quarta-feira, 13 de maio de 2015

CLUBE 29 DE JULHO: DO LADO ESQUERDO DO PEITO.



Cesar Techio
Economista – Advogado

Entre um abraço e outro, entre cumprimentos saudosos, fraternos e sinceros, quedei-me emocionado a refletir sobre cada um dos convivas presentes no jantar em homenagem ao dia das mães, no nosso amado Clube 29 de Julho. As mais tradicionais famílias desta cidade, na pessoa de seus filhos e filhas, se reuniram em fraternidade para lembrar as origens, emolduradas em alegre celebração pelas mães, as que geraram essa grande comunidade. O excepcional cardápio servido pelo melhor restaurante da cidade, o do Clube 29 de Julho, reuniu em torno da mesma mesa, o melhor da nossa brava gente que representa o que ainda sabemos conservar: capacidade de amar, de confraternizar, partilhar e de trabalhar honesta e duramente. Nada do que construímos foi ganho na flauta. Nossas gerações souberam ganhar o sustento com o suor do rosto. Por isso, na medida da nossa fé e das nossas forças, vivemos no presente os sonhos dos que nos antecederam. Nos descendentes dos que iniciaram esta cidade, mesmo nas divergências que fazem parte da vida, nos reconhecemos uns aos outros, como membros da mesma família. 

No dia 08 de maio de 2015, celebramos a união desta grande família, mesmo dia em que a família Pozza comemorou 78 anos de chegada em Concórdia. Dia em que me veio ao coração vários nomes que representam as mais autênticas raízes da nossa história: Euclides Marcon, Werner Kunze, Angelo Spricigo, Elio Brunetto, Alvaro Pille, Arlindo Grapeggia, Armin Hobbi, Armindo Pozza, Arnaldo Magarinos, Deonildo Brusco, Hugo Pretto, Dilson  Bonim, Domingos De Carli, Wilson Casagrande, Durval de Barba, Sunta Cisotto, Osorio Furlan, Egon Bonn, Osmar Colpani, Ilgo Kaffer, Gervásio Lamonatto, Trajano Cellant, Gildo Vezaro, Herbert Nilson, Irineu Roratto, Itália  Fontana, Jandir Dassi, Zolmiro Paludo, Jairo Dalcanale, Jorge Tramontini, Laurindo Souza, Lino Biazus, Oscar Tomazoni, Adelmo Budant, Adierso e Alvary Boron, Luiz Suzin Marini, Amoacir e Laurido Baldi, Antonio Muller, Mario Kesller, José Chiochetta, Mário Pagnoncelli, Osvino Amant, Zoé Silveira D’Ávila, Alfonso Techio, Danilo Bertuzzi, Moacir e Belmiro Sopelsa, Geni Bonatto, Marivaldo Prazeres, Anavir Cristofoli, Jair Favassa, Plinio Pacheco, Marli Poletto Hess, Darci Biazus, Nadir Passarini, Dario Farina, Rene Percio, Gervásio Lamonatto, Newton Pedott, Octacilio Biazus, Diogenes Rossetto, Octaviano Zandonai, Zelso Sebem, Odete Sella, Odilio Arruda Lins, Olímpio Borille, Onorino Dallagnol, Paulo Tramontini, Pedro Wendelino Engel, Rubi Lunge, entre outros.

E de exemplos de vida que conservamos no lado esquerdo do peito, como os de: Otto Tramotini (primeiro presidente), Manoel Cordeiro, Adolpho Garibotti, Dinarti Bergamini, Alfredo Grippa, Atalípio Magarinos, Angelo Vieira, Alois Stempezinski, Helmuth Arendt, Argeu Grippa, Artemizia Biazus, Atilio Bortolini, Atilio Xavier Fontana, Florindo Sabi, Anselmo Fontana, Santo Techio, Bruno Montanari, Calixto Maito, Remi Fávero, Zilá Silveira Neves, Geraldo Mariano Gunther, Angelo Poletto, Vitório Celante, Dorval Gusso, Egídio Schrammel, Antonio Colla, Aurélio Benetti, Airton Menezes, Rodolpho Pedde, Olavo Rigon, Hilário Bassegio, Liberal Brezolla, Ivo Reich, João Alípio Jacobus, Julio Cesar Ribeiro Neves, Loreno Krutzmann, Carlos Buchele, Richelmo Tormen, Adolpho Bósio, Serafim Pittol, Antonio Gava, Neodi Massolini, Calixto e Nelson Maito, Fioravante Massolini, Zacarias Xavier Salmon, Luiz Dalegrave, Egonho Dick, Adolfo Garibotti, Ladi Massolini, Nédio Dassi, Nesio Tumelero, Atalípio Magarinos, Mario Poy, Luciano Luggi Cisotto, Oswaldo Schmidt, Piero Zucchi, Agenor de Matos, Angelo Rigoso, Darci Sette, Raulino Uliano, Setembrino Merlo, Antonio Jorge Floriani, entre outros, cujos nomes peço perdão se me falha a memória. 

Quando uma verdadeira liderança surge, ela aparece aos olhos de todos como uma celebração. É essa mensagem que quero deixar para Ari Adamy, presidente do Clube 29 de Julho, que nos proporcionou o mais belo encontro do dia das mães. O reconhecimento pela liderança, pelo espírito conciliador que a todos acolhe, pela seriedade no trato dos interesses da comunidade, pela inconteste liderança construída ao longo dos anos, pela credibilidade forjada no profundo respeito pelas pessoas, desde os mais humildes aos mais poderosos, “são traços destes novos tempos que replicam o mais precioso passado”, nas belas palavras do Dr. Bernardo Gunther. Obrigado Ari Adamy. Obrigado amados associados do Clube 29 de Julho.

Pensamento da semana: Se queres prever o futuro, estuda o passado. Confúcio

 Fotos by LUIS LONGHINI - Rádio Rural


terça-feira, 5 de maio de 2015

QUE DIFERENÇA, EIM?



 
"Pobres não são os que têm pouco. São os que querem muito! Eu não vivo na pobreza, vivo com austeridade, com a renúncia. Preciso de pouco pra viver."
Jose Mujica
 
"Com este dinheiro eu alcanço o que eu preciso alcançar. Há pessoas que vivem com muito menos" Jose Mujica.



NÃO INTERESSA O PARTIDO! PAU NA CORRUPÇÃO!!


domingo, 3 de maio de 2015

LULA, VOCE PERDEU A LIÇÃO DE JOSÉ MUJICA.



 
Cesar Techio
Economista – Advogado


             O  Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação com o prazo de 90 dias para concluir se o ex-presidente Luís Inácio da Silva cometeu crime de tráfico de influencia facilitando contratos do BNDES para empreiteiras como a Odebrecht, em valores pelo menos de US$ 4,1 bilhões. A reportagem da Revista Época, edição 882 de 1 de maio, da lavra dos jornalistas THIAGO BRONZATTO E FILIPE COUTINHO, repercutiu em jornais de todo o mundo, como o New York Times, Reuters, El País e Barron's e agora aqui, neste espaço. Um escândalo. Parte da reportagem, inclusive publicada na internet (http://epoca.globo.com/) observa que: “Nos últimos quatro anos, Lula viajou constantemente para cuidar de seus negócios. Os destinos foram basicamente os mesmos – de Cuba a Gana, passando por Angola e República Dominicana. A maioria das andanças de Lula foi bancada pela construtora Odebrecht, a campeã, de longe, de negócios bilionários com governos latino-americanos e africanos embalada por financiamentos do BNDES. No total, o banco financiou ao menos US$ 4,1 bilhões em projetos da Odebrecht em países como Gana, República Dominicana, Venezuela e Cuba durante os governos de Lula e Dilma.” A reportagem afirma que após deixar a presidência, através de um instituto em seu nome Lula “passou a fazer por fora (como ex-presidente) o que fazia por dentro (como presidente)” usando de seu prestigio para mobilizar líderes de países em favor do cliente, beneficiado em seguida com contratos governamentais lucrativos. Lula deu início a seu terceiro mandato. Tornou-se o lobista em chefe do Brasil.”   

            A Revista Veja da semana passada, edição 2423, também traz Lula na capa com o título: “Empreiteiro arrasta Lula para o meio do escândalo”, reportagem reproduzida na internet (http://veja.abril.com.br) informando que Léo Pinheiro, empreiteiro, contribuinte de campanhas eleitorais e amigo íntimo de Lula, em 2010, meses antes de terminar o mandato deste, aceitou uma encomenda de Lula para, “na boa”, reformar uma fazenda de sua propriedade. Pagamento em dinheiro vivo e fora dos padrões, foi feita uma super reforma.  Na capa da Veja, a ameaça: “Preso, Leo Pinheiro, da OAS, ameaça contar à Justiça o que sabe sobre o petróleo – e seu alvo é o ex-presidente.”

            Ou seja, assim não dá companheiro. Quem diria um operário que era a esperança do Brasil ser acusado de trair a confiança do povo que o elegeu e, muito provavelmente de milhões de idealistas e honrados filiados do seu partido? O que ninguém sabia é que, pelo que parece, ele gostava tanto de dinheiro. Não é por nada que o ex-presidente uruguaio José Mujica, ao deixar a presidência de seu país, afirmou que quem gosta muito de dinheiro deveria ser afastado da política: "Se misturamos a vontade de ter dinheiro com a política estamos fritos. Quem gosta muito de dinheiro tem que ser tirado da política. É preciso castigar essa pessoa porque ela gosta de dinheiro? Não. Ela tem que ir para o comércio, para a indústria, para onde se multiplica a riqueza".

            Luiz Inácio da Silva deveria ter apreendido com José Mujica, batizado pela mídia internacional como "o presidente mais pobre do mundo". Sobre esse adjetivo, em entrevista a Ignácio de los Reyes da BBC Brasil ele diz o seguinte: "Isso me preocupa bastante, me preocupa como anda o mundo. O que é que chama a atenção do mundo? Que eu viva com pouca coisa em uma casa simples, que ande com um carrinho velho. Essas são as novidades?" "Este mundo está louco porque se surpreende com coisas que são normais. Eu vivo como vive a maioria do meu povo. O normal na política teria que ser a minha forma de vida." 

Pensamento da semana: “O poder não muda as pessoas, só revelam quem realmente são.” Jose Mujica.



sexta-feira, 1 de maio de 2015

MÃO DE OBRA ESTRANGEIRA: PREJUÍZO AOS TRABALHADORES BRASILEIROS.


 Cesar Techio
Economista – Advogado
         
    Neste dia do trabalhador é imperativo refletir sobre os efeitos sociais e econômicos da contratação de mão de obra estrangeira no Brasil. Para contratar um estrangeiro, é preciso que os empregadores comprovem ao Ministério do Trabalho e Emprego, extrema e real necessidade, uma vez que a prioridade é contratar e manter o emprego de trabalhadores nacionais.

          O Brasil enfrenta uma das maiores crises da sua história, com 50% dos trabalhadores buscando a sobrevivência e a de suas famílias na informalidade, ou seja, sem carteira de trabalho assinada, sem FGTS, sem previdência social, habitando em favelas ou em sub-habitações. Desconsiderando esta realidade, a absorção de mão de obra estrangeira segue uma lógica capitalista exploradora, impiedosa e é altamente prejudicial ao desenvolvimento do país, na medida em que mantém os níveis salariais (portanto, o poder de compra) a patamares absurdamente baixos. 

          É evidente que o destino de milhares de haitianos, congoleses, senegaleses, entre outros, que fogem da miséria em seus países, será também o de fazer parte da miséria e da pobreza instalada aqui no Brasil, em especial em prejuízo aos trabalhadores brasileiros. Primeiro, porque tomam a vaga dos nacionais e segundo porque ajudam a segurar os baixos níveis salariais cujo teto é gasto integralmente na alimentação e vestuário, bem na linha do trabalho escravo: trabalho em troca de comida.

            Não se trata de xenofobia (aversão ou antipatia aos estrangeiros), mas de perceber que o nosso país deve, em primeiro lugar, resolver o problema do desemprego, da informalidade e da miséria dentro de suas próprias fronteiras para somente depois resolver o problema de desemprego dos outros países, sob pena de aumentar o desemprego no Brasil, aumentar a miséria interna e atrapalhar o desenvolvimento.

         Certamente não é válida a desculpa de que os brasileiros não querem mais trabalhar em atividades pesadas, em condições muitas vezes antiergonômicas, como é o caso dos frigoríficos da região sul e sudeste. Ora, a tais situações não estariam também sujeitos os trabalhadores estrangeiros? Ou será que eles não são humanos? Além do mais, basta os empregadores pagarem um justo e digno salário, para que a mão de obra brasileira seja abundante. Aliás, o setor da agroindustrialização, como é o caso dos frigoríficos, é o que mais agrega valor na cadeia produtiva, desde o produto “in natura” até o produto final e, portanto, é o setor da economia com maior capacidade para gerar renda, emprego, criar riquezas e impactar a economia. Portanto, é o que mais pode pagar melhores salários e promover a inclusão social de brasileiros com carteira assinada, melhorando a qualidade de vida da sociedade como um todo.

         Ao contratarem mão de obra estrangeira, os frigoríficos criam um grave problema social na medida em que achatam os salários, desprezam a mão de obra nacional e criam uma sociedade pobre e faminta em detrimento da manutenção de seus altos lucros. 

         A mão de obra nacional paga com justo salário permite aos trabalhadores e suas famílias ascensão social, acesso aos bens de consumo e à propriedade privada, dinamizando de forma intensa a economia como um todo. Ao contratarem mão de obra estrangeira, os frigoríficos e outros setores atrasam o desenvolvimento do país porque impedem os trabalhadores nacionais de criarem para os seus um campo de justa liberdade econômica, política, cultural e de alcançarem, enquanto parte da sociedade brasileira, patamares justos de dignidade e de felicidade. 

Pensamento da semana: Como consumidor, eu dou preferência a produtos e serviços feitos com mão de obra nacional

sábado, 25 de abril de 2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015

ESTÃO RASPANDO O TACHO




Por Jose Alberto Olmi - Advogado - Economista

Sempre que faltou recursos no caixa do Governo Federal o único meio utilizado para tapar o buraco foi aumentar os impostos. Só que chegou no limite da capacidade de contribuição do povo.

A maior carga tributária está sobre a produção e vendas. Assim, no final da história, quem paga a conta é sempre o consumidor, pois os impostos estão agregados no preço das mercadorias.

Com o último pacote de maldades, o governo pretendia arrecadar aproximadamente 22 bilhões. Se for aprovado será pesado para o bolso da população. Mesmo assim, pouco ou quase nada vai ajudar nos problemas de caixa do governo.Se o Planalto ao invés de aumentar os impostos resolvesse reduzir os gastos, sobrariam recursos com a possibilidade do Brasil sair do atoleiro em que se encontra.

Vejam só, mesmo ainda não tendo sido aprovados o aumento de impostos e as alterações na legislação trabalhista e previdenciária pretendidos pelo Governo, o pessoal do Congresso já está querendo antecipadamente “meter” a mão no dinheiro.

Em dezembro eles (deputados) reajustaram seus vencimentos em 26%. Durante a última grave dos caminhoneiros, aumentaram seus penduricalhos (verbas de gabinete, auxílio moradia, etc...) e até tentaram obter passagens aéreas para suas esposas.
Não tiveram a mínima consideração com os caminhoneiros que reclamavam do aumento dos combustíveis pelo fato da elevação dos impostos na época.

No meio desse turbilhão, eles agora querem um Shopping, com “cafés, lojas, agências bancárias, cabeleireiro, manicure, massagistas, praça de alimentação, estacionamento subterrâneo com mais de quatro mil vagas”. 

O projeto inclui a construção de um “Plenário alternativo” com 700 lugares. O novo empreendimento está prestes a ser construído pela Câmara em Brasília ao custo aproximado de R$ 1 bilhão. Mas 700 lugares para que, se a casa só dispõe de 513 deputados. Será que o passo seguinte será aumentar o número de “excelências” nas próximas eleições?
Mas são insaciáveis, nesse mês aprovaram projetos, que só com o reajuste dos vencimentos para os servidores da União, poderá atingir custos aproximados de R$ 3.600.000.000,00 (isso mesmo: R$ 3,6 bilhões).

Assim, no meio do esforço da equipe econômica para conseguir a aprovação do “ajuste fiscal”, os deputados e senadores estão aprovando propostas com elevado impacto econômico nos já minguados cofres da União. Os gastos extras que podem ser aprovados pelo Congresso representam 20% do que o governo espera economizar se as medidas pretendidas forem aprovadas.
Antes de entrar no feriado da Páscoa, o Congresso aprovou uma modificação em medida provisória enviada pelo governo, tratando da transposição para o quadro de pessoal da União dos servidores dos ex território (hoje Estados), de Rondônia, Amapá e Roraima.

Além disso, foi ampliado o número de aposentados que podem ser alcançados pela medida, compartilhamento de atribuições de auditores com fiscais, abrindo brecha para isonomia entre as carreiras, permitindo um reajuste que pode custar R$ 2 bilhões.
Na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara foi aprovado um projeto que reajusta os salários dos servidores do poder judiciário da União, cuja proposta previa um impacto de R$ 1,4 bilhões nos cofres públicos.

Tudo isso é só uma amostra do que está acontecendo, demonstra que lá em cima tudo é uma festa e deixa claro que existe atualmente dois “Brasil(s)”: O Brasil dos trabalhadores, empreendedores, aposentados, pensionistas e donas de casa, que lutam diariamente para sobreviver e que carregam nas costas o outro Brasil dos corruptos, beneficiários do sistema e que são mantidos pelos impostos pagos pelo primeiro Brasil.