quarta-feira, 24 de julho de 2013

LEGISLATIVO E EXECUTIVO: HARMONIA PELO BEM DO POVO


Cesar Techio
Economista – Advogado

              Para realizar as inúmeras obras e projetos essenciais do plano de governo, no ritmo frenético com que elas vem ocorrendo, a  equipe do governo municipal dá demonstração de eficiência que somente a boa vontade política pode permitir. Recursos e projetos existem, o que é preciso é competência na gestão pública e essa, pelo visto, passou a ser a marca de um Executivo que sabe interagir com o Legislativo e com a sociedade. Os trabalhos voltados à organização da Expo 2013, tendo à frente o vice-prefeito Neuri Santhier, a par de inúmeras obras sendo inauguradas em compasso vertiginoso desde o início do ano,  mostra que todos estão empenhados em exercer seus mandatos e funções em benefício da população, o que, certamente lhes garantirá reconhecimento e a continuidade de suas carreiras profissionais e políticas. Humildade também marca a presença de um governo forte, como a que presenciamos em grande evento no qual a vereadora de oposição Marilane Stuani foi convidada, em pé de igualdade, com o prefeito, vice-prefeito, secretários e outros integrantes da administração a recepcionar e entregar em mãos documentos de convênios aos presidentes de Associações Comunitárias.

              Por sua vez, o atual presidente da Câmara de Vereadores, Rogério Pacheco, através de projetos relevantes, a exemplo do que prevê a destinação de 25% do orçamento do município para a saúde, surge no cenário político como um líder interessado em viabilizar os projetos públicos de interesse do povo. Com sabedoria e prudência demonstra em suas aparições em eventos diversos, que é possível concretizar na prática do dia a dia o princípio constitucional da harmonia entre os Poderes Executivo e Legislativo e que a maior prioridade para quem exerce um cargo eletivo é o interesse público e não o interesse pessoal.

              Muitos desconhecem a importância da Câmara Municipal no processo de aprovação e realização do orçamento e dos projetos encaminhados pelo Executivo. É da Câmara a última palavra na definição destes encaminhamentos, podendo mudar prioridades estabelecidas pelo Executivo e estabelecer outras. Neste norte, a presidência do legislativo deve primar pelo equilíbrio na condução dos trabalhos e na busca de resultados que viabilizem a gestão da administração e dos recursos públicos. Por esta senda, com experiência e conhecimento jurídico, o atual presidente dá demonstração de maturidade e amor pela nossa gente, de tal maneira que a Administração segue em velocidade crescente na realização de sua vocação de servir bem e desenvolver o município, pouco importando as diferenças ideológicas que movimentaram as últimas eleições. Certamente por estes motivos, como ilha isolada da realidade do resto do país e independentemente de movimentos populares ou de pressão social, o município de Concórdia vem fazendo o seu tema de casa em dia e com louvor. Sob as luzes de uma gestão fiscal responsável e para a satisfação da maioria dos habitantes, a harmonia entre o Legislativo e o Executivo é clara como a luz solar e vem permitindo aplicações de recursos em volumes expressivos na área social e na infraestrutura urbana.

Pensamento da semana: “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” Platão    

sexta-feira, 19 de julho de 2013

ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA

Sua trajetória é marcada por trabalhos relacionados à situação da mulher.

Do Valor OnLine
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A escritora Rosiska Darcy de Oliveira (Foto: Divulgação/Rio Como Vamos)A escritora Rosiska Darcy de Oliveira (Foto:
Divulgação/Rio Como Vamos)
A escritora Rosiska Darcy de Oliveira foi eleita para a Academia Brasileira de Letras na tarde desta quinta-feira (11). Com 23 votos (dos 38 possíveis), Rosiska passa a ocupar a cadeira de número 10, sucedendo o poeta Lêdo Ivo, que morreu no dia 23 de dezembro de 2012 passado, na Espanha.
O poeta Antonio Cícero, que também concorria ao posto, ficou em segundo lugar, com seis votos, seguido por Marcus Accioly, que recebeu cinco indicações, e a escritora Mary Del Priore, que teve quatro votos.
Rosiska é professora do doutorado do Departamento de Letras da PUC-Rio e membro titular do Pen Clube do Brasil. Bacharel em direito pela PUC-Rio, ela trabalhou como jornalista na "Revista Visão", no "Jornal do Brasil" e na TV Globo. Durante a ditadura, morou na Suíça, onde fez doutorado e lecionou por dez anos.
Sua trajetória é marcada por trabalhos relacionados à situação da mulher. É autora de "Le féminin ambigu" e "La culture des femmes", publicados na Europa, e de "Elogio da diferença", lançado no Brasil e nos Estados Unidos. Rosiska co-chefiou a delegação à Conferência Mundial sobre a Mulher em Pequim, presidiu o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e fundou, em 1996, o Centro de Liderança da Mulher, do qual é presidente. Membro do Painel Mundial sobre Democracia da Unesco, ela também foi embaixadora do Brasil junto a Comissão Interamericana de Mulheres da OEA e fez parte do Conselho sobre Mulher e Desenvolvimento do BID.
Colunista dos jornais "O Globo" e "O Estado de São Paulo", Rosiska também é autora de livros como "A Dama e o unicórnio", "Outono de ouro e sangue", "A natureza do escorpião" e "Chão de terra".
"A Academia [...] se sente enriquecida com o aumento de seu naipe feminino", disse o Secretário-Geral da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, segundo comunicado divulgado pela instituição. Cavalcanti presidiu a sessão no lugar da presidente, Ana Maria Machado, ausente por motivos particulares. Dos 38 votantes, 26 estavam presentes e 12 declararam seu voto por carta.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

NÃO AOS MÉDICOS ESTRANGEIROS E AO SERVIÇO OBRIGATÓRIO NO INFERNO DO SUS.

Cesar Techio
Economista – Advogado

            Importar médicos estrangeiros, principalmente de Cuba, Bolívia, Argentina, Peru, Colômbia e Equador, países que possuem faculdades de medicina distantes da excelência acadêmica que se exige para a formação de bons profissionais, se constitui numa ofensa aos estudantes de medicina, suas família e ao povo brasileiro. Os médicos oriundos dos países mencionados são tão bons, que, dos 677 profissionais que se submeteram às provas teóricas e práticas exigidas para revalidação de diploma, em 2011, 88% foram reprovados. E, para piorar a situação da medicina no Brasil, a presidente Dilma Rousseff resolveu dar uma “canetada”, por odiosa Medida Provisória” (n° 621, de 8/07/2013 que institui o “Programa Mais Médicos”) e obrigar  os estudantes de medicina, a partir de 1° de janeiro de 2015, assim que completarem o curso a trabalharem praticamente de graça para o SUS, caso pretenderem receber o diploma. A formação do médico abrangerá dois ciclos: O primeiro impõe o cumprimento de carga horária não inferior a sete mil e duzentas horas; o segundo obriga a treinamento em serviço, exclusivamente na atenção básica à saúde no âmbito do SUS, com duração mínima de dois anos. Este serviço obrigatório, gratuito, do segundo ciclo, não dispensará o estudante de medicina do estágio curricular obrigatório de treinamento em serviço supervisionado, em regime de internato (Residência), desenvolvido durante o primeiro ciclo do curso.

            Com isso, a Presidente interviu de forma ditatorial e indevida na vida dos cidadãos, desqualificando de vez a medicina, na medida em que atrasará especializações, pós-graduações e doutorados. E suma: uma família que se sacrifica ao extremo para pagar em torno de 4 mil reais por mês para o filho se formar numa faculdade de medicina, se obrigará a vê-lo ingressar no inferno do SUS e atrasar sua qualificação e futuro por dois anos. É evidente que os estudantes vocacionados vão perder o interesse em seguir a carreira que lhe exigirá seis anos de estudo, mais dois de residência médica e mais dois anos de serviço gratuito. Mas para quem quiser se especializar, serão mais dois anos pela frente, ou seja, 6(curricular)+2(residência)+2(SUS)+2(especialização)=12 anos.
    
        É óbvio que os brasileiros que pagam impostos e sofrem para se formar não aceitarão serem desclassificados e penalizados duplamente. Primeiro porque perdem oportunidade profissional em detrimento de estrangeiros e segundo porque serão atendidos por médicos formados em faculdades de segunda linha.  A presidente Dilma Rousseff na medida em que acaba com um dos princípios constitucionais mais caros para os profissionais de todas as profissões, que é a liberdade do exercício profissional, assaca contra a liberdade dos cidadãos brasileiros de trabalharem onde bem quiserem e entenderem. Chega a ser uma aberração instituir serviço civil obrigatório aos recém-formados em medicina fundamentado na ideia de que é a sociedade quem contribuí para com a formação dos mesmos mediante financiamentos. Ora, os financiamentos são e serão pagos e não servem de justificativa para tolher a liberdade da profissão.  Melhor seria pagar dignamente os médicos que trabalham no SUS e no interior do Brasil.
       
     Pensamento da semana: “Quero ver alguém falar “a fila anda” na fila do SUS.”

quarta-feira, 3 de julho de 2013

PARTIDOS E MOVIMENTOS: O GRITO DA CONSTITUIÇÃO.



Cesar Techio
Economista – Advogado


                   A ideia de supressão dos partidos políticos não se alinha com a necessária representação pelas demandas sociais que só podem ocorrer através de modelos de representatividade organizadas, ou seja, através de partidos políticos. A vontade de diminuir ou de mitigar o peso da influencia dos partidos sobre a vida política do país e dos cidadãos anda na contramão de soluções organizadas que podem viabilizar o alargamento das margens de participação popular no que realmente interessa: decisões partidárias que se refletem nas decisões dos representantes do povo. Candidaturas livres e sem fiscalização partidária que imponha a obrigação de fidelidade aos compromissos assumidos em campanha, tendem a se firmar como aventuras por trás das quais sempre existirão grupos específicos de interesses coorporativos, livres das amarras disciplinares, principiológicas, filosóficas e doutrinárias dos partidos políticos. Sem os partidos políticos é impossível estabelecer, de forma viável, padrões de racionalidade baseados no cumprimento das obrigações com a população.

                   Se, os movimentos de rua expressam demandas de conteúdos variados, como por exemplo, morais, políticos, econômicos, culturais, etc., também é preciso considerar que estes valores já se encontram normatizados, na condição de princípios, na própria Constituição Federal. São valores positivados, na condição de normas pétreas que devem obrigatoriamente dirigir a vida do país e dos cidadãos. Ora, os gritos dos cidadãos em frenético movimento pelas ruas, aqui no Brasil, apenas reproduzem os gritos da própria Constituição, a qual apresenta programas e objetivos que impõem a concretização destes valores em favor da dignidade humana no dia a dia da vida do povo.

                   Na realidade, são direitos fundamentais que exigem a realização de um modelo de democracia que deve valorizar mais o seu componente substancial e menos o formal, como meio de concretização. Os gritos de ordem das massas, assim como os princípios constitucionais gritados pela Constituição Federal, também exigem uma democracia participativa, ajustada a cada situação e legitimada pela vontade popular em eleições livres, ordenadas e disciplinadas. Esta participação somente pode ocorrer quando os cidadãos que integram os movimentos, também participarem dos partidos políticos na condição de fermento de qualidade moral e ética, inseridos na massa da política representativa. Esta solução pode fazer a diferença na construção de partidos políticos mais empenhados na efetividade dos princípios constitucionais. A filiação partidária é expressão ímpar de cidadania e a participação popular nos partidos políticos, (com a mesma disposição que se observa nos protestos de rua) é o caminho mais eficiente para mudar os rumos da vida política no país. Afirmar que a política é suja e que os políticos são sujos (porque realmente muitos são mesmo) e simplesmente permanecer no estágio de protesto de rua é muito pouco para mudar o Brasil. Suprimir o sistema de representação partidária, nesta linha, é um verdadeiro tiro na água.  A verdade é que não adianta jogar a massa fora. É preciso colocar fermento nela para que cresça em qualidade, efetividade ética, honestidade, moral e sacie a fome por justiça social.  A habilidade para lidar com as diferenças geradoras de conflitos de classe, de desequilíbrios econômicos, de concentração de renda, de misérias e carestias é o primeiro desafio exigido das pessoas que participam dos movimentos populares. Serem fermento na massa é o segundo.


Pensamento da semana: Filiar-se a um partido político para fazer a diferença. Eis a questão.




quarta-feira, 26 de junho de 2013

MOVIMENTOS: PROJETOS DE POLÍTICAS PÚBLICAS?



                     Cesar Techio - Economista – Advogado
        
            
            Os movimentos de rua espalhados por todo o Brasil apresentam demandas particulares e isoladas contra a carestia de vida; a inflação que inviabiliza a sobrevivência; a precariedade do acesso a bens e serviços; a corrupção sempre presente no sistema político brasileiro; a concentração de poder econômico e financeiro versus a pobreza das massas; a proverbial capacidade de mentir dos políticos; o sistema capitalista não distributivo de renda e propriedade, entre outros. A demanda pela diminuição do valor de passagens de ônibus, transformada em luta pelo transporte público gratuito, de qualidade e contra o gigantesco lucro das empresas que prestam este serviço na forma de concessão, foi apenas o início de um movimento que estabeleceu um novo espaço para múltiplas e diferentes demandas. O movimento cresceu através de demandas heterogêneas, diferentes, que se identificam uma com as outras formando uma onda crescente de descontentamento: o sem teto se identifica com o agricultor explorado, este com o professor aviltado no salário e assim por diante.  

            A partir deste momento, em que se instala uma crise identificada com uma corrente contínua de várias demandas por cidadania, o discurso deixa de pertencer a um segmento e passa a ser expressão de todas as situações vivenciadas por todos os cidadãos. O movimento também possui caráter independente, de natureza civil, com sua própria forma, com seu próprio sistema de referências, apartado dos políticos e dos partidos políticos. Aparentemente surgiu sem lideranças específicas. Alguns jovens apareceram saindo do encontro com a Presidente da República na condição de responsáveis pelos movimentos nas grandes capitais. Mesmo diante da proposta de reforma política, ao sair do encontro reafirmaram uma completa emancipação em relação às leis e estruturas do sistema de direito estabelecido, o que, a primeira vista faz parecer que o movimento nacional se alimenta por critérios cegos ou por ausência de critério.

            O certo é que as massas tem personalidade distinta da de seus componentes e a emancipação do movimento de demandas proporcionado por elas não tem projetos concretos de construção de políticas públicas. José Renato Soethe, em artigo publicado na rede social Facebook constata que as ideias e proposições dos protestos de rua precisam ser organizadas: “Mas, como organizá-las? Para isto, talvez, a pergunta metodológica é a de como melhor organizar estas manifestações. A possibilidade de uma melhor organização das ideias, proposições e demandas depende de uma melhor organização das manifestações. Como transformar estas contribuições em canais de construção de políticas públicas? Alguém tem alguma contribuição acerca disto? Eu tenho...”. Então, resta aguardar a urgente contribuição do professor da Unisinos, uma vez que a emancipação do movimento sem sujeito, nome ou projeto parece ser "responsabilidade" do outro, da massa abstrata que caminha pelas ruas empunhando palavras de ordem no âmbito da subjetividade e, com efeitos colaterais indesejados por ela mesma, de quebra-quebra, desordem e desorganização.


            Pensamento da semana: Parabéns a Everson Durgante e a juventude “VemPraRua” pelo movimento pacífico e propositivo de Concórdia. 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

PSEUDOS DEMOCRATAS. COVARDES


PSEUDOS DEMOCRATAS. COVARDES. 

Vândalos e vagabundos envergonham a maioria da nação que participam em clima de civilidade, civismo e patriotismo dos movimentos de rua no Brasil.
Os manifestantes devem se afastar destes cacos, desclassificados, assaltantes e BANDIDOS que se aproveitam e se infiltram dos movimentos pacíficos e democráticos.
O direito de ir e vir deve ser de todos, dos manifestantes e dos que não se manifestam, pois a democracia implica em entender que o  MEU DIREITO, TERMINA ONDE COMEÇA O DIREITO DO OUTRO.  O DIREITO DE IR E VIR DOS CIDADÃOS QUE TRANSITAM EM VEÍCULOS AUTOMOTORES TAMBÉM DEVE SER RESPEITADO.

VIVA O BRASIL. VIVA O MINISTÉRIO PÚBLICO. ABAIXO A PEC 37!!!!
VIVA O PODER JUDICIÁRIO, ILHA DE RESISTÊNCIA MORAL E CÍVICA DA NAÇÃO.

VIVA OS BONS REPRESENTANTES DO POVO, OS QUE AMAM E RESPEITAM O POVO SOFRIDO QUE OS ELEGERAM.

VIVA A ORDEM!

VIVA O PROGRESSO E DESENVOLVIMENTO!

VIVA O DIREITO!

VIVA A JUSTIÇA!

VIVA O SISTEMA DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

VIVA OS MANIFESTANTES DE RUAS.

CADEIA PARA VÂNDALOS E VAGABUNDOS!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

CANTEIRO DE OBRAS


                     Cesar Techio - Economista – Advogado
           
         Uma organização que envolve estudos técnicos e participação intensa das lideranças políticas, empresariais, sindicais, religiosas e forças vivas da sociedade, permitiu trazer a lume o primeiro vislumbre de como será o futuro do município de Concórdia, com o livro “Concórdia 2030”.  A partir deste primeiro passo visionário, aliado ao plano de governo apresentado nas eleições municipais de 2012 e ao que foi decidido na 4ª Conferência da Cidade e no 2º Congresso Municipal, o “Avança Concórdia”, lançado em 18/06/2013, prevê investimentos na ordem de 80 milhões de reais sob o comando do Município e visa dinamizar uma infraestrutura irradiadora e indutora de desenvolvimento que se estenderá ao setor privado, do qual se espera investimentos na ordem de mais de 100 milhões de reais.

          Por trás de todo este movimento desenvolvimentista e na liderança do gigantesco esforço para alçar o município a um padrão de primeiro mundo, pontifica o presidente da Comissão Central Organizadora da Expo Concórdia, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável e vice-prefeito Neuri Santhier. A excelência de sua ação administrativa integra uma metodologia que franqueia a todos os setores da sociedade participar e decidir de forma conjunta e concreta quais devam ser os investimentos de maior impacto social. Projetos já em andamento e, outros a alçarem vôo no decorrer do mandato do prefeito João Girardi, contaram com o apoio da ACIC, CDL, UMANC, representante do deputado Moacir Sopelsa, representante do deputado Neodi Saretta, do Secretário Paulo Pastore representando o governador do Estado de Santa Catarina, do presidente da Câmara de Vereadores Dr. Rogério Pacheco, dos representantes das classes sindicais e dos representantes dos movimentos sociais.

         Dentro de um grande espírito de união em favor de Concórdia, as lideranças almejaram que os projetos apresentados no evento, sejam concretizados dentro dos cronogramas estabelecidos a curto, médio e longo prazo. Investimentos federal, estadual, municipal, de Bancos de Desenvolvimento e em parceria com a iniciativa privada darão suporte a esta nova etapa da nossa história. Concórdia vai virar um imenso canteiro de obras, como, por exemplo: nova rodoviária com dinheiro exclusivo da iniciativa privada sob regime de concessão; pavimentação de 110 ruas; asfaltamento do acesso ao Loteamento Sintrial e Distrito de Presidente Kennedy; duplicação da rua Attílio Fontana e revitalização da Tancredo Neves; contratação do projeto e abertura do contorno viário sul com traçado saindo do trevo de Presidente kennedy, via Loteamento Sintrial, Linha Guarani, Linha Vitória, Nova Brasília, Alto Suruvi, até a BR 153;  pavimentações da Linha Pinhal e Sede Brum; construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), 24 horas por dia, sete dias por semana; novos Postos de Saúde, contratação de um batalhão de profissionais de saúde, a par de outros investimentos que vão revolucionar o sistema de saúde pública de Concórdia.

         Enfim, este imenso projeto busca tornar a nossa vida, enquanto cidadãos, digna de ser vivida e é revelador de um ambiente organizado, planejado no qual os atores somos todos nós. É de se almejar que a juventude, os trabalhadores rurais e urbanos, os intelectuais, os empresários, as donas de casa, as empregadas domésticas, as lideranças religiosas, enfim, a nossa sociedade, transcendendo os clichês negativistas, estéreis, político-partidários e ideológicos dos que sempre são contra, abracem em unidade, esperança e bom ânimo este formidável projeto de elevado valor público e social.

Pensamento da semana: “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo." Forest C. Shaklee

quarta-feira, 12 de junho de 2013

CARGOS DE CONFIANÇA E GOVERNABILIDADE


                     Cesar Techio - Economista – Advogado
        
     O artigo 37, inciso V da Constituição Federal demonstra que os cargos de confiança do Poder Executivo, em todas as esferas da Administração Pública, se constituem em modalidade de provimento de cargos de livre nomeação e exoneração sendo que a manutenção dos mesmos atende o espírito da lei (“mens legis”), que é permitir ao Executivo uma maior eficiência às ações governamentais. A intenção dos legisladores (“mens legislatoris”) foi a de construir meios de governabilidade e de governança fundamentais ao enfrentamento das propostas assumidas em campanha pelos candidatos e dos compromissos de gestão e de desenvolvimento assumidos pela coalizão de partidos políticos coligados.  É preciso considerar, sem qualquer desrespeito aos que batem em teclas diferentes, que a manutenção de cargos de confiança se afigura absolutamente necessária para a garantia da implantação dos projetos de governo. Nos cargos chaves de comando são conduzidos aliados, pessoas capazes e de absoluta confiança do governante, demissíveis “ad natum”. Quaisquer desvios das metas estabelecidas de competência, seriedade e de resultados propostos ao desempenho do ocupante do cargo, o mesmo pode ser imediatamente demitido, ao arbítrio do governante.

   Os cargos de confiança são garantidores não só da governabilidade, como “longa manus” do projeto de gestão do governante, mas também se constituem na fidúcia de que a máquina pública funcionará mesmo diante de greves dos que possuem estabilidade funcional ou ainda perante a má vontade, preguiça e indolência dos que emperram o serviço público encastelados na estabilidade do cargo. Com efeito, o caos estabelecido em casos de greve, sem entrar no mérito de ser escudada por pleitos justos ou não, carreia graves consequências à prestação dos serviços públicos, inclusive os essenciais, como os de saúde, educação, entre outros. A ditadura de sindicatos partidarizados e um governo refém do funcionalismo público são tudo com o que anarquistas e opositores inconsequentes sonham.

     Consequentemente, a diminuição ou eliminação de cargos de confiança, desestabiliza o governo e mina a governabilidade. Neste aspecto, é preciso alertar aos navegantes que propõem a diminuição ou eliminação de cargos de confiança, que o desiderato da sociedade é o de uma gestão pública eficiente, eficaz, competente, honesta e ágil, voltada à implementação de políticas públicas; de resultados otimizados na prestação dos serviços e de uma estrutura administrativa bem articulada, harmônica e fiel ao projeto de governo vitorioso nas eleições.

    Com exceção do judiciário e do Ministério Público, por imperativos da própria função, a estabilidade em nada contribui para com a necessidade do cumprimento do dever pelo servidor, além do que, emperra a contenção de despesas dentro de um universo da folha de pagamento infinitamente maior do que o dos necessários e imprescindíveis cargos de confiança. E, naquele âmbito, a Lei de responsabilidade fiscal socorre o interesse público, na medida em que responsabiliza o administrador que ultrapassar o limite legal de despesas com pessoal, pouco importando as manobras impositivas e as estratégias de uma oposição que quer ver a Administração “pegar fogo”. Enfim, o abismo que muitas vezes separa a qualidade dos serviços prestados por empregados da iniciativa privada e o mesmo oferecido por funcionários protegidos pela estabilidade e unidos pelo corporativismo sindical, exige inversão de pauta na discussão legislativa.

Pensamento da semana: “Os funcionários públicos no Brasil gozam de um privilégio concedido a poucos mortais em idade produtiva: A estabilidade no emprego.” Arthurius Maximus

terça-feira, 11 de junho de 2013

JOSE MUJICA - PRESIDENTE DO URUGUAI


“Estão loucos. Que prêmio da paz, nem prêmio de nada. Se me derem um prêmio desses seria uma honra para os humildes do Uruguai conseguirem um dinheiro a mais para fazer casinhas… no Uruguai temos muitas mulheres sozinhas com quatro, cinco filhos porque os homens as abandonaram e lutamos para que possam ter um teto digno… Bom, para isso teria sentido. Mas a paz se leva interiormente. E o prêmio eu já tenho. O prêmio está nas ruas do meu país. No abraço dos meus companheiros, nas casas humildes, nos bares, nas pessoas comuns. No meu país eu caminho pela rua e vou comer em qualquer bar sem essa parafernália de gente de Estado.”

quarta-feira, 5 de junho de 2013

INFERNO

                     Cesar Techio - Economista – Advogado
      
            O inferno até pode ser parecido com o que descreve Dante Alighieri na “A Divina Comédia” ou com o que conta Dan Brown no livro “Hell” (Inferno), recém-lançado a nível mundial e que promete ser mais um best-seller na linha de “O Código da Vinci”, de sua autoria. Mas, certamente é idêntico ao que vem ocorrendo atualmente, aqui mesmo na terra. Estamos na época de que fala o Apocalipse de João, o último discípulo de Jesus, em cartas às igrejas cristãs: o princípio das dores com fomes, pestes, terremotos, tsunamis e guerras. Crimes bárbaros, como latrocínios, estupros, ataques impiedosos a vulneráveis, matança com extrema violência por motivos fúteis, são traços da mais escandalosa crueldade e da descaracterização do homem como filho de Deus. Atear fogo em dentistas no seu local de trabalho, usar armas químicas e tortura contra velhos, crianças e famílias na Síria, são nuances que fecham o cerco da desesperança, miséria, dor e do fim da humanidade. No epicentro de tudo isso se encontra o homem e o egoísmo encravado no seu coração. Frenética, diuturna e exclusivamente, dia após dia, volta todas as suas forças para ser referência, prioridade e centro do mundo. Tudo têm que se amoldar ao seu bem estar pouco importando as necessidades, dificuldades, sofrimentos e sonhos das demais pessoas.

             Este comportamento suicida tem a ver com um mecanismo genético, próprio da natureza humana, destinado à preservação da espécie e à sobrevivência do animal mais forte em detrimento dos outros. Há quem diga, entretanto, que a maldade humana tem a ver com deficiência no processo de educação. Vencida a etapa da infância, na qual as práticas egocêntricas são normais, sua extensão na vida adulta passa a ser reflexo da ausência de boa formação. Portanto, o egoísmo na vida adulta é considerado um vício de natureza moral. Com efeito, a educação familiar, assim como a construída no seio das escolas e igrejas deve permitir às pessoas entenderem e avaliarem criticamente o meio em que vivem com a adoção de hábitos permanentes de reflexão voltados ao amor, à compaixão, ao perdão, ao partilhar, ao altruísmo...

            Neste contexto, as escolas e igrejas precisam dar urgente prioridade aos ensinamentos cristãos de modo a permitir a que todos reconheçam humildemente a presença de Deus e a verdadeira alegria em servir o próximo. A doutrina cristã não pode ser alienante, ao contrário, deve incluir forte motivação à capacidade de raciocinar lógica, reflexiva e criticamente. A capacidade de pensar no formato cristão é essencial para a opção entre destruir ou preservar, amar ou odiar, viver o céu aqui e agora ou mergulhar no inferno apocalíptico já presente em nosso meio.


            Pensamento da semana: Qualquer um que diga que é cristão deve viver como Cristo viveu. 1 João, 2,6

quarta-feira, 29 de maio de 2013

RAIMUNDO COLOMBO


              
 Cesar Techio - Economista – Advogado
        
            Se o governador Raimundo Colombo, dentro de seus compromissos e obrigações de estado, imagina que o repasse de 5,3 milhões para o Hospital São Francisco e de 15 milhões em convênios para investimentos em educação, saúde, saneamento e obras de infraestruturas para a região servirá para aproximá-lo ainda mais do povo catarinense, ele está certíssimo. Em palestra surpreendente e afinada com um projeto de governo voltado ao desenvolvimento, o governador iluminou a plateia lotada, na Casa da Cultura, com o exemplo de grandes empresários, como os de Werner Ricardo Voigt,  Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus cuja trajetória iniciou em 1961, quando os três fundaram a Eletromotores Jaraguá, mas tarde a Eletromotores WEG, feliz junção das iniciais dos três fundadores; Attilio Francisco Xavier Fontana, o fundador da Sadia, a maior produtora brasileira de alimentos semi-prontos e industrializados, entre outros grandes homens. Também mostrou em vídeo a vida de cidadãos comuns, suas lutas e heroísmos, afirmando que o nosso povo tem qualidade de caráter, é trabalhador e faz a diferença nas horas mais difíceis.

            O governador trouxe informações extremamente importantes, fazendo ver que do orçamento do estado, por contingências legais sobra apenas 5% para investimentos e que, dentro deste universo, obteve êxito em endurecer com prestadores de serviços e fornecedores para abaixar preços com grande economia aos cofres públicos. De coração aberto, não teve qualquer escrúpulo em prestar contas de forma clara e transparente, mostrando suas conquistas, dificuldades, decepções e alegrias. Afirmou que, independentemente de partido político é preciso pensar na sociedade e que, a melhor forma de fazer isso é através de parcerias com os municípios, abrindo o governo para que a população questione, acompanhe, fiscalize e participe. E provou como se faz, visitando João Girardi em seu próprio gabinete, ocasião em que, sensível ao pedido do prefeito e do deputado Neodi Saretta, dobrou o valor de repasse para a Expo Concórdia.

            Depois de dois anos de arrocho orçamentário, tempo em que enfrentou com coragem e determinação violentos ataques a ônibus promovidos por facções criminosas, greves de professores e outras limitações, o governador afirmou que é hora de “abrir tudo para que as pessoas percebam o governo que elas têm e ajudem a governar”. Enfim, incorporando conhecimento político com  linguagem acessível, a palestra do governador serviu para estabelecer e revelar coerência com um projeto de governo que tende a se firmar e estender com eventual reeleição em 2014. O novo asfalto e traçado entre Jaborá e Concórdia; o significativo apoio ao Hospital São Francisco e os investimentos para o sistema de água/esgoto da CASAN, podem de fato alavancar a ideia de sua recondução ao comando do governo. De qualquer forma, a construção intelectual de suas palestras possuem fontes em situações vivenciadas por ele, pelo seu governo e pelo povo a quem ele serve. Tivemos a feliz oportunidade de perscrutá-las sob as perspectivas de um governador que se mostra responsável, dinâmico, inteligente, humano e idealista.

Pensamento da semana: “Não são os grandes homens que transformam o mundo, mas sim os fracos e pequenos nas mãos de um grande Deus.” Evangélicos.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

ALBINO ZANATTA: "NAQUELA ÉPOCA"



                     Cesar Techio - Economista – Advogado
        
            Sobejas razões me movem a comemorar a leitura do livro “Naquela Época”, cujo personagem central é o brasileiríssimo Albino Zanatta, oriundo da Itália para o coração de Concórdia, onde nasceu de sentimento, trabalho e amor pela família, pelos concordienses, pela empresa Sadia e pelo Brasil. O relato de sua vida é a dos grandes homens que construíram o sul do país, o desenvolvimento no campo da tecnologia e de um modo de ser e de viver ímpar, de qualidade moral inquebrantável. Em evocando estas efemérides, jubilo linha após linha de um livro que deve compor os de conhecimento da história de Concórdia, da empresa Sadia e do que os imigrantes italianos fizeram de melhor por todos nós. Devemos colher as lições e ensinamentos da robusta mentalidade e visão cultural europeia que por aqui aportou através dos ensinamentos ofertados pela vida de Albino Zanatta. Não se trata de pesquisar por simples interesse acadêmico os alicerces da nossa história, mas de toma-los como paradigma de nosso agir e de nossa identidade. A originalidade do livro, que contou com o apoio de Carlos Fernando Comassetto, mestre em história e, de Eduardo Agostinho Comassetto, mestre em Educação, consiste, justamente em coligir dados dispersos da história da Itália a partir de 1932 e de Concórdia a partir de 07/12/1949, em sua maioria totalmente inéditos. O trabalho possibilita ao leitor uma visão panorâmica acerca de detalhes que formataram o viver da maioria dos nossos antepassados, muitos ainda em nosso meio a fornecerem preciosas lições de vida.

            Tenho sincero orgulho, senão encantamento, de ter conhecido Albino Zanatta e me deparar, ainda hoje, com seu olhar cheio de bondade e vivacidade. Vejo nele o “italianinho” que casou com dona Noemia em 1957; o menino, filho de Eugênio Zanatta, em plena segunda guerra mundial na comuna de Sarcedo, província de Vicenza, frequentando o jardim de infância, ouvindo o soar dos sinos da igreja chamando para a missa, convivendo até os dezessete anos com os avós maternos Giuseppe Zucchi e Úrsula Franzon, trabalhando com o pai numa fábrica de tecido. E, depois, finda a guerra, migrando para o Brasil em 16/11/1949, para um lugar pequeno, tanto quanto era a terra natal, mas que, apesar do confronto com o tremendo atraso cultural, foi o berço de um futuro de muito amor e realizações.

            A biografia de Albino Zanatta é rica em conhecimento da história e pródiga em superação. Seu aprendizado do português com a professora Frai Hoffman no Grupo Escolar Deodoro e de especialização de ofício no SENAI de São Paulo, à época da morte de Getúlio Vargas, deram impulso a um profissional de ouro. A montagem do Moinho da Lapa, em São Paulo, ao aprendizado tecnológico nos Estados Unidos, colocaram Albino Zanatta no centro do início da história de expansão das empresas ligadas a família de Attilio Francisco Xavier Fontana, o fundador da Sadia e, no ápice da projeção de Concórdia no cenário nacional e internacional. Por estes motivos, o livro que conta a história de sua vida deveria ser inserido no curriculum obrigatório de todas as nossas escolas. Seu conteúdo é enobrecedor e formador de caráter.

Pensamento da semana: “Não vai! Fica aqui conosco!” Amigos de Albino Zanatta em sua partida para o Brasil.

sábado, 18 de maio de 2013

NÃO COMPARTILHAR COM OS POBRES OS PRÓPRIOS BENS É ROUBAR DELES E TIRAR-LHES A VIDA



Discurso do Papa Francisco aos embaixadores
16/05/2013, 10hs20min
Sala Clementina no Palácio Apostólico do Vaticano

Senhores Embaixadores

Com alegria acolho-os por ocasião da apresentação das Cartas, que os credenciam como Embaixadores extraordinários e plenipotenciários de seus respectivos Países junto à Santa Sé: Kyrgystão, Antígua e Barbuda, Grão Ducado de Luxemburgo e Botswana.

As cordiais palavras que me dirigiram, as quais agradeço com vivo apreço, testemunham que os Chefes de Estado de seus Países desejam desenvolver as relações de estima e de colaboração com a Santa Sé. Ficaria agradecido se os senhores lhes transmitissem os meus sentimentos de gratidão e de respeito, acompanhados das minhas orações pelas suas pessoas e seus compatriotas.

Senhores Embaixadores, a humanidade vive neste momento como um retorno à própria história, considerando os progressos registrados nos vários âmbitos. Devemos louvar os resultados positivos, que concorrem para um autêntico bem-estar da humanidade, como por exemplo, no campo da saúde, da educação e da comunicação.

No entanto, devemos reconhecer também que a maior parte dos homens e das mulheres do nosso tempo continuam a viver numa precariedade quotidiana com consequências funestas. Aumentam algumas patologias, com suas consequências psicológicas; o medo e o desespero arrebatam os corações de numerosas pessoas, mesmo nos Países considerados ricos; a alegria de viver começa a diminuir; a indecência e a violência estão em aumento; a pobreza se torna mais evidente. Deve-se lutar para viver e, muitas vezes, viver com pouca dignidade.

Uma das causas desta situação, na minha opinião, consiste na relação que temos com o dinheiro, ao aceitar o seu domínio sobre nós e sobre nossas sociedades. Assim, a crise financeira, pela qual estamos atravessando, faz-nos esquecer da sua origem primordial, arraigada numa profunda crise antropológica: a negação da primazia do homem! Criamos novos ídolos. A adoração do antigo bezerro de ouro (Cf. Ex 32,15-34) defronta-se com uma nova e impiedosa imagem do feiticismo do dinheiro e da ditadura da economia sem fisionomia e nem objetivo realmente humano.

A crise mundial, que envolve as finanças e a economia, parece colocar em luz as suas deformações e, sobretudo, a grave falta da sua perspectiva antropológica, que reduz o homem a uma única exigência: o consumismo. E, ainda pior, o ser humano, hoje, é considerado como um bem de consumo, que se pode usar e, depois, jogar fora. Este desvio se verifica, em nível individual e social, e é favorecido! Em tal contexto, a solidariedade, tesouro dos pobres, é, muitas vezes, considerada contraproducente, contrária à racionalidade financeira e econômica.

Enquanto a renda de uma minoria aumenta, de maneira exponencial, aquela da maioria enfraquece. Este desequilíbrio deriva de ideologias, que promovem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira, negando assim o direito de controle por parte dos Estados, que também devem prover o bem comum. Instaura-se, assim, uma nova tirania invisível, às vezes virtual, que impõe, unilateralmente e sem recurso possível, suas leis e suas regras. O endividamento e o crédito, outrossim, distanciam os Países e a sua economia real e os cidadãos do seu poder de aquisição real. Além do mais, pode-se acrescentar a tudo isso uma corrupção tentadora e uma evasão fiscal egoísta, que assumiram dimensões mundiais. O desejo de poder e de posse tornou-se ilimitado.

Atrás desta atitude oculta-se a rejeição da ética, a rejeição de Deus. Como a solidariedade, também a ética incomoda; ela é considerada contraproducente; como muito humana, porque relativiza o dinheiro e o poder; como uma ameaça, porque rejeita a manipulação e a submissão da pessoa.

A ética conduz a Deus, que se aliena das categorias do mercado. Deus é considerado, pelos financeiros, economistas e políticos, como incontrolável ou até perigoso, porque induz o homem à sua plena realização e à independência de qualquer tipo de escravidão. A ética – uma ética naturalmente não ideológica – permite, na minha opinião, criar um equilíbrio e uma ordem social mais humanos.

Neste sentido, encorajo os peritos financeiros e os governantes dos seus Países a refletirem sobre as palavras de São João Crisóstomo: «Não compartilhar com os pobres os próprios bens é roubar deles e tirar-lhes a vida. Os bens que possuímos não são nossos, mas deles» (Homilia sobre Lázaro, 1, 6 : PG 48, 992D).

Prezados Embaixadores, seria de bom augúrio fazer uma reforma financeira, que seja ética e que comporte, por sua vez, uma reforma econômica salutar para todos. No entanto, ela requereria uma corajosa mudança de atitude dos dirigentes políticos. Exorto-lhes, pois, a enfrentar este desafio com determinação e perspicácia, levando em conta, naturalmente, a peculiaridade dos seus contextos. O dinheiro deve servir e não governar!

O Papa ama todos, ricos e pobres; mas o Papa tem o dever, em nome de Cristo, de recordar ao rico que deve ajudar o pobre, respeitá-lo, promovê-lo. O papa exorta à solidariedade desinteressada e a um retorno da ética para o bem do homem, na sua realidade financeira e econômica.

A Igreja, por sua vez, trabalha sempre para o desenvolvimento integral de cada pessoa. Neste sentido, ela recorda que o bem comum não deveria ser um simples acréscimo, um simples esquema conceitual de qualidade inferior, inserido nos programas políticos.

A Igreja encoraja os governantes a estarem, realmente, a serviço do bem comum das suas populações. Ela exorta os dirigentes das realidades financeiras a levarem em consideração a ética e a solidariedade. E por que não se dirigirem a Deus para inspirar seus desígnios? Assim, poder-se-ia criar uma nova mentalidade política e econômica, a fim de contribuir para transformar a dicotomia absoluta entre a esfera econômica e a social em uma sã convivência.
Enfim, saúdo com afeto, através dos senhores, os Pastores e os fiéis das comunidades católicas presentes em seus Países. Exorto-os a continuar o seu corajoso e alegre testemunho de fé e de amor fraterno ensinados por Cristo.

Não tenham medo de oferecer a sua contribuição para o desenvolvimento dos seus Países, mediante iniciativas e atitudes inspirados nas Sagradas Escrituras! E, no momento em que inauguram a sua missão, faço-lhes, Senhores Embaixadores, as minhas melhores felicitações, assegurando a colaboração da Cúria Romana para o cumprimento da sua função.

Enfim, invoco, com prazer, sobre os senhores e seus familiares, como também sobre seus colaboradores, a abundância das Bênçãos divinas.