quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O BRASIL COMEÇA A PARAR. QUEM GANHA AS ELEIÇÕES EM 2016?

 Cesar Techio
Economista – Advogado

     Foi uma derrota vergonhosa. Nem mais nem menos. Eram inimigos ideológicos, de um passado de brigas políticas que envolvia tiros e ataques ferinos em campanhas eleitorais no qual esquerda e direita, era muito mais do que direção de trânsito. Arena (depois PPB e atual PP) não se misturava com MDB (atual PMDB, na época apelidado de Manda Brasa), com o qual se alternava no poder em Concórdia. Isso até as eleições de 2.000. Naquele ano, pela terceira vez Neodi Sareta se candidatava a prefeito; desta feita pela coligação Concórdia Melhor (PT/PPS/PDT). Temerosos e desesperados, inimigos históricos perderam qualquer escrúpulo ideológico e inauguraram uma estratégia fisiológica absolutamente inacreditável através da coligação “Todos por Concórdia” (PMDB/PPB/PFL/PSDB/PTB). Foi inesquecível o ingresso da liderança do PFL na Câmara de Vereadores, aplaudidos de pé pelos até então “inimigos” políticos, com o presidente do PFL renunciando a pré-candidatura a prefeito, numa cabeluda traição ao partido, no entender de alguns, e num grande papelão para outros. O povo, cansado de candidatos paraquedistas, assistiu estupefato, a improvável e inusitada coligação feita a “toque de caixa”, para ganhar as eleições. Foram 37.633 votos nominais, 499 brancos e 1.215 nulos, numa eleição que deu a Neodi Sareta 25.915 votos contra 11.237 do candidato da coligação Todos por Concórdia e 481 para um terceiro candidato.

     Aquela lição ainda está viva na memória da maioria dos eleitores e nos ensina que partido político não possui força para eleger ou derrotar candidatos. Em suma, o PT nacional não é o PT de Concórdia. Quem aposta que o desastroso quadro político instalado no Brasil, com efeitos desastrosos que já se sentem amargamente (a começar pela greve dos caminhoneiros que estão parando o país), respingue no PT de Concórdia, está repetindo o erro do ano 2.000. Acontece que o PT local, em 8 anos de mandato do prefeito Neodi Saretta e a completar 8 anos de mandato do prefeito  João Girardi, sempre fez o tema de casa com excelência. Recebeu inúmeros prêmios nacionais que reverenciam a alta capacidade de gestores públicos comprometidos com a responsabilidade fiscal, com a eficiência de gestão e com obras públicas que são os maiores cabos eleitorais que um partido decente e idealista pode desejar.

     Não é por nada que alguns oposicionistas criticam e continuarão a desqualificar obras magníficas como a Rua Coberta. Botar na cabeça do eleitor questiúnculas e avançar em ataques improdutivos em meio ao inferno recheado de acusações de corrupção que comprometem o governo federal, pode causar algum efeito nas próximas eleições municipais? Acho que não. Vencido o quadro pedagógico de 2.000, mesmo em meio a atual conjuntura que tende a se agravar, o que mais vai interessar ao eleitor de Concórdia em 2016, será eleger gestores que já se mostraram competentes, eficientes e honestos. Fora do município a conversa é outra.

Pensamento da semana: A greve nacional dos caminhoneiros não pode parar setores essenciais da economia sob pena de agravar o sofrimento do povo brasileiro.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

CARNAVAL E OS DEMÔNIOS DO ESTADO ISLÂMICO






 Cesar Techio
Economista – Advogado

  
          Alguns dizem que no carnaval viramos crianças, brincamos, festejamos e curtimos a alegria em um ritmo que nos confraterniza e nos aproxima uns dos outros. O Brasil é assim mesmo, feito de um povo que tem sentimento, coração e gosta de viver. Fazemos nosso dever de casa durante o ano, com a seriedade de quem quer prosperar, crescer, evoluir. Mas basta tocar uma boa musica que um largo sorriso aparece e saímos dançando. No sul, os gaúchos sisudos se alegram facilmente com um “bugio”, “chamamé”, “chimarrita”, “fandango”, “milonga”, “vanerão”, entre outras musicas nativistas que falam de um mundo valoroso, cheio de amor pela terra, pela família, pela pátria e por lindas morenas de olhos verdes. Espalhando-se pelo território nacional, outros estilos musicais fazem dos brasileiros o povo mais afortunado do mundo: sertaneja, musica popular brasileira, samba, pagode, forró, rock, eletrônica, gospel, axé, funk, contry, músicas italianas, polonesas, alemãs, africanas, latino-americanas, entre outras.


            O que norteia o brasileiro é espírito de amor, de tolerância e de acolhida enfeitada por danças e festas como o carnaval, bumba meu boi, maracatu, cavalhada, capoeira, Iemanjá, festa da uva (italiana), oktoberfest (alemã), entre centenas de outras festas culturais. Este modo de viver nasceu dos costumes de povos de várias partes do mundo que migraram para o Brasil e que apreenderam a conviver de forma pacífica e fraterna, independente de religião ou raça. Assim, a misturança e o respeito são leis naturais no coração do nosso povo e este jeito é regra de ouro que permitiu com que todos criassem seus filhos e vivessem em paz. Aliás, sempre foi assim, desde o descobrimento, com sistemas sociais que foram se humanizando com o tempo e que atingiram um grau de civilidade e de democracia que é modelo para todos os demais povos. Aqui, índios, negros, mulatos, imigrantes italianos, japoneses, judeus, alemães, poloneses, árabes, muçulmanos, entre outros, se abraçam e convivem dentro da mais absoluta normalidade.

            Nossa constituição e práticas dão espaço para todas as religiões. Aqui tem direito de ser felizes, budistas, cristãos, adventistas, católicos, umbandistas, maometanos, testemunhas de Jeová, espíritas, protestantes, hinduístas, islamistas, entre outras tantas denominações religiosas. Por isso, parece surreal, uma grotesca mentira, as notícias diárias sobre o Estado Islâmico (EI). Enquanto festejamos o carnaval, na Líbia o El sequestrou e decapitou 21 cristãos coptas egípcios. Filmaram tudo e botaram na internet. Na semana retrasada mostraram outro vídeo ateando fogo num piloto da Jordânia, enjaulado, que morreu gritando pelo pai e pela mãe. Os cristãos foram mortos barbaramente, somente por serem cristãos. Não tenho dúvidas que as portas do inferno se abriram. Estes terroristas enlouqueceram completamente. Perderam a noção de humanidade. Agora, entre outras atrocidades, deram para enterrar, queimar e crucificar crianças vivas, demonstrando com isso que na realidade são monstros terríveis, demônios sem alma, cujo cérebro é feito de merda e cuja mentalidade funciona diferente do resto da raça humana. Sem piedade, o coração deles não bate, não sabe amar, perdoar, confraternizar e muito menos pular carnaval.  



Pensamento da semana: “Vamos avançar no ecumenismo, que é testemunhado no ecumenismo do sangue. Os mártires pertencem a todos os cristãos” Papa Francisco. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Edson Gonçalves, orgulho para os concordienses.



 Cesar Techio
Economista – Advogado

  
       Suporte para inclusão social e dignidade aos catadores de lixo de Concórdia através de convênio entre a Fundema, o Ministério do Trabalho e a Secretaria de Economia Solidária foi a feliz iniciativa de Edson Gonçalves, assessor especial do ministro do trabalho, emprego e renda, Manoel Dias que permitiu a aquisição de um caminhão para a Associação de Catadores Bentevi. Neste norte, um barracão será construído por iniciativa do Prefeito João Girardi e a atividade de reciclagem, que, além de proteger o meio ambiente viabiliza economicamente a sobrevivência de muitas famílias poderá agregar muito mais valor beneficiando diretamente quem faz o trabalho pesado de coleta. A importância da cooperativa Bentevi para a inclusão social através do trabalho de catar e reciclar lixo é algo que deve ser festejado. Tive o privilégio de fazer especialização em nível de pós-graduação em cooperativismo na Unisinos e aprendi que a forma de trabalho em grupo através de cooperativas de trabalho valorizam princípios democráticos, firmam a participação do espírito de cidadania, de autonomia e do sentimento de fazer parte da sociedade.

         De forma que é gratificante constatar que Edson Gonçalves, assim como o atual Superintendente da  Fundema Levi Dos Santos e o chefe do departamento Administrativo Edno Gonçalves, além de buscarem envidar esforços na conscientização popular sobre temas relevantes, como mudanças climáticas, educação ambiental, sustentabilidade e biodiversidade, inclusive através de eventos anuais intitulados “Concórdia Ambiental”, agora passam a valorizar de forma mais sistemática projetos em favor do meio ambiente através do cooperativismo como meio organizacional de sustentação e de viabilidade econômica para a população de baixa renda.  Sozinhos os catadores de lixo são fracos, isolados e ficam à mercê do preço que atravessadores lhes impõem. São como uma vara fina, fácil de quebrar. Mas, unidos se tornam fortes. A questão mais relevante que se impõe é que, através do cooperativismo de trabalho, cada um dos cooperados passa da condição de subjugado e sujeitado economicamente para um estado de emancipação, de liberdade e de independência, passando a ser sujeito de sua vontade e caminho, da sua própria vida.

         Auguro que o tema cooperativismo ecológico seja abordado no evento “Concórdia Ambiental” com palestrantes de renome nacional, uma vez que o progresso social da cooperação e do auxílio mútuo realmente tem o poder para mudar a vida de todos os que se encontram isolados, em situação desvantajosa de competição. Pela soma de esforços é possível garantir a sobrevivência do cooperado e de sua família, além do que, como fato econômico o cooperativismo faz o milagre de agregar valores, diminuir custos e distribuir sobras líquidas trazendo dignidade e progresso. Enfim, convém anotar que, de boa casta, Edson Gonçalves vem de linhagem real. Seu pai Genésio (de saudosa memória) e sua mãe Ercilda (ex Secretaria de Ação Social) se mostraram baluartes de caráter, de luta por nossa gente e de amor pela nossa terra. Talvez seja por isso que a opção do filho, que tem pedigree e não foi criado por pais ricos, se incline por projetos que atendem diretamente a população trabalhadora e mais pobre do nosso município e do Brasil.

Pensamento da semana: “Deve ser o nosso jeito de sobreviver – não comendo lixo concreto, mas engolindo esse lixo moral e fingindo que está tudo bem.” Lya Luft

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

GEMMA E JOANA MACCAGNAM



AS ÚLTIMAS REMANESCENTES DA FAMÍLIA DE JOÃO E EMÍLIA MACCAGNAM, DE ÁGUA DOCE (23/01/2015)

SUNTA BORILLE CISOTTO




Parreiral e jardim no centro da cidade

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

ENVELHECER NA CADEIA? JAMAIS. O SEGREDO.




 Cesar Techio
Economista – Advogado

  
              O maior segredo da longevidade, da saúde e da alegria de viver, guardado a sete chaves, foi finalmente desvendado aqui em Concórdia, depois de um longo estudo desenvolvido pela minha equipe de pesquisa, o qual levou alguns milhares de segundos para ser concluído. A terceira idade nunca me pareceu confortável. Nela o corpo começa a travar e aparecem múltiplas disfunções como doenças cardiovasculares, angina, derrame, câncer de próstata, câncer do colo de útero, câncer da pele, pneumonia, enfisema, bronquite, infecção, retenção e incontinência urinária, diabete, osteoporose, osteartrose, fecaloma (retenção das fezes), convulsão, hipotireoidismo, diabete, lombalgia, hipertrofia da face, degeneração da hérnia de disco, fraturas traumáticas. Além do mais, a pele enruga, a bunda cai, a coluna encurva, as pernas ficam rígidas, fica difícil deambular. Isso sem falar na catarata, na cegueira progressiva, no Mal de Parkinson, Alzheimer, demência, comprometimento cognitivo, falta de sono, inchaço e depressão, entre outros problemas.

                       Mas, curiosamente, a grande maioria dos longevos de Concórdia apresenta pouca mudança corporal que denote avançada idade. Nem de longe se pode afirmar que passaram dos sessenta anos.  Alguns amigos foram contemplados pela pesquisa acima mencionada.  Euclides Marcon (86), por exemplo, elabora vinho artesanal da melhor qualidade com uvas colhidas por ele mesmo, de pequena pareira que plantou no terreno de sua casa. Bebe, festeja e celebra a vida com os amigos, aconselhando e contando histórias. Angelo Spricigo (100) há pouco tempo ainda construía edifícios e participava como presidente da Associação de Idosos. Aquiles Bonassi (79) é a memória viva de Concórdia. Escreveu livros que detalham histórias incríveis sobre famílias e fatos envolvendo a sociedade e a economia nascente, em meados do século passado. Sua obra deve ter espaço garantido na nova biblioteca municipal e nas de nossos colégios. Albino Zanata (82), com a ajuda dos filhos, ainda dirige uma grande empresa no setor metal mecânico. Escreveu um livro sobre sua vida e se delicia contando fatos sobre a história de sua trajetória, desde a pátria mãe Itália, até Concórdia.  Finalmente, Albino Sbaraíne (75) simplesmente assombra pela energia, positividade, sabedoria e iniciativas sociais. Várias vezes presidente da Associação Comunitária Bairro Imperial e Sunti, continua a frente da instituição e inova em organização e tecnologias. Uma delas é o sistema de captação de água da chuva que implantou no clube, diminuindo os custos com água tratada e que serve para banheiros e limpeza. Seus pares de diretoria, a quem se refere, continuadamente, como responsáveis pelo sucesso da associação, criaram espaços especiais para mães e idosos, cancha oficial de bocha, cozinha modelar, sistema de prevenção de incêndio, entre outras novidades.

              Enfim, eles se recusam a parar e vivem como quem não quer envelhecer. O segredo? Continuam em atividades produtivas, sociais e principalmente honestas.  Por dentro continuam meninos, uma gurizada de dar inveja. Doença? Nem falam sobre isso. Falcatruas, corrupção, desonestidade, não fazem parte dos seus dicionários. E na sua maioria, não vão morrer jamais.


            Pensamento da semana: Envelhecer na cadeia, este é o destino dos empresários corruptos da Operação Lava Jato, do petrolão, de origem política, idêntica do mensalão. Veja. Edição 2411, n 5, circulando hoje 04/01/2015.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A MORTE DE RICARDO VILMAR SEBEM




 Cesar Techio
Economista – Advogado


          É inacreditável a morte do Ricardo, nosso querido amigo de infância, pessoa amável, cordata, sempre contente, alegre e disposto a fazer os outros felizes. Um verdadeiro gênio, era concursado e funcionário modelar da Petrobrás. Morreu em passeio pela Espanha, de infarto, deixando chocados todos nós, seus amigos. Nunca mais veremos aquele sorriso e sentiremos aquele abraço fraterno, caloroso, humano e confortador, tão característicos do seu modo de ser. Ricardo com 52 anos era filho de José Sebem (80) e neto de Angelo Spricigo (100) e não consta em sua família intercorrências cardíacas, o que torna a sua morte física paradoxal.

  Diante de quadros tão emblemáticos, vivenciado por todos nós, todos os dias, com a morte de tantos jovens, entre os quais me ocorre à memória inúmeros amigos da juventude, constato que a vida é mesmo paradoxal. Ela não anda de forma linear, pelas veredas da lógica aristotélica ou pelos caminhos unidimensionais da matemática euclidiana, bases da formação com a qual fomos treinados a refletir e a pensar o mundo. Senão, como explicar que filhos precedam os pais na morte, numa total inversão da natureza? Na realidade, a morte começa no momento em que nascemos e mesmo que não pensemos nisso, somos forçados a conviver com ela diariamente num contínuo processo dialético hegeliano no qual nada é certo, lógico, estanque, e no qual não existem verdades absolutas.

  Saber que a morte está contida na vida e que, se quisermos viver plenamente também precisamos morrer cotidiana e concomitantemente é difícil de entender. Tudo o que aprendemos pela lógica, pela física e pela matemática (da qual o Ricardo era mestre) quase nada se aplica a vida real. Nesta, o imprevisto e a supresa derrotam nossas projeções, cospem na nossa cara e fazem pouco caso da nossa arrogância porque projetamos a nossa vida para viver eternamente, senão pelo menos até 100 anos (como o avô do Ricardo). É renitente a necessidade psicológica de focarmos a nossa existência na ideia matemática da longevidade e de que a nossa memória, identidade, livros, idéias e cultura, vão durar para sempre.

  Lamentavelmente nossas fotos e informações, por exemplo, as gravadas na forma digital, em downloads ou guardadas em “nuvens” pelos gigantes da informática, não vão durar mais do que o tempo de vida útil dessas empresas, que podem falir deixando de replicar e esvanecendo seus arquivos. Discos rígidos de computador, DVDs e CDs não se tornam confiáveis após cinco ou dez anos. As tecnologias mudam rapidamente e novas máquinas nem sempre possuem a capacidade para ler informações construídas com tecnologias do passado.

  A nossa civilização entrará em colapso, como ocorreu com outras no passado (Egípcios, Astecas, Maias, Gregos, Romanos). Em poucos séculos o ferro, o asfalto, o concreto, o aço e o metal das fundações dos prédios das nossas cidades também vão virar pó. O que mais dura, construídos pelo homem, são artefatos de vidro, cerâmica, ouro, alumínio e pedra. E o que menos dura? Nossa etérea e volátil pretensão de sermos eternos. Adeus Ricardo. Quem sabe um dia nossas almas eternas se reencontrem, com nossos amigos, na alegria do teu abraço.


Pensamento da semana: ”O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”. (Maria Julia Paes de Silva). Ricardo, você era incomparável. Seu amigo de sempre: Cesar Techio.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A INVEJA

Cesar Techio
Economista – Advogado

            Ela mata. E causa várias doenças, uma delas chamada epicondilite. Dizem que tem cura, mas na dúvida e nos primeiros sintomas é bom consultar um ortopedista urgentemente, pois a inflamação na região dos epicôndilos, que causa o que popularmente todos conhecem como “dor de cotovelo” pode virar LER. Literatura médica mostra que a epicondilite pode ser atenuada com o uso de remédio a base de amitriptilina, um potente calmante que pode neutralizar o mau estado causado nos cotovelos pelo avanço da doença. Outras doenças causadas pela inveja é a fofoca, a maledicência, a mentira, a indiferença e a traição. A fofoca é a mais comum. Basta o vizinho comprar uma roupa ou um carro novo ou sua filha chegar mais tarde, para que os fofoqueiros de plantão lancem todo o tipo de conjecturas: “este aí assaltou um banco”, “tão jovem e tão vagabunda”, e assim por diante.  Companheiros só de fachada, mas não de ideais, diante de qualquer dificuldade ou empreitada, simplesmente hibernam numa profunda omissão, sumindo do mapa. A traição e a deslealdade dos companheiros e amigos invejosos nunca permanecem muito tempo na penumbra, pois essa fraqueza moral sempre acaba vindo à tona como o excremento fedorento do vaso sanitário: É preciso puxar a descarga.

            Causa espanto como esta psicopatia social também é muito disseminada no meio político. Certa vez um amigo da onça, atacado por dor de cotovelo, me disse que a política é a arte de engolir a cobra que engoliu o sapo. Não é por nada que neste meio, invejosos tem a clara aparência destes pecilotérmicos, pois mudam de temperatura conforme o ambiente. O invejoso do tipo anfíbio (sapo) é uma classe de transição, entre o ambiente aquático e o ambiente terrestre, que um dia espera dominar. Mas o invejoso do tipo réptil (crotalus terrificus) é mais perigoso, pois se esgueira por entre o meio social com desenvoltura e quando menos se espera,  dá um bote venenoso e muitas vezes mortal: É preciso se vacinar com soro antiofídico. Embora seja difícil identificar “prima facie”, essa anomalia de caráter, pois os sintomas externos só se tornam visíveis com o tempo, alguns podem ser reconhecidos desde logo. É que o tipo invejoso gosta muito de ser bajulado, mas como não tem nada que se lhes aproveite (a não ser o olho gordo) normalmente tenta contaminar com sua doença, os amigos mais próximos: É preciso evitar entrar na deles.

            Enfim, precisamos nos satisfazer com o que recebemos de Deus e deixar de desejar o que não nos pertence. Precisamos valorizar o que os outros conquistam com o suor do próprio rosto. É preciso sermos mais leais e amigos sinceros de nossos amigos. É preciso termos o rosto  mais parecido com o de Jesus do que com  cobras, sapos e lagartos. Ou como já nos dizia Tiago: “Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica” (3:15).






A INVEJA E A RUA COBERTA

Cesar Techio
Economista – Advogado

            Ela mata. E causa várias doenças, uma delas chamada epicondilite. Dizem que tem cura, mas na dúvida e nos primeiros sintomas é bom consultar um ortopedista urgentemente, pois a inflamação na região dos epicôndilos, que causa o que popularmente todos conhecem como “dor de cotovelo” pode virar LER. Literatura médica mostra que a epicondilite pode ser atenuada com o uso de remédio a base de amitriptilina, um potente calmante que pode neutralizar o mau estado causado nos cotovelos pelo avanço da doença. Outras doenças causadas pela inveja é a fofoca, a maledicência, a mentira, a indiferença e a traição. A fofoca é a mais comum. Basta o vizinho comprar uma roupa ou um carro novo ou sua filha chegar mais tarde, para que os fofoqueiros de plantão lancem todo o tipo de conjecturas: “este aí assaltou um banco”, “tão jovem e tão vagabunda”, e assim por diante.  Companheiros só de fachada, mas não de ideais, diante de qualquer dificuldade ou empreitada, simplesmente hibernam numa profunda omissão, sumindo do mapa. A traição e a deslealdade dos companheiros e amigos invejosos nunca permanecem muito tempo na penumbra, pois essa fraqueza moral sempre acaba vindo à tona como o excremento fedorento do vaso sanitário: É preciso puxar a descarga.

            Causa espanto como esta psicopatia social também é muito disseminada no meio político. Certa vez um amigo da onça, atacado por dor de cotovelo, me disse que a política é a arte de engolir a cobra que engoliu o sapo. Não é por nada que neste meio, invejosos tem a clara aparência destes pecilotérmicos, pois mudam de temperatura conforme o ambiente. O invejoso do tipo anfíbio (sapo) é uma classe de transição, entre o ambiente aquático e o ambiente terrestre, que um dia espera dominar. Mas o invejoso do tipo réptil (crotalus terrificus) é mais perigoso, pois se esgueira por entre o meio social com desenvoltura e quando menos se espera,  dá um bote venenoso e muitas vezes mortal: É preciso se vacinar com soro antiofídico. Embora seja difícil identificar “prima facie”, essa anomalia de caráter, pois os sintomas externos só se tornam visíveis com o tempo, alguns podem ser reconhecidos desde logo. É que o tipo invejoso gosta muito de ser bajulado, mas como não tem nada que se lhes aproveite (a não ser o olho gordo) normalmente tenta contaminar com sua doença, os amigos mais próximos: É preciso evitar entrar na deles.

            Enfim, precisamos nos satisfazer com o que recebemos de Deus e deixar de desejar o que não nos pertence. Precisamos valorizar o que os outros conquistam com o suor do próprio rosto. É preciso sermos mais leais e amigos sinceros de nossos amigos. É preciso termos o rosto  mais parecido com o de Jesus do que com  cobras, sapos e lagartos. Ou como já nos dizia Tiago: “Mas, se tendes amarga inveja e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica” (3:15).



Pensamento da semana: A Rua Coberta e o Centro Cultural estão ficando espetacularmente lindos. Precisamos valorizar e festejar esta conquista. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

DESTOMBAMENTO DA CÂMARA DE VEREADORES: A POPULAÇÃO MERECE




 Cesar Techio
Economista – Advogado

         
        O tombamento de vetustas construções situadas em zonas nobres das cidades dificulta a vida e impedem o desenvolvimento urbano. Em que pese a noção de irreversibilidade, definitividade, perenidade, eternidade, próprias de políticas públicas preservacionistas, a lei que institui o tombamento de um imóvel pode ser revogada e retirada a sua validade por outra norma que também pode anular a sua eficácia. Sem adentrar na dogmática jurídica sobre o tema ou ainda sobre o dever do Estado em garantir o exercício dos direitos culturais (artigos 215 e 216 da Constituição Federal), me parece salutar considerarmos que o tombamento pode sim, ser revogado por inconveniência e inoportunidade tendo em vista o interesse público.

         Sob estas luzes, recebi vários e-mails de concordienses quedados a uma reflexão mais apurada sobre a construção em que se assenta a câmara de vereadores.  Ilustre colega e renomado advogado Doutor Flávio Calgaro lança fundamentadas razões sobre o assunto, a que me permito transcrever:

     “Parabéns pela lucidez dessa crônica. Realmente temos que nos situarmos no tempo e no espaço. Se no passado remoto, o prédio da Câmara de Vereadores constituiu-se em um marco histórico, abrigando Executivo, Legislativo e Judiciário, além de outros órgãos de grande importância (Delegacia, Cartório, etc), como você relata e eu pessoalmente não sabia disso, é elogiável e digno de reconhecimento. No entanto o fez em sua estrutura interna, a qual atualmente encontra-se totalmente descaracterizada e sem qualquer valor histórico. Quanto a estrutura externa, concordo que o prédio não passa de mais um edifício "caixão", sem qualquer marco arquitetônico diferenciado e que a exemplo do antigo Fórum, possivelmente sua parte estrutural está por demais comprometida e demandando elevados custos para manutenção, sem com isto  garantir a segurança. Não entendo de patrimônio histórico, mas penso que as mesmas devem  refletir uma época na história da cidade e ao mesmo tempo trazer aspectos  arquitetônicos marcantes ou diferenciados dessa época. Ao que você relatou, essa edificação é até uma cópia da Prefeitura de  Caçador. Dessa forma, mais do que nunca, o tombamento pecou já pela sua  originalidade, pois sequer constitui-se em uma obra criada em nossa cidade, mas sim copiada. Em assim sendo nada justifica o tombamento, pois além de  não se caracterizar um edifício idealizado em nossa cidade (e sim copiado),  não possui quaisquer traços arquitetônicos ou marco significativo de sua  época.  Concordo, que por estar situado em uma área nobre da cidade e dadas as  melhorias em andamento em seu entorno, o destombamento, a demolição e a  edificação de um prédio com arquitetura moderna e funcional, é o mínimo que  a Câmara de Vereadores e a população merecem. Afinal, o mundo se moderniza  e não podemos ficar para trás. A manutenção da história do município,  claro, deverá ser preservada, inclusive nas edificações que realmente  representem esse passado. “Mas não em qualquer coisa, especialmente quando atrapalham o progresso.”

       Da nossa representante do Consulado Italiano, dona Elena Zuchi Gorlin, a seguinte nota: “De fato, o prédio da Câmara está totalmente descaracterizado. Eu, que trabalhei nesse local, posso dizer que está completamente mudado. Externamente, mantém as características antigas, o que é pouco ou quase nada diante do que representou essa Casa. Um abraço e obrigada por me mandar as suas crônicas, que prezo muito lê-las.” E da nobre advogada Suzane Bonn Peretti: “Parabéns Dr. por suas considerações. Enfim um olhar aberto sobre a evolução da nossa sociedade! Tenha um 2015 maravilhoso.”


Pensamento da semana: A mudança nunca é dolorosa, apenas a nossa resistência à mudança é que é dolorosa. Buda 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

DESTOMBAMENTO DA CÂMARA DE VEREADORES: O FUTURO JÁ CHEGOU.




 Cesar Techio
Economista – Advogado

         
         Segundo nos conta Remy Fávero (de saudosa memória), a Câmara de Vereadores de Concórdia foi inaugurada em 1º de julho de 1947, pelo Prefeito Fioravante Massolini, com a presença do então Governador do Estado, Aderbal Ramos da Silva, nela se instalando a Prefeitura, a Delegacia, o Fórum, o Cartório de Registro Civil e a Câmara de Vereadores, que era chamada de Conselho Consultivo. Em 1965, a Delegacia e o Fórum foram transferidos e em 1967 foi instalado no prédio a Biblioteca Pública Municipal, a qual alguns anos depois passou a funcionar em outros locais. Estas referências são necessárias para que se possa justificar, em tese, a preservação daquele prédio por razões históricas através do instituto do tombamento, o que impede sua destruição ou descaracterização.


        Trata-se, na realidade, de singela cópia do projeto do edifício da então Prefeitura de Caçador, cujo interior foi totalmente reformado para abrigar a atual Câmara de Vereadores de Concórdia. Nenhum vestígio permaneceu do layout interno. Onde ficava a sala do Alcaide e em que espaço ocorria as perorações infladas dos Edis? Totalmente descaracterizado nas entranhas, ninguém mais sabe. No seu âmago restaram minúsculos gabinetes que, com a devida vênia, mais se parecem com pequenas pocilgas, verdadeiros chiqueirinhos, um desrespeito para com os vereadores e para com o povo. Sem espaço para mais do que duas ou três pessoas que neles ingressem (seguramente se quatro entram, uma precisa sair), são cubículos vexatórios, verdadeiras celas inservíveis, sem espaço para armários, para móveis, para respirar. Ambientes fechados, acuados por ausência de espaço que compromete de forma grave a circulação do ar e a iluminação, possuem acesso por corredores lúgubres, causadores de labirintite em opositores do passado, agarrados a paradigmas empoeirados, sem cor, sem espaço, sem tom, nem futuro.

         Por fora o prédio permaneceu como de antanho, um quadrado patético com janelões rústicos, cismados pela incapacidade de aceitar um mundo que já foi visto devagar, com a lentidão de quem o defende, mas hoje anda rápido, na velocidade de arquiteturas multifuncionais e bem pensadas. De traços construtivos inexpressivos, sem qualquer marca arquitetônica, o prédio da Câmara de Vereadores de Concórdia ainda tem uma estranha capacidade para obnubilar o olhar de distorcidas visões infladas por denúncias vazias, objeções pueris e divagações contra o futuro que já chegou. Convém retirar oficialmente, mediante lei, a proteção do poder público a este “caixotão” no qual se abrigam, a duras penas, os vereadores concordienses, e destombar o que foi tombado por erro de avaliação.

          No local construa-se um belo edifício com traços arquitetônicos arrojados, gabinetes espaçosos com interfaces bem estabelecidas e padronizadas, iluminados, limpos, inseridos em avançada estrutura tecnológica para atender bem o digno povo desta cidade. E, do outro lado da fronteiriça e moderna Rua Coberta, a bela Praça Dogello Goss, considerada pelo vereador Rogério Pacheco como símbolo cultural e histórico de maior representatividade para os concordienses, mas, “data vênia”, que sejam sem as árvores quase centenárias, prestes a desmoronar sobre si mesmas, sobre a cabeça de crianças, famílias, transeuntes. Elas, as velhas árvores, que devem se renovar, como de resto é da natureza da nossa própria vida e dos ambientes em que vivemos.
  

Pensamento da semana: Se a meta principal de um capitão fosse preservar seu barco, ele o conservaria no porto para sempre. São Tomás de Aquino



Elena Zucchi

9 de jan (Há 1 dia)


Dr. Cesar, feliz Ano Novo e a sua família.
 De fato, o prédio da Câmara está totalmente descaracterizado. Eu, que trabalhei nesse local, posso dizer que está completamente mudado. Externamente, mantém as características antigas, o que é pouco ou quase nada diante do que representou essa Casa.
Um abraço e obrigada por me mandar as suas crônicas, que prezo muito lê-las.
Elena




segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

MENDES ASSUME A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

MENDES ASSUME A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA



Desde o dia 1º de janeiro, Mauro Mendes (PSD) é o presidente da Câmara de Vereadores de Concórdia, mas a oficialização da posse foi realizada na manhã desta segunda-feira, 5. O ato da assinatura de posse ocorreu na sala da presidência do Legislativo, com a presença dos demais integrantes da Mesa Diretora, Vilmar Comassetto (PCdoB) e Arlan Guliani (PT) e o ex-presidente, Rogério Pacheco (PSDB).

O advogado César Techio (presidente do PSC)  também acompanhou a solenidade. A formalização rendeu um discurso otimista de Mendes, que diz saber que o trabalho será árduo, mas que tem uma equipe de “peso” a sua volta.

O novo presidente fez questão de agradecer a todos pela conquista de chegar ao cargo, que para ele já foi uma grande vitória. Em suas palavras ficou bem claro a vontade de trabalhar por Concórdia, oferecendo tudo o que tem de bom. “O que temos de ruim vamos guardar para nós, porque a população só merece o que temos de bom para oferecer”, destacou Mendes, que está em seu primeiro mandato.

Ele foi eleito presidente no dia 11 de dezembro. Teve oito votos contra os cinco de Artêmio Ortigara (PMDB). A vitória foi garantida com os votos dos vereadores da situação e mais o de Rogério Pacheco, que foi presidente em 2013 e 2014, com o apoio de Mendes e da base governista.

Depois de empossado, Mauro Mendes fez a primeira visita ao prefeito João Girardi. O objetivo foi fazer um primeiro contato para abrir o diálogo com o Executivo. Tanto para o prefeito, quanto para Mendes, a harmonia entre os dois poderes só é benéfica para Concórdia. “Percebo que nos municípios em que há muita rivalidade, discordância, debates intensos a população não ganha nada. Prefiro trabalhar com harmonia, tranquilidade, mas sempre respeitando o debate de ideias, que isso sim, pode proporcionar crescimento e desenvolvimento”, afirmou Girardi. Mende disse que Concórdia já tem o básico, o necessário e que agora é preciso batalhar pelo diferencial.


ASCOM/Câmara
Mendes assina ato de posse
Vereador do PSD assume presidência da Câmara de forma oficial

 Publicado 05/01/2015


Por Douglas Fortes
Desde o dia 1º de janeiro, Mauro Mendes (PSD) é o presidente da Câmara de Vereadores de Concórdia, mas a oficialização da posse foi realizada na manhã desta segunda-feira, 5. O ato da assinatura de posse ocorreu na sala da presidência do Legislativo, com a presença dos demais integrantes da Mesa Diretora, Vilmar Comassetto (PCdoB) e Arlan Guliani (PT) e o ex-presidente, Rogério Pacheco (PSDB). O advogado César Techio presidente do PSC de Concordia também acompanhou a solenidade. A formalização rendeu um discurso otimista de Mendes, que diz saber que o trabalho será árduo, mas que tem uma equipe de “peso” a sua volta.

O novo presidente fez questão de agradecer a todos pela conquista de chegar ao cargo, que para ele já foi uma grande vitória. Em suas palavras ficou bem claro a vontade de trabalhar por Concórdia, oferecendo tudo o que tem de bom. “O que temos de ruim vamos guardar para nós, porque a população só merece o que temos de bom para oferecer”, destacou Mendes, que está em seu primeiro mandato. Ele foi eleito presidente no dia 11 de dezembro. Teve oito votos contra os cinco de Artêmio Ortigara (PMDB). A vitória foi garantida com os votos dos vereadores da situação e mais o de Rogério Pacheco, que foi presidente em 2013 e 2014, com o apoio de Mendes e da base governista.

Depois de empossado, Mauro Mendes fez a primeira visita ao prefeito João Girardi. O objetivo foi fazer um primeiro contato para abrir o diálogo com o Executivo. Tanto para o prefeito, quanto para Mendes, a harmonia entre os dois poderes só é benéfica para Concórdia.

“Percebo que nos municípios em que há muita rivalidade, discordância, debates intensos a população não ganha nada. Prefiro trabalhar com harmonia, tranquilidade, mas sempre
respeitando o debate de ideias, que isso sim, pode proporcionar crescimento e desenvolvimento”, afirmou Girardi. Mendes disse que Concórdia já tem o básico, o necessário e que agora é preciso batalhar pelo diferencial.


FONTE - Ascom Câmara