quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

RUMINAÇÃO





Só para esclarecer:  a anta brasileira, menos conhecida por “tapirus terrestres”, não rumina, é um ungulado com intestino típico de animais fermentadores, como o cavalo, por exemplo. Que interessante, não é?

Mas vocês, homo sapiens e mulheres sapiens, não podem ficar por aí mastigando sempre o mesmo pasto, ruminando por dias o mesmo pensamento, porque podem ter uma baita indigestão. É, meu amigo, todo excesso prejudica, ou seria, o quê abunda não prejudica? Sei lá! Só acho que tem coisa que enche a paciência do santo. É tanto lero-lero que até as intenções mais saudáveis nos incomodam. Aquele bater de tecla, sabe? A mesma tecla, indefinidamente. Pode parar porque ninguém suporta mais essa ladainha, seu doutor! Tudo certo se fizer referência ao caso umas duas ou três vezes, acho até bom para reforçar o entendimento, porque de repente não se entende muito bem o que falam, mas, convenhamos, encher os meus ouvidos todas as horas com esse papo de bom menino, queridinho da mamãe, dono da verdade, salvador... o pior é que agora não existe homem mais honesto que ele, menos honesto sim. Rapaz, se tivéssemos que nivelar o povo brasileiro a tal escalão de caráter... mas espera...está nivelado, sempre esteve, nos campos e nas avenidas (me refiro ao futebol e Sapucaí. Como diria o Paulão “não sei se tá me entendendo”).

 O vivente acha que seu mugido estrondoso ainda cola. Hoje não se ganha mais no grito, ô cidadão! Achei bonitinho as carinhas dos blogueiros assistindo à palestra no tal instituto. Pareciam extasiados. Acho que assustados, com medo, sei lá, só sei que estavam com um semblante passivo, meio condescendente. Mas afinal, me diga, quem foi que inventou essa reunião? Só a mídia televisiva deu uma pincelada na cena. E os blogueiros??? Até agora não li nenhuma manifestação de blogueiro algum sobre a pauta, a ordem do dia, nem se são, ou não, solidários ao canastrão. Bem, nem precisa dizer, não é? Mas o que estavam aprontando...?

 Então é assim, ô seu chato de galocha: Pára de me encher o sapato!!! Chega de se fazer de bonzinho, de querer ganhar no grito com covardes ameaças. Vem para o limpo, no meu nível de moral, sobe um pouco e me convida para um debate, eu e toda a parcela de bem deste nosso querido País. Vamos ver como vai ficar... você sabe, não é? Ah, vai palestrar na Venezuela esta semana? Está sem tempo? O jatinho daquela empresa filantrópica dá um jeito, você chega em breve... Cara dura! Cara chato...

Renato Maurício Basso​

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

O CARÁTER DA MÚSICA E A MÚSICA DO CARÁTER

Quase errei na data. Num repente me apercebi de que já se grafa 2016. Bem, só se passaram treze horas e meia...

Estava eu a escutar uma música e lembrei que tenho alguns conceitos a respeito, um deles o que me faz concluir que devo conhecer parcela do caráter do indivíduo ao ver sua reação diante de uns ruídos. Pensa bem se tem alguma coisa a ver. Penso que sim!

A fabricação de sons e ruídos tem tudo a ver com comunicação. As primeiras tribos passaram a fazer uns grunhidos para contato entre indivíduos e entre si. Tem uns grunhidos chatos que perduram até os nossos dias... Já ouviu equinos em pleno cio? Você já ouviu um cabrito no sacrifício? É pressentimento, o bicho sente antes do encostar da faca a mulher da foice chegando com seu capotão. Berra, berra muito, desesperadamente, esperneia em vão. Taí um ruído nada bom.

Bem, falávamos em música, não é mesmo? E da possibilidade de conhecer parcialmente o caráter de cada ouvinte apaixonado, ou de cada detentor de direitos autorais. Um parêntese. A música não tem outra origem senão a necessidade de emocionar os guerreiros com gritos, os gritos de guerra. Daí por diante chegamos a usar da matemática para alinhar de forma artística sons melodiosos em notas para que fossem agradáveis ao ouvir e que despertassem emoções. Virou uma baita indústria. Mas assim como os primeiros cânticos emocionassem guerreiros em torno de uma causa, tem por aí uns autores nacionais que levam exércitos no balanço de suas músicas, pelo gingado em si, pelo desprendimento que possa proporcionar.


Se o Stédile não fosse tão metido a parar em pé e tivesse uma veiazinha artística, faria um estrago botando o rebanho a mugir. Um estouro da boiada, ninguém segura, só chumbo grosso. Deixa quieto porque vai que ele queira fazer aulas de canto no meio das fazendas invadidas... Duvido que o Chico Buarque vá se expor à malária para assumir o ministério da cultura. Claro, ele teria que saber fazer boas letras para explicar para a terneirada como se muge bonitinho (O Stédile, não o Chico Bruaca, este bem que poderia montar uma peça tipo “O Malandro” para nos dar um cenário de corrupção, violência, falta de saúde, falta de vergonha que está rolando na pátria amada, talvez sob o título “O Corrupto” – Oportuno, não é? Poderia ser assim: “O corrupto, na dureza, senta à mesa da Petrobrás...”. Vou propor uma parceria, mas quero cinquenta e um por cento).

E então eu estava a escutar uma música, não enigmáticos João Bosco, Zé Ramalho ou Alceu Valença, ou contestadores roqueiros, esses até que estavam na vitrola mas foram abafados pelos potentes alto falantes de uma picape dirigida por um agroboi, ou agroboy, como queiram, placas de fora, um turista em ebulição. É aí que eu me refiro. Analisemos a música, depois seu apaixonado. Versos mal rimados e distribuídos em estrofes acéfalas. O que diziam? Bobagem, não fale a pena transcrever. A melodia? Um nheque-nheque compassado de duas ou três notas para tirar a bunda do banco. Só.

É, o que tem por aí é pobreza em todos os sentidos. Até pobres pastores e presidentes de casas legislativas, o Fernandinho (me refiro ao Collor e não ao Beira-Mar), coitado, teve a Casa da Dinda invadida e seus carros importados de lá removidos. Não dá pena do maroto? Cadê a tal Dinda que não põe ordem na casa? Ah, a pobreza musical... O que quer a indústria da música? Será que não está alinhada ao sistema para abobalhar a moçada? Claro que sim!!! Na minha adolescência, durante a ditadura militar, os Incríveis gravaram diversas composições que cultuam a Pátria e isso contribuiu para forjar o sentimento que eu tenho por esta nossa Terra. E isso que aí está sendo badalado, altamente divulgado em mídias de conluios, entorpece, cega, idiotiza.

Então, para tirar dúvidas, vá falar com o turista agulha e desfrute de sua alta prosopopeia, de sua vasta visão social e política. Dá ou não dá para conhecer um pouco o caráter do ouvinte apaixonado? A que exército ele pertence?

Renato Maurício Basso

NA ROTA DA ENGRENAGEM






- Sacanagem! A coisa é séria, de verdade, Haroldo!

- Começarei a beber bem mais tarde.

- Idem. Já pensou recebendo as visitas com a fala enrolada? Uma barbaridade! Uns até poderiam entender o excesso, outros nem tanto, e o equilíbrio é o que interessa.

- Mas o momento merece uma pequena reflexão. Estamos aqui na sacada, depois de uma costela de angus, a mulherada no mercado com os preparativos da tal ceia da virada, sem música (sem música?), uma paz total.

- Pois então. Paz é equilíbrio! A era industrial necessitou aprimorar as já existentes engrenagens. Lembra-se das pontes levadiças nos castelos medievais? A Escócia deu início à tecelagem em grande escala, se valendo da energia produzida por um rio caudaloso, lapidando milimetricamente os dentes dos seus antigos moinhos para diminuir o atrito e consequentemente dar mais vida útil ao maquinário.

- Não foram os ingleses a iniciar a falada era industrial no século 18?

- Pois é Haroldo. Esses caras têm muitos méritos, é inegável, mas alguns lhes são atribuídos por eles mesmos, em causa própria. Eles são o maior império no mundo hoje. São intrépidos e se meteram até em Hong-Kong sem nem mesmo saber do idioma lá falado, aliás, imprimiram o seu. Fundaram os Estados Unidos da América. Mas vamos fazer justiça. Está certo que um dos precursores da indústria era inglês, um tal Richard Artkwright que se associou a um banqueiro escocês, David Dale (pelo nome, hebreu), e colocaram em funcionamento uma indústria de fiação de algodão e tecelagem. O local, o tal rio caudaloso, o Clyde (lembra do Cridão?), numa cidade chamada New Lanark (esses estrangeiros com essa mania de “nova”, Novaiorque, Nova Escócia, Nova Itaberaba, Nova Erechim). Uma história muito interessante. Os caras empregavam basicamente órfãos de cinco a treze anos de idade. Não tinha esse negócio de direitos humanos, mas a piazada, de ambos os sexos, recebia uma educação de primeira. Engrenagem interessante, não é?

- O Galtieri que diga agora de sua tumba no que dá se meter com eles, com aquele pessoal do Norte... Virou-se de bruços rsrsrsrs

- Que barulheira desgraçada!

- Dos canhões e dos estopins?

- Não, não, a algazarra da moçada lá fora...
- Temporada é assim meu irmão. Está todo mundo curtindo a vida, até parece que a coisa não está tão feia... Olha lá aquela Ferrari!

- Mas os canhões também servem bem à evolução. Com o fogo no rabo o vivente tem de se apressar para achar o barril com água fresca e aí descobre otras cocitas más por lo sendero.

- É, não fosse aquele hebreu da bomba atômica, muito provável hoje os emigrados falariam suas línguas-mães aqui pelo Sul. Buon giorno Haroldo!

- Ciao Renato. Que ingrêis, que nada...

- E não é que essa porcaria de engrenagem de guerra também necessita de dentes muito bem alinhados... Se a engrenagem do eixo (não o da máquina, o da união Alemanha, Itália e Japão, povo trabalhador e ordeiro), estivesse muito bem alinhado, devidamente calibrado, a nossa realidade hoje seria outra. Nacional-Socialismo. Regime até que interessante, mas fracassou por inúmeros motivos. Lá vieram os do Norte e acalmaram os ânimos. Anglo-saxões meu compadre. Auxiliados e financiados pelos hebreus.

- (...)

- É, e o que eu estou financiando com meus impostos? De quem é o importado Fernandinho? Comprei de um cara lá da Petrobrás. Aliás, desculpe, comprei! Comprei! Rsrsrsrsrsinho de canto de boca... A gente diz cada uma, não é mesmo?!!!... Mas não foge do assunto. Eu dizia que a engrenagem social tem muito tempo ainda para se amoldar de modo desejável, sem muita corrosão, ferrugem. Ou não? Será que esse encontro de diversos países do mundo, em Paris, não é alarmante?

- Claro. Estão tocando o alarme. Estão vendo a caca que fizeram e fazem. O praneta como cachorro eu vejo, se ele já não guenta mais as purga, se livra delas num saculejo...

- Maluco beleza, ô do rockão!... E, o que você acha? Essa vida tem umas engrenagens mais complicadas um pouco, que outras. Acontece cada coisa... Se não está muito bem com a patroa, com a família, uns enroscar de opiniões, a gente tem que sentar e conversar pra encontrar uma saída, tudo de modo sereno, pelo bem do grupo e por consequência do próprio indivíduo.

- Isso se você não explodir esse sangue italiano aí rsrsrs...


- E não é que acho que está mais do que na hora? Vamos explodir latino-americanos de sangue caliente! Vamos botar pra correr os dentes dessa engrenagem socialista falida, totalmente corrompida, afogada pelo desejo de poder e riqueza. Em nome do povo, claro...

- Democracia? Tá mais pra ditadura do proletariado.

- Não. Estou falando dos pilantrosos que represam, representam, distribuem, acalentam e afagam. Estão roubando em nome do povo, para o bem do povo, nem dando bola para os meios, mas visualizando sempre o fim, grana e poder. Que engrenagem marvada sô! O fim deles está chegando, não há mal que sempre dure, no ne vero?

- Pois então, depois de toda essa barulheira, tá na hora de iniciarmos os trabalhos. Abre uma gelada aí e brindemos um 2016 com boas novidades!

- Tiritintintin! Muita saúde e paz!!!

Renato Maurício Basso​
 

Foto (Desenho) de: Alexandre Limbach
Dreamstime.com





quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO



Você pode ter defeitos, ser ansioso, e viver alguma vez irritado, mas não esqueça que a sua vida é a maior empresa do mundo.

Só você pode impedir que vá em declínio. Muitos lhe apreciam, lhe admiram e o amam. Gostaria que lembrasse que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, uma estrada sem acidentes, trabalho sem cansaço, relações sem decepções.

Ser feliz é achar a força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor na discórdia.

Ser feliz não é só apreciar o sorriso, mas também refletir sobre a tristeza. Não é só celebrar os sucessos, mas aprender lições dos fracassos. Não é só sentir-se feliz com os aplausos, mas ser feliz no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões, períodos de crise.

Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista para aqueles que conseguem viajar para dentro de si mesmo.

Ser feliz é parar de sentir-se vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas conseguir achar um oásis no fundo da nossa alma. É agradecer a Deus por cada manhã, pelo milagre da vida.

Ser feliz, não é ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si. É ter coragem de ouvir um “não”. É sentir-se seguro ao receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, mimar os pais, viver momentos poéticos com os amigos, mesmo quando nos magoam.
Ser feliz é deixar viver a criatura que vive em cada um de nós, livre, alegre e simples. É ter maturidade para poder dizer: “errei”. É ter a coragem de dizer:”perdão”. É ter a sensibilidade para dizer: “eu preciso de você”. É ter a capacidade de dizer: “te amo”.

Que a tua vida se torne um jardim de oportunidades para ser feliz… Que nas suas primaveras seja amante da alegria. Que nos seus invernos seja amante da sabedoria.

E que quando errar, recomece tudo do início. Pois somente assim será apaixonado pela vida. Descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Utilizar as perdas para treinar a paciência. Usar os erros para esculpir a serenidade. Utilizar a dor para lapidar o prazer. Utilizar os obstáculos para abrir janelas de inteligência.
Nunca desista…

Nunca renuncie às pessoas que lhes ama. Nunca renuncie à felicidade, pois a vida é um espetáculo incrível”.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

QUE VERGONHA!!! QUE DEMOCRACIA É ESSA? CADÊ A LIBERDADE DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO?



Mark Zuckerberg diz o seguinte sobre o BLOQUEIO DO WHATSAPP:

Hoje à noite, um juiz brasileiro bloqueou o WhatsApp para mais de 100 milhões de usuários do aplicativo no país.
Estamos trabalhando duro para reverter essa situação. Até lá, o Messenger do Facebook continua ativo e pode ser usado para troca de mensagens.
Este é um dia triste para o país. Até hoje o Brasil tem sido um importante aliado na criação de uma internet aberta. Os brasileiros estão sempre entre os mais apaixonados em compartilhar suas vozes online.
Estou chocado que nossos esforços em proteger dados pessoais poderiam resultar na punição de todos os usuários brasileiros do WhatsApp pela decisão extrema de um único juiz.
Esperamos que a justiça brasileira reverta rapidamente essa decisão. Se você é brasileiro, por favor faça sua voz ser ouvida e ajude seu governo a refletir a vontade do povo