sexta-feira, 14 de agosto de 2015

TERAPIA INTENSIVA





                            Renato Maurício Basso

Que mania de se queixar, de encarar a vida como vítima dela própria. Tudo o que não tem ou não é, não chegou até você por culpa disso ou daquele; e tudo o que você já tem poderia ser maior, mais rico, mais poderoso, mais bonito, tudo, também, por culpa disso ou daqueles. Que infelicidade!

Tem cidadão que entra nessa por algum problema de fábrica, de DNA, sei lá, não sou psicólogo, mas acho que existem meios na psicologia, na terapia, que podem ajudar o vivente a conhecer essa faceta da sua personalidade.

Eu conheço muitas pessoas assim e muitas delas, talvez sem saber por que agem dessa forma, fanáticos em suas crenças distorcidas, se atiram nas cordas confortáveis do comunismo, com muita inveja de quem tem, trabalhou com honra e duro para tanto, inveja de quem é mais feliz. O embalar da corda e suas bolsas entorpece e fomenta mais a falta de vontade de trabalhar direito.

Penso, então, que uma sociedade mais justa, com indivíduos conscientes dos seus deveres pela busca da paz e do progresso, depende da família bem estruturada e da educação.

Nossos filhos não precisam de cartilhas outras no ensino fundamental, que não a cartilha do bom senso, do respeito a todos, a tudo, ao vizinho, ao planeta; precisa conhecer o egoísmo e deixa-lo de lado, ter coragem e determinação para fazer a humanidade que está a sua volta melhor.
Lembro muito bem e com muita consideração, dos ensinamentos dos meus pais e de educadores, principalmente no que se refere a tudo isso, e acho que a boa orientação, a boa educação, fazem o bom povo, a boa nação.

Eu estava pensando em um montão de consultórios de terapia intensiva bem ao lado dos gabinetes legislativos e executivos, pra acabar de vez com essa arritmia... mas não iria dar certo, os conselheiros seriam corrompidos.

Vamos deixar uma nova geração de políticos honestos, bem educados, abraçar a nossa causa. É possível. Teria muito latino americano se queixando por aí... com inveja...

OS ATORES DA DILMA






Renato Maurício Basso

O que foi que ela mandou suas raposas dizer na TV? Não ouvi porque estava dando cacetadas em numa panela, uma frigideira de plantão, toda amassada de raiva – atividade mais saudável nesses tempos de crise moral e econômica, tempos de sacanagem.

Bem, não faz diferença, não iria somar nada mesmo, só multiplicar minha indignação. Mas que dá uma pontada de curiosidade, lá isso é verdade...

Dá pra ver a cara do temeroso, todo engomado, com sua voz vacilante e seca, sem saliva, medo de não estar interpretando bem seu papel de conciliador, dizendo ao gado que vamos afundar, ops, sair dessa todos unidos.

Afinal as associações de indústrias e do comércio já deram um nebuloso aval e então não há mais o que têmer.

Faz-se uns ajustes aqui e ali, aumentam-se impostos, congelam-se salários e cala-se a inflação. Todo mundo tem que colaborar e você assalariado, deve pagar mais pela energia elétrica, por causa da seca e não da incompetência do governo, e deixar mais leve a sua sacolinha de mercado. A crise é mundial, a marola virou tsunami, é danação geral, guerra, e o patriotismo deve imperar nessa hora.

A culpa não é da Dilma ou do Lula, eles não sabem de nada, só de contratos ilícitos e maracutaia. Não sabem mesmo como comandar a economia, organizar a sociedade em torno de um objetivo comum, saudável. Uma desgraça!

Quem vem lá também? Não precisa de senha, é o cumpanhero Cardozo, couro curtido de conchavos de covil, advogado da bandidagem – ora, a Constituição Federal diz que todos tem direito a ampla defesa e vai ver que se encontrem aquelas brechas na lei para soltar o Zézinho e absolver os ladrões da Petrobrás, do BNDES, o Lula, a Dilma, o Lulinha e seu primo, e companhia.

Cardozo já deve estar jurando de dedos em cruz, beijados, que não há provas suficientes para a aplicação de qualquer penalidade contra os quadrilheiros, é tudo perseguição política. Vejam o Collor, por exemplo, não pode nem ter três dos mais caros carros do mundo que o mundo cai de pau em cima dele. Com esse ataque do Janot, sofreu tamanho dano moral, passível de indenização, que não pode mais pagar dívidas com IPVA e multas.

Tudo armação para desestabilizar o governo e seus aliados, coisa de oposição.

Nem vou esperar a fala do Mercadante, nem quero mais imaginar esse pesadelo.

Passa aí a minha frigideira que eu vou abafar o falatório dos bandidos.

Mas o que foi mesmo que eles aprontaram na telinha?

terça-feira, 11 de agosto de 2015

QUEM MATOU ANA SBARAINI?


Cesar Techio
Economista – Advogado

Três hipóteses são plausíveis para explicar o assassinato de Ana Sbaraini: crime passional, autodefesa ou homofobia. A primeira hipótese leva em conta o domínio da paixão e, neste caso, a necessária relação afetiva entre as partes, aliado a irrefreável possessividade e dominação. Controle e necessidade de vigiar os passos da pessoa que é objeto da paixão são características predominantes nos homicidas passionais e, de regra, remete-os para o centro do quadro criminoso. Segundo Luiza Nagib Eluf (http://www.luizaeluf.com.br/), os homicidas passionais trazem dentro de si uma vontade insana de autoafirmação. O assassino é cruel. Ele quer, acima de tudo, mostrar o poder do relacionamento e causa sofrimento a outrem. Sua história de amor é egocêntrica. Na sua vida sentimental, existem apenas ele e sua superioridade de subjugar. Ele transforma sua vida em um teatro e cria a separação, rejeição, subordinação e uma possível infidelidade do ser desejado. Não é de alta complexidade identificar as marcas de um crime passional pelo exagero dos golpes homicidas. Talvez um tiro fosse o suficiente, mas Ana Sbaraini foi alvejada por vários. E pelas costas. Provavelmente sem ter percebido que seria executada.

A segunda hipótese considera uma reação a eventual chantagem. Namorado, amante ou algum curioso por jogos sexuais diferentes, de posição social, familiar, profissional, política ou econômica avantajada, acuado e achacado por grave chantagem de natureza financeira ou até sentimental pode ter decidido colocar fim ao iminente risco de ser desnudado aos olhos de uma sociedade de regra moralista e conservadora.

 A homofobia é a terceira hipótese.  Luiza Eluf, revela o fato de ser “inaceitável que alguns seres humanos sejam tão intolerantes e autocentrados a ponto de querer impor a todos, em uma sociedade de milhões de pessoas, uma forma única e padronizada de exercer a sexualidade.” Se o assassinato de Ana Sbaraini foi fruto do odioso, diabólico e anticristão sentimento homofóbico, então se tratou de uma ação premeditada, cultivada pelo preconceito. Neste ponto, com razão o Papa Francisco quando questiona: "Se uma pessoa é gay, busca a Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?” De fato, são princípios basilares do cristianismo, amar a Deus sobre todas as coisas e amar a próximo como a si mesmo (Mc 12:28-32); não julgar para não sermos julgados, não condenar para não sermos condenados e perdoar para sermos perdoados.

Enfim, qualquer que seja a hipótese para desvendar o mosaico que envolveu o assassinato de Ana Sbaraíni, uma coisa é certa: o mesmo foi cometido por uma verdadeira aberração ambulante, um degradado ético, absoluto analfabeto dos princípios cristãos, psicopata perigoso e rancoroso. E só ele pode explicar melhor quais foram os motivos do crime: paixão passional, autodefesa ou homofobia. De qualquer forma, convém lembrar que a prova indiciária pode constituir-se em elemento plenamente aceitável a sustentar uma condenação. Este risco deve ser avaliado com outros fatores, por exemplo, se houveram outros participantes no crime. Neste caso, a delação premiada permite a redução da pena de 1/3 a 2/3 para quem coopere voluntária, efetiva e plenamente com as investigações. Depois da denúncia do Ministério Público, aí já será tarde demais. E trinta anos de cadeia é muito tempo.

Pensamento da semana: “Também existe cura para a homofobia, sabia? Se chama ensino fundamental completo". Dani Calabresa

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

LOUCO POR LUCIDEZ




Renato Mauricio Basso




Loucura é fazer tudo o que te der na telha.
 
Tem maluco de camisa de força, os imbecis, os de pedra, os malucos beleza. Uns são mais perigosos, outros mais pegajosos, e tem os que sabem dosar saúde e diversão. Esses malucos são os mais felizes, fazem um monte de coisas e não fazem mal a ninguém, nem a eles próprios, pelo contrário. Procuram um ponto de equilíbrio nessa Matrix, sabem mais ou menos quem os controla e como, e tiram de letra as adversidades sabendo que vida é luta. Não estão preocupados ao máximo com padrões, não aceitam imposições indevidas e agem com filantropia com pessoas merecedoras.
 
Esses malucos, porém, sofrem mais com atitudes de quem não pensa como eles, de quem faz o mal por paixões e que cultiva pensamentos rasos.

 Tem coisas que eles não podem mudar e dão uma ou duas porradas no muro, de raiva, de indignação, porque, afinal, a sociedade tem que adotar um pensamento comum, não vermelho, que a eleve cada vez mais para o alto da paz e da tranquilidade. Uns falam perfeição.
 
A energia que esses sujeitos consomem para controlar sua impotência frente a desmandos e hipocrisia, muitas vezes se traduz em desequilíbrio emocional e físico. Cabeça inchada e peste petralha tem que combater cidadão, senão, de maluco beleza você vai pra camisa de força!
 
Eu me identifico mais com o fiel da balança, onde habitam a observação, a investigação e o julgamento. Gosto de decidir se é certo ou errado de acordo com bons princípios, de início, depois letra fria da lei e jurisprudência, bons costumes. Decido a minha vida, o que pensar, o que fazer, em quem votar, sempre alerta ao que acontece comigo e à minha volta. Sempre estou procurando saber mais sobre tudo, fazer o bem e me sentir em paz, sem fazer mal a ninguém (de vez em quando sai uma rima).
 
Meu coração não dói quando vejo a madame deixando seu lululalá defecar no passeio sem juntar o dejeto. Uma hora dessas ela pisa em cima e leva para o seu persa na sala de visitas. Será que irá aprender?
 
Meu coração não dói quando está provado e reprovado que muitos políticos e cupinxas estão roubando a granel e o povo não acorda pra fazer alguma coisa contra essa pouca vergonha.
 
Por que esse marasmo insistente, essa falta de atitude? Será que são tantos os beneficiados pelo governo com bolsas, meias e cuecas, que não sobrou ninguém para gritar?
 
O que me dói é o estomago, a cabeça, o bolso, ao ver tudo isso.
É de se sentir sozinho, lutando só com o cabo da adaga. Mas não há que se entregar para os homens e para as mulheres que botam o dedo na nossa moleira e nos afundam nessa lama de imoralidade, confundindo os nossos pensamentos, comendo pelas beiradas, pelo centro e por tudo que é lado, numa orgia de constranger Calígula.
 
Precisamos abrir os olhos, afastar energicamente as mãos que nos oprimem e fazer uma sociedade melhor, com mais igualdade de deveres e de ordem, de obediência às leis, de compromisso com o bem público.
Direitos tem por aí a vontade, mas deveres, que são mais difíceis de cumprir, de fazer, estão em falta. Aliás, isso tudo é muito bem articulado pelo Fórum de S. Paulo: bagunçar o coreto para tomar conta da banda e fazer o público em geral dançar conforme sua música, é preceito básico do comunismo.
 
E aí vem o cidadão e diz que não quer pensar nessas coisas pra não esquentar a cabeça: só quero saber do meu futebolzinho, cervejinha, boteco e sacanagem. Tá por fora eleitor! Está tudo se deteriorando! Estão acabando com a família, a segurança, saúde e estamos todos pagando impostos abusivos para manter tudo isso. Estamos pagando para termos cofre público arrombado, estatais saqueadas, inflação alta, arrocho salarial, insegurança, estradas esburacadas, saúde falida e família desmantelada. 
 
Estamos pagando para viver no caos!
 
Vou procurar não ser imbecil nem usar camisa de força. Se eles tem três carros, Lamborghini, Ferrari e Audi, eu posso voar. Louco é quem me diz que não pode ser feliz.



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O DESPERTAR: OBRIGADO POLÍCIA FEDERAL POR ESSE DESPERTAR MARAVILHOSO!



Renato Mauricio Basso

Hoje o Zé Dirceu madrugou. Não sei da sua rotina, ninguém sabe o que apronta na sua mansão, digo, prisão domiciliar. Bota ele na masmorra STF!
O despertador não cocorocou como um garnisé qualquer pro seu zé. Foi uma equipe de bons galos de briga, espadaúdos, que chegaram de mansinho, sem alarde, meio que acordando  raposa com carinho, batendo no seu ombro: Acorda que o delerusca quer um dedo de prosa contigo, vamos nessa sem demora!
O Dirceuzinho abre aqueles olhinhos de jacaré dopado e a primeira coisa que vê é uma 45 bem no meio de sua testa, daquela cara deslavada. Coisa horrorosa!
Não dá tempo nem para escovar os dentes, seu bafo propinoso vai atordoar os Federais mais próximos, mas dever é dever para os nossos heróis.
Um já deve ter jogado um paletó em cima da cama, afinal, o traquina deve se apresentar com respeito perante a autoridade, e outros davam cobertura com fuzis bem municiados. Nessas horas não se brinca, ainda mais com terrorista decadente. Mas tudo estava calmo, ninguém é bobo pra querer defender o larápio nesse momento de tensão. O nascer do sol assusta os hematófagos, eles gostam de atuar nas sombras e pouca gente os vê sugando estatais e cofres públicos.
Sozinho, então, sem habeas corpus, familiares espiando pelas frestas das portas, constrangidos, não pela vergonha, mas pelo medo, lá se foi o Dirceuzinho maroto sem ao menos tomar uma xícara de café.
Fácil de imaginar... Agora, o que presenciamos mesmo, o que a TV nos mostrou hoje cedo foi de lavar a alma. Hoje vimos um Zé Dirceu modificado pela lei, em sua empáfia de consultor de contratos multilaterais, modificado pelo martelo, não o “cumpanhero” da foice, o que brade na mão de Sérgio Moro. Zezinho não teve tempo de preparar cara nova. Seu cirurgião plástico não poderia nem por milagre alterar a feição de desânimo que se abateu sobre ele e que vimos com satisfação pela TV. Será que é o mesmo doutor que arrumou aquele narizinho metido pra driblar os militares nos anos 70?
Sem nariz em pé, desta feita, foi escoltado por uns quatro, olhando para o chão, sem qualquer reação de indignação. Tá cansado, se viu muito bem o quanto. Estava muito diferente do Zé Dirceu da primeira prisão que erguia seu punho fechado desferindo socos ao ar, como fazem os comunistas quando eufóricos ou nervosos. Seus dois punhos estavam hoje escamoteados, amedrontados, já adestrados pela primeira sentença condenatória e pelos rigores das celas nada confortáveis.
Como não é mais primário e nunca teve bons costumes, essa prisão preventiva deve perdurar até se transformar em prisão pura e simples por uma boa sentença criminal, com dosimetria correta, sem direito a cumprimento em domicílio. Vai é pro inferno dos presídios pátrios, repartir cela de dez com trinta mal encarados espumando testosterona. Vai ter que dormir com olho aberto, de barriga pra cima. Nunca se sabe se político corrupto é bom prato pra essa gente, mesmo que velho e flácido.
Eu vi assim a coisa. Mas como o povo da pátria educadora encarou tal cenário, se viu a notícia pela TV? Acho que não era bem o momento para assistir. Novela, futebol, big brother e programas de auditório tem outros horários. Diário Oficial da União, nem pensar, nem sabe o que é, do que se trata. Não sabe do diário de 15/02/2015, que publicou Portaria do Ministério da Cultura (?) aprovando destinação de 134 milhões de Reais para o filme “O guerreiro do Povo Brasileiro” que conta a história de, sabem quem? Sabem quem? Dele mesmo, do José Dirceu minha gente!
 Inacreditável, não é? Apesar de sua biografia conhecida de todos, mais principalmente da Polícia e do Poder Judiciário, o PT quer posá-lo de herói! Quantas más ações fez em prejuízo da Nação?
Bem, depois do filme do chamado brahma por uns puxa sacos (prefiro velho barreiro, é mais sugestivo), retirante analfabeto filho de mãe que nasceu analfabeta, nada mais nos surpreende. Se algum deputado ou senador puder fazer o favor de rasgar o peito e gritar essa pouca vergonha, seria bem vindo, ou em breve poderemos assistir em 3D os dentinhos salientes da anta assassina, sequestradora, ladra e corrupta como seus asseclas, ávidos por mais uma mordida na nossa grana.
 Sua máscara em tal encenação, sua persona, seria de cordeiro, em pele de cordeiro, e o povo pagaria para vê-la, depois de ter pago o projeto todo, assim como fizeram com o bêbado e estão fazendo com o Zezinho.
Mas eu aqui do povo, estou com a alma lavada hoje, serena, com um sorriso sarcástico, de canto de boca.
Obrigado Polícia Federal por esse despertar maravilhoso!
Tem gente que vai assistir. Não ao noticiário, não! Ao filme.