PROGRAMA PARA A FAMÍLIA INTEIRA.
sábado, 3 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
SE VOCE LER ESTA CRONICA....
Festa em Linha Aparecida 27/04/2014
Cesar Techio
Economista – Advogado
Para recuperar o folego, a alegria de viver e a verdadeira felicidade, antes é preciso largar a arrogância, a indolência, o orgulho, a brabeza, o mau humor e a indiferença. É preciso acreditar na misericórdia do Criador e buscar uma relação construtiva, respeitosa e amorosa com os nossos semelhantes. Somente assim poderemos ganhar as alturas, conquistar uma nova plenitude, vitalidade e um renovado frescor à nossa existência. Escrevo estas linhas, após uma reunião, aqui no meu bairro, em que um vizinho me contou que espera toda a semana para ler estas mensagens, aqui disfarçadas de crônicas. Outro vizinho, para minha surpresa, me abraçou e disse que é assíduo leitor.
Nossos encontros semanais, através deste espaço, permitiram e franquearam muitas amizades. E, mesmo que não estejamos fisicamente lado a lado no instante da escrita e da leitura, interagimos através das palavras. E nos tornamos cúmplices das lágrimas, preocupações e sorrisos que vão sendo colocados entre as linhas. Muito do que é dito nestes textos, vai da interpretação, da perspectiva, da formação intelectual, da esperança e da forma como o leitor vê o mundo. Por isso, o resultado é construído a “quatro mãos”, já que é através da percepção de quem escreve e de quem lê, que se se estabelecem critérios de compreensão, valoração, aceitação ou até mesmo de repúdio sobre isso ou aquilo.
A verdade é que, depois do abraço de meu vizinho, fiquei com vontade de me encontrar pessoalmente com meus leitores e de abraçar a cada um deles. Mas, que maior abraço pode existir do que o recebido através da abertura desta página, e o pousar suave do olhar de quem neste momento segura o jornal? Talvez por isso, comecei esta crônica pensando em Deus, para que hoje possamos compartilhar de um sentimento extraordinário que me faz pensar a vida, não em termos de lógica, mas de amor. Esse sentimento deve sustentar a nossa vontade de viver, de sermos felizes e de fazermos os outros felizes. Se a base do pensar for somente a lógica, o poder econômico, o dinheiro, o possuir bens, não existirá poesia, nem alegria, muito menos as alturas a que me refiro no início desta conversa. É preciso pensar certo, com amor e compaixão. Esta é a única forma de transcender e de superar as tristezas, dificuldades e decepções. E você pode começar a mudar a sua vida hoje. Após a leitura do pensamento da semana, abaixo, feche o jornal e abrace a primeira pessoa que encontrar e diga que a ama. Até a semana que vem.
Pensamento da semana: Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida. Platão.
ENCHENTE EM CONCÓRDIA 30/04/2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
ABSTENÇÃO: VERGONHA DA NAÇÃO
Cesar Techio
Advogado – Economista
Não tem nada mais vergonhoso do que ficar em cima do muro. Ainda mais em se tratando de político com cargo eletivo. Gente assim sempre causa náuseas. Tá na Bíblia: “Porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” (Apocalipse 3,16). Jesus também se referiu a essa turma: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mateus 5,37). No popular: “Ou é oito ou é oitenta”. A abstenção de votar num projeto de lei ou em algo importante para o país deveria ser punido com a perda do mandato. Afinal, um deputado, senador ou vereador foi eleito para legislar, para decidir. E deve fazê-lo com soberania e de maneira inequívoca: ou vota a favor ou vota contra. O resto é desrespeito à confiança que o eleitor depositou nele. É bem verdade que tem voto vendido, em que o eleitor não está nem aí para o político irresponsável. Afinal, tanto corruptor como corrupto fazem parte do mesmo caldo podre e fétido da política descarada e criminosa que negocia princípios em troca de tudo. Oposição por oposição, sem pensar na pátria, na nação, no povo e no resultado da abstenção na hora de votar, rebaixa o político aos porões das Casas Legislativas. Afinal, fica claro que se trata de uma forma sutil de livrar-se da responsabilidade sobre o resultado do que está sendo votado.
Estratégias tais não deviam passar ao largo da atenção dos eleitores. Há quem diga, entretanto, que a omissão de um senador, deputado ou de um vereador, num sistema de democracia representativa, apenas demonstra concordância com tudo e com todos. Entretanto, convenhamos, se abstendo o legislador resolve o que? Trata-se apenas de um subterfúgio para estrategicamente lavar as mãos e esgueirar-se de uma situação incômoda ou, como preferem alguns, “sair à la francesa”. Pilatos, também lavou as mãos no julgamento de Cristo. Por conta disso, um bandido foi solto e um inocente torturado e morto. Previsões regimentais que permitem a abstenção do voto legislativo são vergonhosas diante das lesões sociais que esta prática provoca, pois nada mais representa do que a mais deslavada abdicação do exercício de representação dos interesses do povo. Ao se abster de votar o deputado, senador ou vereador faz pouco caso do poder que lhe foi conferido pelo voto popular, vitimizando os cidadãos, pois de regra se utiliza deste expediente para cavar vantagens pessoais ou criar entraves administrativos por simples interesses pessoais ou de um grupo político. Enfim, a abstenção afronta a finalidade da existência do próprio Poder Legislativo, que é a de fazer leis visando o bem social.
Pilatos cai muito bem nesta história, pois ele é o típico político que lava as mãos diante de decisões sob sua responsabilidade. Enfim, a abstenção em votar pode não ser ilegal, mas certamente é imoral e afeta toda a sociedade. A ausência de comprometimento é muito comum no meio político e, infelizmente, gira em torno do disposto no § 2º do artigo 180 do regimento interno da câmara dos deputados e § 2º do artigo 288 do regimento interno do senado federal. Na Câmara de Vereadores do seu e do meu município, a abstenção também possui respaldo normativo. O que é uma lástima.
Pensamento da semana: “o preço a pagar pela sua omissão na política é ser governado por quem é inferior” Platão 428-347 AC
quarta-feira, 16 de abril de 2014
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO COM “CHEIRO DE POVO”.
Cesar Techio
Economista – Advogado
O prefeito João Girardi entende que a participação política do povo concordiense não deve se encerrar com o ato de votar durante as eleições. Apesar de ser o prefeito eleito, com todos os direitos e deveres inerentes ao cargo de mandatário, também compreende que deve implementar um sistema democrático de participação popular na gestão pública com a qual concretiza a principal riqueza do Orçamento Participativo, que é a democratização da relação do Estado com a sociedade. Essa prática do prefeito, não é monopólio do PT que a idealizou, ao contrário, se expandiu por todo o Brasil e foi assumida por todos os partidos políticos, se tornando bandeira das melhores políticas públicas e de bom governo. E, funciona como raticida, matando ratazanas incrustadas em governos que pensam que o povo é ignorante e que podem fazer o que bem entendem, por meio de decisões clientelistas feitas para agradar compadres, comadres e eleitores de partido político.
Auscultando a todos os cidadãos, nos encontros com as comunidades, o prefeito João Girardi faz mais: presta conta de seus atos de gestão estimulando o povo a que não se conforme em ser coadjuvante, mas protagonista de uma gestão séria, responsável e transparente. O percentual destinado a esta prática, se não é alto, pelo menos tem o objetivo pedagógico de estimular a participação popular nas decisões de governo. Interessa ao prefeito, interagir com o povo, apertando mãos, olhando no olho, mas também prestar contas daquilo que ele faz em seu gabinete e com o erário público, para o qual migra todo o dinheiro pago na forma de tributos como IPTU, ITBI, ISS, taxas diversas, contribuições, receitas de serviços, receitas patrimoniais e repasses constitucionais da União.
É evidente que as grandes obras de infraestrutura devem receber um percentual orçamentário muito maior do que o destinado ao Orçamento Participativo, que tem o objetivo de fazer obras indicadas pelas comunidades como as mais urgentes e necessárias. Mas, sempre é bom lembrar, que as grandes obras também foram aprovadas através do voto na urna e na confiança da implementação do Plano de Governo apresentado durante a campanha eleitoral. Nesta linha, não temos do que nos envergonhar, ao contrário, nos orgulhamos de possuir neste município um governo com elevado nível ético, honestíssimo, competente, com cheiro e jeito de povo. Enfim, antes instrumento tradicional de comando nas mãos do Prefeito e de um seleto grupo atrelado ao poder, o Orçamento Participativo passou a ser expressão concreta e real de autêntica democracia. E é muito bem compreendido pela grande maioria das pessoas que participam dos encontros que estão sendo realizados. Para reconhecer isso não é preciso coragem. É preciso apenas sensatez e coerência.
Pensamento da semana: Feliz Páscoa na ressurreição de Cristo, amados leitores.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
CORRUPÇÃO: QUAL A RESPONSABILIDADE DAS IGREJAS?
Pastor Alexandre Luciano
Cesar Techio
Economista – Advogado
Convidado, aportei aos bancos lotados da Assembleia de Deus, navegante destas ondas encapeladas e duras do travo amargo da minha profissão. Fixei os olhos no pregador e, intimamente, por conta daquelas dúvidas e expectativas que nunca admitimos carrear à alma cansada, imaginei: o que virá desta pregação? No início me intrigou a suavidade de suas palavras. Ao avançar, percebi que aquele pregador sereno levantava o tom. E criava, com rigor desconcertante, uma linha de raciocínio cheia de fé, calcada numa moral evangélica que não deixa dúvidas sobre o modo de como se deve viver. Ao me deparar com a fala do Pastor Alexandre Luciano da Assembléia de Deus de Irani, senti que não se tratava de ferve, de estratégia de conferencista pronto para convencer. Na verdade não era ele, mas Deus nele.
A graça do Espírito Santo transcendia a lógica a que me habituei e operava num plano diferente. Aquele espaço não era mais a igreja. Era o céu. E então, desfilaram diante de meus olhos, milagres incompreensíveis, inacreditáveis, apartados do meu entendimento. Analisando sob o ponto de vista da psicologia, dos sentidos das emoções o que ocorria naquele ambiente de luz, conclui ao passar dos dias, o quanto é bom nos influencie a palavra de Deus. O quanto é maravilhoso abrir o coração para as influências saudáveis dos princípios cristãos que inspiram o andar reto, que carreiam prosperidade honesta, decisões éticas na condução da Administração Pública, da política e dos negócios em geral.
Infelizmente vivemos um momento da história em que a política está vinculada à corrupção, às malversações de verbas e a desvio de dinheiro público à custa da pobreza e da miséria do povo. Notícias diárias na mídia nos estarrecem e deixam indignados. Por isso, a força moral da palavra dita por pregadores de envergadura moral, não há como negar, tem o poder de irradiar sua influência sobre todos os setores da sociedade. Neste norte, a difusão da ética e dos princípios cristãos na política e na Administração Pública, é assaz irrenunciável à missão das igrejas e deve contar com a colaboração de líderes religiosos bem preparados, sensíveis aos reclamos de uma sociedade sofrida da qual eles, como fermento na massa, fazem parte.
Não há dúvidas de que é múnus de todas as igrejas cristãs cingirem-se à pregação da palavra e a salvar almas, mas, impossível, nestes tempos de pesada corrupção, delimitá-la, “ad litteram”, ao espaço interno dos templos. É preciso preparar o caminho, endireitar as veredas para que, os que reivindicam e protestam como leões contra as falcatruas na gestão pública, não votem como burros nas eleições. Essa responsabilidade, de fazer o milagre acontecer na consciência do povo, de formar e apoiar candidatos que saibam honrar os compromissos de viver em honestidade pesa muito sobre as costas de pastores, padres, discípulos, bispos, presbíteros, diáconos e de todo o povo de Deus.
Pensamento da semana: "Todo homem é culpado por todo bem que ele não fez." Voltaire.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
GOLPISTAS: O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO
Cesar Techio
Economista – Advogado
Mahatma
Gandhi enumerou sete perigos para a virtude humana: 1° - Riqueza sem trabalho;
2° - prazer sem consciência; 3° - conhecimento sem caráter; 4° - negócios
sem ética; 5° - ciência sem humanidade; 6° - religião sem sacrifício e 7°-
política sem princípios. Fiquemos, como tema desta nossa conversa semanal, com
os perigos da “riqueza sem trabalho” e dos “negócios sem ética”. Tendo como
base uma extremada ganância e uma ausência absoluta de escrúpulos e compaixão
por suas vítimas, estelionatários aparecem, volta e meia, sorridentes e
cativantes, no seio das comunidades. A própria origem da palavra estelionato,
“stellio”, nos dá uma idéia das estratégias do agir destes camaleões: “lagarto
que muda de cores, iludindo os insetos de que se alimenta”. (Fonte: Mirabete,
Julio Fabrinni; Fabrini, Renato N. Manual de Direito Penal; parte especial; 25ª
Edição, Atlas, São Paulo, 2004).
Sem quaisquer ressaibos ou cautelas, os cidadãos empreendedores caem na
lábia, na conversa fiada, no conto do vigário, hipnotizados pelo carisma
envolvente dos festivos golpistas. Sem reservas e precauções de estilo, confiam
a eles e a todos os que se escondem por trás deles, seus negócios e o dinheiro
suado de suas famílias. E, “data vênia”, dinheiro não falta. Haja dinheiro
fácil e abundante escoado da economia popular de anos, bom para fazer a festa
das aparências que tomam conta do clima de carnaval das quadrilhas que protegem
o esquema. Cumpre, no entanto, não obliterar de que, se as vítimas são
ingênuas, nem todos cultivam o retardo mental a que certos segmentos se propõem
para a manutenção do engodo, de incalculável repercussão futura. Primeiro no bolso dos enganados e depois nas
lides forenses de um judiciário cada vez mais atento as manobras dos que,
segundo Mahatma Gandhi, enriquecem sem trabalho e fazem negócios sem ética.
De
acintosa indigência moral essa “cambada de vagabundos” convence não só vítimas
de poucas luzes, mas gente de atilada inteligência. Afinal, “amigo é amigo” e a
ilusão de que o trato dos negócios tem mesmo lastro na idoneidade da propaganda,
vale o sorriso, o carisma, a música, o churrasco, o aperto de mão, a tapinha
nas costas. E assim se entrega as economias e a própria vida, para que o
dinheiro e as finanças se multipliquem milagrosamente nas mãos desta gente, sem
lastro no trabalho e na seriedade. E é claro, sempre a favor do golpista estelionatário
e de sua trupe, jamais em benefício dos que confiaram nele. Mas, milagre da
multiplicação, pra valer, somente Jesus Cristo fez.
Pensamento da semana: O novo Código Civil elegeu a boa fé objetiva como fundamento de
todo e qualquer negócio jurídico. Sem ela, impõe-se a ineficácia, invalidade e
nulidade das falcatruas.
domingo, 30 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
CASAS DE SEMILIBERDADE E O MAU USO DA PROPRIEDADE
Cesar Techio
Economista – Advogado
Problemas de perturbação ao sossego causado por vizinhos barulhentos, ameaçadores e de comportamento social reprovável e perigoso não é difícil de resolver, conquanto se busquem os canais corretos para a solução do problema. No caso da Casa de Semiliberdade de Concórdia é imperioso buscar a responsabilidade pelo mau uso da propriedade na pessoa do proprietário, do locatário legal e do ocupante responsável pelo imóvel. A utilização institucional pelo Estado de Santa Catarina de imóveis para estes fins conduz a ilação de que s mesmos devem ser utilizados para o fim específico de desenvolver a atividade de aplicação de medidas socioeducativas prevista no art. 120 ECA.
Todavia, desbordando da atividade proposta, em colapso ao sagrado direito de vizinhança incluindo cristalinas e comprovadas alegações de risco a integridade física de vizinhos por ameaças de morte, perturbação através de barulho que ultrapassa a máxima tolerância, invasões de propriedades vizinhas durante a noite e atitudes ameaçadoras, resulta daí o mau uso da propriedade. De forma que os prejudicados ou ainda o Ministério Público em nome da coletividade em ação cível pública, podem demandar ação judicial civel de preceito cominatório de obrigação de não fazer contra o proprietário do imóvel e os responsáveis pelas atividades perniciosas desenvolvidas. A situação sugere a concessão de tutela inibitória sob pena de multa cominatória diária de valor expressivo. Caçar o Alvará de funcionamento sempre é algo que também não se pode descartar, no mesmo diapasão da interdição já concedida pelo Judiciário e que também se afigura como um caminho de natureza judicial apropriado.
E que não se discuta aqui os objetivos e o espírito que envolve a existência de casas de semiliberdade, de inclusão social de menores infratores, porque os efeitos colaterais são de regra como os que vimos aqui: de exclusão violenta de todo o resto da sociedade circunvizinha. E, para arrematar, não sejamos ingênuos. A inserção social e familiar de menores infratores (inclusive provenientes de outros centros urbanos problemáticos) não tem a mínima chance de sucesso em estruturas que se constituem em verdadeiros hotéis de luxo nos quais a liberdade pessoal descompromissada com um sistema pedagógico e disciplinar rigoroso fazem a festa de meliantes e o inferno da vizinhança.
Enfim, ação judicial de dano infecto, aqui sugerida, com as matizes acima mencionadas, me parece ser apta para resolver via juízo cível, problemas desta natureza, a par de pedido de indenização por danos morais. Diante destes fatos, entre os quais a de um vizinho que se ajoelha diante da Polícia Militar implorando proteção (You Tube: http://www.youtube.com/ watch?v=UnfVZYEXz6s), me parece evidente a concessão de medida liminar de urgência para fazer cessar definitivamente a atividade proposta pelo ECA. Que é boa só na teoria.
Pensamento da semana: “Menores, infratores e uma visão de primeiro mundo e “Sistema Impact” dos EUA. Veja no meu blog: http://cesartechio.blogspot. com.br
segunda-feira, 17 de março de 2014
MENORES, INFRATORES E UMA VISÃO DE PRIMEIRO MUNDO.
Os E.U.A. são sempre muito criticados por terem a maior população carcerária do planeta. Mas, diferentemente de países como o Brasil em que os bandidos são considerados sempre elementos passíveis de recuperação; nos E.U.A. se o indivíduo mostra-se arredio às investidas do sistema para ressocializá-lo, o seu lugar é atrás das grades mesmo (de preferência para sempre).
Estarão
eles errados?
Acho que
não.
É
imperativo que o Brasil deixe de lado a hipocrisia, a influência das Igrejas e
das entidades que vivem da miséria dos menores abandonados e delinqüentes;
sendo capaz de compreender, de uma vez por todas, que o elemento que comete
crimes continuadamente não é passível de recuperação (seja que idade tenha).
Mesmo que estivesse preso numa cadeia na Suíça (que mais parece um hotel cinco
estrelas do que uma prisão); esse elemento voltaria para o crime. Pois essa é a
sua natureza.
O grande
neurologista brasileiro, Carlos Bacelar, dizia que estudos científicos
mostraram que cerca de três por cento da população mundial era constituído por
psicopatas. Esse número é algo na casa dos 180.000.000 de pessoas. Quase um
Brasil de indivíduos propensos a cometer atos de violência e que não são
dotados de qualquer remorso ou sentimento por suas vítimas.
Sejam por
causas genéticas ou ambientais é importante que uma nação identifique esses
elementos e retire-os do meio de sua sociedade para que seja proporcionada a
devida proteção para o cidadão de bem. E é assim que os E.U.A. e muitos outros
países lidam com o problema. Se o elemento mostra-se reincidente, o
encarceramento é aplicado sem pudores. Mas, isso soluciona a problemática da
violência?
Claro que
não.
A
violência é um mal inerente ao ser humano. No entanto, atitudes assim enviam
uma clara mensagem de que o Estado não agirá com paternalismo em relação ao
delinqüente. O objetivo é isolar esses elementos e proteger a sociedade deles;
evitando que novas vítimas venham a perecer sob as ações daquele indivíduo. É o
direito a proteção que a sociedade tem e que o Estado deve garantir.
Ao
assistir um documentário no canal Discovery hoje (14/02/09) vi um projeto de
recuperação de jovens infratores que é realizado nos E.U.A. e tem um grande
sucesso. Sob o nome de “SISTEMA IMPACT”, os condenados (até sete anos por
crimes sem violência) têm as penas reduzidas a seis meses se aceitarem
participar do programa voluntariamente.
O sistema
funciona apoiado em uma duríssima disciplina militar. Pior do que o treinamento
dos fuzileiros. Os jovens passam por uma bateria de exercícios físicos
intensos, condicionamento militar a disciplina e a autoridade e são
acompanhados por guardas “linha-dura” que fariam qualquer sargento maníaco
parecer um anjo.
Ao
contrário daqui, ao invés das associações de classe tentarem combater o projeto
pela aparente “violação de direitos” e “humilhações” que os jovens sofrem ao se
depararem com as exigências disciplinares severíssimas; por lá a sociedade
entende que esse é o único caminho para doutrinar e recuperar jovens que tenham
entrado para o mundo da delinqüência por problemas estruturais familiares e
falta de limites impostos em seu ambiente. A obediência, a autoridade e a
disciplina imposta jamais podem ser contestadas. Os jovens devem pedir
permissão para tudo. Até para ir ao banheiro é necessária uma autorização de um
guarda-monitor. O adolescente rebelde aprende normas éticas, respeito à
autoridade e a viver em sociedade; compreendendo os limites que isso pode
representar. Estuda e pode obter o diploma do ensino médio e ainda faz cursos
profissionalizantes. Ao sair em liberdade; é encaminhado para um emprego de
acordo com as aptidões adquiridas no sistema.
Cada
jovem pode desistir do programa a hora que quiser. Nesse caso, ele voltará para
um presídio comum onde cumprirá a pena restante integralmente. Além disso, a
cada desistência pretendida, os jovens são orientados quanto a seu potencial
pelos instrutores e instados a continuarem no programa para se tornarem pessoas
melhores. Há um apoio psicológico constante e reforço em atividades acadêmicas
e laborais. O nível de desistência gira em torno de trinta por cento. Mas a
reincidência no crime é baixíssima, o que calou a maioria dos opositores do programa.
Infelizmente
um programa assim é simplesmente impossível de ser implementado por aqui graças
ao E.C.A. (Estatuto da Criança e do Adolescente) e dos oportunistas idiotas que
enxergam nos menores infratores apenas vítimas inocentes de uma sociedade vil.
Como se ser pobre desse automaticamente uma licença para matar. Se fosse assim,
não teríamos inúmeros menores de classes mais favorecidas no mundo do crime. A
falta de punição e de cobrança por seus atos é o elemento fomentador
fundamental para que a violência esteja em alta entre os jovens. Após o E.C.A.,
toda quadrilha tem pelo menos um menor para assumir “os serviços” e escapar
ileso para cometer mais crimes.
Qualquer
um membro dessas entidades que se dizem protetoras do menor ficaria possesso ao
ver os métodos usados no “Sistema Impact” (que também inclui uma exaustiva
rotina de trabalho pesado e duro). E certamente ganhariam na justiça o direito
de retornar a meninada para o ócio improdutivo como forma de “protegê-la” dos
terríveis maus tratos.
Enquanto
eles trabalham para recuperar os que ainda podem ser recuperados e merecem uma
segunda chance; por aqui tratamos como coitados e adotamos a tática da
impunidade total; o que só aumenta a violência e a predisposição dos jovens
para o crime.
Mas, a
verdade é uma só: O “Sistema Impact” funciona e tem pleno êxito por lá. Falta
apenas alguém de coragem e sem a hipocrisia própria daqueles que têm objetivos
escusos camuflados por trás de suas “boas intenções”, para implementar um
projeto assim aqui no Brasil.
Mas, para
isso, muita coisa tem de mudar.
Pense
nisso.
Leia mais
a respeito (em inglês).
quarta-feira, 12 de março de 2014
IMPÉRIO GUERREIRO: É CAMPEÃ !
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com
Vivemos num meio cultural que dá incessantes sinais de
organização e que expressa vitalidade na alegria de viver. Uma escola de samba
tem a força de congregar todas as classes sociais e, com elas o êxito
do sentimento de felicidade, realização e sucesso. Trata-se de um movimento
social autoterapêutico que a todas as doenças e males espanta, pelo som
compassado do samba e da dança, pelas fantasias, pelo congraçamento entre os
participantes e pela cumplicidade do povo que aplaude e vibra. A Escola de
Samba Império Guerreiro é uma escola que nasceu das origens multifacetadas do
nosso povo e, por isso, é raiz original de parte de nossa cultura local. O Carlos
(Escurinho), a Iolanda (Preta para os afeiçoados a um belo sorriso) e a Aninha
(com quatro anos), fazem parte deste universo e a emoção em vê-los empenhados
numa escola tão humana quanto bela, me faz sentir que Concórdia é trabalho,
seriedade, família, religião, compromisso com os deveres, mas também é samba no
pé.
A diversidade cultural é bem vinda
e acolhida em todos os quadrantes do Brasil e sem ela a vida se tornaria
monótona, aborrecida, desinteressante, estagnada. Não existe espaço entre nós
para o rigor de atitudes de exclusão antidemocráticas e verdades absolutas. Não
temos nenhuma disposição para destruir todas as rosas só para evitar os
espinhos. Claro, porque na base de tudo, mesmo da alegria do carnaval promovido
pelas nossas escolas de samba, estão também os espinhos, o sacrifício, o treino
longo e contínuo para alcançar a melhor nota e a perfeição em quesitos
complexos como Harmonia, Evolução, Bateria, Alegoria, Comissão de Frente, Samba
Enredo, Fantasia, Mestre Sala e Porta Bandeira. E assim é a própria vida. Cheia
de quesitos como: caráter, espírito de solidariedade e fraternidade, amor pela
vida, pelas pessoas e pela natureza, honestidade, entre outros tantos. A força
de vontade precisa construir campeões, como a Escola Império Guerreiro. E
também pessoas íntegras, inteiras, dispostas a aceitar que o sucesso somente
pode ser alcançado com muito trabalho e dedicação. A música, o samba, a arte, o
canto, a dança e o carnaval sadio, como o que foi apresentado pela escola do
meu coração, aqui na Rua Dr. Maruri, também podem contribuir para que nos
tornemos cada vez melhores e campeões nesta passarela da vida.
Pensamento da semana: “A
alegria evita mil males e prolonga a vida”. William Shakespeare.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
APLAUSOS E GRATIDÃO A FREI TARCÍSIO THEEIS
Foto: Jornal JM Jornal Metas de Gaspar - SCCesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com.br
Ao ouvir a Nona Sinfonia de Beethoven sempre tenho presente em
minha memória a figura de um dos mais extraordinários mestres que conheci na
juventude e o quão vigoroso e cheio de ideais foi aquele tempo de seminário, um
dos mais belos da minha vida. Orientador, professor de música e regente do
coral, seu vasto conhecimento e esforço na formação moral, disciplinar e
cultural dos seminaristas, lembravam a figura de Ludwig van Beethoven e de sua
história de superação diante das adversidades. Surdo, se tornou o maior
compositor da história. Dizia ele: “A música é o vínculo que une a vida do
espírito à vida dos sentidos. A melodia é a vida sensível da poesia”.
Adolescentes
ainda surdos para a música, nos fazia conhecer composições que inebriavam a
alma. Em discos de vinil, ouvíamos o inesquecível “Quatro Estações” do italiano
Antonio Vivaldi; o “Danúbio Azul” de Johann Straus; a Sinfonia Nº 40 de
Wolfgang Amadeus Mozart; a “Música Aquática” de Frideric George Haendel; os
movimentos da BWV 1060 de Johann Sebastian Bach; a maravilhosa “Valsa das Flores” de
Piotr Ilitch Tchaikovsky; o polaco Frédéric Chopin com suas maravilhosas Valsa
Minuto e Mazurca; Johannes Brahms com a Symphony No.3 Poco Allegretto (a
que mais me comovia), entre outras, rabiscadas no meu vetusto caderninho de
música que ainda conservo como preciosa relíquia de um tempo que não volta
mais, mas que ainda faz parte das minhas mais caras memórias.
Lembro-me da
aguçada e reverente atenção às lições diárias e dos nobres sentimentos que elas
carreavam aos nossos corações: fraternidade, compaixão, amor e respeito pela vida.
No hall central do seminário, grandes orquestras podiam ser ouvidas entre
o jantar e a terceira hora de estudos do dia: Paul Mauriat, Ray Connif, Frank
Pourcel e Billy Vaughn (este último que ouço enquanto escrevo estas linhas).
“Asa Branca” e “Assum Preto” de Luis Gonzaga eram cantadas em festivais e em
apresentações do coral. O estudo da história dos grandes compositores da musica
popular brasileira era matéria obrigatória nas aulas de canto. Escolhi, em
certo ano, Jucas Chaves, o “Menestrel Maldito”, e, por conta disso, ainda
desato a rir das piadas e críticas ao “establishment” da década de setenta.
Soube
recentemente, que Frei Tarcísio Theeis retornou à região onde nasceu, Belchior Alto - SC, para o
aniversário dos seus cinquenta anos de vida religiosa. Na melodia dos parabéns,
imagino todos os compositores e cantores das músicas que nos fez amar, cantando
com o povo, para ele. E os pássaros em algaraviada em torno do nosso velho
Seminário de Luzerna. E os aplausos de centenas de ex-seminaristas, em eterna
gratidão. Aulas de canto, na grade curricular de nossas atuais escolas básicas certamente
contribuiriam para uma melhor formação humana de nossa juventude, transviada
num barulho infernal que, infelizmente, chamam de música...
Pensamento da semana: “Fazer aniversário é
olhar para trás com gratidão e para frente com fé.” Rosaura Gomes.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
DOR E MORTE NO TRÂNSITO
Cesar Techio
Economista – Advogado
cesartechio@gmail.com.br
É necessária uma
visão multifacetada e multidisciplinar dos aspectos que envolvem acidentes de
veículos, seus efeitos e sequelas e acuidade para coletar dados que envolvem o
momento do impacto, como por exemplo: aceleração, velocidade, frenagem e força
inercial, temperatura, aderência dos pneus sobre o solo, peso, condições dos
pneus, umidade, condições do tempo, horário e iluminação, condições
topográficas e de pista, tempo de reação entre a visão do obstáculo e a decisão
de parar ou desviar, condições de trafegabilidade, ângulo de impacto, força cinética
e efeitos da colisão sobre a estrutura dos veículos e sobre o corpo humano,
entre outros aspectos relevantes. Além da legislação, o operador do direito
deve possuir conhecimento básico de diversas ciências, necessárias para embasar
os pedidos de indenização, como por exemplo: engenharia de trânsito e de
construção das estradas; astronomia e geografia (posição do sol no
solstício de inverno em relação ao solo, pontos cardeais do local do acidente e
ofuscamento da visão do motorista); matemática; física; medicina entre outras.
Mas, foi estudando a
fisiopatologia dos traumatismos no corpo humano diante de um acidente fatal em
que a vítima foi uma adolescente florescendo para a vida, que percebi o quanto
o corpo humano é frágil. Tomei por base a velocidade regulamentar de 40 km/h
para o local. No exato momento do impacto, com a desaceleração repentina, o
fígado que tem em média um peso de 1,700kg passa a 19 kg. O coração e o rim com
0,300 kg passam a 3,2 kg. O cérebro com seus 1,500 kg passa para 16,8 kg. O
baço sai de 0,150 kg para 16,8 kg. Podemos afirmar que a 40 km/h o corpo humano
pesa 12 vezes mais. Internamente, as deformações e rompimentos de veias e
órgãos decorrentes de uma simples colisão a baixa velocidade apresenta um
quadro gravíssimo com lesões provocadas pela energia cinética absorvida pelo
corpo. É preciso considerar que a desaceleração abrupta na hora do impacto vai
de 40 km/h para 0 km/h em milésimos de segundos. Com isso os órgãos internos
simplesmente se estraçalham, muito embora este quadro não seja perceptível
externamente.
Os
efeitos das colisões quando não matam, causam sequelas terríveis, não sendo
raros os casos de paraplegia, tetraplegia, aleijões que dificultam deambular,
perda de visão, perda de faculdades mentais ou deformidades estéticas. A dor
dos familiares que perdem um ente querido por conta da imprudência de
motoristas desatentos, não tem fim. A atroz ausência de quem amamos
representa uma catástrofe emocional e psicológica praticamente irreparável e
profundamente perturbadora. A violência dos acidentes de trânsito arrebenta o
sistema de saúde pública, quebra a economia do país e destroça as famílias
desorganizando os afetos, os projetos dos pais de verem os filhos crescerem, o
amparo econômico dos genitores aos filhos menores e assim por diante. Nenhuma
indenização, por maior que seja o valor arbitrado pelo juiz, supre a presença
querida dos filhos, pais, mães, irmãos, namorados, amigos e colegas mortos
dolorosa e tragicamente no trânsito.
Pensamento da semana: Os que amam profundamente,
jamais envelhecem; podem morrer de velhice, mas morrem jovens. Martinho
Lutero.
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