais difícil que há 25 anos corromper e corromper-se no Brasil atire a primeira pedra”, resumiu.
Ditadura
A uma plateia formada por ministros, procuradores e pelo chefe da pasta da Justiça, José Eduardo Cardozo, o procurador-geral atribuiu aos anos de ditadura militar a pouca cultura de transparência nas empresas. “A opacidade, o fetiche do sigilo e a cultura da autoridade deram o tom e o traço das relações dos agentes públicos com a sociedade civil por muito tempo, talvez por tempo demais, neste país”, comentou.
A uma plateia formada por ministros, procuradores e pelo chefe da pasta da Justiça, José Eduardo Cardozo, o procurador-geral atribuiu aos anos de ditadura militar a pouca cultura de transparência nas empresas. “A opacidade, o fetiche do sigilo e a cultura da autoridade deram o tom e o traço das relações dos agentes públicos com a sociedade civil por muito tempo, talvez por tempo demais, neste país”, comentou.
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