terça-feira, 9 de dezembro de 2014

RESPOSTA AOS QUE ASSALTARAM A PETROBRAS SERÁ FIRME


 “A opacidade, o fetiche do sigilo e a cultura da autoridade deram o tom e o traço das relações dos agentes públicos com a sociedade civil por muito tempo, talvez por tempo demais, neste país”





Rodrigo Janot (Sergio Lima/Folhapress/VEJA)


09/12/2014
 às 14:38

“Resposta aos que assaltaram a Petrobras será firme”, diz procurador-geral da República

Por Laryssa Borges,  na VEJA.com:No mais duro discurso desde que assumiu a chefia do Ministério Público Federal, em setembro de 2013, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criticou nesta terça-feira o aparelhamento da máquina estatal, apontou o combate à corrupção como prioridade e, diante do escândalo do petrolão, pediu a demissão da cúpula da Petrobras e a reformulação da estatal, como informou a coluna Radar, de Lauro Jardim. Ao participar da Conferência Internacional de Combate à Corrupção, Janot afirmou: “A resposta àqueles que assaltaram a Petrobras será firme, na Justiça brasileira e fora do país”.
“Urge um olhar detido sobre a Petrobras, em especial sobre os procedimentos de controle a que está submetida. Em se tratando de uma sociedade de economia mista, com a presença de capital majoritário da União – e, pois, do povo brasileiro – é necessário maior rigor e transparência na sua forma de atuar”, disse ele. “Esperam-se as reformulações cabíveis, inclusive, sem expiar ou imputar previamente culpa, a eventual substituição de sua diretoria, e trabalho colaborativo com o Ministério Público e demais órgãos de controle”.
Janot prosseguiu: “O Brasil ainda é um país extremamente corrupto. Estamos abaixo da média global, rateando em posições que nos envergonham e nos afastam de índices toleráveis. Envergonha-nos estar onde estamos”, resumiu ele, que atribuiu o ranqueamento do país a “maus dirigentes, que se associam a maus empresários, em odiosas quadrilhas, montadas para pilhar continuamente as riquezas nacionais”.
Assim que tomou conhecimento dos processos relacionados à Operação Lava Jato da Polícia Federal, que resultou na prisão de executivos das maiores empreiteiras do país, Janot havia se espantado como o volume de dinheiro movimentado pelos criminosos – os policiais estimam que pelo menos 10 bilhões de reais tenham sido desviados em um mega esquema de lavagem de dinheiro e fraude em contratos e licitações. “O volume do dinheiro é enorme e as investigações procedem. Eu nunca vi tanto dinheiro na minha vida”, disse em julho, ainda antes da fase da Lava Jato que acertaria o coração das principais construtoras brasileiras.
Ao avaliar o escândalo do petróleo e os impactos na imagem da Petrobras – o escritório de advocacia americano Wolf Popper LLP processa a estatal brasileira por não revelar “a cultura de corrupção dentro da companhia” – Janot classificou com um “cenário tão desastroso” a gestão da companhia e que o esquema criminoso “produz chagas que corroem a probidade administrativa e as riquezas da nação”. Para ele, “a sociedade brasileira espera é a mais completa e profunda apuração dos ilícitos perpetrados, com a punição de todos, todos os envolvidos”.
Em tom duro, o procurador-geral lamentou a falta de regulamentação da Lei Anticorrupção, relembrou as recentes condenações no escândalo do mensalão e defendeu que corruptos e corruptores cumpram pena na cadeia e disse que o Poder Judiciário e o Congresso precisam ser “convencidos” de que a corrupção não é um crime menor, e sim “um perigo concreto, real e profundo”. “Precisamos, nos limites do Estado Democrático de Direito e do devido processo legal, afastá-los da sociedade, confiscar o produto do ilícito e tratá-los como os criminosos que são”. “O dano causado ao país é grave: serviços mal prestados e obras mal executadas não apenas sangram os cofres públicos com o ônus da reexecução, mas causam males muito tangíveis: a fiscalização desidiosa de hoje é a causa do acidente de amanhã; a obra mal executada de hoje também é a causa do desastre de amanhã. Corruptos e corruptores precisam conhecer o cárcere e precisam devolver os ganhos espúrios que engordaram suas contas, à custa da esqualidez do tesouro nacional e do bem-estar do povo. A corrupção também sangra e mata”, afirmou. “O país não tolera mais a corrupção e a desfaçatez de alguns maus agentes públicos e maus empresários”, disse.
Em seu discurso, Rodrigo Janot também fez um balanço das atividades do Ministério Público no combate à corrupção e avaliou que, ao longo dos anos, os órgãos de controle aprimoraram seu trabalho, dificultando parte da atuação de corruptos e corruptores. “Quem puder negar que hoje é muito mais difícil que há 25 anos corromper e corromper-se no Brasil atire a primeira pedra”, resumiu.
Ditadura
A uma plateia formada por ministros, procuradores e pelo chefe da pasta da Justiça, José Eduardo Cardozo, o procurador-geral atribuiu aos anos de ditadura militar a pouca cultura de transparência nas empresas. “A opacidade, o fetiche do sigilo e a cultura da autoridade deram o tom e o traço das relações dos agentes públicos com a sociedade civil por muito tempo, talvez por tempo demais, neste país”, comentou. 
Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O QUE JESUS TEM CONTRA O DINHEIRO?

 Cesar Techio
Economista – Advogado
 

Não raras vezes me ocorre a figura do burro andando atrás de uma espiga de milho amarrada à sua frente. A ideia do dono é fazê-lo andar e transportar no lombo pesada carga para enriquecer à custa da ilusão do animal de que um dia alcançará o alimento.  Para muitas pessoas, certas religiões são como o milho e são buscadas por puro desejo de obter algo em troca, como prosperidade (dinheiro, bens materiais), saúde, paz de espírito ou até mesmo o céu. Outras pessoas buscam algumas religiões por medo do inferno, do diabo e de maldições. Mas, não são raras as religiões inventadas por pessoas muito espertas, treinadas em lógica, filosofia, teologia, metafísica, oratória e, interessadas em ganhar dinheiro. Embora a bíblia diga que Deus fez o homem a sua imagem e semelhança, constantemente percebemos que é exatamente o inverso: as necessidades, psicológicas, emocionais e financeiras criam na cabeça das pessoas um Deus para satisfazê-las. A psicologia da fé é a base da segurança para a maioria das pessoas que não podem viver sem algum tipo de crença ou sem pedir alguma coisa.

Desta imaturidade, se aproveitam espertalhões que constroem igrejas, como verdadeiras fábricas sem chaminé. Elas funcionam como uma espécie de quitanda, um comércio que acolhe, no caminho da existência, pessoas desesperadas, envolvidas por solidão, descaminhos, misérias, descalabros e múltiplas mazelas. São templos de psicologia, de shows psicodélicos, de oratórias flamejantes e de técnicas de comunicação emocionais bíblicas, verdadeiras ferramentas de convencimento. Mas, inaptas para tocar profunda e permanentemente a vida das pessoas. Causam impacto por certo tempo, mas nada mais são do que portadoras de pregações ornamentais, preparadas para arrecadar dinheiro, um verdadeiro comércio mundano na cara das pessoas que vão ao Templo para buscar Deus e orar.

Celebrar a presença de Deus em todas as circunstâncias, com plena confiança e certeza de Sua presença, dispensa a fé comercial que engorda os cofres dos vendilhões dos templos. Neste sentido, é exemplar a revolta do Papa Francisco com a questão do dinheiro: "Mas, o que Jesus tem contra o dinheiro? É que a redenção é gratuita. A gratuidade de Deus é trazida por Ele, a gratuidade total do amor de Deus. E quando a Igreja se torna exploradora, se diz que a salvação não é tão gratuita”. E acrescenta: “Deus não tem nada a ver com dinheiro. A igreja não pode ser "exploradora" ou vender a salvação”. Enfim, é preciso acima de tudo preocupar-se em cuidar dos outros, cultivar a solidariedade, conviver em fraternidade, participar de instituições religiosas ou laicas que possuam atividades caritativas, como meios necessários para encontrar Deus e, ao mesmo tempo abandonar as neuroses de igrejas que pregam a salvação como um lucrativo negócio. 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

FREI AGOSTINHO PICCOLO


HOMENAGENS A FREI AGOSTINHO PICCOLO

Vitório Mazzuco, OFM, Petrópolis

Na sexta-feira à noite (28/11/2014) fez a travessia para o Itaquerão da Eternidade o meu Mestre, Professor, Orientador, Confrade, Amigo, Modelo, Irmão e Santo, Frei Agostinho Salvador Piccolo, OFM. Com ele tenho uma história e muita história de vida! Cheguei ao Seminário de Agudos em 1966 com 12 anos de idade e ele estava lá, com seu inconfundível perfume Pinho de Campos de Jordão, sua paixão pela Formação e Educação, seu transparente modo de ser frade. Frei Agostinho era a natural encarnação das palavras que ele mesmo gostava de acentuar: amor-doação, amor-serviço, amor-fidelidade, amor-oração, amor-generosidade. Nos ensinou na sala de aula e fora dela. Homem de horas e horas frente ao Sacrário fazia da oração seu tempo e fazer sagrado. Nos ensinou gramática, retórica, mística, espiritualidade e estética. Nos fez vibrar pelo esporte e pelas regras de civilidade.

Torcedor fiel do Corinthians era um fiel apaixonado pela atividade física, pelo basquete e pelo futebol. Jovem de alma e coração nunca se deixou arcar pela idade. Escreveu muito sobre São Francisco, Franciscanismo e sobre a Educação. Recebi dele ainda este ano seu último livro: “São Francisco Sempre”. Sonhava morrer dentro de uma Casa de Formação e Educação. No último Capítulo das Esteiras convidou-me para irmos juntos visitar Dom Paulo Evaristo, que ele admirava muito. E disse: “Temos que ir ao Profeta, pois ele nos espera lá para continuar por algum caminho!” 

Morreu na Rodoviária de São Paulo, sua cidade natal e que ele amava muito; morreu a caminho de Bragança onde morava sonhando a Universidade São Francisco de seus sonhos. Viveu a vida toda em seminários, colégios e conventos, mas sempre no coração da Fraternidade e nos mostrando Deus através da sua transparente vida de piedade. Não faltava em nenhum encontro dos Frades e da Província. Onipresente e sempre contente. Educado, fino, leve, atento e provocador em sua presença, fala e silêncio. Nunca esqueceu o nome e a memória de nenhum seminarista, formandos e frades que passaram por sua vida. 

No seu quarto três pequenos altares: Nossa Senhora, São Francisco e um para o Timão. Nunca vi um frade usar tão bem os documentos do Vaticano II como ele usou! Sua Evangelização sempre foi para os Jovens! Fez da Juventude o seu ideal missionário e da Escola a sua Casa e Causa! Alimentava, cuidava e regava suas amizades com cuidado de jardineiro. Plantou em nós detalhes inesquecíveis de trazer a vida para perto, e que certamente vão florir em nós sempre, porque Frei Agostinho é uma planta que não sabe o que é fenecer, murchar, secar….ele será sempre uma primavera encarnada! Vá em paz e não esqueça de nos chamar sempre da Eternidade com seus maiúsculos e carinhosos diminutivos! Descanse na merecida Paz Eterna! Paz e Bem, meu confrade!



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

MAURO MENDES NA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

Cesar Techio
Economista – Advogado

    A aceitação da liderança de Mauro Mendes, o Tchê Mendes, tem criado certo desconforto pelos lados da banda inócua da velha e atávica política local, mas afeição entre os que acreditam que para aprimorar e garantir os altos padrões de gestão pública experimentado pelo município de Concórdia nos exatos últimos 14 anos, de Neodi Saretta a João Girardi, é preciso pragmatismo. Ao colocar o interesse público acima dos interesses dos partidos políticos, Mauro Mendes se despe do discurso cadente dos meios de comunicação, nos quais é chamado carinhosamente por seus ouvintes de “O bagual do Rádio” e assume o perfil de um vereador pragmático.  Vale dizer, suas decisões contra ou a favor do governo buscam uma avaliação prática e utilitária. O trabalho da gestão tem resultados úteis, justos, honestos, probos e de alcance social? Esta é a pergunta que baliza sua ação política na Câmara de Vereadores e que dificulta aos que se entendem por “experts”, estabelecer níveis de persuasão eficientes para demovê-lo do rumo que ele, e somente ele, entende por correto e produtivo. Por trás de tudo isso existe algo muito perceptível para quem o escuta com a alma e com o coração: uma índole inclinada para o bem. Mas também raiva, repúdio e nojo por fisiologia, ditadura, tirania, abuso, mentira, conversinha fiada.

  Escudado no seu jeito de ser, costuma com elegância e educação, “esfregar na cara” de quem lhe afronta, as verdades missioneiras que ele apreendeu durante a vida. É que, confundir o personagem, o artista Tchê Mendes, com o cidadão Mauro Mendes, só é permitido na essência da sua mensagem, mas jamais na técnica, postura parlamentar e excelência com que conduz a sua vereança. Com certeza, Mauro Mendes soube mais do que ninguém, apreender com Rogério Pacheco as técnicas do comando, da legislação e da diplomacia, próprias da presidência da Câmara. Este, aliou equilíbrio e sabedoria em favor dos concordienses, na medida em que deixou a política pequena de lado e buscou a governabilidade. Não me parece que siglas partidárias tenham tido qualquer influência nas decisões de Rogério Pacheco, de tal forma que sempre enfatizou, ao lado do prefeito, em atos solenes e públicos, que a decisão legislativa é fundamental para o sucesso de inaugurações, convênios, entrega de obras e bons resultados de gestão.

   A presença do Presidente da Câmara de Vereadores, ao lado do prefeito, nestes eventos públicos foi e é sinônimo de maturidade política. Por ocasião da maior entrega de máquinas da história do município, em torno de R$ 4 milhões de reais, Rogério Pacheco teve a oportunidade de, mais uma vez, expressar a importância dos trabalhos dos vereadores para a viabilização daquela compra.  Nestes dois anos tivemos o que de melhor poderíamos esperar em termos de qualidade legislativa. Isto se deve muito a condução dos trabalhos pelo presidente. Neste sentido, tenho esperança de que Mauro Mendes, se eleito Presidente da Câmara de Vereadores pelo biênio 2015/2016, seguirá com firmeza, espírito republicano e idealismo, o mesmo norte trilhado por Rogério Pacheco. Vamos torcer para que isso aconteça.


Pensamento da semana: O homem honesto procura tornar-se útil, o intrigante tenta ser necessário e aparecer. Victor Hugo



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

ENQUANTO O POVO SOFRE E PASSA NECESSIDADE...

 
CORRUPÇÃO PODE GERAR DESFALQUE DE R$ 21 BILHÕES NA PETROBRÁS. Análise leva em conta informações de desvios de propinas de 3% do investido pela empresa nos últimos anos Corrupção pode gerar desfalque de R$ 21 bilhões na Petrobras
Nova York - O banco americano Morgan Stanley divulgou sua estimativa das eventuais perdas com os desvios citados na investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Para o Morgan, as perdas podem chegar a R$ 21 bilhões, o que comprometeria todo o lucro de 2014 da estatal.
A análise é com base na informação dada pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, de que as propinas representaram 3% do que foi investido pela empresa nos últimos anos. Levando em conta uma margem de erro, o banco considerou perdas de 1% a 5%, o que significariam baixas contábeis entre R$ 5 bilhões e R$ 21 bilhões.
As instituições financeiras estão fazendo as contas depois que a própria Petrobras admitiu que terá de reduzir o valor de seus ativos, caso sejam confirmadas as denúncias de corrupção. Além disso, analistas alertam os investidores para a redução no pagamento de dividendos este ano e retiram a recomendação para a compra das ações da Petrobras.
Contas públicas
Um dos maiores prejudicados com o esquema de corrupção na estatal brasileira é o próprio Governo Federal, que é dono de mais de 50% dessas ações e espera fechar as contas com esses dividendos. O BNDES tem outros 10%. Já os investidores estrangeiros, que possuem a ação negociada em Nova York, têm quase 20% dessas ações.
Os relatórios dos analistas se mostram cautelosos, mas alertam para o potencial de a situação da petrolífera se agravar caso permaneça por um longo período sob investigação, a ponto de impedir que os auditores avalizem seu balanço até meados do próximo ano. Se o balanço anual não for auditado e publicado até lá, a empresa não terá como refinanciar sua dívida, que vence em 2015 e poderá ser forçada a pagar antecipadamente, de uma só vez, US$ 57 bilhões em empréstimos, segundo dados do Morgan.
Fonte: Portal IG

sábado, 22 de novembro de 2014

IGREJA NÃO PODE VENDER SALVAÇÃO, DIZ PAPA FRANCISCO

Francisco criticou a exploração financeira de algumas paróquias.  O papa Francisco fez uma homília forte durante a missa de Santa Marta nesta sexta-feira (21/11/2014) e afirmou que Deus não tem nada a ver com dinheiro e que a Igreja Católica não pode ser "exploradora" ou vender a salvação.

    "Há duas coisas que o povo de Deus não pode perdoar: um padre ligado ao dinheiro e um padre que maltrate as pessoas", ressaltou o Pontífice dizendo que "os laicos" devem fazer denúncias "na cara do pároco" sobre o tráfico de dinheiro nas paróquias. Segundo a Rádio Vaticana, Francisco usou como exemplo a leitura da Bíblia em que Jesus expulsa os mercadores do Templo.

    O Pontífice ressaltou que, muitas vezes ao entrar em uma Igreja, ainda hoje há a "lista de preços" para o batismo, para uma benção, para as intenções da Missa e "o povo se escandaliza".

    Ele aproveitou para contar um fato que observou enquanto era padre. "Estava com um grupo de universitários e vários deles queriam se casar. Tinham ido a uma paróquia e queriam fazer o casamento com uma missa. E o secretário paroquial lhes disse: "Não, vocês não podem". "Mas porque não podemos casar com a missa, se o Concilio recomenda fazer sempre com a missa?". "Não, não pode porque acrescenta mais de 20 minutos à celebração". "Mas por que?".

    "Porque há outros horários". "Mas, nós queremos com a missa".

    "Então, me paguem dois horários". E, para que eles se casassem, precisaram pagar por dois horários. Isso é um pecado escandaloso!", contou o Papa.

    Segundo o líder da Igreja Católica, Jesus destruiu os comércios do Templo porque eles haviam "profanado" o local sagrado. "As pessoas são boas e elas iam ao Templo para buscar Deus, rezar, mas precisavam trocar moedas para fazer as ofertas", destacou o Pontífice dizendo que "acha um escândalo" que padres façam "comércio e mundanidade".

    Ele também pediu atitude dos fieis católicos para combater esse tipo de corrupção e problemas da entidade, afirmando que "quando aqueles que estão no Templo, sejam sacerdotes, laicos ou secretários, se tornam exploradores" é preciso "ter a coragem de denunciar".


    Jorge Bergoglio ainda explicou o motivo de sua revolta com a questão do dinheiro. "Mas, o que Jesus tem contra o dinheiro? É que a redenção é gratuita. A gratuidade de Deus é trazida por Ele, a gratuidade total do amor de Deus. E quando a Igreja ou as igrejas se tornam exploradoras, se diz que a salvação não é  tão gratuita. Por isso, quando Jesus destrói tudo é um rito de purificação no Templo". 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

PARABÉNS JUDICIÁRIO CATARINENSE

 Cesar Techio
Economista – Advogado

            Não existe a menor dúvida, de que o Poder Judiciário fulgura como uma verdadeira ilha de resistência moral e ética  em meio ao mar de lama, encapelado pela corrupção que assola o Brasil e que mergulha de escafandro na podridão da imoralidade grandes estatais, empresas privadas, partidos políticos e bandidos, no maior assalto contemporâneo aos interesses da República. São milhares de juízes espalhados por todo o território nacional que se mantém íntegros, eretos, firmes, dignos e leais ao juramento de cumprir a Constituição Federal e as leis. Imparciais com relação às partes (poderosos e humildes são tratados em igualdade de condições), nossos juízes não são indiferentes, insensíveis, neutros ou descomprometidos com a realidade, com o sofrimento do povo e com o compromisso de fazer a justiça.

            Nesta atmosfera, a despedida do juiz da Vara de Família da Comarca de Concórdia, Rodrigo Tavares Martins, me fez pensar no quanto a palavra “EXCELÊNCIA” bem se aninha no peito dos valorosos juízes de primeiro grau. São eles que possuem contato direto com a dor que lateja nos processos que lhes são propostos diariamente pelas partes, na busca sedenta por justiça. A fulgurante passagem deste exemplar magistrado por nossa Comarca, em operosidade ímpar na excepcional redução do número vegetativo de processos, em que pese o aumento vertiginoso dos ingressos, desenhou um quadro digno de assombro e reconhecimento. A defesa da infância e da juventude sob o manto da sabedoria deste novel juíz teve matizes muito especiais no último biênio em nossa Comarca. A acuidade e o profundo interesse pela solução de conflitos envolvendo impúberes e adolescentes emoldurará o seu nome no quadro das lembranças mais caras aos que tem sentimento de justiça.

            Em momentos infames pelos quais atravessa nossa pátria, me permito louvar a qualidade intelectual e humana desta nova plêiade de juízes que aportam ao Judiciário Catarinense, entre os quais sobressai o nome de Rodrigo Tavares Martins, orgulho para o Poder Judiciário e para todos nós, em especial para a classe dos advogados. Portas abertas e acesso livre para a defesa dos interesses processuais, num clima de despertar para a agilização e descongestionamento dos trabalhos, em concerto harmônico entre a simplicidade e a objetividade, a par de uma equipe igualmente acolhedora e operosa, foram suas credenciais. De agir determinado, Rodrigo Tavares Martins propôs o esteamento do repúdio à preguiça e ao quadro sindrômico das mazelas sociais destes tempos, motivo pelo qual, tomado de agradável surpresa, me senti honrado pelo convite para dirigir-lhe improvisadas palavras de gratidão por ocasião de sua despedida. Obrigado digno Juiz, obrigado Poder Judiciário. Suplico a Deus que jamais nos faltem bons juízes, pois eles são a última esperança por um Brasil mais justo, democrático, republicano, humano, sério e comprometido com a cidadania.

Pensamento da semana: A dignidade da pessoa está em vossas mãos: conservai-a. Friedrich von Schiller (1789).


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

ESCÂNDALO DA PETROBRÁS

Após investigações, Petrobras adota 66 medidas internas de governança A presidenta da Petrobras, GRAÇA FOSTER, disse hoje (18) que a estatal não está pronta para apresentar os balanços contábeis do terceiro trimestre de 2014. Os dados deveriam ter sido divulgados na última sexta-feira (14), mas o anúncio foi suspenso porque a auditoria responsável pelas contas da companhia, a PricewaterhouseCoopers, se recusou a assinar o balanço.



“Em face das eventuais denuncias e investigações da Operação Lava Jato, a companhia não está pronta para divulgar as demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014, pois essas denúncias, se verdadeiras, podem impactar potencialmente tais demonstrações”, declarou Graça Foster, ao iniciar a apresentação do balanço operacional. As revelações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff, emendou, “podem levar a possíveis ajustes nas demonstrações contábeis”, admitiu a presidenta da estatal. “Portanto, há necessidade de mais tempo”, completou, assinalando que 66 medidas de governança estão sendo tomadas internamente.
A Petrobras apresenta, neste momento, os resultados operacionais do terceiro semestre, com 6,5% de crescimento da produção em relação ao segundo trimestre e 12,1%, na comparação com o terceiro trimestre de 2013. Em outubro, a média de produção de barris de petroleo por dia chegou a 2.126 e atingiu o pico da série histórica.
O diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, acrescentou que a companhia pretende mostrar o balanço contábil “tão logo seja possível”, mas não antecipou a data. Por outro lado, anunciou para 12
de dezembro as demonstrações contábeis não-revisadas. Os financiadores da companhia exigem os dados até 90 dias após o fim do trimestre.
Auditores externos e escritórios contratados fazem a revisão das contas da Petrobras. Na avaliação de Barbassa, se confirmadas as denúncias da Lava Jato, a companhia terá que avaliar “se houve cobrança além do preço adequado, justo, por qualquer bem ou serviço”, em função de pagamento de propina, por exemplo, a diretores e políticos. Agência Brasil 17/11/2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

POLÍCIA FEDERAL PRENDE 18 ACUSADOS DE ROUBO A PETROBRÁS



Nove grandes empresas ( Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS, UTC, Engevix, Iesa, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia e Mendes Júnior) foram alvo de uma nova fase da operação Lava Jato da Polícia Federal nesta sexta-feira, 14. De acordo com a Polícia Federal, as companhias têm R$ 59 bilhões em contratos com a Petrobras, sendo que boa parte deles está sob investigação do órgão e da Receita Federal e Ministério Público Federal

Nesta sexta-feira, foram presos o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque, e mais 17 suspeitos de envolvimento em um mega esquema de lavagem de dinheiro, que, segundo a PF, movimentou cerca de R$ 10 bilhões. As empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na estatal são a Camargo Corrêa, Odebrecht, OAS, UTC, Engevix, Iesa, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia e Mendes Júnior. Todas as prisões fazem parte da sétima fase da Operação Lava Jato. Também foram cumpridos seis mandados de condução coercitiva. Os investigados que não foram localizados até o momento tiveram os nomes inscritos no sistema de procurados e impedidos da PF e estão proibidos de deixar o país, entre eles, o lobista Fernando Baiano, citado nas investigações como agente do PMDB no esquema criminoso.

Todos os investigados na operação que não foram encontrados estão proibidos de deixar o país. Com mandados de prisão preventiva, eles estão ainda incluídos na lista de alerta vermelho da Interpol.

De acordo com a PF, alguns executivos das sete maiores empreiteiras do país, mantinham, nas últimas semanas, atitudes suspeitas, prevendo que poderiam ser alvo de uma operação policial. Segundo o delegado da PF, Igor Romário de Paula, responsável pela operação, essa pessoas pernoitavam fora de casa e viajam com frequência. Ele negou que tenha havido vazamento de informações. "Alguns vinham saindo do país com frequência ou dormiam em hotéis, apartamentos nitidamente com caráter de não permanecer (nas residências fixas). Isso se comprovou hoje com alguns sendo encontrados em outras cidades".

Ao todo, sete empreiteiras, com contrato de mais de R$ 59 bilhões com a Petrobras foram alvo da operação deflagrada nesta sexta-feira. "São aquelas em que o material apreendido e as quebras de sigilo dão material robusto para mostrar o envolvimento delas na formação de cartel, desvio de recursos para corrupção de agentes públicos", disse o delegado.

Ainda de acordo com a PF, os executivos das empreiteiras presos hoje participaram diretamente da celebração de contratos com a Petrobras. Outros alvos da operação tiveram participação secundária ou atuaram no transporte de recursos obtidos de forma ilícita para doleiros, que posteriormente faziam a lavagem.

Na sétima fase da Operação Lava Jato foram expedidos 85 mandados judiciais e decretado o bloqueio de aproximadamente R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados. Foi autorizado também o bloqueio integral de valores pertencentes a três empresas referentes a um dos operadores do esquema.

Os grupos investigados registraram, segundo dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), operações financeiras atípicas no montante que supera os R$ 10 bilhões. Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro.

Os mandatos foram cumpridos nos estados do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. Ao todo, mais de 300 policiais federais e 50 servidores da Receita Federal participaram da operação.

Dos 18 presos na operação, 16 fazem parte da alta cúpula das empresas que já vinham sendo investigadas. Eles ocupavam cargos de liderança, como a presidência e a vice-presidência nas construtoras.

Redação SRZD* 14/11/2014
*com informações da Agência Brasil.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

RUA COBERTA: URBANISMO POPULAR DO FUTURO.

Ver video.  https://www.youtube.com/watch?v=oTvrD-Q8C-



Cesar Techio
Advogado - Economista
          

         O futuro não é algo que se possa vislumbrar com facilidade. Somente grandes homens, visionários, têm a capacidade de ver adiante de seu tempo e projetar o amanhã. A vida às vezes surpreende quando estes artificies de ideias inovadoras assumem cargos públicos e comandam as transformações que precisamos. Esta capacidade não é algo como uma disciplina, que precise ser ensaiada ou praticada. Este “feeling”, visão empreendedora, tino, percepção, não é para todos. Por isso não é de estranhar que muitos, ao se depararem com a evolução das mudanças urbanas, não as percebam na sua grandeza e naquilo que elas têm de melhor.

         Aqui em Concórdia isso ocorreu com as alterações do trânsito em agosto de 2011. Cidade do interior com movimento de cidade grande era preciso modificar o sistema de tráfego. E foi aquela “gritaria”! Precisou de algum tempo, para perceber que as alterações simplesmente foram geniais e viabilizaram a trafegabilidade. Sem elas, o fluxo de veículos nas horas de maior movimento teria parado.  Neste mês, começa a segunda etapa destas mudanças, com mão única na Osvaldo Zandavalli, mais um trecho na Rua Dr. Maruri; implantação de ciclovia da BRF até o Parque de Exposições, ajustes no transporte coletivo incentivando o uso do transporte público, mudança do terminal urbano, entre outras necessárias modificações. Será que a “gritaria” vai se repetir?

           Com a Rua Coberta, um projeto que já constava nos planos da Administração Municipal desde 2009 (Programa Concórdia 30 anos), aprovada pela população e pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável, a gritaria da negatividade, dos que não conseguem entender os novos tempos, não é diferente.

         Trata-se de um projeto focado na humanização urbana, um espaço de lazer, interação familiar e social, que comportará a realização de eventos e comemorações sem perder a funcionalidade atual, ou seja, o fluxo de veículos continuará normalmente durante os dias úteis da semana. Acresce a isso as linhas estéticas de um futuro que chega a Concórdia, com um diferencial espetacular, fruto da capacidade visionária do vice-prefeito Neuri Santhier e do prefeito João Girardi.
                    
          Na realidade a proposta da Rua Coberta pretende mostrar uma estética urbana de valor social inestimável, vez que se trata de uma obra a ser intensamente socializada com a população, algo dificilmente alcançado pelo sistema capitalista.  Este “social” exige bons serviços públicos de qualidade, como educação, saúde, saneamento, abastecimento de água, sem dúvidas. Todavia, não exclui também o de alcançarmos (com todas as obras que estão sendo realizadas pelo governo Girardi) um novo sentido estético urbano popular que nos afaste do trivial e da mediocridade e que nos permita superar aquilo que só é dado aos ricos.


 Pensamento da semana: Quem tem talento, sempre incomoda. Globo News






quarta-feira, 29 de outubro de 2014

DILMA. SOBRE MINHA ÚLTIMA CRONICA....

A interpretação é livre... sobre o que escrevo. Mas as lentes com que devemos ver esse país é o da responsabilidade Republicana e com as lentes da democracia. Dilma é a nossa presidente, eleita democraticamente e, portanto, vai ser respeitada como tal e também deverá respeitar as instituições, a Constituição, os princípios de liberdade de imprensa, o nosso sistema de representação pelo Congresso Nacional. O PT e todos os partidos e forças democráticas, inclusive Sindicatos e Movimentos Sociais vão ter sempre que ter o PEITO E CORAGEM para vencer as eleições democraticamente, dentro das regras da democracia, como ocorreu nestas eleições. Golpe, JAMAIS! Nem pela direita, nem pela esquerda. O modelo de governo que queremos tem como base a ética, a moralidade. Não admitimos corrupção. Cadeia e pau em vagabundos corruptos, e se for político, pior ainda. Impeachment e repúdio, sem concessão. Aqui em Concórdia, precisamos reconhecer a seriedade do governo municipal. O escândalo "Fundo do Poço", no qual se envolveu uma empresa daqui, atingiu vários municípios, menos o de Concórdia, sede da empresa. Por que? Porque aqui tem honestidade, seriedade, trabalho. Esses valores são patrimônio do nosso povo. E... sinceramente? Não vamos perdê-los.

CONTRADIÇÃO: DILMA PERDEU EM CONCÓRDIA POR INGRATIDÃO OU MIOPIA?



O mineiro Aécio Neves perdeu para Dilma (52,4% a 47,6%), em sua terra natal, confirmado históricas derrotas do PSDB para o PT em Minas Gerais. Em 2002 Lula (66,45%) venceu Serra (33,55%); em 2006, Lula (65,19%) venceu Alckmin (34,81%) e em 2010, Dilma (58,45%) venceu Serra (41,55%). Ora, Aécio Neves foi o melhor governador de Minas Gerais. Começou com 74% de aprovação e terminou o governo com 92%. Da mesma forma, Dilma (46,47%) perdeu no Rio Grande do Sul para Aécio Neves (53,53%), Estado no qual ela viveu e construiu toda a sua vida profissional e política. Em Minas Gerais venceu Fernando Pimentel do PT e no Rio Grande do Sul José Ivo Sartori do PMDB, apoiado por Aécio. Em Concórdia, Aécio (65%) venceu Dilma (34%). Foram 29.087 votos contra 15.051, com uma diferença de 14.036 votos. Contradições que marcam essas eleições. Aqui, a contradição tem a ver com os altos investimentos do governo Dilma no município.
Conforme escrevi alhures, nunca em toda a nossa história, um governo municipal conseguiu angariar do Governo Federal (e Estadual com Raimundo Colombo que apoiou Dilma), tantos investimentos para vários projetos, em grande parte ainda em andamento. A ampliação do Instituto Federal Catarinense com Engenharia de Alimentos, Medicina Veterinária e para 2015 Engenharia Agronômica; aquisição de terras para o Campus da Universidade Federal Fronteira Sul, com Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Controle e Automação; Terceira pista da Rua Attílio Fontana; Acesso ao Distrito de Presidente Kennedy; pavimentação asfáltica mais de cem ruas; reforma do Ginásio Tancredo Neves; recuperação do trecho do acesso Engenho Velho; construções do Parque de Exposições; UPA 24 horas; prédios para Estratégia de Saúde da Família nos bairros da Gruta, Novo Horizonte, Jardim e Distrito de Planalto; ampliações da Unidade de Saúde da Vila Jacob Biezus e Bairro Salete, entre outros. O governo Dilma investiu pesado em Concórdia em programas de Habitação Rural, Agricultura Familiar, Pronaf a juros mais baixos e de fácil acesso, etc.
Some-se a tudo isto, a incontestável eficiência, seriedade e honestidade do governo municipal comandado pelo PT em Concórdia, numa fase áurea inaugurada por Neodi Saretta e sustentada por João Girardi e Neodi Santhier, há 14 anos. Não obstante, a candidata do PT sofreu um sério viés político em nosso município. Dilma perdeu em Concórdia por ingratidão ou por miopia? Na verdade, a rejeição ao PT tem a ver com o mar de lama, imoralidade administrativa e corrupção a nível federal, rigorosa e veementemente rejeitada pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, regiões produtoras que carregam o Brasil nas costas. Contradições à parte, graças a Deus não alteram a credibilidade do governo petista aqui de Concórdia, conquistada com trabalho sério e honesto de gestores que seguem fazendo história e que merecem nosso respeito.
Pensamento da semana: “Nosso país não pode manter a impunidade daqueles que cometem atos de corrupção. Não vou deixar pedra sobre pedra. Eu vou fazer questão que a sociedade brasileira saiba de tudo" Dilma Roussef

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

TODO O DIA É DIA DO DESAFIO PARA O PREFEITO JOÃO GIRARDI


Milton Cleber Pereira Amador, Cidadão Concordiense merecidamente. (Foto Radio Aliança)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

INVESTIMENTOS DO GOVERNO FEDERAL EM CONCÓRDIA, PODEM PARAR?



PREFEITO JOÃO GIRARDI, campeão de prêmios por boa gestão na Administração Pública e responsável pelo aporte de altos investimentos do Governo Federal e Estadual no Município de Concórdia.

Cesar Techio
Economista – Advogado
CRONICA DA SEMANA


                         O prefeito João Girardi afirmou que não expôs na rua, em frente a prefeitura, as máquinas e equipamentos comprados através do Programa Pró-Vias, do Governo Federal, porque não haveria espaço suficiente. Num projeto de renovação de frota, integrarão o parque de máquinas, sete caminhões, quatro retroescavadeiras, uma motoniveladora, uma escavadeira hidráulica, uma pá-carregadeira e equipamentos agrícolas para associações de moradores. Nunca em toda a história do município um governo municipal conseguiu angariar do Governo Federal tantos investimentos para vários projetos, em grande parte ainda em andamento. A ampliação do Instituto Federal Catarinense com cursos superiores de Engenharia de Alimentos, Medicina Veterinária, e para o ano que vem, Engenharia Agronômica com 1500 alunos, além da aquisição de terras para a implantação do novo Campus da Universidade Federal Fronteira Sul, inicialmente com os cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Controle e Automação, foram frutos da articulação do Prefeito João Girardi, do vice Neuri Santhier e do Deputado Estadual Neodi Saretta, junto ao Governo Federal. Estes méritos, não podem ser ignorados, sob pena de cometermos uma injustiça, da qual não se compadecerão os milhares de estudantes e pessoas beneficiadas com esta ação política virtuosa.

                   Outros investimentos em infraestrutura, todos acertados com o Governo Federal e/ou Estadual, ou foram concluídos ou em sua maioria estão em andamento. A Terceira pista da Rua Attílio Fontana; o Acesso ao Distrito de Presidente Kennedy; a pavimentação asfáltica de 110 ruas; a reforma do Ginásio Tancredo Neves; a recuperação do trecho do acesso Engenho Velho; as construções do Parque de Exposições; o UPA 24 horas; os novos prédios para Estratégia de Saúde da Família nos bairros da Gruta, Novo Horizonte e Jardim e no Distrito de Planalto; as ampliações da Unidade de Saúde da Vila Jacob Biezus e Salete; os programas de Habitação Rural, Agricultura Familiar, Pronaf a juros mais baixos e fácil acesso, entre outros projetos e investimentos em nosso município irão continuar no próximo governo? Seja quem for o próximo Presidente da República, Dilma ou Aécio, a nossa esperança é que estes projetos e investimentos (aqui citados apenas alguns), assim como o respeito pelo nosso município de Concórdia e pelas nossas lideranças políticas, continuem firmes, com as portas abertas em Brasília. 

                   Se isso preocupa João Girardi, Neuri Santhier e Neodi Saretta? Não tenho dúvidas. E se preocupa todos nós, o povo, beneficiados pelos altos investimentos em nosso município pelo efetivo cumprimento dos compromissos já assumidos e em andamento, pelo próximo governo? Tenho certeza que sim.



Pensamento da semana: Já sorriu para alguém hoje? 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014